quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Copa 2014

Pela segunda vez na história o país mais fanático por futebol do planeta irá sediar a copa do mundo. Vencemos por W.O., já que fomos os únicos a se candidatar para organização do torneio. Mas o que eu me pergunto é: “Será que nós vencemos a barreira entre o primeiro e o terceiro mundo, acabamos com as mazelas que assolam nossa pátria e conquistamos o direito de gastar bilhões em uma Copa do Mundo? Ou será que nós empurramos tudo para debaixo do tapete, maquiamos os problemas durante o Pan e por fim enganamos o mundo?”.

Vivemos em um país com quase 200 milhões de pessoas onde 90% da população vive abaixo da linha da pobreza. E a maioria que se salva dessa humilhação, no máximo sobrevivem, ganhando praticamente nada. Não que eu não ache que temos capacidade de organizar um evento do tamanho da Copa, acho até, que seria um bom treino para uma Olimpíada. Porque não? Seria uma evolução natural das coisas: Pan, Copa e Olimpíada.

Bom, acho inclusive, que somos capazes de fazer a melhor copa da história. Temos tudo que precisamos, só não temos uma política limpa o suficiente para evitar o superfaturamento das obras. Tenho certeza que já existem políticos pensando em como tirar proveito de tudo que será gasto. Não temos uma sociedade justa o suficiente para realizar um evento de tal magnitude. Não temos o direito de pensar que somos o primeiro mundo e que nada de ruim existe aqui.

Espero que dentro de sete anos eu seja surpreendido pela capacidade das pessoas. E que durante a cobertura do evento, onde quer que eu esteja trabalhando, eu elogie a organização e tenha orgulho de andar com a camiseta da seleção em meio a milhares de turistas do mundo todo.

sábado, 18 de agosto de 2007

Trabalhando pelo Mundo

Acordar cada vez em um país diferente, conhecer o mundo todo, diversas comunidades e suas culturas. Muitos acham que essa é uma vida muito boa e sem preocupações. Mas não para as pessoas que trabalham diariamente por um mundo melhor. No meio de conflitos armados de todos os tipos existem pessoas que arriscam suas vidas para ajudar os outros.

Com doze mil voluntários espalhados por todo mundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, o CICV, é um dos principais órgãos mundiais envolvidos nos conflsitos armados. Completamente neutra, a CV ajuda a todos que sofrem com os males causados pelas guerras. Crianças, mulheres, militares feridos de ambos os lados, e principalmente buscando o cumprimento dos direitos internacionais humanitários.

Apenas mais seis brasileiros trabalham para a organização. Um deles localizado em Genebra, no escritório principal do CICV, e outras cinco, espalhadas em várias missões pelo mundo.

Entre essas pessoas está a brasileira Graziella Leite Piccolo, de 39 anos. Natural de Brasília, ela cresceu em uma família muito ligada a comunidades carentes e sempre foi fascinada por outras culturas: “Já no primeiro grau eu me correspondia com ‘pen friends’, amigos de outros paises”.

Graziella se juntou ao CICV, em 1995, e já passou por vários países como México, Peru e Uzbequistão. Atualmente ela é Chefe de Comunicação em Uganda, aonde trabalha a mais de um ano. O país africano passou por vinte anos de conflito armado interno, entre o governo e os rebeldes do Lord's Resistance Army (LRA). Agora os dois lados buscam um acordo para a paz no país. Mas agora, já existem mais de 1 milhão e 700 mil refugiados por causa do conflito.

O interesse de trabalhar no comitê é muito mais antigo do que se pode imaginar. Quando estava cursando Relações Internacionais, na Universidade de Brasília, ela ficou interessada sobre o tema de organizações humanitárias internacionais: “Tive um excelente professor naquela época, o Dr. Antonio Augusto Cançado Trindade, e me fascinava escutá-lo relatando sobre os trabalhos do CICV e também ACNUR(Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados).” Mais tarde seria ele que a indicaria para o primeiro chefe dela na Cruz Vermelha.

Muito mais do que aventura e a emoção, Graziella lembra que logo na primeira missão percebeu que era preciso entender: “além do fato, a filosofia do trabalho, conhecer os princípios do comitê, como se trabalha, porque fazem certas coisas e não outras. Enfim, vestir a camisa CICV, era tudo um desafio novo”. Mas era muito difícil de esconder a emoção, ela lembra bem de como era estar lá pela primeira vez: “foi mágico (...) ver um grupo guerrilheiro, estar no meio do mato, estar com população indígena e tudo mais, era muito inusitado”.

Na Croácia, que havia acabado de se separar da antiga Iugoslávia e ainda sofria com o conflito, ela esteve cara a cara com o desespero das pessoas por alguma ajuda. Por alguma informação dos familiares desaparecidos.

Um dos grandes problemas enfrentados pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha em Uganda, e em muitas partes do mundo, é a falta de estrutura que o país pode oferecer, que nem sempre é a esperada. Apesar do tamanho, eles são de uma entidade que depende de doações e patrocínios para trabalhar: “O importante passa a ser estar lá, perto das pessoas que precisam de ajuda. Vamos aprendendo a equilibrar em nos mesmos o lado emocional e profissional. E assim você vai crescendo, conhecendo mais o seu trabalho e tudo o que isso implica”.

Por mais que Graziella visite constantemente o Brasil, que fale sempre com a família pelo telefone e pela internet, a saudade sempre aperta: “Esse é o fator que pesa em alguns momentos, dependendo do quanto a pessoa e ligada a família e aos amigos. No meu caso, muito. Não falta nada, somente a família e os amigos”. Mas o trabalho não faz mal para seus relacionamentos, muito pelo contrario. Foi no CICV, que ela conheceu seu atual companheiro, que trabalha na mesma organização que ela.

Ela deve ficar na África até fevereiro de 2007 e ai deve partir para outro país. Vai conhecer outra cultura, novas pessoas, novos trabalhos. Mas deixará para trás outras coisas, pessoas e lugares. Terá mais coisas para sentir saudades e novas preocupações. É o preço a pagar mesmo quando se trabalha por um mundo mais justo.


Em Outras Palavras 23/12/2006

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Detalhes

Na frente do prédio que trabalho existe uma pequena árvore que nunca tinha visto florir. Parecia até mesmo um arbusto que cresceu mais do que devia e foi virar uma arvorezinha não muito saudável. Até mesmo o tronco dela é meio estranho, um monte de galhos finos e entrelaçados que formam um tronco forte e saudável.

Nem mesmo os ventos mais fortes, que derrubaram muitas árvores imponentes e bonitas foram capazes de acabar com a vida dela. Sempre passei por ela e aos poucos fui percebendo que nunca estava florida.

Resumindo, era algo verde e retorcido que não chamava a atenção de ninguém.

O inverno chegou, não que o frio este ano esteja lá essas coisas. O verão da Dinamarca deve ser uns bons graus mais frios do que qualquer dia de frio em São Paulo. O de lá pode até não ser, mas o da Holanda é, eita paísinho frio do cacete. Mas isso é assunto pra outra história.

Bom. Num desses dias que fez frio de verdade pra nós brasileiros, mas que qualquer holandês crescido na Dinamarca estaria de shorts e reclamando que estava muito quente. E teria a pachorra de dizer que era sorte aquela brisa estar soprando, pois assim não ficava muito abafado. Continuando, resolvi gastar uns minutinhos tomando um café em um dos bancos da praça.

Olhei imediatamente para o arbusto avantajado e pensei: “É garota, agora que você num vai dar flor mesmo”. Sorvi o último gole da bebida e subi para mais um dia de trabalho.

Em certas épocas, o tempo corre e dificilmente as pessoas prestam atenção nos detalhes. As coisas que realmente podem fazer a diferença, o olhar que você tanto esperou, o choro que você poderia ter consolado, as dores que podia ter curado. As pessoas passam sem se dar conta.

