terça-feira, 5 de agosto de 2008

Um Romance em Cinco Partes – Capítulo II

Naquela manhã Julia havia acordado com o sol batendo em sua janela. Espreguiçou-se, colocou o roupão e desceu para tomar o café da manhã. Saiu para correr por volta das oito na manhã, voltou depois de pouco mais de uma hora. Aquela era a hora que ela aproveitava para relaxar, pensar na vida e naquilo que a esperava pela frente. Porém, naquele dia, ela tinha apenas uma coisa em mente, a volta de Adriano para o Brasil era a melhor notícia que ela recebia em alguns anos.

Tomou um banho demorado e foi no shopping comprar algumas besteiras que estava sentido falta, na volta passou em uma lanchonete onde comeu um lanche rápido. Passou em casa apenas para deixar as compras e foi para o trabalho. O hospital em que trabalhava ficava perto do cento da cidade de São Paulo. Passou um dia calmo, apenas alguns casos de alguma urgência, mas nada mais do que um hospital tenha que enfrentar no dia a dia.

Era início da noite e o telefone celular da garota começou a tocar, era seu irmão. Ficou feliz que haveria um encontro, mas era bem distante do encontro apaixonante que ela sonhara em ter na volta de Adriano. Imagina ele ligando para ela, cheio de saudades, querendo abraçá-la e beijá-la. Julia sabia que era sonhadora, que aquilo só podia acontecer em filmes de amor. Disse que sairia mais tarde e que depois passaria no bar em que eles iriam se encontrar.

Os minutos da noite se arrastavam vagarosamente, Julia queria sair logo. Era pouco mais de 23h quando ela estava a alguns passos de colocar os pés na rua. O telefone tocou, ela não reconheceu o número, mas a voz foi arrebatadora. “Adriano?”, “Vou passar ai no Hospital pra te buscar em alguns minutos”. “Mas e a festa?”. “Fui eu quem começou, resolvi que era hora de terminar. Queria te ver em um lugar mais calmo”. O silêncio que durou menos de dois segundos pareceu uma eternidade para Adriano. “Ju?” “Oi... Ah... pode vir, estou te esperando.”
Juliana se sentou em uma cadeira perto da recepção do hospital. Seu coração batia forte, apertado, sem saber ao certo o que ele estava sentindo. “Ju? Aconteceu alguma coisa?” Era Marcela, enfermeira que trabalhava com Julia. “Não, tudo certo”. “Mas você não estava indo embora há uns 15 minutos atrás?” “Estava, mas a pessoa que eu ia encontrar. Está vindo me encontrar”.

“Mas porque você está com essa cara? Você passou o dia sorrindo e falando nesse amigo tão especial. Por que agora você fica com essa cara de quem não está a fim de sair?”. Julia concordava com a amiga, mas não sabia por que não conseguia se sentir como se sentia há algumas horas. “Não sei se vai dar certo”, Julia ainda tentava entender se aquilo era o que ela queria ou não. Havia deixado um namoro fazia apenas seis meses e a volta do jornalista mexia com a mente da garota. As duas trocaram mais uma ou outra palavra, quando Marcela precisou continuar o trabalho que estava fazendo.

Não demorou muito para que Adriano ligasse avisando que a esperava do lado na porta do hospital.

Julia não demorou muito para reconhecer a velha Malibu 1966, que era a paixão de Adriano e a única coisa que ele não se desfez quando viajou para a Europa, deixando o carro aos cuidados do pai, que cuidava do veículo como se fosse dele.

Ela entrou no carro e os dois se abraçaram longamente, as palavras eram poucas, mas os sentimentos eram muitos e, além de tudo, confusos. “Estava com saudades de você. De seu abraço”, foram as primeiras palavras de Adriano, sem saber ao certo se aquilo era o que deveria falar para a garota sentada ao seu lado. “Eu também, passei o dia esperando para encontrar você. Faz muito tempo desde a última vez que nos vimos.”

O motor V6 do carro acelerou suavemente enquanto o carro deslizava calmamente pelas ruas da cidade de São Paulo. Os dois conversavam alegremente, enquanto o garoto contava sobre suas aventuras na cidade da neblina. Londres ainda estava muito presente na forma de agir e pensar de Adriano, mas Julia via que aquele ainda era o simples menino que ela viu deixar o país com seu 23 anos recém completados.

Enquanto falavam tanto ele quanto ela se examinavam, relembravam dos cheiros e sensações que já haviam sentido um ao lado do outro. Ela estava com fome, esperava poder comer alguma coisa no bar, mas os planos mudaram de uma hora para outra. Adriano não queria ir aos restaurantes que ambos freqüentavam nos restaurantes do bairro italiano em que moravam. Foi assim que ele levou a garota para uma área onde sabia que poderia ter mais sossego, que poucas pessoas as reconheceriam.

A pequena cantina escondida nos arredores da Avenida Paulista agradou a garota, que adorava massas e, principalmente, os vinhos que acompanhavam a comida. Adriano escolheu um vinho tinto de mesa que caberia bem com o risoto com escalopes de filé mignon que ela escolheu, enquanto ele havia pedido penne com molho de queijo Emmental com medalhões ao funghi, seu favorito.

Depois do jantar, os dois caminharam lentamente em direção ao estacionamento, estava um clima agradável e os dois não tinham pressa para ver o final dela. Agora era ela quem estava contanto sobre suas experiências profissionais, quês muitas vezes estavam deixando o jornalista meio enjoado. Definitivamente medicina não estava entre as grandes aptidões do rapaz.

Os relógios da cidade já marcavam a primeira hora de um novo dia quando os dois finalmente tomavam o ruma de casa. Julia já demonstrava o cansaço de um dia de trabalho, mas se mantinha firme para que Adriano não achasse que ela havia se cansado da companhia dele.
Ele também estava cansado, mas queria aproveitar aquele momento ao máximo. Enquanto o rádio começava a tocar “Some Kind of Wondeful”, da banda norte americana da década de 1970, Grand Funk Railroad, o silencio da noite foi quebrado pela sirene das duas ambulâncias que passaram pelo carro dos dois em alta velocidade.

Aquele fato chamou a atenção de cada um deles de forma diferente. E Adriano tomou o cuidado de passar pelo possível caminho que os carros de resgate teriam feito. Sem saber que essa ação era exatamente o que Julia queria e que desencadearia uma série de fatos que mudariam aquela noite para sempre.

As luzes do resgate apareciam alguns metros a frente dos dois.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Um Romance em Cinco Partes – Capítulo 1

Adriano olhava as luzes da cidade de São Paulo pela pequena janela do avião, faltava pouco para ele voltar a pisar em solo brasileiro. Solo que deixou há pouco mais de cinco anos, quando foi para Europa para estudar, trabalhar e conhecer novas culturas. Oficialmente estava na Inglaterra, mas aproveitou para conhecer ares franceses, alemães, italianos e todos outros possíveis. Contudo, não podia mais esperar para rever a terra que amava tanto.

Ligou para o editor do jornal para quem trabalhava aqui no país e anunciou o seu desejo de voltar. Apesar de ninguém entender o que alguém que tinha o respeito, o cargo de correspondente que ele tinha e com apenas os 29 anos que ele tinha, poderia estar com tanta vontade de voltar de vez para cá ao invés de pegar apenas alguns dias de férias. Sua mente se perdia em tudo e todos que queria rever. Os pais, os irmãos, amigos e todos que estava com saudade. Já pensava em passear com o cachorro que deixará aqui no Brasil, mas que já devia estar velinho. Não importava, queria fazer um último afago no amigo de quatro patas.

Os devaneios do jornalista foram interrompidos pela voz do comandante fazendo o último anúncio antes do pouso. Cadeira no lugar, cinto preso. Era a última etapa da volta para a casa. Após um pouso tranqüilo e com apenas alguns minutos de atraso, Adriano se preparou para enfrentar a primeira prova de que estava de volta ao Brasil, fila e burocracia. Após uma grande festa, abraços, beijos e afins embarcara, todos no carro do irmão mais velho e foram todos para a casa dos pais.

Lá, esperava uma das coisas da qual o rapaz mais sentia falta. Uma pizza feita na esquina do quarteirão em que a família morava, no tradicional bairro da Mooca. De barriga cheia e com uma cerveja gelada, ele tirou todas as coisas da mala e dormiu em sua velha cama de solteiro.

No dia seguinte, uma quarta-feira, ele acordou tarde e tomou um bom café da manhã. Descobriu que tinha jogo na Rua Javari, histórico estádio do Juventus, um os clubes mais tradicionais da cidade. Como era bom voltar aquele acanhado estádio, com a mesma cara que tinha na última vez em que foi reformado na década de 1960. Sem aquelas arenas tecnológicas, sem charme, sem história.

À noite, ligou para uns amigos e combinou de sair para tomar uma cerveja. Estava de volta na noite paulista, estava de volta a sua casa. Antigos colegas de redação, faculdade, festas, ele havia conseguido reunir uma boa quantidade de pessoas que gostaria de ver em seu retorno. Havia muita coisa pra contar e muita coisa para escutar. Alguns com menos cabelo, outros casados, acompanhados, promovidos, ainda havia um pai ali no meio. Só dera falta de uma pessoa que gostaria d ver, chegou até a sonhar com ela no avião. Julia era irmã de Antônio, amigo de Adriano desde infância, quando os dois passavam as tardes jogando bola na rua, empinando pipa e jogando fubeca no jardim de casa.

Julia era um ano mais nova que os dois, com cabelos negros, pela clara e olhos tão azuis quanto a água da praia deve ser. Durante a infância sempre foi uma menina magricela e meio "muleca". Mesmo gostando da companhia dos garotos, eles nunca permitiram que ela acompanhasse as brincadeiras Contudo, o destino daria um jeito de dar o troco. Quando atingiu a adolescência, a garota virou uma bela mulher, de seios fartos, pele macia, um corpo escultural, premiado com um rosto inigualável. Tornou-se a grande paixão de muitos meninos, inclusive de Adriano. O irmão passou a ser do tipo ciumento e protetor, não gostava nem um pouco da história de seu melhor amigo virar cunhado. Como poderia escolher entre os dois caso terminassem? Não podia, e nem queria, perder a companhia deles.

Adriano e Julia nunca realmente chegaram a namorar, por um respeito bobo ao irmão e amigo, mas também por que nunca nenhum dos dois queria admitir que estava apaixonado pelo outro. Alias Julia nunca contou a ninguém que gostava de Adriano, principalmente por que Paula, sua grande amiga, já havia comentado sobre seu interesse pelo futuro jornalista. E foi ela a primeira namorada oficial do garoto, enquanto a sua verdadeira paixão começava um namoro com um garoto do colégio dela.

