terça-feira, 10 de abril de 2007

família double trouble

Há muito se sabe que a falta do que fazer gera a estupidez e a auto-fodeção.O nível de quanto um homem se fode em relação a algo é diretamenteproporcional a quantos "algos" ele faz e os pesos de preocupação nuncaestão equivalentes: sempre uma coisa é mais foda que outra. Se vocêtem um carro, um emprego e uma mulher, é factual que 1) sempre vocêvai estar bem com trabalho/namorada quando seu carro pegou fogo ou temque trocar o maldito cochim do câmbio de R$ 500, ou o desgraçado doalternador de R$ 800; 2) você vai com certeza quebrar o pau com a suamina quando o seu relatório acabou de ficar pronto e foi entregue evocê estava pronto para pegar estrada com o seu carro recentementerevisado, alinhado, balanceado, abastecido e desembostado de cagada depomba; 3) nunca você vai conseguir sair cedo do trabalho (na verdadevocê vai sair o mais tarde humanamente possível) quando é oaniversário dela e a reserva naquele maldito restaurante que somenteserve peito de frango e que você odeia, mas ela adora a decoração - ninguém come cortina e vela. Quando você perde uma dessas coisas(trabalho/mulher/carro) o nível de quanto você vai se foder em relação aum dos itens que sobrou aumenta, no mínimo, 200%. Logo, por menor quesejam as suas obrigações, você sempre vai se foder absurdamente. "Issofato é" (Mestre Yoda).Uma das formas de livrar a cara de ficar se fodendo é nunca terobrigações com nada. Absolutamente nada. Chegar em casa e ficarlargado no sofá, com a cabeça vazia, sem pensar em nada. Mas,infelizmente, isso não funciona por muito tempo; logo você arranjaalguma coisa pra ficar se fodendo. Em um primeiro estágio, vocêresolve lavar o carro sozinho, fazer um back-up do computador, limpara canaleta do telhado, fazer rodízio com os pneus do carro, limpar achurrasqueira, etc. Em um segundo estágio, onde os outros se fodemjunto e que é mais característico de pais/avôs, o filho/neto éescalado para fazer tudo o citado anteriormente, somente porque opai/avô encanou com isso. Não adianta, é natural do ser humano, requerpouco esforço para que ocorra. É uma mania estúpida que nós todostemos de ficar nos "preocupando" com aquilo que não devemos, quandodeveríamos nos preocupar somente com a tríade trampo/mina/carro.Quer lavar o carro, manda pro lava-rápido. Quer fazer um back-up,chama um técnico em informática. Quer limpar a canaleta, chama um zé qualquerque topa tudo por 10 real. Quer limpar a churrasqueira, comprauma George Foreman Grill.Preocupe-se em trabalhar e ter dinheiro pra pagar pelas coisas quepodem ser pagas e seja feliz se fodendo somente com aquilo querealmente lhe diz respeito...E deixe seu futuro filho/neto em paz...

Por: Fernando Heering

Hipocrisia ou bom senso: As malas que movem o Planeta Bola

França e Brasil na final da copa de 98. Vasco e São Caetano em 2000. Coréia e Itália e depois Coréia e Espanha na copa de 2002. Várias são as suspeitas de malas pretas, brancas ou multicoloridas que assolam o mundo do futebol. Não apenas entre os times, mas envolvendo forças externas. Os problemas de arbitragem de anos atrás, que deram o título ao Corinthians. O escândalo da arbitragem italiana, que culminou no rebaixamento da Juventus, com o Milan e a Roma com pontos negativos no início da temporada. A velha senhora também perdeu o título e todos os grandes craques.
Bom, até pouco tempo os dirigentes, comissão técnica e jogadores ´referiam encobrir a safadeza toda. Ninguém falava de mala alguma, no máximo um comentário de bastidores. De resto as pessoas eram santas e nada que pudesse acabar com a imagem a imagem do coitado seria dito.
Mas agora, como muitas coisas nesse mundo moderno, isso não é mais preocupação para as pessoas. Malas são comuns e não falar delas em público é ser careta. É pior do que uma garota de 20 anos que diz ser virgem e vai pra cama com o amigo no minuto seguinte. “Aonde já se viu, mala preta é comum”, disse Caio Júnior, técnico do Palmeiras, Pierre, volante do Palmeiras, Walter Sanchez, presidente do Barueri, e outras tantas pessoas da área.
Que raios de mundo é esse, que a corrupção está virando uma ação corriqueira e ajudar o próximo é motivo de chacota. Dar dinheiro para alguém que tem dois filhos e esposa e está passando fome é besteira, mas pagar propina para o policial é questão de honra. Não quero ser hipócrita, o cara do primeiro caso pode até ser vagabundo, mas os filhos dele não têm culpa. E não é essa a discussão.
O ponto é: corrupção está virando moda. Mais legal ainda é poder contar, todo mundo ficar sabendo e ainda sair impune. Hoje as manchetes de todos os jornais mostravam o Caio Júnior apoiando um “incentivo financeiro” para o Barueri. E mais tarde a foha mostrava que o Barueri, nada bobo, aceitava com prazer. É lógico, eles não precisam perder pra ganhar, e ganhar pra ganhar mais ainda. O coisa boa sô!
É triste ver a que ponto nós estamos chegamos, e que as pessoas ainda estão achando isso legal. O mundo mudou, pra pior e poucos estão se tocando.

Leia mais:
http://www.lancenet.com.br/clubes/PAL/noticias/07-04-10/74745.stm

http://www.gazetaesportiva.net/ge_noticias/bin/noticia.php?chid=122&nwid=19024

http://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/ult92u114543.shtml