E foi assim comigo durante o último mês. Corri atrás de um monte coisas que considerava prioridade e deixei de observar e admirar as coisas que deveria.

Hoje não foi diferente. Um dia apertado, dead line apertado, precisava terminar aquele trabalho. Consegui. E foi só então, que resolvi sentar por uns segundos. O mesmo banco, mas sem o café e o frio. Foi então eu vi.

Pequenas flores brancas e roxas brotavam entre as folhas que formavam aquele casulo verde. Eram delicadas, não tinham nenhuma exuberância aparente. Mas estavam lá. Na única arvore que nunca tinha tido flores. Em meio a tantas tão grandes e fortes, agora ela era a mais bela.
As outras? Algumas estavam sem uma folinha sequer. Nem uma. Aparente mortas, certas de que sempre seriam as mais imponentes e vistosas da praça.

Na escuridão da noite, as pétalas refletiam a luz forte que vinha da Lua. Levantei e cheguei mais perto. Senti o cheiro doce aquecendo meu peito. Pensei nas coisas que deixei passar. Pessoas para quem não sorri. Nos momentos que não aproveitei com a minha família e amigos.

Subi e comecei a escrever. Sei lá, aquilo me fez bem. Amanhã eu acho que vou tomar um café.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

O inverno do coração

Enquanto a chuva caia do lado de fora, ela se mantinha aquecida pelos cobertores e blusas. A noite fria era a única que lhe fazia companhia nos últimos dias. Depois de alguns goles de chocolate quente, desistiu de comer o macarrão que já estava no prato há algum tempo. “Já deve estar frio”, pensou em apoio a sua decisão. Mas a fome foi mais forte, ao contrario do que imaginava, a comida estava na temperatura ideal.

Com o jantar terminado, ela se chafurdou ainda mais nas suas cobertas e na tristeza que carregava ainda mais pesadamente no peito. Uma lagrima escorreu pela macia pele clara de seu rosto enquanto ela finalmente adormecia. Ah, ela tinha outra companhia, Lili, sua gata de estimação, logo se aninhou em seu colo e também pegou no sono.

No dia seguinte acordou com o som distante do despertador, levantou-se do sofá e foi ligar a cafeteira. Enquanto Passava o café também colocou pão na torradeira e foi tomar banho. Deixou que a água escorresse pelo seu corpo lentamente. Fechou os olhos e a sentiu o calor tocando-lhe a nuca, escorrendo pelas cosas, pelos seios, até os pés. Sentiu as mãos dele fazendo o mesmo. Lembrou das noites que pareceram rápidas demais pra quem amou alguém de verdade pela primeira vez.

Entendera com ele a diferença entre o amor e o sexo. Quem diria, ela nunca achou que chegaria a esse ponto. Era para ter sido uma noite longa de aventura. Se transformou em uma vida curta e intensa de paixão.

Voltou a si assustada. Não queria lembrar, não queria lembra que estava errada. Cometera o mesmo erro que muitos já haviam cometido sem se dar conta. Questionava as ações do coração com a razão mais ilógica possível. Insistia em trocar a felicidade pela dor. A certeza pela dúvida. O amor inquestionável em que se fartava de tudo que era bom por um sentimento superficial e desgostoso.

Descobriu que ele não mais sofria pela troca. O amor ainda estava lá, mas ele soube perceber que era mais importante do que tudo que lhe fazia mal. Foi assim, aos poucos, que o rapaz permitiu que ela o perdesse. Ele já não ligava mais, nunca ligou, foi sempre ela quem recorreu ao telefone para sanar a necessidade de uma voz que realmente a amava.

Agora vivia um amor de escuridões. O medo de novamente estar só tornava suas noites mais solitárias do que jamais haviam sido. Quem diria, justo ela, sempre tão cheia de si, agora estava só.

As pessoas tentaram fazê-la acordar antes que fosse tarde. Mas não, ela deixou-se enganar por sua razão irracional. Todos passavam irradiando calor enquanto ela se afundava em um frio que não sabia de onde vinha. Queria viver o verão, mas o inverno já estava dentro do coração.

A vida de todos seria muito mais fácil se nós amassemos com o coração ao invés da razão.

Pedira a Deus uma pessoa como aquela, e teve medo quando viu que tinha sido atendida. Não queria acreditar que podia ser feliz, queria sempre sofrer. Achava que era isso que mantinha as pessoas por perto, tinha certeza que sua dor atrairia as pessoas solidárias. Não percebeu que na verdade tudo piorava cada vez mais.

Era mais uma vez noite, seu corpo doía depois de um dia de trabalho duro. Chorou enquanto a chuva novamente começava a cair. O sol, nunca mais veria. As trevas e as tempestades cairiam para sempre no coração que nunca mais seria capaz de amar.

A prisão em liberdade

Dois dos três atletas cubanos que fugiram da vila pan-americana durante os jogos do Rio foram deportados no último Sábado, após serem detidos pela Polícia Federal. Muitos já acreditavam que os dois teriam fugido para Alemanha, baseados em fatos vindos não sei de onde. Mais uma vez, toda imprensa noticiou palpites como fatos. Mas isso é outra história.

O que importa é que Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara, os boxeadores chegaram à saudosa terra de Fidel, com seus charutos e “mojitos”, depois de uma não tão gloriosa passagem pela terra da caipirinha e aviões. Estejam esses no céu ou no mar.

De acordo com Fidel eles não serão presos e nem sofrerão nenhum tipo de represália, só passaram um tempo, ainda indeterminado, em uma casa de recuperação. Como se eles tivessem algum problema de saúde, metal ou vícios que precisassem ser tratados. Depois de liberados dessa “clínica” Guilhermo e Erislandy estarão livres, ou não.

Os dois nunca mais chegaram perto de nada que, de alguma maneira, possa tirá-los da ilha. Até o fim dos seus dias, terão pessoas observando cada um dos passos dados pelos dois. Cada palavra, cada soco, cada riso, cada choro. Tudo será marcado. Nunca mais eles poderão pensar em tirar sarro das pessoas e do país que lhe deu “tudo”.

Qual será a liberdade que eles terão de agora em diante? Estarão mais isolados do que já está todo resto da ilha. Fadados aos intermináveis discursos de Fidel Castro, novelas brasileiras e propagandas de um governo que procura omitir para manter uma falsa sensação de que o mundo é justo e todos são iguais.

O país nunca iria assistir aos discursos do ditador, se todos não corressem o risco de sofrerem represálias por não optarem por escutar a sábia palavra de seu presidente. Se isso é liberdade, quero só ver o que acontece com quem fica preso.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Pescaria da Boa

Os primeiros raios de sol do dia ainda não haviam aparecido quando João levantou da cama, ainda cansado. Olhou no relógio e confirmou que eram apenas 4 horas da manhã de sábado, mas aquilo não estava sendo nenhum sacrifício para ele. Era mais uma de suas viagens pelo litoral brasileiro atrás de uma boa pescaria, era o maior prazer que o dinheiro poderia proporcionar-lhe.
Ao longo de sua vida, João Almeida, diretor de uma empresa do interior de São Paulo sempre foi apaixonado por esse esporte pouco comum nas grandes metrópoles. Por mais que passasse a maior parte do ano trabalhando, era isso que gostava de fazer nos fins de semana, era isso que amava fazer nas férias.
João começa a fazer os últimos preparativos para a viagem, foram meses de planejamento para que nada saísse errado hoje. Ele e Alberto, seu amigo de infância, preparam cuidadosamente cada detalhe. Cerca de três semanas antes, checaram todos os detalhes do barco, motor, estrutura, equipamentos de segurança, tudo que precisassem em uma emergência.
Seriam cinco dias na Amazônia, pescando pelo prazer e por amar a natureza. Muitos peixes sairiam da água apenas para que sua beleza fosse admirada. Logo depois eles retornariam para as águas e poderiam seguir com sua vida normalmente. Para guiá-los pelo local, os dois amigos contrataram um guia dá região, Washington dos Santos, que conhecia as melhores áreas, rios e os locais aonde a pesca estava autorizada.
Eram cinco da manhã, os amigos se encontram com Washington, e foram para o ponto de partida da excursão. A luz alaranjada do Sol começava a iluminar a copa das arvores mais altas, proporcionando uma visão maravilhosa aos dois.