Sempre que terminavam um namoro ou algum casinho, os dois acabavam sempre procurando a companhia um do outro. Passavam noites conversando na sala de estar da casa dos irmãos, enquanto Antônio roncava no sofá e algum filme que ele realmente queria assistir passava na televisão.

Os dois chegaram a sair, mas o tal de Sr. Destino resolveu que um oceano de distância seria o suficiente para que a história de amor dos dois ficasse por ali mesmo. No entanto, esse coração sem sentido que ama quem quer, quando quer e nem sequer pergunta se a pessoa quer. Que sabe que um amor de verdade não pode morrer, que só fica ali no canto, guardando o sentimento mais puro que se pode ter. Esperando que as pessoas se encontrem novamente. Para que na menor centelha de lembrança, do perfume que só a pessoa amada tem, a chama volte a arder sem controle e sem aviso prévio.

Foi assim com Adriano, mas ele temia que não fora assim com Julia. Ela provavelmente tinha alguma coisa marcada e não podia simplesmente sair correndo atrás de um homem com quem mal havia conversado nos últimos anos.

Ele se segurou o quanto pode, mas não podia deixar a chance passar, voltou-se para o amigo e disparou sem nem pedir licença. "E sua irmã, não vem?", sob o olhar surpreso e malicioso do amigo, Adriano ficou quieto "Sabia que você não ia agüentar. Queria só ver quanto tempo ia se conformar com o fato de ela simplesmente não querer falar com você". "Fala logo, deixa de ser chato. Por que ela ainda não está aqui?". "Quis seguir a grande carreira de médica, agora tem que segurar o plantão. Mas não fica preocupado, ela deve sair daqui a pouco, a Ju ficou super feliz que você tinha voltado. Só não gostou de você não ter avisado ela antes."

O sorriso se abria no rosto do amigo. Ela vinha, em alguns instantes.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Contos e Crônicas da Vida Moderna - Mariana

Mariana acordou com o som da chuva que batia na janela do seu quarto, quem dera alguém tivesse comentado com São Pedro que a época das chuvas ia demorar a chegar. Ela não gostava daquele som, deixava a casa ainda mais vazia. Não pensou que se sentiria tão só depois que sua ex-colega saiu do apartamento devido ao que chamara de "divergências de estilo". E coloque nesse pacote todos os estilos possíveis: de vida, de roupa, comida, religião e outras coisas mais. Porém foram sempre boas companheiras de casa, dividiam as tarefas igualmente, respeitavam o quarto uma da outra, mas depois de algumas discussões bestas, lá se foi o respeito todo. Para completar, Mariana terminou o namoro de dois anos e passou a beber grandes quantidades de wiski, que sempre fora sua bebida predileta, além de passar a fumar quase dois maços de cigarros por dia.


Aos 22 anos de idade a menina desistiu completamente de viver descentemente. Acordada, às 5h30 da manhã, esticou seu braço fino e esguio para alcançar seu Luke Strike de onde puxou um cigarro que acendeu com seu Zippo, último presente dele antes do final do namoro. Ficou ali na cama, sentada, aproveitando cada um dos tragos que puxava de seu vício. Não via aquilo como um minuto de vida perdido, mas algum tempo de dor a menos. Queria acabar logo com o sofrimento que lhe atormentava o coração. Levantou e foi até a cozinha, na mesa estava uma garrafa com um último gole de Old Eight. Sorveu aquele líquido como se fosse água, limpou a boca com a alça da blusinha branca que usava. Andou pela sala revirando cada milímetro, não parecia haver mais nenhuma gota de álcool pelo apartamento. Começou a ficar nervosa, não sabia como ia fazer para solucionar seu problema àquela hora, ainda era cedo de mais.


Colocou sua antiga calça jeans rasgada e saiu pelas ruas. Procurava alguma coisa, qualquer coisa, que lhe pudesse dar uma dose a mais de bebida. Entrou em uma padaria, mas o balconista relutava em vender pinga para alguém tão jovem às seis e pouco da matina. Mariana seguiu enfrente onde encontrou outra padaria, o dono do recinto, não conseguiu negar o pedido, a menina já estava ficando alterada. Bebeu um copo de café cheio em apenas alguns goles e pegou uma garrafa Pinga para levar para casa. Além de um pacote novo de cigarros.


Ao chegar no apartamento bebeu mais um pouco, fumou mais dois ou três cigarros e foi tomar uma banho. Foi andando até a universidade para ter aula, mas dormiu durante grande parte da manhã, sob o efeito da quantidade massiva de álcool ingerida em pouco tempo. Depois da aula ficou perambulando pelo campus da instituição alimentando seus vícios enquanto lia um pouco de poesia e conversava com alguns conhecidos. Mudou de caminho umas duas vezes pois virá o ex-namorado conversando com os amigos, não queria que ele a visse naquele estado.


Voltou para casa no início da tarde. Retomou a garrafa e passou a beber em grandes goles, sem se importar com os efeitos destrutivos que a bebida de má qualidade lhe estava causando. Fumou um "presentinho" que havia ganhado de um colega e em seguida abriu mais um maço. Aquele estava sendo um dia pesado, ela mesmo percebia que devia dar uma folga. Mas ao invés disso desceu para comprar mais bebida. Voltou, foi ao banheiro e depois abriu a garrafa de Old Eight. Bebeu mais alguns goles quando parou.


Foi até a sacada, o brilho suave da lua batia diretamente em seu rosto. Respirou fundo, enquanto admirava os oito andares de altura abaixo. Ficou ali, parada. Mais um gole. Mais um cigarro. Voltou para o quarto, e se deitou. Amanhã seria outro dia.


Quem sabe, talvez não.


Mariana se levantou e voltou para a sacada...

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Mulheres, como não amar todas elas?

Um amigo um dia me perguntou onde as mulheres escondem a beleza que nos atrai? Como podem todas elas ser tão belas aos nossos olhos infantis, muitas vezes inocentes? Meu Deus, não posso responder essas perguntas. Não por que não quero, simplesmente por que não há resposta para as mesmas. Mulheres são seres supremos, são belas e graciosas. Não sei para que inventaram essa tal de maquiagem, nada é mais perfeito em uma mulher que a graciosidade da simplicidade. Elas têm um perfume natural, que supera qualquer outro já inventado por nós, meros mortais. Basta uma calça jeans e uma camisa branca, para que elas estejam mais belas que qualquer um de nós homens. São elas, as criações mais perfeitas do Universo.

Muitos podem dizer que é uma pena elas não virem com manual de instrução, para que nós nunca fizéssemos nada errado. Mas ai, qual seria a graça? Não seriamos obrigados a observá-las atentamente, detalhando cada passo, cada gesto e sorriso. Não teríamos que fazer nossos grandiosos esforços para descobrirmos uma pequena informação de sua personalidade. Qual seria a graça de saber qual o primeiro restaurante levá-la? Em que parte do seu corpo deve beijá-la, para que ela caia para sempre em seus braços. Não, isso não teria graça, seria como comprar uma geladeira nova. Uma coisa completamente sem graça, ou vocês conhecem algum homem que goste de comprar geladeiras. A nossa tão temível TPM, de nada serviria de nada, se você soubesse exatamente o que fazer para acalmar seu amor. Se a solução para isso seria um pote de sorvete de morango, ou uma barra de chocolate, ou quem sabe uma geladeira nova. Seria um saco simplesmente por que depois, ela não teria motivos para vir pedir desculpas por uma briga besta. Ação que acaba resultando em beijos, amassos e, a final, sexo. Perderia completamente a graça da vida.

Ah, as mulheres, nas manhãs frias te acordam com um abraço apertado de baixo dos cobertores em busca de seu calor. Permitindo-nos sentir cada curva de seu corpo, cada centímetro da sensualidade de seu corpo. No verão, nos presenteiam com sua nudez perfeita, brilhando aos raios de sol que surgem no horizonte. E como disse sabiamente Arnaldo Jabor, não serve aquelas mulheres perfeitinhas. "Elas acordam muito cedo para ficar fazendo chapinha" e acabam perdendo bons momentos de pegação no amanhecer de cada dia. Bom mesmo é aquela mulher que toma a cerveja com você, que te acompanha nas noitadas com os amigos, que sabe quando é a hora de fazer amor e a hora de fazer sexo. Que na manhã de cada dia te presenteia com um sorriso. Que são capazes de fazer o cafuné mais perfeito do mundo. Só elas sabem como serem delicadas e vulgares na medida certa e na hora certa.

É melhor ficar assim. Ficar sem entender as dores, felicidades e outras coisas mais sobre a mulher. Fica muito mais divertido, mais interessante. Não procure entender por que elas preferem os cafajestes que as fazem chorar. Se transforme em um, nem que seja de mentira, é muito mais fácil. Para que entender de cabelo, apenas tenha certeza de que estará pronto para elogiar as pequenas mudanças imperceptíveis, mas que para elas é será o céu quando você comentar: "Cortou o cabelo?! Agora você está ainda mais bonita". Pronto, lá estará o sorriso que tanto amamos.

Deixemos que sejam todas assim. Belas, como devem ser.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Contos e Crônicas da Vida Moderna - Carolina

Carolina sabia que aquele seria mais um dia normal de trabalho. Estava atrasada como sempre e corria para pegar o metrô que a levaria até a Avenida Paulista. Subiu as escadas dois degraus de cada vez e se apertou ainda mais de baixo das roupas pesadas, que usava para superar o frio que fazia na cidade da garoa, onde por sinal, garoava. Chegou ao trabalho e foi recepcionada por um chefe nervoso, estressado e muito mal humorado, logo às 8h e alguma coisa da manhã. Carolina pouco se ligou naquilo que o homem falava aos berros, seus pensamentos continuavam ligados nos fantasmas que a atormentaram durante toda a noite passada. Havia anos que não via ou ouvia sua mãe, desde quando deixou a pequena cidade em que nascera, no interior de Minas Gerais, quando ainda tinha apenas 16 anos. Logo após a morte do pai pelo qual era apaixonada, quando ainda era apenas uma menina de cabelos loiros escuros, levemente encaracolados, olhos cor de mel e a tez clara levemente bronzeada. Agora, mais de uma década depois, a voz da mulher que estava escondida nos porões mais obscuros de sua mente voltava a ecoar pela linha telefônica. Ela disse, no passado, que um dia elas voltariam se encontrar, a menina não acreditou, mas o dia parecia mais perto do que nunca.

Se o dia de trabalho rendeu, pouco importava para a garota, agora ela queria chegar em casa e ter toda a certeza de que ninguém indesejada estaria a sua espera. Quando chegou a casa, a luz da sala estava acesa. Por um momento seu coração gelou, sua respiração travou, o suor aumentou, mas logo observou o carro do namorado parado do lado de fora da casa e veio o pensamento óbvio de que a mãe nunca poderia ter entrado na casa. Entrou correndo e abraçou e beijou o rapaz como há tempos não fazia. Não falaram muito naquela noite, ele sabia que ela não queria comentar sobre o assunto que atormentava. Marcelo havia retornado mais cedo de uma viajem de trabalho e tinha preparado um jantar especial para Carolina, ambos queriam apenas curtir o momento que havia sido preparado com tanto carinho. Passaram a noite juntos, sem se preocupar com o que estava acontecendo no resto do mundo.

No dia seguinte Carolina acordou na hora certa e deixou o namorado dormindo. Preparou um café fresco, sorveu cada gole com todo o prazer possível que poderia sentir. Depois se vestiu e foi ao trabalho com um sorriso no rosto, pegou o metrô despreocupada com a hora e o possível desgosto do chefe com sua vida mesquinha e sem graça. Marcelo por sua vez encontrou a mesa posta ao acordar no meio da manhã fria. Os cabelos negros e curtos ainda estavam úmidos do banho recém tomado, a barba feita dava um ar jovial ao rapaz que estava perto de completar 30 anos de vida. Comeu pouco e tomou um bom copo de suco de laranja. Era hora de ir para Universidade onde era professor do curso de Publicidade e Propaganda.

Aos poucos Carolina voltava a lembrar da voz da mulher quase sexagenária que falava ao telefone na noite retrasada. Contudo, a noite passada junto ao amor de sua vida a havia feito enxergar tudo de outra maneira. Seria aquela a oportunidade de juntar o passado e o futuro? Recomeçar a vida de ontem junto com a de hoje ao lado das pessoas que realmente importavam? Lembrava que seu namorado havia perdido os pais quando era penas uma criança. Aos seis anos de idade a mãe morrera de câncer. O pai afogou as dores na bebida, até que quando Marcelo tinha 12 anos o pai morrera em um acidente de carro. A ironia, é que nesse dia o homem estava sóbrio, não podia se dizer o mesmo do rapaz que dirigia um carro esportivo em alta velocidade junto com outros três amigos. Estes quatro nada sofreram.

Era isso, o Mestre de todos resolveu lá do alto de sua justiça e sabedoria que aquele seria o momento em que os três iriam recomeçar a vida que sempre deveriam ter tido. Não importava qual era o passado da mulher que ela não tinha notícia há tanto tempo. Ela sabia que o homem de sua vida não iria impedir que as duas tentassem ser felizes a qualquer custo. Foi exatamente atrás disso que ela foi quando deixou o ninho. Queria ser feliz, mas sua casa não parecia ser o lugar para que isso acontecesse. Será que ela estava errada naquela época e receberia a segunda chance para abraçar e beijar a mulher que lhe deu a vida. Nesse momento o telefone toca no escritório, é para ela. Quem poderia ser? Será que era a mãe?

Era Marcelo. A felicidade era uma só, ela queria contar logo o que finalmente iria acontecer aos dois, quem sabe ainda hoje, quem sabe agora. A alegria era tamanha que ela mal conseguia colocar as idéias em uma ordem inteligível. Do outro lado o rapaz mal entendia o que se passava, pedia calma e dava risadas por sentir a felicidade de Carolina. Para ajudar ele resolveu que seria melhor abaixar o volume do som, quem sabe desligar. Tirou os olhos da rua por um instante, para poder encontrar o botão do rádio. Quando foi ver, era tarde de mais para frear, desviar ou qualquer coisa. A sua frente uma mulher visivelmente perdida atravessava rua sem saber muito bem para onde olhar.

Do outro lado da linha a moça só pode escutar os freios do carro de Marcelo travarem as rodas. O grito e finalmente silêncio que se abatera sobre o local e o telefone. Uma onda de energia negativa passou pelo corpo de Carolina, quando escutou a voz fraca, trêmula, assustada. "Atropelei alguém" eram as duas palavras que Carolina escutava do homem com quem falava. Não sabia o que fazer, não tinha idéia se largava o telefone e corria para o lugar, ou se esperava algo mais concreto para sair de lá.

Marcelo recobrou a consciência plena e encerrou a conversa com Carolina para chamar o resgate. A mulher se mantinha imóvel no chão. Havia um pouco de sangue ao redor de sua cabeça. Seus traços eram um pouco conhecidos para o garoto, mas ele não sabia dizer ao certo de onde conhecia a mulher que havia atropelado poucos instantes atrás. Se ajoelhou pedindo desculpas. Ambos estavam errados, ela estava fora da faixa, não olhou para os lados, estava perdida e ao invés de prestar mais atenção foi descuidada. Por outro lado, Marcelo não podia deixar de pensar que fora a sua ligação para a namorada que causará o acidente.

Começou a falar com a mulher para que ela se mantivesse consciente. Começou com perguntas desconexas, descobriu o nome da senhora, Marta, outro nome que não lhe soava estranho, mas era comum demais para que ele considerasse isso relevante. Ela estava em São Paulo para ver a filha, que não via muitos anos, mal sabia como ela estava agora, mas tinha uma foto dela mais jovem. Passou para ele a uma fotografia velha, um pouco desbotada. Não havia dúvida, aquele rosto ele reconheceria no retrato mais desgastado e antigo que existisse. Era a mãe de Carolina, de quem ele pouco escutara até então. Explicava tudo, desde a estranha noite anterior, até a euforia desenfreada pela qual Carolina estava passando.

A garota entrou no hospital aos prantos. Ao ver Marcelo a menina correu em sua direção, o abraçou e desatou a chorar mais e mais. Quando o médico saiu pela porta de acesso a sala de espera, as notícias eram as piores. O choque foi extremamente forte para a mulher resistir aos ferimentos. Havia apenas uma coisa que a mantinha viva, a vontade de ver Carolina por uma última vez. A menina entrou no quarto para um reencontro com a mesma expressão de mais de 11 anos atrás. Sozinha, com medo, raiva, felicidade, um misto de emoções pelo qual ainda não estava pronta para passar pela segunda vez na vida. As duas ficaram abraçadas por cinco minutos, foram poucas as palavras, apenas algumas declarações de amor. Ambas perdoavam e eram perdoadas por qualquer coisa. Não havia importância se as duas estavam certas ou erradas. Queriam apenas resumir aqueles anos todos em alguns instantes. Quando o coração de Marta parou, não houve tentativa de reanimação. As coisas ficaram como deveriam estar. O pranto de Carolina cessou, seu espírito estava em paz.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Redescobrir

É incrível como o mundo em nossa volta pode ser incrivelmente influente sobre a nossa vida e a forma que nós a encaramos. Ainda estou longe de completar meus primeiros três séculos de vida, mas muitas vezes as circunstâncias nos fazem perder algumas coisas que nos são essenciais. Nem damos a menor importância sequer ao fato, estamos ocupados com nossas vidas duras. Hoje, já formado, me vejo em uma área do jornalismo que nunca achei que estaria quando entrei na faculdade, mas está sendo algo extremamente bom para mim. Não apenas pelo lado profissional. Trabalhar com jornalismo institucional foi um grande ponto de interrogação no começo, não sabia se iria me adaptar com este tipo de trabalho. Só que este não é o tema deste texto, sim aqueles que me permitiram redescobrir alguns de meus valores.

Uma das minhas grandes inquietações sobre trabalhar no Núcleo de Comunicação de um colégio seria a minha falta de paciência com a "pirralhada". Independente da idade. Apesar da proximidade de idade, depois que se entra para um mercado de trabalho mais sério, certas coisas da sua juventude ficam perdida no tempo. E existe uma grande dificuldade em saber lidar com essa perda. Uma chave permite que você transite da informalidade a formalidade de uma hora para outra, porém te impede de trabalhar com as duas coisas ligadas ao mesmo tempo. Ao menos isso sempre foi assim para mim. Ai estava a questão, em que posição ligar a chave? Comecei com uma postura defensiva e séria. Tinha certeza que essa seria a melhor forma de manter o respeito com os moleques e com a diretoria da escola. Isso apenas fez com que eu fosse cada vez mais um objeto estranho aos olhos de muitos alunos que freqüentavam meu local de trabalho nos intervalos.

Outro problema é que esse não era eu, sempre fui um cara muito informal e tranqüilo. Não deu outra, de uma hora para outra estava conversando com eles como se fossem grandes amigos. Não tenho certeza quem foi a primeira pessoa com quem conversei longe da postura defensiva, tenho uma vaga idéia, mas não cometerei injustiças. Você se aproxima deles aos poucos e eles passam a confiar em você e você neles.

Mais do que isso, comecei a ver muito de mim de alguns anos atrás, refletido nas ações deles de hoje. Os medos, alegrias, indecisões, vontades, descobertas. Coisas que há muito haviam apagado em mim. Existe algo estranhamente belo em ser jovem que não podemos perder. Um brilho nos olhos que nos faz acreditar que ainda existe esperança. Um brilho que reflete a insegurança que nos traz a segurança para seguirmos. A vontade de nunca querer sair do colégio que freqüentamos há anos, que nos faz ter mais força para irmos a lugares desconhecidos. As descobertas do amor que nunca tivemos. Detalhes que passamos por cima em busca da maturidade que acreditamos ser incrivelmente necessária. Que belo é o brilho no olhar de todos, brilho que infelizmente não vejo mais em pessoas que antes os tinha.

Isso tudo me veio de um ato muito simples, na festa junina do colégio. Após a dança dos terceiros anos, eles permaneceram em quadra e receberam aplausos de todos. Se abraçaram, choraram, comemoraram. Em meio a tudo isso três alunas vieram até mim, muito provavelmente por acaso, mas lá estava o brilho no olhar. Em meio a lágrimas, mas mais forte do que nunca. Em um abraço curto, porém sincero, podia se sentir que apesar da dor da separação iminente, havia a vontade de descobrir e de ganhar asas para voar o mundo todo.