No outro extremo do país uma família dormia calmamente, quando o relógio despertou Andréia por volta das sete horas. Carlos acordou, mas continuou deitado. Ainda com sono vestiu o roupão e foi para cozinha preparar o café da manhã. No caminho ela aproveitou pra acordar do resto da família.
Minutos depois os dois irmãos estavam sentados à mesa coçando os olhos ainda cansados. O pai chegou pouco depois com uma alegria que os outros pareciam não compartilhar. Sem dar muita atenção a isso, Carlos Dias sentou-se e sorveu um grande gole de sua xícara com café com leite. Abriu o caderno de esportes e seguiu com o alegre café da manhã.
Após ler as notícias do seu time do coração, o comerciante deu uma breve lida nas principais notícias. Aquele era o fim de semana que esperava há muito tempo, era o dia que relembraria as tardes junto com o seu pai à beira da represa. Procurou os olhos dos filhos esperando ver a mesma alegria e expectativa, mas acabou um pouco decepcionado com o que viu. Preferiu acreditar que era o efeito do sono, e que logo tudo estaria como o esperado.
Talvez estivesse certo, pouco depois, Jorge, o irmão mais velho se levantou com um sorriso no rosto. Pediu licença e foi se trocar, seguido pelo não tão animado Pedro. As mochilas já estavam arrumadas desde ontem e o carro já estava praticamente carregado. Roupas, produtos para espantar os mosquitos, protetor solar, os salgadinhos preferidos do “Pedrinho”, um livro, toalha, entre outros apetrechos. Nenhuma vara, minhoca, anzol, nada.
Eram pouco mais de oito horas quando a família Dias saiu alegremente de casa. Com o ar condicionado ligado, uma “musiquinha” de fundo e pouca conversa. Aos poucos Carlos e Jorge iniciaram uma conversa que logo cessou. Pouco mais se conversou na cerca de uma hora que separava a casa da família até o pesque e pague no início da serra de Santos.

João e Alberto conversavam alegremente com o guia, o “papo” era regado a muita cerveja e petiscos. João conduzia a pequena embarcação pelo rio, o local da pesca era em uma região afastada, onde só pequenos barcos chegavam.
Não demorou muito para que as histórias incríveis começassem a surgir. Tanto por parte de Washington, quanto dos dois amigos. O guia iniciou uma história incrivelmente absurda sobre um peixe gigante que uma vez ele retirara do rio. Na história o peixe era maior do que ele próprio, tinha mais de dois metros, e de alguma maneira a sua velha vara de pescar e a linha tinham suportado o peso. Nenhum dos dois acreditou. Ainda mais, porque mais uma vez o peixe acabou conseguindo escapar.
Mesmo assim os dois não deixaram por menos. Contaram da vez em que eles foram pescar em alto mar e o motor quebrou, fazendo com que os dois voltassem parte do caminho a remo. O guia só desconfiou, porque nenhum dos dois entrava em acordo se aquilo tudo acontecerá num sábado ou num domingo.
As horas passaram como um raio, o almoço foi substituído por um lanche que os dois levavam em uma geladeira. Essa, continha uma série de mantimentos para a viagem. Desde coisas leves para lanches e tudo mais, até comidas mais pesadas, tudo pré-preparado. O que precisasse, era só aquecer em um pequeno fogareiro para não perder muito tempo.

Carlos desceu do carro e esticou as pernas, estava pronto para a aventura. Os demais ocupantes do carro saltaram para fora e alongaram o corpo. Aos poucos foram se ajeitando, mala de um, mala de outro, quem carrega o isopor? É lógico que sobrou para o mais novo, e assim transpuseram o que o pai chamou de “portal mágico”. Dali para frente eles se transformariam em pescadores.
Eles entraram e Carlos foi direto falar com a recepcionista, ela os recebeu muito bem e após pagarem as entradas de cada um eles, ela indicou o caminho. Seguiram por uma trilha com toda a segurança possível levava até uma área aberta, com vários lagos artificiais dentro de uma área verde gigantesca. O pesque e pague era bem maior do que o esperado.
Algumas trilhas davam ao lugar um ar de parque e não de um local para prática da pesca. Crianças corriam para todos os lados, pais conversavam em voz alta, peixes de todos os tipos juntos e uma cabana maior, no topo de uma pequena colina aonde podiam se alugar os equipamentos para a brincadeira.
Assim que eles entraram Carlos não encontrou semelhança alguma com a beira de represa que sentava com seu pai. Sentiu saudades do tempo que passava conversando com o “velho”. Foram nessas pescarias que ele descobriu em seu pai um grande amigo. Carlos sentiu um aperto no peito e seus olhos sentiram algumas lágrimas surgirem no canto do olho.
Andréia achou melhor respirar fundo, pois o dia seria longo. Jorge e Pedro gostaram do que viram, enquanto o mais novo iria correr o dia todo e fazer mais amigos, Jorge se preocupou em parecer mais bonito para a morena que viu sentada junto com os pais.
O dia demorou a passar para todos, menos para Carlos. Ficou sentado ao lado da esposa, com a vara de pesca na mão só de olho no que ia sair da água. Na hora do almoço, foram para um restaurante em uma outra parte do pesque e pague, aonde aproveitaram uma série de peixes e frutos do mar.

Mais ao norte, o barco dos amigos parou no meio do rio e o silêncio passou a reinar. As varas com carretilhas Shimano, custando mais de R$2000 cada uma, lançaram as iscas de mais de quinze reais dentro da água e esperaram. Aos poucos os peixes começaram a sair de dentro da água.
Os amigos voltaram a rir, durante o resto da semana João e Alberto fizeram uma nova grande amizade. O guia ganhou um aumento na comissão que recebeu e encontrou dois grandes companheiros de pesca. A viagem dos dois amigos custou no total, cerca de R$10 mil reais com tudo. Os detalhes de tudo que aconteceu, estão até hoje na memória dos três.
Aqui em São Paulo, a família Dias terminou mais um dia feliz, conheceram muitas pessoas que não vão se lembrar. A família toda não gastou mais do que R$500 com tudo. Voltaram para a casa e no dia seguinte tudo já estava igual.

sábado, 19 de maio de 2007

PQP Fu...

Gente, eu nem vou escrever nada. Só vou publicar 3 matérias que sairam no portal Terra nos últimos dias. E, numa boa, sem essa de diferebças culturais e tal. Existem coisas que não dá pra explicar, esse mundo tá parecendo filme de terror trash dos anos 80.