Já diria o poeta: "A chama ainda queima, está lá em minha alma. E a menor lembrança do passado ela volta a se acender". Essa chama está em todos nós, mas muitos nem sequer terão a habilidade para recuperar esse brilho. Vocês que ainda o têm, não deixem que ele se apague, pois é esse brilho que permite que nós façamos a diferença, que aos poucos, sejamos capazes de mudar o mundo. Não ousem deixar essa chama se apagar de suas almas. Agora entendo o por que é tão prazeroso ser professor/; é por que eles nunca se esquecem de olhar dentro dos olhos de vocês e lembrar de tudo que eu disse nesse texto. Vocês me deram a chance de voltar a acendê-la, mesmo que mais suavemente. Isso, eu nunca poderei agradecer, ou retribuir, mesmo que eu tente. Nestes próximos seis meses que ainda tenho para conviver com alguns de vocês espero dar mais força a esse brilho. E se alguns de vocês me cobraram a atualização deste blog, ai vai, especialmente para vocês.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Ele e Ela

Assim que o despertador tocou, no quarto apertado em um flat perto do centro da cidade de São Paulo, Juliana saltou rapidamente da cama. Espreguiçou-se, abriu um sorriso, e foi tomar um banho. Enquanto isso, bem longe dali, em um apartamento espaçoso no Morumbi, Fabiano desligou o celular e resolveu dormir mais alguns minutinhos. Enquanto ela sentia a água quente tocar cada parte do seu corpo, despertando todos os sentidos. Ele acendia um cigarro e dava um longo trago. Ele achava que estava frio demais para sair debaixo dos cobertores.

Jú, era assim que os amigos mais próximos à chamavam, nunca teve uma vida muito fácil. O pai costumava beber demais e a mãe sofria nas mãos de um homem rude e mal educado, que mesmo sem botar a mão em um fio de cabelo de qualquer uma das duas, deixava o clima da temeroso. Depois que ele morreu em um acidente de carro as coisas pareceram melhorar. Ela entrou no curso de letras da Universidade de São Paulo, a mãe fazia de tudo para que a filha não desistisse dos estudos. Formada, conseguiu emprego em um bom colégio da Capital.

Biano, apelido de infância teve uma vida sossegada. Filho de um grande bancário, extremamente influente, e de uma publicitária de sucesso, passou a infância entre a Disney, Nova Iorque, Cancún e outros paraísos. Ganhou um BMW aos 18 anos, quando já cursava o segundo ano de Publicidade e Propaganda da ESPM. Não, ele não era nada burro, somente preguiçoso. Para falar a verdade, era um talento nato, descoberto pela mãe, que o obrigou a seguir os mesmo passos que ela. Até mesmo, por que os números não eram o seu forte.

Deu-se assim, que o destino, olhando lá de cima em meio as nuvens, entediado com o que via no mundo dos homens, quis que esses universos completamente diferentes se encontrassem. Ele curtia o sol do meio dia, que aquecia o inverno repentino que assolava a cidade. Ele almoçava mais uma vez em dos melhores restaurantes com os amigos do trabalho. Ela estava lá só porque comemorava ter sido aceita no mestrado na USP.

Eles se olharam. Gostaram, observaram, admiraram, desejaram, mas continuaram calados. Olhavam dentro dos olhos um do outro. Ela riu, ele baixou a cabeça e respondeu a pergunta do colega. Ela se levantou para ir ao toalete, ele a seguiu. A esperou do lado de fora. Ela se surpreendeu, ele a convenceu. Sairiam a noite, ele a buscaria na casa dela.

Juliana nunca havia entrado em um carro tão luxuoso, sua melhor roupa parecia nada perto do estofamento do veículo. Fabiano estava muito elegante, simples, mas bem vestido. Eles conversaram sobre tudo que se podia imaginar. Brincadeiras da época de criança, as experiências de cada um e o que faziam da vida. Davam risadas juntos, conversavam fluentemente, estava tudo como costumava ser.

Jantaram em um bom restaurante, deram algumas voltas e foram para o apartamento dele. Ele abriu um vinho, que ela jamais sonhará em experimentar. Ele mostrou alguns trabalhos que estava desenvolvendo. Na sala, se beijaram. No quarto, se amaram. Naquele momento não eram ele e ela, eram somente um. Um desejo, um amor, uma vontade, um sonho, uma realidade. Ela experimentava um sentimento que nunca sentirá na vida, ele começava a entender que os sentimentos não custam nada, mas todo o dinheiro do mundo não pode comprar algo tão puro.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

MSN e suas "bizarrisses"

Existe uma coisa que tento entender há algum tempo, para falar a verdade desde quando comecei a usar o MSN para falar com o pessoal. Mas antes vou explicar a situação. Você coloca o e-mail e de repente pode falar com a pessoa. Primeiro que, pra quem vem do tempo do “icq” e do bate-papo UOL, o Messenger foi algo que precisou de muito estudo e aplicação até que conseguisse dominar o programa. Acontece que de lá para cá foram criadas dezenas atualizações para o mesmo.

Ai, o que para nós foi um avanço, para a molecada é algo que existe desde que eles aprenderam que internet serve para se comunicar. Ai, o Nick, que era utilizado para colocar o nome: Maria, João, Pedro, Ana, Anna, Annna(todas as outras variáveis), Carolina, etc... ou então um apelido conhecido: Má, Aninha, Nani e por ai vai, virou uma festa sem sentido.Por exemplo, de uma hora para outra, aparece na telinha do lado direito inferior a seguinte mensagem: “Procuro um amor que seja bom pra mim” está online. Você se pergunta: “Mas quem será esse vagabundo?”. Ai você tem que passar o mouse sobre o nome para ver o e-mail que é: ce_rockandroll@hotmail.com. “Grande merda!” é a frase que passa pela sua mente. Ai você abre a janela para ver se tem uma foto do “viado!”, mas tem um símbolo do São Paulo no lugar, o que confirma o que você já havia pensado sobre a pessoa. Ai o cara resolve puxar papo contigo e tudo que você sabe é que o desgraçado acha que Barão é rock e ainda acha bom, que o viado tem um C e um E no meio do nome e que o mau gosto é completado pela porcaria do time. Ai você passa um puta mico até conseguir um dado relevante do desgraçado para saber quem é o cabra.

Ai vem aquelas pessoas, que entram no MSN e colocam o aviso de ocupada do MSN e escrevem do lado “Não posso falar, estou trabalhando muito”. PORRA! Se você não quer falar não entra na merda do Messenger. Aposto que quando eu puxar papo a pessoa responde na hora.

Sem contar os mentirosos. “Hoje a noite foi boa!”, o cara escreve isso só pra ver quantos amigos vão perguntar quem foi que ele comeu. E numa boa, muito provavelmente a mina não era metade do que ele disse. Porque se fosse, o pessoal já ia saber com antecedência que ele ia sair com a mina. Sem contar que muito provavelmente ele se quer deu uns pegas com a muié, quem dera levar pra cama. Outras vezes o cara está afim de botar ciúmes na “ex”, mas na real ficou em casa dormindo e jogando PS3. A mina não deixa pra menos, cola lá um “Vamo beija muiiito!”, mas fica assistindo várias séries de romance, chorando e comendo chocolate e pipoca.

Ai vem os chatos apaixonados. Esses são de lua, às vezes estão felizes e contentes: “Esqueci o passado, agora vou viver”, e no dia seguinte: “Os fantasmas que me assombram, não me deixam ser feliz”. Cuidado, eles ainda irão te pegar para carregar a cruz. Mas amigo é pra essas coisas e você finge que está interessado, afinal você nunca sabe quando vai trocar de lado.

Depois aparecem aqueles que falam em códigos “SS%____33#!!!!22sssneo”. Mas que porra é essa!?! Português é uma língua tão bonita, aproveite e utilize. Fique atento, essa pessoa ainda vai querer ser seu “amiguxxxxx”, pra poder “trrkkkkkkk uma ideiaxxxxxx, xuperrr legalllll”.

Pra finalizar, bizarro é você, que escreve seu nome ou apelido em comum, coloca uma foto sua e não procura criar dialetos quando existe uma língua universal para se utilizar.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Os primeiros 10

Finalmente terei tempo de começar a escrever sobre os discos e guitarristas que eu postei da última vez. Fui forçado a tirar umas férias do Blog para resolver alguns problemas de trabalho, mas estamos vivos e prontos para a próxima. Para essa primeira lista eu separei os dez discos que eu considero os melhores da lista. Os 10 álbuns que irei comentar são realmente indispensáveis na galeria de qualquer Roqueiro que se preze.


Led Zeppelin II – Led Zeppelin
Para começar a falar sobre esse disco vou dizer uma coisa que as pessoas que lêem meu blog com certa freqüência nunca viram em meus textos. Essa é a melhor banda do mundo, logo esse é o top dos tops dos caras. Gravado em 1969, esse deve ser o disco mais rock and roll dos caras. Guitarras distorcidas sem pudor, Bohan descendo o braço na bateria, linhas de baixo fantásticas e a voz límpida de um Robert Plant ainda muito novo. Os quatro músicos juntam tudo que havia de bom no álbum de debute da banda e melhoram ainda mais, adicionando temperos fantásticos ao gosto musical dos amantes do rock. Aumente o volume em toda e qualquer faixa desse álbum. Todas elas são composições de primeira qualidade.
1- "Whole Lotta Love" – 5:34
2- "What Is and What Should Never Be"– 4:45
3- "The Lemon Song"– 6:19
4- "Thank You"– 4:50
5- "Heartbreaker"– 4:14
6- "Living Loving Maid (She's Just a Woman)"– 2:39
7- "Ramble On"– 4:24
8- "Moby Dick" (instrumental) – 4:22
9- "Bring It on Home" – 4:20

Machine Head – Deep Purple
Lançado em 1972, é o recheio do sanduíche de álbuns do Deep Purple, Fireball (1971) e Burn (1974), outros dois grandes álbuns dos caras. Machine Head é um daqueles álbuns que você coloca no aparelho de som e escuta da primeira até a última música do disco. As músicas demonstram estar em total sintonia e seguem a linha básica do bom e velho Hard Rock.Uma das coisas mais legais do álbum é a música Smoke on the Water, talvez a música mais conhecida do Purple. Foi a última faixa composta para o CD e a letra dela conta toda a trajetória dos caras durante a produção das músicas do álbum. Todos os percalços que os caras precisaram superar para gravar um dos melhores álbuns da história do Rock.
1- "Highway Star" – 6:39
2- "Maybe I'm a Leo" – 5:25
3- "Pictures of Home" – 5:21
4- "Never Before" – 3:59
5- "Smoke on the Water " – 6:18
6- "Lazy" – 7:33
7- "Space Truckin'" – 4:52
8- "When a Blind Man Cries" – 3:33

Sgt peppers lonely hearts club band – Beatles
Este é o oitavo álbum de uma banda britânica pouquíssima conhecida, os Beatles. John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr, os garotos de Liverpool são quatro dos rostos mais conhecidos no mundo. Esse LP lançado em 1966 é o berço do Rock Progressivo. Se Pink Floyd e Dream Theater, que estarão mais para frente dessa lista, fizeram a sua contribuição para a história da música eles devem isso a esse disco dos Beatles. Além da faixa que da nome ao álbum, “A Day in Life” também marca o início da psicodelia no Roack and Roll. Esse disco conta também com “With a Little Help from My Friends”, que ficou ainda mais famosa na voz de Joe Cocker.
1"- Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" – 2:04
2"- With a Little Help from My Friends" – 2:46
3"- Lucy in the Sky with Diamonds" – 3:30
4"- Getting Better" – 2:49
5"- Fixing a Hole" – 2:38
6"- She's Leaving Home" – 3:37
7"- Being for the Benefit of Mr. Kite!" – 2:37
8"- Within You Without You" (George Harrison) – 5:07
9"- When I'm Sixty-Four" – 2:37
10- "Lovely Rita" – 2:44
11- "Good Morning Good Morning" – 2:43
12- "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (reprise)" – 1:20
13- "A Day in the Life" – 5:33

Metropolis Pt.2: Scenes From a Memory – Dream Theater
Como comentei no álbum anterior, esses caras devem tudo aos Beatles, mas isso vale só até aqui, a segunda linha. Depois disso entra o fato de os caras serem, tecnicamente, os melhores músicos que já subiram em um palco de Rock. Todos os três fundadores, Mark Portnoy, John Myung e John Pretucci, são formados em música pela “Berklee College of Music”. O resultado dessa zona toda foi um CD de Metal, progressivo, composto mo mesmo formato que uma sinfonia.
1- "Scene One: Regression" (music and lyrics by Petrucci) – 2:06
2- "Scene Two: Part I. Overture 1928" (Dream Theater, instrumental) – 3:37
3- "Scene Two: Part II. Strange Deja Vu" (Dream Theater, Portnoy) – 5:12
4- "Scene Three: Part I. Through My Words" (Petrucci) – 1:02
5- "Scene Three: Part II. Fatal Tragedy" (Dream Theater, Myung) – 6:49
6- "Scene Four: Beyond This Life" (Dream Theater, Petrucci) – 11:22
7- "Scene Five: Through Her Eyes" (Dream Theater, Petrucci) – 5:29
8- "Scene Six: Home" (Dream Theater, Portnoy) – 12:53
9- "Scene Seven: Part I. The Dance of Eternity" (Dream Theater, instrumental) – 6:13
10- "Scene Seven: Part II. One Last Time" (Dream Theater, LaBrie) – 3:46
11- "Scene Eight: The Spirit Carries On" (Dream Theater, Petrucci) – 6:38
12- "Scene Nine: Finally Free" (Dream Theater, Portnoy) – 11:59

Paranoid – Black Sabbath
É o segundo álbum da banda de heavy metal britânica “Black Sabbath”, que revelou para o mundo dois ícones da música: o vocalista Ozzy Osbourne e o guitarrista Tony Iommi. A música mais conhecida do disco é a mesma que dá nome a obra, que até hoje coloca os fãs em êxtase quando é tocada. Conta a lenda que essa música fez parte de todos os shows de Ozzy, mas que até hoje ela nunca foi executada da mesma forma duas vezes. Além disso, os amantes do rock consideram a versão do álbum a melhor de todos os tempos.
1- "War Pigs/Luke's Wall" – 7:57
2- "Paranoid" – 2:52
3- "Planet Caravan" – 4:32
4- "Iron Man" – 5:58
5- "Electric Funeral" – 4:52
6- "Hand of Doom" – 7:07
7- "Rat Salad" – 2:31
8- "Jack the Stripper/Fairies Wear Boots" – 6:15


Dark side of the moon – Pink Floyd
Muito louco, pscicodelia falando alto! É basicamente isso que define o oitavo álbum da banda inglesa Pink Floyd, que a muito tempo é considerada a maior e mais importante representante do Rock Progressivo. Esse álbum também é dono de um recorde ainda não batido. A turnê “Pulse”, que conta com todas as musicas da obra e mais algumas faixas importantes da carreira da banda, é a turnê mais cara de toda a história da música. Quem escutar esse som, não pode deixar de fazer uma das coisas mais legais do mundo, coloque o filme do Mágico de OZ, sem som, e quando o leão da MGM rugir pela terceira vez, de o play no CD. Coloque o álbum para repetir do começo, sente, relaxe e curta uma das experiências mais legais do mundo áudio-visual.
1 "Speak to Me" Nick Mason
2 "Breathe"
3 "On the Run" David Gilmour
4 "Time"
5 "The Great Gig in the Sky"
6 "Money"
7 "Us and Them"
8 "Any Colour You Like"
9 "Brain Damage"
10 "Eclipse"

Back in Black – AC/DC
Riffs, riffs, riffs, riffs e mais riffs, isso define um dos álbuns mais simples e mais fodas que o mundo do Rock and Roll já viu em toda vida. É o retorno da maior banda do gênero que saiu dos confins da Astrália, liderada pelos irmãos Angus e Malcon Young. É também o disco de estréia de Brian Johnson nos vocais, ex-caminhoneiro da banda. Se você quer aprender a ser simples, mas bom, muito bom, escute esse disco e se divirta.
1- "Hells Bells" – 5:12
2- "Shoot to Thrill" – 5:17
3- "What Do You Do for Money Honey" – 3:35
4- "Givin' the Dog a Bone" – 3:32
5- "Let Me Put My Love into You" – 4:15
6- "Back in Black" – 4:15
7- "You Shook Me All Night Long" – 3:30
8- "Have a Drink on Me" – 3:59
9- "Shake a Leg" – 4:06
10- "Rock and Roll Ain't Noise Pollution" – 4:15

Ten – Pearl Jam
O álbum de estréia da banda grunge liderada pelo vocalista Eddie Vedder é considerado o melhor da banda. Os garotos de Seattle lançaram o Cd no final de 1991 e em 1992 chegaram a segunda posição da lista dos 200 melhores da Bilboard. Mais que isso, esse é um álbum criou um novo gênero musical e inspirou uma geração inteira de jovens. Infelizmente essa foi a última grande invenção do cenário musical.
1- "Once"
2- "Even Flow"
3- "Alive"
4- "Why Go"
5- "Black"
6- "Jeremy"
7- "Oceans"
8- "Porch"
9- "Garden"
10- "Deep"
11- "Release"

A night at the opera – Queen
Se você já ouviu falar sobre opera rock, é por que um dia o Queen lançou esse álbum. A banda britânica liderada pelo vocalista Freddy Mercury e pelo guitarrista Brian May dominou grande parte do cenário musical do final dos anos 70 e de toda década de oitenta. Fez shows em lugares que nunca antes as bandas tinham ido, participaram e organizaram o primeiro “Live Aid”. Quem escutar essa obra vai se deleitar com músicas como “Love of my Life” e “Bohemian Rapisody”.
1- "Death on Two Legs (Dedicated to...)"
2- "Lazing on a Sunday Afternoon" (
3- "I'm in Love with My Car"
4- "You're My Best Friend"
5- "'39"
6- "Sweet Lady"
7- "Seaside Rendezvous"
8- "The Prophet's Song"
9- "Love of My Life"
10- "Good Company"
11- "Bohemian Rhapsody"
12- "God Save the Queen"

E pluribus Funk – Grand Funk Railroad
Um dos trios mais incríveis que já existiram na face da terra, mas um dos mais injustiçados. Poucas pessoas já curtiram o som desses norte americanos que fizeram muito sucesso na década de 1970. O nome do CD é uma brincadeira da frase em Latin “E Pluribus Unum”, que significa “De muitos, um”, que consta no selo oficial da presidência norte americana. No caso da banda “De muitos , Funk”. É um daqueles álbuns que você curte da primeira até a última música, sem paradas ou pulos.
1- "Footstompin' Music"
2- "People, Let's Stop The War"
3- "Upsetter"
4- "I Come Tumblin'"
5- "Save The Land"
6- "No Lies"
7- "Loneliness"

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Meu primeiro grande Livro

Ultimamente tenho tido muitas conversas, e até mesmo escrito, sobre o culto a estupidez que assola o nosso Brasil. Existe claramente uma falta de vontade dos jovens na busca pelo conhecimento. Falta a eles o prazer em ler, em descobrir, enfim, aprender. Acho isso uma pena, e me fez buscar nos baús de minha memória quando foi que aprendi a ter prazer na leitura. Cheguei finalmente a um título, longe de ter sido o primeiro que gostei, mas com certeza onde descobri que ler era prazeroso. “Os Capitães da Areia”, de Jorge Amado, um romance do mestre baiano da literatura nacional, originalmente lançado em 1937.

Passado nas ruas, praias e morros de Salvador, o livro conta a história de um grupo de garotos órfãos, que vivem em um barracão em uma praia. Eles formam o grupo que se intitula “Capitães da Areia”, donos das ruas da cidade.

Os personagens principais do livro são: Pedro Bala, o líder, uma espécie de pai para os garotos, mesmo não sendo o mais velho deles. Volta Seca, afilhado de Lampião, o cangaceiro, odeia a polícia e quer se juntar ao mestre. Professor, lê e desenha constantemente, é o mais inteligente do grupo. Gato, malandro leva um romance com Dalva, uma prostituta muito mais velha. Boa-Vida, outro malandro, capoeirista. Sem-Pernas, o garoto coxo que serve de espião. João Grande, o "negro bom" como diz Pedro Bala, segundo em comando. Pirulito, tem grande fervor religioso. Dora, era a "mãe" de todos do trapiche, amada por Professor e por Pedro Bala. Doente, vive a grande noite de amor com Pedro Bala, antes de morrer. Para o líder Dora vira uma estrela no céu.

Jorge Amado coloca com maestria a grande ambigüidade dos sentimentos dos garotos. Por um lado a vida cheia de liberdade, sem regras, momentaneamente feliz; mas do outro a infeliz verdade da carência afetiva da falta que as mães lhes fazem. Como pode se perceber acima, todos eles acabam buscando uma figura que possa lhes dar o carinho que tanto lhes faz falta. Nos braços de prostitutas ou de grande amores, o que lhes une é na verdade a falta de amor.