Texto 1 - Quarta, 16 de maio de 2007, 22h23

"A pedido de Deus", homem põe filha no microondas

As autoridades da cidade americana de Galveston, no Texas, prenderam Joshua Mauldin depois que ele confessou ter colocado sua filha de dois meses de idade no microondas. O bebê sofreu queimaduras de terceiro grau. O pai, de 19 anos, disse que apenas seguia "ordens de Deus".
O incidente aconteceu na semana passada, informa a emissora americana ABC. Mauldin deixou o condado de Bradley, no Arkansas, e foi para o Texas com sua mulher, o bebê e sua sogra.
Eles se instalaram no Seawall Boulevard Hotel. No momento do incidente, a mãe e a avó do bebê tinha saído para jantar. Depois de colocar a filha no microondas, Mauldin chamou a polícia e afirmou ter derramado uma chaleira com água fervente acidentamente na filha.
As autoridades desconfiaram dos ferimentos da criança, que não se assemelhavam a queimaduras com água quente, e pressionaram Mauldin que confessou. A polícia estima que o bebê ficou entre 10 e 20 segundos no microondas ligado.
A audiência para analisar o caso de Mauldin ainda não foi agendada. Se condenado, ele pode pegar até 99 anos de prisão.
Redação Terra
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Texto 2 - Segunda, 14 de maio de 2007, 22h18 - Atualizada às 22h32

Japonês decapita a mãe e leva cabeça à delegacia

Um japonês de 17 anos, que levava nas mãos a cabeça da mãe, se entregou hoje numa delegacia da província de Fukushima, no norte do Japão, onde confessou aos agentes que havia matado sua progenitora, informou a agência Kyodo.
Segundo a mesma fonte, o jovem chegou a uma delegacia da localidade de Aizuwakamatsu, na citada província, por volta das 7h (hora local).
O jovem, estudante da última série do ensino médio, respondeu com tranqüilidade às perguntas feitas pela Polícia, que abriu uma investigação sobre o ocorrido, destacou a agência Kyodo.
Depois do interrogatório, policiais foram até a casa do adolescente, onde encontraram o corpo decapitado da mulher.
EFE
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Texto 3 - Segunda, 14 de maio de 2007, 14h06 - Atualizada às 18h43

Chinesa mata filha de 4 anos que não sabia contar

A polícia do sul da China prendeu uma mulher depois que ela admitiu ter matado sua filha de 4 anos porque a criança não sabia contar, de acordo com reportagens da imprensa.
Investigadores levaram a mulher, identificada apenas por seu sobrenome, Du, a confessar e levaram-na sob custódia no último sábado, quatro dias depois de sua filha ter sido morta e seu corpo encontrado no lixo em uma cidade próxima, disseram o Pequim News e o Southern Metropolis Daily.
Inicialmente, Du disse à polícia que sua filha, Wang Mengyu, que viveu com os avós até o último mês, havia desaparecida enquanto faziam compras em Huizhou, na populosa província de Guangdong. O marido dela havia oferecido uma recompensa de 50 mil iuans (US$ 6,4 mil) por informações que levassem à prisão do assassino.
Du contou à polícia que bateu em sua filha até ela ficar inconsciente porque a criança não sabia contar de um a cem e que ela tentou ressuscitar a menina, disseram os jornais.
A mulher depois sufocou sua filha até a morte porque ficou preocupada com as contas exorbitantes do hospital e porque seu marido ficaria bravo com ela, acrescentaram os jornais.
Reuters
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Não disse? E a gente ainda quer que o mundo se preocupe com o aquecimento global. Fala sério...

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Pois é, não da para acertar sempre. Me dei mal.

Bom, há uma semana, quando Leverpool, Chelsea, Milane e Manchester United, fariam o primeiro jogo das semifinais da Copa dos Campeões garanti a todos que seria uma final inglesa entre Manchester e Chelsea. Até mesmo, porque durante toda a temporada européia tenho afirmado que estas equipes são as melhores do mundo. E continuo achando isso.

São os times que apresentaram o melhor futebol durante. Fizeram jogos maravilhosos, tecnicamente impecáveis, com lances individuais memoráveis e garantiram bons filmes para os amantes do “You Tube”. Crisitano Ronaldo, Ryan Giggs, Frank Lampard, Drogba e tantos outros, deram aulas de futebol inesquecíveis.

Mas esses times perderam para si mesmos. Mourinho, técnico do Chelsea, que já foi campeão quando dirigia o Porto, de Portugal, quis vencer tudo que podia este ano, pode acabar sem nada. Está fora da liga dos campeões da UEFA, pode perder a Liga Inglesa pra o Manchester e a copa da liga está em cheque.

Se fosse Brasil, ele já estaria demitido, sorte dele, que ele trabalha na Europa e lá as pessoas respeitam o trabalho dos outros. Lá, eles sabem que as pessoas são passiveis de erros. Mesmo assim, é inevitável criticar a prepotência de Mourinho, que passou 80 minutos de uma partida sem fazer uma substituição sequer. Utilizou o time titular em pelo menos 50 jogos, de 60 que disputou até o momento. Não poderia ser diferente, cansaram e acabaram perdendo.

O Manchester realmente acreditou que era o melhor do mundo, achou que o Milan seria um time complicado, mas que não seria capaz de tirar os “vermelhos” da competição. Enganaram-se profundamente. Eles e toda a imprensa mundial, inclusive os jornalistas italianos, que adoram cornetar suas equipes em competições internacionais. Deve ser daí que vem a influencia da turma do amendoim, os torcedores mais reclamões dos jogos do Palmeiras.

Pois é, não aposto em ninguém dessa vez. Milan e Leverpool, que reeditam a final de 2005, já calaram a minha boca uma vez.

terça-feira, 10 de abril de 2007

família double trouble

Há muito se sabe que a falta do que fazer gera a estupidez e a auto-fodeção.O nível de quanto um homem se fode em relação a algo é diretamenteproporcional a quantos "algos" ele faz e os pesos de preocupação nuncaestão equivalentes: sempre uma coisa é mais foda que outra. Se vocêtem um carro, um emprego e uma mulher, é factual que 1) sempre vocêvai estar bem com trabalho/namorada quando seu carro pegou fogo ou temque trocar o maldito cochim do câmbio de R$ 500, ou o desgraçado doalternador de R$ 800; 2) você vai com certeza quebrar o pau com a suamina quando o seu relatório acabou de ficar pronto e foi entregue evocê estava pronto para pegar estrada com o seu carro recentementerevisado, alinhado, balanceado, abastecido e desembostado de cagada depomba; 3) nunca você vai conseguir sair cedo do trabalho (na verdadevocê vai sair o mais tarde humanamente possível) quando é oaniversário dela e a reserva naquele maldito restaurante que somenteserve peito de frango e que você odeia, mas ela adora a decoração - ninguém come cortina e vela. Quando você perde uma dessas coisas(trabalho/mulher/carro) o nível de quanto você vai se foder em relação aum dos itens que sobrou aumenta, no mínimo, 200%. Logo, por menor quesejam as suas obrigações, você sempre vai se foder absurdamente. "Issofato é" (Mestre Yoda).Uma das formas de livrar a cara de ficar se fodendo é nunca terobrigações com nada. Absolutamente nada. Chegar em casa e ficarlargado no sofá, com a cabeça vazia, sem pensar em nada. Mas,infelizmente, isso não funciona por muito tempo; logo você arranjaalguma coisa pra ficar se fodendo. Em um primeiro estágio, vocêresolve lavar o carro sozinho, fazer um back-up do computador, limpara canaleta do telhado, fazer rodízio com os pneus do carro, limpar achurrasqueira, etc. Em um segundo estágio, onde os outros se fodemjunto e que é mais característico de pais/avôs, o filho/neto éescalado para fazer tudo o citado anteriormente, somente porque opai/avô encanou com isso. Não adianta, é natural do ser humano, requerpouco esforço para que ocorra. É uma mania estúpida que nós todostemos de ficar nos "preocupando" com aquilo que não devemos, quandodeveríamos nos preocupar somente com a tríade trampo/mina/carro.Quer lavar o carro, manda pro lava-rápido. Quer fazer um back-up,chama um técnico em informática. Quer limpar a canaleta, chama um zé qualquerque topa tudo por 10 real. Quer limpar a churrasqueira, comprauma George Foreman Grill.Preocupe-se em trabalhar e ter dinheiro pra pagar pelas coisas quepodem ser pagas e seja feliz se fodendo somente com aquilo querealmente lhe diz respeito...E deixe seu futuro filho/neto em paz...