Um romance que nem para todos tem um final feliz, assim como a vida é normalmente. Extremamente realista, uma das cenas que mais marca é a morte de Sem-Pernas, que vê nisso a única forma de acabar com o sofrimento que sentia todos os dias que acordava em meio aos “Capitães da Areia”.

50 +

Uma das coisas mais legais em se ter um Blog, é a possibilidade de fazer listas quase intermináveis de coisas interessantes. Como vocês sabem gosto muito de música, principalmente Rock, por isso irei publicar uma das minhas listas mais complexas e extensas. Junto com amigos e meu irmão, listei 50 bandas ou artistas diferentes e separei apenas um CD de cada. É complicado, pois para mim todos os CDs do Led Zeppelin poderiam estar aqui, mas o objetivo não é esse. Nós queremos listar as coisas que uma pessoa precisa conhecer para entender um pouco mais dessa música fantástica. Então é apenas um CD por banda, fica a critério de quem ler e ouvir, se ele irá se aprofundar mais no assunto.

Logo depois, fizemos uma lista de 50 guitarristas, que marcaram a história do Rock. Desde de virtuosos velocistas de 100 metros rasos com guitarra. Até os “slowhands”, como nosso querido BB King. Assim que está lista estiver publica, irei postar aos poucos, comentários para cada CD e para cada “Guitar Heroes” que existe na terra.

A lista não obedece ordem de importância alguma, apenas foi a ordem que as coisas surgiram em nossa mente.

DISCOS:

• Led Zeppelin – Led Zeppelin II
• Machine Head – Deep Purple
• Aqualung – Jetro Thull
• Black – Metallica
• Number of the beast – Iron Maiden
• Paranoid – Black Sabbath
• Sgt peppers lonely hearts club band – Beatles
• Metropolis Pt.2: Scenes From a Memory – Dream Theater
• Axis: Bold as Love – Jimi Hendrix
• The Second – Steppenwolf
• E pluribus Funk – Grand Funk Railroad
• Dark side of the moon – Pink Floyd
• Fly by night – Rush
• Tommy – The Who
• Sympathy for the devil – Rolling Stones
• BBC Session – Cream
• Texas flood – Stevie Ray Vaughan
• Back in Black – AC/DC
• Joshua Three – U2
• Nevermind – Nirvana
• Ten – Pearl Jam
• Bump Ahead – Mr. Big
• Dance into the light – Phil Collins
• Onion – Yes
• 1984 – Van Halen
• A night at the opera – Queen
• Loco Live – Ramones
• Ace of Spades – Motörhead
• Angels Cry – Angra
• Brutal – Dr. Sin
• Maior Abandonado – Barão vermelho
• Que pais é esse? – Legião Urbana
• Shake your money maker – the Black Crowes
• Audioslave – Audioslave
• Americana – The Offspring
• Moonflower – Santana
• Appetite for destruction – Guns and Roses
• Contraband – Velvet Revolver
• Nine Lives – Aerosmith
• The color and the shape – Foo Fighters
• In the court of the Crimson King – King Crimson
• Riding with the King – BBKing e Eric Clapton
• Dookie – Green Day
• Is this it – The Strokes
• Billion dollar babies – Alice Cooper
• Crazy train – Ozzy Osbourne
• That’s the way it is – Elvis Presley
• Cheap Thrills – Janis Joplin
• Sociedade da Grã ordem kavernista apresenta Sessão das 10 – Raul Seixas
• Tecnicolor – Mutantes

Gutar Heroes:

• Jimi Hendrix
• Jimmy Page
• Angus Young
• Steave Vai
• Stevie Ray Vaughan
• Joe Satriani
• Eric Johnson
• Robert Johnson
• Brian May
• Eric Clapton
• Eddy van Halen
• BB King
• Freddie King
• Albert King
• Santana
• Paul Gilbert
• George Harisson
• Slash
• Steave Morse
• Ritchie Blackmore
• John Petrucci
• Pete Towsend
• Mark Knopfler
• Kiko Loureiro
• Rafel Bittencourt
• Edu Ardanuy
• Keith Richards
• James Hetfield
• Kirk Hammett
• Adrian Smith
• David Murray
• Stanley Jordan
• Yngwie Malmsteen
• Hebert Viana
• Ian Akkermann
• Zakk Wyld
• Tommy Iommy
• Randy Rhoads
• Jeff Beck
• Buddy Holy
• Buddy Guy
• Tom Morello
• Matthias Jabs
• Joe Perry
• Les Paul
• David Gilmour
• John Frusciante
• Ritchie Sambora
• Stive Howe
• Johnny Cash

Aos poucos, eu irei escrever algo mais sobre cada um desses nomes e discos citados. Mas se vocês quiserem procurar, fiquem a vontade.

Palhaçada, Marmelada e Finalmente

Estamos na final do Campeonato Paulista de Futebol, depois de nove anos sem disputar uma, doze sem saber o gosto de levantar a taça. Acho que finalmente iremos ganhar nosso 22º título estadual em nossos 94 anos de história. Campeões do século, reconhecidos pela FIFA como o clube com mais conquistas em todo o mundo. Para os justos, os primeiros Campeões Mundiais. Como é bom ser palmeirense e descendente de italiano. A mistura ideal. Igual a isso, só se você for torcedor do Juventus da Mooca.

As pessoas me perguntam se eu posso ser imparcial como jornalista, sendo completamente parcial como torcedor. Mas lhes garanto uma coisa, sei admitir erros cometidos por mim e por meu time do coração. E uma coisa eu lhes garanto, seria impossível eu trabalhar com jornalismo esportivo, se não torcesse por um time de futebol. Não existe profissional que não seja apaixonado por aquilo com o que trabalha.

Ontem foi um dos dias que, apesar de ser apaixonado pelo clube mais bonito do país, senti que ficamos devendo nos bastidores do esporte. Acredito piamente que a diretoria em momento algum teve participação no episódio do gás dentro do vestiário tricolor. Cheguei até a imaginar uma tentativa de desabono por parte da diretoria do São Paulo, para manchar a imagem palmeirense, mas logo as imagens provaram essa hipótese impossível.

Infelizmente, a verdade, é que a segurança interna falhou ao permitir que os torcedores pudessem entrar com um artefato como aquele e depois que fosse possível jogar aquilo dentro do ambiente onde o São Paulo se preparava para o segundo tempo. Apesar disso, acredito que o episódio não interferiu no resultado final. Agora, desculpas dadas, nunca seriam aceitas, mas deveriam existir para que as coisas não ficassem ainda piores.

Palhaçada é a equipe do Morumbi se recusar a entrar no vestiário depois do final da partida. Os jornalistas tiveram livre acesso ao ambiente cinco ou seis minutos depois que a equipe tricolor se estabeleceu nas escadarias do Parque Antártica. Se o gás não havia saído quase uma hora depois do ocorrido, cinco minutos não fariam diferença alguma.

Marmelada é o São Paulo querer desabonar a vitória dentro de campo, de uma equipe tecnicamente superior, que soube se armar e vencer a partida. O tricolor tem que se concentrar em conseguir a vaga na fase final da Libertadores da América. Se não, acho que devemos fazer uma revisão de toda a história desportiva e realizar novamente todas as partidas importantes que tiverem problemas de arbitragem e afins. Diretoria do São Paulo, aceite a derrota, resolva os problemas extra campo longe dele e deixa a rapaziada jogar como eles sabem. Ah, um exemplo. Vamos pedir a anulação do jogo do São Paulo contra o Boca na Libertadores de 2005, no jogo de volta, pois a equipe visitante foi agredida pela torcida e podem ter se desestabilizado. Vê se isso tem fundamento.

Finalmente, vamos parar de palhaçadas e marmeladas. A interdição do estádio do Palmeiras deve ocorrer sim. Mas deve existir uma perícia no estádio da Ponte Preta igual a do Parque, pois todos nós sabemos que o Moisés Lucareli não é o estádio mais seguro do Brasil e que a torcida da Ponte Preta não é exatamente tranqüila. Não estou afirmando que não tenha condições de receber a partida, mas é fato que jogar contra o Guaratinguetá é bem diferente que decidir o título com o Palmeiras.

Segundo, em caso de interditarem o Parque Antártica, o São Paulo se recusa a alugar o estádio para o Palmeiras. Se eles estão esperando ver a diretoria alviverde chorando por perdão, estão muito enganados. Mas que seria uma boa pergunta saber onde serão os jogos das finais isso sim seriam, por enquanto ficam nas casas dos respectivos finalistas. Justo.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Desabafo

Certas cenas que você presencia te fazem sentir coisas diferentes dependendo do dia em que elas acontecem. Está sexta-feira eu tive um bom exemplo disso. Fui tomar um café e arejar a cabeça um pouco, isso não faz nem meia hora, e me deparei com um estacionamento completamente vazio. A não ser por quatro carros e uma moto que ainda estavam lá. Normalmente isso me deixaria muito feliz, poderia pegar a vaga que eu bem entendesse, ainda mais se levarmos em conta que um dos veículos me pertencia.

E foi por esse mesmo motivo que eu fiquei desolado. Se um dos carros é meu, quer dizer que apenas mais quatro pessoas estão trabalhando nesse mesmo prédio que eu. Enquanto dezenas de pessoas já estão em casa, ou a caminho da mesma, eu ainda terei de trabalhar. Não que eu achei ruim, pelo menos tenho um trabalho para estar. Mas que esta visão me deixou meio depressivo, isso lá é verdade.

Uma coisa que não vai mudar será meu súbito mau humor, no momento em que eu ver o trânsito que deve estar na Via Anchieta. Pra completar, está com uma cara de que vai chover um bom tanto hoje de noite. Pelo menos a noite ainda não está completamente perdida. Vejamos como será.

Um bom feriado a todos.

Aquele dia...

Era uma sexta-feira comum, sem grandes acontecimentos. As pessoas passavam na rua como sempre, cada um com os próprios problemas, passos apressados da senhora que perdeu a hora para se encontrar com o marido, os passos pesados do editor do jornal diário que falava desesperadamente ao telefone celular, as amigas que andavam abraçadas como se fossem uma só. Horas, minutos, segundos que se esvaiam sem que as pessoas dessem a menor atenção.