Por: Fernando Heering

Hipocrisia ou bom senso: As malas que movem o Planeta Bola

França e Brasil na final da copa de 98. Vasco e São Caetano em 2000. Coréia e Itália e depois Coréia e Espanha na copa de 2002. Várias são as suspeitas de malas pretas, brancas ou multicoloridas que assolam o mundo do futebol. Não apenas entre os times, mas envolvendo forças externas. Os problemas de arbitragem de anos atrás, que deram o título ao Corinthians. O escândalo da arbitragem italiana, que culminou no rebaixamento da Juventus, com o Milan e a Roma com pontos negativos no início da temporada. A velha senhora também perdeu o título e todos os grandes craques.
Bom, até pouco tempo os dirigentes, comissão técnica e jogadores ´referiam encobrir a safadeza toda. Ninguém falava de mala alguma, no máximo um comentário de bastidores. De resto as pessoas eram santas e nada que pudesse acabar com a imagem a imagem do coitado seria dito.
Mas agora, como muitas coisas nesse mundo moderno, isso não é mais preocupação para as pessoas. Malas são comuns e não falar delas em público é ser careta. É pior do que uma garota de 20 anos que diz ser virgem e vai pra cama com o amigo no minuto seguinte. “Aonde já se viu, mala preta é comum”, disse Caio Júnior, técnico do Palmeiras, Pierre, volante do Palmeiras, Walter Sanchez, presidente do Barueri, e outras tantas pessoas da área.
Que raios de mundo é esse, que a corrupção está virando uma ação corriqueira e ajudar o próximo é motivo de chacota. Dar dinheiro para alguém que tem dois filhos e esposa e está passando fome é besteira, mas pagar propina para o policial é questão de honra. Não quero ser hipócrita, o cara do primeiro caso pode até ser vagabundo, mas os filhos dele não têm culpa. E não é essa a discussão.
O ponto é: corrupção está virando moda. Mais legal ainda é poder contar, todo mundo ficar sabendo e ainda sair impune. Hoje as manchetes de todos os jornais mostravam o Caio Júnior apoiando um “incentivo financeiro” para o Barueri. E mais tarde a foha mostrava que o Barueri, nada bobo, aceitava com prazer. É lógico, eles não precisam perder pra ganhar, e ganhar pra ganhar mais ainda. O coisa boa sô!
É triste ver a que ponto nós estamos chegamos, e que as pessoas ainda estão achando isso legal. O mundo mudou, pra pior e poucos estão se tocando.

Leia mais:
http://www.lancenet.com.br/clubes/PAL/noticias/07-04-10/74745.stm

http://www.gazetaesportiva.net/ge_noticias/bin/noticia.php?chid=122&nwid=19024

http://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/ult92u114543.shtml

terça-feira, 27 de março de 2007

Copa...

E a copa vai ser aqui no Brasil mesmo. Depois de quase mais de seis décadas voltaremos a sediar a maior competição “monoesportiva” do mundo. Milhões e milhões de reais que irão coroar a incompetência, a falta de planejamento e a roubalheira que permeia o nosso país.

Durante algum tempo eu relutei em acreditar que chegaríamos realmente a ser favoritos na corrida pelo “cargo” de sede da Copa do Mundo. Mas cá estamos nós, lançando a candidatura mundial em um jogo safado contra Gana. “Brasil 2014”, esse é o slogan que será utilizado pela CBF nos próximos anos. Os números estarão nas cores azul, amarelo, verde e vermelho, afinal, vermelho tem tudo a ver com a nossa pátria.

Fora isso, já começaram a planejar obras faraônicas, não passa pela cabeça dos dirigentes fazerem uma copa boa e barata. Eles realmente acham que vão bater as copas da Alemanha e Japão/Coréia, que deram um show de organização, estrutura, segurança e competitividade.

Todos nós sabemos que aqui não chegaremos nem aos pés desses lugares. Simplesmente porque não somos organizados, não temos segurança, estrutura alguma (graças a incapacidade de nosso dirigente máximo, Ricardo Teixera), mas competitivos nós somos. As vezes passamos dos limites a paulista é completamente depredada, mas que torcida mundial nunca fez isso.

È melhor rezar, porque desta vez a coisa vai ficar feia.

domingo, 25 de março de 2007

Pelé nos dias de hoje...

23/10/1989 – Nasce em Três Corações, Minas Gerais, Edson Arantes do Nascimento. Passa a infância assistindo aos jogos amadores das cidades vizinhas.

2004 – Com quatorze anos, Pelé começa nas categorias de base do Santos. Lá ele se destaca e Wagner Ribeiro já fecha um acordo e vira empresário de Pelé.

01/2006 – Com 16 anos ele participa da Copa São Paulo de Futebol Júnior pelo Santos, que é eliminado na primeira fase. Pelé faz dois gols e chama a atenção de Vanderlei Luxemburgo, que o alça para o time principal.

02/2006 – Na terceira rodada da primeira fase do Campeonato Paulista, Pelé entra no segundo tempo da partida, na Vila Belmiro, contra o América-SP. O Santos estava ganhando por 4 a 1 e Pelé marca um golaço. Pedala contra o zagueiro Marconi e toca na saída de Buzetto. Galvão Bueno, narrando o jogo, diz, muito empolgado “Olha aí, olha o que o menino fez. Segura a fera!”.

02/2006 – Antes do clássico contra o São Paulo, na quinta rodada, Marcelo Teixeira reúne a imprensa para comunicar que o Porto-POR adquiriu o passe de Pelé por US$ 6 milhões e que a partida contra o São Paulo é a última com a camisa do Santos.

02/2006 – Pelé desembarca em Portugal e tem a ingrata notícia: Wagner Ribeiro, considerando ser mais lucrativo, avisa que Pelé jogará cinco meses no Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, antes de ir para o Porto-POR. Pelé chega ao novo clube e, após quatro jogos e um gol marcado, pede para sair, pois não se adaptou ao clima do país.

03/2006 – Wagner Ribeiro consegue uma transferência de Pelé para o Cruzeiro, por empréstimo. Com o início do Campeonato Brasileiro, Pelé se destaca e marca dois gols na vitória sobre o Juventude. O Porto-POR pede que o empréstimo seja interrompido para poder contar com o jogador. O Cruzeiro, que ainda tem mais 2 meses e meio de contrato vigente, entra com uma ação na FIFA para garantir a permanência de Pelé.

04/2006 – A FIFA dá ganho de causa para o Cruzeiro, mas Pelé acha que não tem mais clima na Toca da Raposa e pede para ser liberado. Ele jogou 11 vezes com a camisa do Cruzeiro e marcou três gols.

05/2006 – Pelé chega ao Porto-POR e fica no banco de Quaresma. Ele se desentende com o técnico, que o afasta e o coloca treinando separado. O contrato com o Porto-POR termina em dezembro de 2009.

09/2006 – Temendo uma desvalorização do futuro craque, Wagner Ribeiro consegue convencer os cartolas portugueses a repassá-lo a outro clube. O Porto-POR anuncia o empréstimo de Pelé por três anos ao Lille-FRA.

02/2007 – Em fevereiro de 2007, Pelé, que até então tinha marcado 7 gols com a camisa do time Francês, em 19 jogos, se machuca. Ele passa por uma cirurgia no joelho esquerdo e fica sete meses fora dos gramados.

07/2007 – Para a surpresa dos médicos, Pelé se recupera rapidamente e já começa a treinar com bola. Quando está pronto para jogar, o técnico francês decide que não quer mais o atacante, pois quando Pelé havia se machucado, o Lille-FRA havia contratado dois atacantes para substituir o futuro craque.

08/2007 – Já recuperado da cirurgia, Pelé consegue um empréstimo junto ao Santos. No Santos, ainda com Luxemburgo, ele termina o Campeonato Brasileiro com 11 gols, mesmo jogando apenas três meses e meio. O Santos termina na terceira posição e se classifica para a Libertadores 2009.

01/2008 – Luxemburgo avisa que está de saída do Santos. Uma proposta tentadora do Bolton-ING tira o técnico da Vila Belmiro. Pelé, que é grato ao professor, pede a saída do time também após a ida de Luxemburgo para a Inglaterra.

02/2008 – Pelé então se reapresenta ao Lille-FRA, que prontamente o devolve ao Porto-POR e espera uma definição por parte de Wagner Ribeiro sobre seu futuro, já que o Porto-POR não pretende renovar contrato. Ribeiro consegue contrato com o La Coruña-ESP.

2008/2010 – Nas duas temporadas, Pelé marca 41 gols e comanda o La Coruña na conquista do terceiro lugar do Espanhol, que garante passaporte para a Champions League.

08/2010 – Cobiçado pelo Liverpool-ING, Pelé não renova com o La Coruña-ESP e se transfere para o clube inglês. Para surpresa da imprensa européia, o clube anuncia outro brasileiro: Vanderlei Luxemburgo, que fez duas temporadas razoáveis no Bolton-ING.

01/2011 – Vanderlei Luxemburgo não consegue bons resultados no novo clube e é demitido depois de ser eliminado diante do Cristal Palace-ING, na terceira rodada da Copa da Inglaterra.

01/2011 – Pelé fica revoltado com a decisão da diretoria e abandona o time. A FIFA entende o pedido de Wagner Ribeiro e rompe unilateralmente o contrato de Pelé com o Liverpool-ING.

02/2012 – Luxemburgo é apresentado como novo técnico do São Paulo, que também anuncia Pelé. O craque recebe todo o apoio de Rogério Ceni, que está preste a completar 1000 jogos com a camisa Tricolor.

2012 – No São Paulo, Pelé marcou 22 gols em 49 partidas disputadas.

01/2013 – Quando tudo indicava que Pelé renovaria contrato com o São Paulo, o Nagoya Grampus anuncia a contratação do jogador. Pelé chega à Terra do Sol Nascente para defender o 9º clube na carreira, com apenas 23 anos.

2013-2016 – Pelé se destaca no clube de Nagoya. Durante as três temporadas, Pelé marcou 75 gols em 147 jogos. A ausência na Copa do Mundo no Brasil, em 2014, foi encarada com naturalidade por Pelé. “Já faz parte do passado”, afirma.

2017 – Experiente, com 28 anos Pelé anuncia que vai jogar novamente em Portugal, desta vez no Sporting-POR.

2017-2021 – Pelé, mais maduro, encerra seu ciclo na Europa com um bom saldo no clube português: foram 4 temporadas, 203 jogos e 66 gols.

2022 – Com 33 anos, Pelé afirma que vai jogar mais duas temporadas no Santos antes de encerrar a carreira. No término do Campeonato Paulista, Pelé recebe uma boa proposta do Olympiakos-GRE.

2022-2023 – Pelé tem atuação apagada na Grécia. Se machucou muito e marcou apenas 9 gols na temporada e meia que permaneceu na Grécia.

2024 – O Bangu, que passa por transformação, anuncia Pelé para a disputa do Campeonato Carioca. Além do experiente Pelé, o clube carioca anuncia outro veterano: Romário, que busca o milésimo gol – faltam apenas três.

2024 – O Bangu cai na semifinal da Taça Guanabara diante do Vasco e Romário, enfim, marca o milésimo gol, contra o Volta Redonda.

2024 – Pelé encerra a carreira aos 35 anos e vira comentarista esportivo. Pelé jogou 753 partidas na carreira e marcou 274 gols. Se aposentou como o maior artilheiro da história do Nagoya Grampus. Conquistou um Campeonato Mineiro, uma Copa de Portugal e duas Copas do Imperador.

Fonte: Blog do Torero

segunda-feira, 19 de março de 2007

A Era do Gelo?

Foi apenas a primeira corrida do ano, mas já deu pra ter uma boa idéia do que esperar para o resto de 2007. A corrida teve suas emoções e tudo mais, mas algumas coisas do que esse repórter disse no último “post” aconteceram e não foi por pura sorte ou coincidência. Muitos ainda precisam entender que esporte não é apenas um acaso do destino e que, cada vez mais, pode ser analisado como outra coisa qualquer.

Raikkonem mostrou sua frieza que não surpreende mais a ninguém. E foi, assim como sempre, constante e muito correto durante toda a corrida. Dos pilotos que chegam para tentar ocupar o lugar de Schumacher, ele é um dos que mais se aproximam da constância que o alemão tinha.

Suas voltas foram precisas, sem grandes oscilações durante a maior parte e rápidas antes das paradas. Essas, que foram realizadas com maestria pela Ferrari.Foi a coroação da corrida perfeita, dessa que cada vez mais pode se considerar a melhor equipe da Formula 1 e do piloto que demonstra saber ser campeão.

Apesar dos problemas Massa mostrou que pode ir bem longe nessa luta pelo título. Nos dias de hoje, largar em último e ainda assim acabar na zona de pontuação é um feito inacreditável. O brasileiro foi esperto em não se comprometer e nem culpar a equipe em suas declarações. Em suas entrevistas estava seguro, parecia muito maduro e pronto para voltar a disputa do título na próxima corrida.

A Mclaren mostrou que pode ir longe este ano e que Lewis Hamilton não está ai para birncar. Alonso vai ter que mostra serviço se quiser ter a preferência nesta temporada. Os segundo e terceiro lugar na corrida mostraram que eles podem aproveitar essa briga interna e se dar bem.

sexta-feira, 16 de março de 2007

O circo está de volta

Começa neste final de semana a temporada de Formula 1. Pela primeira vez em 13 anos ela volta sem um de seus maiores ídolos. Michael Schumacher deixou seu nome na história, mas também a vaga de herói em aberto. Não existe alguém que seja infalível nesse momento, Alonso, Massa e Raikkonen devem ser as principais apostas deste ano.

Alonso, já conquistou o bicampeonato com a Renault e desta vez vai correr com a McLaren. O piloto tem crédito, pois desbancou o Alemão e colocou a Esoanha no mapa da categoria. O esporte que antes atraia poucos locais ao autódromo, hoje é definitivamente o maior ídolo que de seu país.

A seleção de futebol espanhola que muito prometeu durantes esses anos assados, não empolga mais ninguém. A crise dos clubes do campeonato de futebol mais rico do planeta não tem nenhuma glória para se gabar e está sem grandes perspectivas para os próximos campeonatos.

Com isso, a “Alonso mania”, assim apelidada pela rede Globo, deixa os espanhóis muito esperançosos. O que preocupa muito é o equipamento, depois de entrar para a história com a volta das flechas de prata da Mercedes, pilotadas por Kimi Hakkinen e David Coulthard, a equipe inglesa tem colecionado fracassos inacreditáveis. Ano passado tinha o motor mais potente de todos, poderia ser o motor perfeito, se não tivesse quebrado em mais da metade das provas de 2006.

Mais uma vez a escuderia diz estar pronta para voltar ao topo. Nos primeiros treinos para essa temporada, na Austrália, o espanhol foi apenas o sétimo colocado e Lewis Hamilton, seu companheiro o sexto. Esses treinos não mostram absolutamente nada de projeção para o resto do ano, mas não podem ser excluídos completamente.

No lado vermelho, as coisas parecem estar as mil maravilhas. Felipe Massa não parece estar maravilhado, nem tão poço apavorado com a pressão. Além de substituir o maior campeão de todos os tempos, todo brasileiro olha para ele com a esperança de ver um novo Ayrton Senna.

Mais do que voltar a ser vencedores, os brasileiros tinham nesse piloto um exemplo de garra, vontade, superação e tudo mais. Diante de toda arrogância e prepotência que a rede globo fazia questão de mostrar sobre Nélson Piquet, Senna era o esportista perfeito um atleta exemplar. Para mim, Senna foi até hoje o maior piloto do país, que só não ganhou mais vezes, pois morreu precocemente.