Aos olhos da menina na janela o sol nunca brilhara tanto, o céu nunca fora tão azul, as cores da cidade tão bonitas, aos ouvidos os sons nunca ficaram tão amplificados, límpidos, secos e reconfortantes, os choros das crianças tão suaves. No fundo, ela não sabia o que sentir. Feliz? Triste? As coisas faziam um sentido completamente novo.

Conforme ela compreendia as coisas que escutava, as verdades sobre a vida, sobre as pessoas, as dores, as vontades, tudo aquilo pela qual nunca havia dado o verdadeiro valor. Quem sabe se... era isso que passava na cabeça da garota. Se ela tivesse tratado as pessoas diferente, se tivesse perdoado, se tivesse parado para pensar. Era incrível. Como poderia ter deixado de pensar mais sobre aquilo tudo?

“Onde você estava quando eu estava torto e quebrado. Enquanto os dias passavam, enquanto eu assistia pelas minhas janelas. Onde você estava quando eu estava ferido e precisando de ajuda. Por que as coisas que você faz e fala me cercam. Enquanto você estava se sustentando nas palavras de alguém, morrendo para acreditar naquilo. Eu estava olhando direto para o sol que nascia”. Aquelas palavras penetravam a alma da garota. “Estou matando o passado e voltando para vida!”. Era isso, as coisas voltavam a ser novas, belas e empolgantes.

Tomou um banho, vestiu cores, colocou apetrechos para ficar ainda mais bela e ficou se olhando no espelho. Tinha vida, tinha cor, era fantástico. Como podia ter ficado tanto tempo dentro das sombras de seus próprios medos e fantasmas.

Finalmente, ela nunca mais iria sofrer por isso. Tirou o “Pulse” do tocador de Cd’s, guardou na bolsa e foi mostrar para os amigos. Aquela era a primeira vez que a garota escutava Pink Floyd, nunca mais sairia de perto daquele som.

Ps.: baseado em fatos reais.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Que nunca se torne realidade...

01 de Abril de 2009 – Pretendendo publicar algo sobre os trabalhos dos novos trabalhadores de nossa querida Câmara Municipal de São Paulo, resolvi dar uma passada no local para bater um papo com o pessoal e saber das novidades políticas. Assim que entrei no saguão principal, notei duas rodinhas de políticos conversando sobre as propostas inovadoras que pretendiam fazer. A primeira delas era formada por Serginho Malandro, o cantor multiuso, do PTB; Léo Áquila, a repórter, do PR; Ronaldo Ésper, estilista, do PTB; Netinho de Paula, pagodeiro e afins, do PCdoB e Rafael Ilha, ex-drogado, PTB. A outra era esportivamente formada por Ana Paula de Oliveira, a bandeirinha peladona, do PCdoB; Maycon a artilheira, também do PCdoB e Wladimir, ex-jogador do “Curintias”.

Ao ver esse grupo tão seleto de políticos, me aproximei do primeiro grupo, afim de “pescar” algum fato interessante para discutir com eles. Peguei um café, e fingi que lia alguma coisa distraidamente, logo ao lado. A conversa que escutei no primeiro grupo foi algo mais ou menos assim:

Serginho Malandro – ihé-ihé, que é que tá pegando?!?!
Léo Áquila - Ai, eu tava pegando um boffi fantástico!
Ronaldo Ésper - Não é disso que ele tah falando BIBA... mas, nossa, agora que eu tava reparando, que blusinha linda que você está usando?
LA - Comprei numa lojinha no Morumbi, custou uma bagatela, passei no cartão corporativo. Coisa poca, uns 1200.
RE – Só 1200 reais?
LA - reais não boffi, dólares. Eu lá só biba de compra em reais?
Netinho de Paula – Oi gentiiii...
Rafael Ilha – Sniff, sniff... ahhhh...
SM – Aiii, vai ter festinha universitária no sábado! Viva Metô!!
NP – Ihhh, só é: vai ficar legal, pagode na Coab no maior astral. Bem enfrente a lanchonete...
RF – Só, vai ter uma pá de mina fazendo boque... (Ronaldo tampa a boca de Rafinha)
RE – Menino, isso aqui é um prédio público, devemos um pouco mais de respeito aos eleitores.
LA - Ai, mas a idéia é boa... acho que eu vou. Aceita cartão?
RI – Sniff, sniff... ahhhh...

Mudei minha atenção de grupo para ver se a coisa melhorava um pouco...

Wladimir - vai “Curintias”!
Ana Paula de Oliveira – cuidado com o impedimento
Maycon – Eu nem participei do lance hein!

Ia voltar para casa completamente desolado, quando vi um rapaz de olhos puxados sentado no canto.

Eu - Hugo Oyama!
HO – Eu mesmo.
Eu – E ai, tudo certo? Você não vai lembrar-se de mim, mas eu te entrevistei há uns dois ou três anos, em um evento em São Bernardo.
HO – É, fica meio complicado, fiz um monte de eventos lá e dei mais entrevistas ainda.
Eu – É imagino, mas e ai, como anda a política?
HO – Já passou por ali? - apontou para o pessoal - tenho mais quatro sets de 12 meses para vencer essa...
Eu – É pra mim já deu, você sabe que ônibus vai para Passargada?
HO – Não, mas conheço um cara que é amigo do rei. O Manuel. Quer o telefone dele? Anota ai, Manuel Bandeira.

PS.: todas as pessoas citadas neste texto pretendem se candidatar nas eleições no final desse ano, para cargos que decidem o que fazer com o nosso dinheiro. Se você acha que o governo anda uma merda, lembre que quem faz a cagada évocê, na cabine eleitoral. Foi mal Hugo, mas precisava de um alguém para salvar essa parada de ser o inferno completo.

Tem hora que não dá mais...

Quando a idade de parar chega, não há nada que se possa fazer para resolver o problema. Que diga o Romário, aos 42 anos o atleta finalmente decidiu que iria para de jogar bola profissionalmente. Com 1002 gols na carreira, ele só fica atrás do Rei. Alguns recordes dele serão difíceis de serem batidos: sete vezes artilheiro do Campeonato Carioca, o artilheiro mais velho da história do Campeonato Brasileiro, melhor média de gols de um jogador na Europa, foram 192 gols em 195 partidas disputadas pelo PSV. Eleito nesta segunda-feira (15) o melhor atancante de todos os tempos, de acordo com os torcedores do Barcelona.

Ele jogou no PSV, no Barcelona, no Fluminense, no Vasco e no Flamengo. Sempre foi arrogante e sentimental no mesmo tanto que era talentoso, boa praça, malandro e boleiro de praia. Virou um pai apaixonado pelos filhos, que está sempre pronto para dar atenção aos mesmos.

Ganhou uma copa do mundo levando uma seleção apática e sem criatividade nas costas. Foi querido e odiado pelos técnicos que assumiram o comando da seleção. Quando viu que suas atitudes de jovem só o prejudicaram, tentou voltar atrás, mostrar remorso, mas seu choro apenas serviu para colocá-lo ainda mais para baixo.

Hoje, este Romário não é mais o mesmo de 20 anos atrás. Não joga mais bola como antes, não corre como antes, não chuta com a mesma força, não tem mais o mesmo fôlego. Mas é definitivamente uma pessoa melhor do que no início de carreira. Acho que para ele foi uma troca justa.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Músicas eternas...

Com o tempo percebi que certas músicas podem ser eternas. Não estou falando de clássicos como “Highway Star”, do Deep Purple, que consta no álbum “Machine Head”, de 1972, considerado o melhor disco dos caras. Nem de “Stairsway to Heaven”, do Led Zeppelin, gravada em 1974 no álbum Led Zeppelin IV, considerada a melhor composição de todos os tempos. Mas das músicas que permitem ao artista dar um espetáculo eterno, com músicas que tinham três ou quatro minutos no estúdio e saem com mais de dez minutos ao vivo.

São composições relativamente simples, com uma estrutura completamente mutável. São clássicos em sua essência, todas tem rifes marcantes, letras bem trabalhadas, detalhes fantásticos e tudo mais, porém, executadas de mil e uma maneiras durante a história.

A primeira dessas músicas é “Get Back”, de 1969, gravada pelos Beatles no álbum “Let it Be”. A música é composta por três partes básicas, uma base para o vocal, um refrão marcado pelo “tã, nã, nã, nã!” no final e uma base eterna para o um solo mutante e improvisado de todas as maneiras possíveis. A versão do telhado é uma, a do disco é outra e ao vivo eram versões sempre diferentes, por um detalhe mínimo, mas diferente. A música pode ser executada pelo tempo que a banda executante quiser, com a seqüência que for definida, com os solos que bem entenderem. Mas que nunca vai existir algo igual a versão tocada no telhado da gravadora, isso lá e verdade.

Outra música desse tipo é “Paranoid”, do Black Sabath, música que da nome ao disco da banda lançado em 1971. É fato, essa música nunca foi executada da mesma forma. E não é apenas um detalhe ou outro que muda. Simplesmente as coisas podem ser definidas de um dia para o outro. Tem é claro, a parte protocolar da coisa, executada nos primeiros três minutos. Depois, hehe, o que vier é lucro. Contudo, não existe nenhum grande fã, que não concorde que a versão original do álbum é a melhor da história.

Existem também as bandas especialistas em transformar três minutos em trinta. O AC/DC é disparado o grupo que melhor exerce essa extensão peculiar de suas músicas. Rifes extremamente simples e bem trabalhados, solos de cinco minutos cada, com direito a performance de Angus e sua roupinha colegial. Quem nunca curtiu a versão de quase 15 minutos de “Jailbreak”, lançada originalmente com quase quatro minutos no álbum de mesmo nome, gravado em 1984.

Outros mestres em esticar as músicas eram os senhores do Led Zeppelin, é lógico, afinal, no que eles não eram mestres? Músicas com mais de dez minutos sem encher o saco só eram possíveis com eles mesmos.

Enfim, é por essas e outras coisas que o Rock nos proporciona emoções e sensações únicas!

Sobre o jogo...

A respeito da partida de ontem entre o Palmeiras e o São Paulo, que terminou erroneamente com a vitória do tricolor paulista por 2 a 1., digo apenas uma coisa: “Meteram a Mão!”. Isso define a partida em alguns momentos, no gol do Adriano, no impedimento marcado no escanteio alviverde, nunca vi isso na vida, nas faltas não marcadas contra o São Paulo, enfim. Mais uma vez somos prejudicados por uma arbitragem de péssima qualidade. Agora, cadê o Juvenal Juvêncio e o Marco Aurélio Cunha, para pedirem mais justiça e qualidade no comando dos apitos paulistas.