Senna foi e ainda é um herói nacional. Talvez o último que nós tivemos. Hoje, o brasileiro precisa mais uma vez de algo que de força para ele durante todas as manhãs. Um dos domingos que eu nunca vou esquecer será o de 22 de outubro do ano passado. Voltar a ter um compatriota em primeiro no autódromo de Interlagos foi maravilhoso, esperávamos isso de Rubens Barrichelo, que não irei criticar ou apoiar neste momento, mas Massa que voltou a estampar o sorriso em nossos rostos.

Massa vai carregar consigo sonhos e esperanças de milhões de brasileiros, que querem voltar a ter orgulho de seu país. Ser um grande esportista é fácil, difícil é ser esportista, ídolo, herói, inspiração e na sombra de dois gênios chamados Schumacher e Senna. Dominar completamente os treinos da pré-temporada já é um começo.

Literalmente correndo por fora está o finlandês Kimi Raikkonen. A semelhança vai com o bicampeão Kimi Hakkinen não vai além da nacionalidade e do nome. O “homem de gelo” não recebeu esse nome por simples coincidência. O semblante sempre extremamente fechado e muito sério, com um leve traço de alegria quando conquista bons resultados é um detalhe. O que surpreende é a frieza desse piloto atrás do volante. As manobras arriscadas e que não admitem erros foram cruciais para o sucesso e para o apelido de Kimi.

Depois de não repetir os resultados do “Kimi mais velho”, Raikkonen resolveu mudar para a Ferrari. Mesmo sem os italianos admitirem que exista uma preferência por Massa, o finlandês sabe que começou atrás do companheiro de equipe. O brasileiro já está acostumado com o clima dentro da Ferrari e os mecânicos já admitiram que gostam de trabalhar com o brasileiro.

Se, em 2007, Massa sempre foi líder, Kimi não saiu de sua cola e já se prepara para tentar dar o bote final no primeiro grande prêmio deste ano, que acontece na madrugada de sábado para domingo, em Melbourne, Austrália.

Na história – Lewis Hamilton vai entrar para história, ao se tornar o primeiro piloto negro da Formula 1. O inglês de apenas 23 anos é uma aposta da equipe Mclaren para os próximos anos.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Deixa

De todos os amores que senti,
foi com você que eu aprendi a deixar.
Deixar que a pessoa siga o próprio olhar.
Enquanto tento viver a vida sem ti.

Aprendi que amar é saber aconchegar,
abraçar, beijar, acolher e se doar.
E, que faz parte deixar a pessoa partir
e ainda assim sorrir.

Não, não é o amor que acaba.
Esse ai, nunca nos deixa.
Ele é um sentimento para todos,
que se revela para poucos.

Sei que um dia vou me arrepender.
Sei que um dia, te deixar vai doer.
Vai ser ainda pior o fato de não poder te ter
e, assim mesmo, não padecer.

Se por acaso eu chorar,
não pense em voltar.
Me deixa, porque preciso deixar,
deixar de te amar.

Pra cima deles Madureira...
Fonte: lancenet.com.br

Aonde começa o problema?

Talvez, esta seja a pergunta que devemos fazer toda vez que assistimos, lemos e ouvimos os jornais brasileiros. Pelo menos, foi a pergunta que eu me fiz quando pela segunda vez em quatro dias uma garota perde a sua vida de maneira tão trágica e precoce.

Pode até se dizer que a menina Priscila não morreu, mas correr o risco de perder a adolescência em uma cadeira de rodas e talvez, nunca mais poder andar, é matar uma pessoa aos poucos. Pode até se pensar que um dia ela voltará a andar, é o que eu espero que um dia aconteça, e ela poderá ser mais feliz do que já é. Feliz pelo simples fato de ter uma segunda chance.

Chance que não será dada a Alana, que perdeu a vida no início de sua jornada com apenas 12 anos. Para ela, o tempo não voltará atrás, não impedirá os momentos não vividos, os amores não amados, os beijos não dados, as alegrias não comemoradas, o carro que ela nunca vai comprar, a faculdade que nunca vai entrar, a vida mais digna que nunca dará para sua mãe. Mãe que ontem encarou a maior injustiça que esse mundo pode nos impor enterrar a sua filha deveria ser algo proibido. Deveria ser uma lei divina, algo que o tempo impediria de qualquer maneira.

O que devemos entender ao analisar o caso é: a que ponto nós chegamos? Que mundo é esse, aonde os ladrões tem rifles e a polícia revolveres? Aonde as pessoas morrem com balas perdidas, que acham o caminho de sua próxima vítima inocente? Não me venham com uma justiça de palavras, cobrando uma polícia mais justa. Não reclamem de seus governantes, eleitos por nós mesmos, sentado em sua poltrona de couro ou em seu sofá de panos rasgado e velho. Vocês todos, são responsáveis pela liberdade que demos para os impunes. Se quiser reclamar, faça isso de pé, encarando os homens na cara. Não tenho a pretensão de iniciar uma nova revolução. Só não quer que as pessoas continuem me enchendo o saco com choros e velas sem sentido e sem ação conclusiva.

“Nunca devemos perder a capacidade de nos indignarmos” – Vladimir Herzog.

sábado, 3 de março de 2007

Mico

Quem serão os heróis do clássico de amanhã entre Palmeiras e Corinthians? Mais uma vez, o maior clássico do estado de São Paulo não terá o brilho do passado. Gênios que desfilaram em gramados paulistas, mostrando como se joga bola de verdade. Ademir, Sócrates, Alex, Evair, Casagrande, Careca, Rivaldo, Marcelinho Carioca, vários outros que demonstraram merecer vestir a camisa desses times.

Amanhã, os times entraram em campo pensando em não perder ao invés de vencer a partida. Eles farão um jogo feio, sem graça. Vai ter briga, vão culpar o juiz, o bandeirinha e a mãe de cada um deles. Um poderá até se sagrar vencedor, mas o futebol perderá um pouco mais de seu brilho.

Os São-Paulinos coitados, vão passar o dia tirando sarro da cara dos perdedores, de um clássico que eles nunca terão. Eles sempre vão querer tirar um do outro, mas o Palmeiras e o Corinthians não são nada sem o outro. O dia que um deles abandonar o outro, o futebol em São Paulo
também acaba.


Charge: lancenet.com.br

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

As sem-razões do amor

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

(Carlos Drummond de Andrade)

No fim das contas

O Carnaval acabou e:

- O Brasil não ficou mais rico.
- Não morreram menos crianças no mundo devido a fome e a miséria. Os assassinatos por motivos estúpidos não pararam.
- A grande discussão do momento é quem é mais gostosa a Ivete ou outra mulher que não sei quem é.
- Salvador ficou mais suja do que já era, e toda sua história um pouco mais perdida. Os turistas vieram e se foram, levando algumas fotos bonitas, colares e bananas.
- O futebol vai retomar seu calendário normal.
- As madrugadas voltaram a passar filmes antigos e ruins.
- As pessoas voltaram a suas normais, cheias de alegrias, tristezas, surpresas e coincidências.
- O presidente vai continuar errando a concordância de todos os verbos em todas as frases.
- Os políticos vão continuar falando, roubando e escondendo o ouro.
- Os garis vão deixar de sambar na passarela para serem mágicos da vida, vivendo com salários irrisórios.

Mas todos vão se levantar, pois “são brasileiros e não desistem nunca”. Mais do que isso, eles sonham com uma vida melhor. Com um amanhã mais bonito. Com uma vida mais digna.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Sei lá...

Hoje não sei exatamente se isso é inspiração ou incerteza. O que diferencia uma da outra? A primeira te permite criar, usurpar de sua imaginação, destrinchar uma idéia, por mais ridícula que ela seja. Não importa se em momentos de felicidade ou tristeza. Permite que você crie coisas, te expande a mente e te torna uma pessoa melhor. Pode lhe trazer soluções para os casos, pois te põe mais perto de momentos que os grandes gênios tinham constantemente.

A segunda é traiçoeira. Ao contrario da inspiração, que você pode controlar e determinar o próximo passo a ser tomado, a incerteza toma controle de você. Ao invés de te levar as soluções, transformam tudo em um problema muito maior. Ela pode em um momento te levar a felicidade extrema, criar finais perfeitos, soluções interessantes e no momento seguinte destruir tudo isso.

Para falar a verdade, estou mais em uma fase de transição. De ontem para hoje sai da inspiração completa e estou indo direto pro fundo do poço. Isso pode acabar amanhã ou continuar em uma queda livre. Por mais que se tente qualquer reação, meus esforços para criar são bruscamente cessados pelo outro lado da incerteza. Daí pra frente, só uma pessoa poderá resolver isso...

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Lembrete

Pode deixar que eu não estou esquecendo o que eu o prometi, logo postarei "Copa do Mundo? É do Brasil!"

Corinthians x São Paulo

Adivinha só, o Corinthians perdeu mais uma, mas o Leão continua, o Kia disse que mais uma vez que ele resolverá o problema do futebol no Timão. Mais do que isso disse que o Tevez volta. E e sem contar que tudo isso rolou na semana em que o tabu alvinegro contra o São Paulo ganhou um novo capítulo.

Um capítulo cheio de detalhes por mim observados:

1º- mais do que um detalhe é uma confirmação, a zaga do Corinthians é no português claro: um lixo. Betão e Marinho com a ajuda de Marquinhos. Pelo amor de Deus, na turma da faculdade da pra montar uma zaga melhor. A cabeçada do Marquinhos! Ele entrou por um só motivo “ele é alto e se saira bem nas jogadas de cabeça”, afirmou Leão. Vimos isso direitinho.

2º- A ausência de alas capacitados no time do Parque São Jorge, que é isso, um time que gastou tanto dinheiro não ter um ala que preste para cada lado do campo? E afirmo que gastou, porque se tivesse investido estaria bem. Da esse dinheiro na mão do Brunoro pra ver aonde ele leva o Palmeiras. Para quem não sabe, ele foi o responsável pelo sucesso da gestão Parmalat. Mustafá era só uma figura representativa.

3º- Roger, na boa e velha linguagem de boleiros: pipocou. Após o gol achei que ele jogaria bem, chegou a dar um belo drible perto da linha de fundo, mas foi só. Desapareceu no jogo e deixou o meio-campo com um buraco enorme para o Tricolor jogar. Mais uma vez não fez o que seria de se esperar de um craque.

4º- Os atacantes não vi se estavam jogando. Se havia algum em campo eu não vi. O William tentou pouca coisa para um clássico, mas muita coisa com relação ao reto do time que estava jogando.

5º- O goleiro Marcelo é uma lastima. Falhou feio no primeiro gol e a falta de confiança que passa para seus companheiros de equipe influenciou no erro de Marquinhos. Tanto na cabeçada ridícula, quanto no pênalti que fez em seguida.

6º- No lado do São Paulo, o time estava bem organizado. Ocorreram poucos erros e deram sorte no primeiro gol. Rogério Ceni continua fazendo mais gols que muitos meias e atacantes. Aloísio mostrou que mesmo quando não faz gol pode ser útil ao time do Morumbi. Júnior já esteve melhor e o ala direito Reasco deixou a desejar. Para mim Ilsinho é melhor do que ele.

No final, sem querer tirar os méritos São-paulinos, ocorreram muito mais erros por parte do Corinthians do que acertos por parte do Tricolor.

Deixei para o final meu comentário sobre as atitudes do Leandro. Sei que o drible faz parte do jogo, mas existe um limite. Ele não estava desrespeitando torcedor nenhum, camisa nenhuma das outras tantas coisa da qual reclamaram. Mas sim o profissional que estava no outro time, nesse caso o Magrão. O corte faz parte do jogo, mas não precisa esperar ele voltar pra passar o pé em cima da bola. Afinal de contas ele nem tem habilidade suficiente para fazer algo do tipo. Se o Magrão mereceu tomar o cartão vermelho, ele mereceu levar um “cutuco” na perna por fazer aquilo.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Foi assim

Sinto falta de você
te ter por perto
sentir teu perfume
teu corpo se aquecendo junto ao meu

Fechei os meus olhos
não te vi
não chorei
não fiquei feliz

Na hora,
me faltou coragem
me faltou palavras

Mas nunca
em momento algum
me faltou amor

As cadeiras do Maracanã...

Durante algum tempo essa foi a forma de saber como andavam as obras do Pan-americano de 2007 no Rio. A cerca de um ano e meio, o maior estádio do Brasil foi liberado para os jogos de futebol, junto com esse anúncio acabou a alegria de todos os torcedores cariocas pobres.

Assim como em muitos outros casos, deram de ombros para aqueles que faziam o segundo espetáculo do dia. Com ingressos a um ou dois reais, os “Geraldinos”, como eram conhecidos aqueles que freqüentavam a geral do Maracanã, faziam a festa e deixavam de fora os problemas, dívidas, políticos corruptos e todo resto. Para eles era o momento de amar o seu time, velo erguer mais uma taça, fazer mais uma jogada que leva uns ao desespero e outros a alegria.

Mas era o fim dos “Geraldinos”. Em nome do progresso eles colocariam cadeiras em redor do campo. Parecia fácil, rápido e indolor. Só parecia, foi difícil acabar o projeto, demorou uma eternidade e doeu no bolso do povo. Os políticos ficaram com eles bem mais macios, rechonchudos e alegres. Coitados, trabalham tanto, eles merecem vai...(isso é um ironia hein!)

Com o início das instalações das cadeiras passei a ficar sabendo mais sobre as obras do Pan. A cada rodada do campeonato brasileiro de 2006 meu desespero aumentava, elas pareciam não estar lá, parecia que a cada dia que passava menos cadeiras eram instaladas. O que pode ser difícil em: fura, coloca parafusa; fura,coloca, parafusa e assim por diante?? Sem contar que essas cadeira vinham em fileiras prontas, eram umas dez por vez. Mas eles insistiam em me deixar nervosos.

O resto não estava diferente, as diversas obras estavam em um avanço tal que parecia que a competição era em 2011.

Um ano depois, parecia que estava tudo lá, tudo pronto. Ai vem um gênio, sim ele só pode ser um gênio pra descobrir, acompanhem?: - a geral era em baixo da arquibancada. Colocamos cadeiras pros ricos verem o jogo melhor. Agora eles estão lá em baixo. Por tanto, eles podem ser atingidos por coisas tacadas lá de cima. – Tá vendo, descobriu a gravidade.

Mas falando sério, ninguém pensou nisso antes? Os milhões gastos não contrataram ninguém esperto o suficiente pra pensar nisso? Agora não dá tempo de cobrir, o jeito é diminuir a capacidade do estádio. Grande coisa, ou seja a reforma de nada adiantou. Meses depois a capacidade do estádio volta a ser de 80 mil pessoas. As cento e poucas mil foram pras cucuia.

Também se percebe que ninguém liga pro povo. Eles passaram anos tomando copada de mijo na cuca e ninguém fez alguma coisa. Uma arquibancada já caiu em cima deles e foi um simples acidente que não podia ser previsto. Afinal, o que eles prevêem lá? Também descobriram que era possível sediar um Pan sem construir nenhum complexo novo. Uma reforma em alguns lugares seria o suficiente para realizar as competições.

Sejam bem vindos ao Brasil. Aqui, muito se fala, muito de gaba, se “acha”, se prepara, se diz pronto, diz que chega lá e aqui sempre se fica. Vamos lá, agora vem a copa, e de futebol a gente entende... hauhauhauahuahuahuahuahua... piada boa viu seu Ricardo Teixeira.

Amanhã: Copa do Mundo? É do Brasil!!!