Enfim, é só... ainda vamos nos classificar ser campeões dessa budega.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Começo com o pé esquerdo

Após a derrota para a equipe do Audax Italiano, do Chile, a equipe do São Paulo pode ter o pior início de ano desde 2001, quando não disputou a Taça Libertadores da América, e não disputou as finais do Campeonato Paulista. Em 2002, levou o título de Super Campeão paulista, em 2003, chegou às semifinais do torneio sul-americano, em 2004 foi vice paulista e chegou a segunda fase da Libertadores, em 2005 foram campeões da América, em 2006 foram finalistas e em 2007 chegaram as semifinais do paulistão e nas oitavas do torneio Sul-americano.

Em 2008, a coisa pode ser bem diferente. O clima não está nada bem, a falta de planejamento fez com que alguns jogadores não pudessem disputar o Paulista. Faltam jogadores de qualidade para que o técnico Muricy Ramalho possa poupar os jogadores mais importantes. Só agora, na fase final do campeonato estadual, com nove jogadores pendurados com dois amarelos, que a diretoria do time se tocou que eles não são mais os favoritos em tudo que disputam.

As péssimas atuações no torneio internacional se mostraram não serem coisas esparsas que não merecem muita atenção. O time não se mostrou ser capaz de vencer um time fraco como o Audax. E nem vale a desculpa de ter sido fora de casa, no jogo do Morumbi o time perdia o jogo por 1 a 0, quando jogador que estava marcando o Adriano muito bem foi expulso por uma falta infantil. Ai, a coisa ficou mais fácil e o time brasileiro achou a vitória por 2 a 1 no meio da zona toda. E ninguém se poupa na disputa da Libertadores porque tem jogo do estadual no Domingo.

O que precisa mudar no São Paulo é a postura de alguns dirigentes, que vivem para falar de como o time é bom e agora se esquecem de trabalhar para manter a qualidade do elenco. Acham que o São Paulo virou uma clínica de reabilitação, com Carlos Alberto e companhia.

O São Paulo tem que tomar cuidado para não ser o próximo time a viver da força da camisa e não mais do futebol que exibe nos campos.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Semifinais!

Chegamos finalmente às finais do Campeonato Paulista de 2008, Palmeiras enfrenta o São Paulo e Guaratinguetá pega a Ponte Preta. Agora, como futebol só se discute novamente na hora do jogo, vamos falar dos problemas políticos econômicos dos clubes paulistas. Dane-se que o Guará fez a melhor campanha e a Ponte teve sua regularidade premiada com a classificação, o importante é discutirmos sem necessidade onde será o jogo entre os dois grandes.

Bom, para mim tanto faz o nome da construção que estará em torno do campo, que é o que realmente importa. Desde que o gramado esteja em condições de receber um jogo do nível dos clubes pretendentes a final do torneio. Apesar de apoiar que cada macaco se defende no seu galho, o gramado do Parque Antarctica ainda não está pronto para receber o futebol das equipes. Sendo assim, temos de encontrar algum lugar para que a peleja possa ser realizada.

O Morumbi, sempre foi um estádio estadual, afinal é isso que ele é. O Cícero Pompeu de Toledo não deveria pertencer ao São Paulo, assim como o Maracanã não pertence ao Flamengo, ao contrário do que muitos pensam. Mas, mediante a uma falcatrua, deixou-se o Pacaembu para esses fins e deu-se o estádio ao clube tricolor.

Apesar de até o início da década de 90 o estádio era um campo neutro, mas a muito se transformou no campo do São Paulo. No interior, o gramado pode ser muito bom, mas a segurança, até mesmo dos jogadores, fica comprometida. Pacaembu em reforma, a solução é por tanto o Morumbi.

Agora, se a Federação quer tanto que os jogos sejam nesse estádio, eles que arquem com o prejuízo, o aluguel do estádio. Pois se o campo é neutro, o time não deveria pagar para o adversário para utilizar o seu campo. Quando a final da Liga dos Campeões é jogada no estádio de um dos finalistas, quem paga é a UEFA e quem leva os lucros de torcida, são as duas equipes meio a meio. Sendo o mando da UEFA, é ela quem negocia a publicidade de campo e divide com as equipes, além de, com razão, embolsar uma parte do dinheiro.

Por isso eu defendo as finais no campo do Morumbi, desde que:
  • o São Paulo receba pelo aluguel de ambas as partidas.
  • a renda do público das duas partidas seja igualmente dividida.
  • a publicidade seja negociada pela FPF e dividida entre os três.
  • que a organização de todo o extra campo seja feito pela FPF.

Ou seja, que a Federação Paulista de Futebol trabalhe realmente para que os times se sintam em campo neutro durante toda a disputa. Se um vai ter menos ou mais torcida, ai é outra história.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Que venham as finais...

Finalmente, a última rodada do campeonato paulista de 2008. As previsões do começo do ano, mesmo que mal e porcamente, têm até que acontecido. Dos quatro times que devem chegar às finais do torneio, podemos ter três grandes. Por muito pouco não teremos todos eles na reta final. O Palmeiras, mais bem estruturado nesse primeiro quarto de ano, já tem sua vaga garantida. Resta a ele definir se jogará dois, dos possíveis quatro jogos, em casa ou não. No jogo contra o Barueri eu aposto no verdão, pelo simples fato de que ele já está com 14 jogos sem sofrer se quer uma derrota. Tudo que o Luxemburgo deseja, é ter uma série de 19 jogos invictos depois da final do torneio.

Para o São Paulo, a tarefa é relativamente fácil, vencer o Juventus, que há muito tempo não tem conseguido aprontar para cima dos grandes, dentro do próprio campo. Esse jogo também será decisivo para o Moleque Travesso, que teve duas chances de se salvar jogando em casa e não soube aproveitá-las. Mas a Mooca ainda tem esperanças que ele se salve, já diriam os mais antigos torcedores do Juventus: “Chamem o bruxo que ele resolve.” (essa história eu conto outro dia).

De longe, quem terá a tarefa mais complicada dos três será a o Corinthians. Com seus 32 volantes e 55 zagueiros, Mano pretende colocar muita pressão encima de seus próprios jogadores, que sofrem de uma grande crise de falta de qualidade. Só com muita sorte e falta de capacidade da Ponte Preta, seu principal rival, ele deve se classificar.

Para a Macaca, vasta vencer o Santos, que jogará com o time reserva, por um gol de diferença e esperar seu adversário de semifinal. O Santos poderia estar na briga, não fosse o empate do último final de semana. O que me chama a atenção é que poderemos ter uma final entre São Paulo e Palmeiras. Os dois já se enfrentaram 14 vezes desde 1902, com nove conquistas verdes e cinco tricolores. Também seria o campeonato de desempate, já que ambos detêm 21 taças do paulistão.

Se for para apostar, eu acredito em Palmeiras, Guaratinguetá, São Paulo e Ponte Preta, nessa ordem na tabela. Não sei se acerto, mas que vai ser uma rodada das boas, ah, isso vai!

terça-feira, 1 de abril de 2008

1946 e a ponte que partiu

O ano de 1946 não foi marcado necessariamente por grandes acontecimentos. Nasceram alguns artistas famosos, no dia 3 de Janeiro, John Paul Jones, baixista e tecladista britânico e membro da banda melhor banda do mundo o Led Zeppelin. No dia 6 de Janeiro, Syd Barrett, guitarrista e vocalista da banda inglesa Pink Floyd, que morreu em 2006. Alguns dias depois, dia 6 de Março, foi a vez de David Gilmour, outro guitarrista e vocalista do Pink Floyd. No dia 5 de Setembro, tivemos o nascimento de Freddie Mercury, vocalista da banda britânica Queen, morto em 1991.

No Brasil não tivemos nenhum grande artista, que mudaria os rumos do cenário artístico internacional. Mas, no dia 26 de Setembro, no maravilhoso estado do Rio de Janeiro, vinha ao mundo Celso Roberto Pitta do Nascimento. Que alguns anos mais tarde, mais precisamente no primeiro dia do ano de 1997, viria a ser o 37º prefeito da cidade São Paulo. Ele seria o grande motivo do célebre político Paulo Maluf dizer a frase que mais se arrepende na vida: “Se ele (Pitta), for um mau prefeito, nunca mais votem em mim”. Devia ter ficado quieto.

Fato é que a administração do prefeito foi marcada por cagadas homéricas. A maior delas repercute até hoje, e é o que me leva a escrever esse texto. O Fura-Fila, nome que só poderia sair da cabeça de um carioca, se fosse paulista ele ao menos pediria licença, era para marcar a história do transporte público. Mas marcou no máximo a história das roubalheiras e lavagens de dinheiro do governo paulista. Foram gastos milhões, e o principal programa do governo não está pronto até hoje.

Na madrugada de ontem para hoje, o trecho em obras do Expresso Tiradentes, novo nome do Fura-Fila, desabou, transformando o calmo, tranqüilo, relaxante transito paulista, conhecido por sua fluidez fantástica, em algo mais caótico. Antes fosse essa uma brincadeira de 1º de Abril, que transformaria tudo em uma grande festa.

Este trecho de cerca de 3 km, deveria ser entregue no próximo dia 18 de maio e já custou nada menos que R$93 milhões aos cofres públicos da cidade de São Paulo. Gilberto Kassab, que caiu de pára-quedas no comando dessa budega de cidade, foi mais uma fez incisivo na cobrança por resultados. Ele intimou a SPtrans e o Consórcio Andrade Gutierrez-Carioca a passarem um laudo primário ainda hoje, para que as obras terminem logo e desafoguem o tráfego na capital econômica do Brasil.

Enquanto isso, no trânsito, de fila em fila, vamos nos lembrando da magnífica malha viária que temos e o quanto nossos prefeitos nos ajudam a resolver a zona toda.

segunda-feira, 31 de março de 2008

O Favoritismo é Verde

O Palmeiras é o favorito ao título do Campeonato Paulista desse ano. Isso é um fato mais que comprovado, ninguém joga melhor, mais bonito e com mais vontade que o time do Parque Antártica. E esse time tem um ponto chave, uma pessoa em especial, que merece metade dos crédito por tudo isso, que num clube de futebol é bastante. É o mesmo motivo que foi responsável pela conquista do título de 92, 93 e 96, últimos três títulos estaduais do Verdão. Vanderlei Luxemburgo é o nome dele.

Ele deu cara para o time, soube montar uma equipe eficiente, exaltando os pontos positivos dela e reforçando os que antes eram negativos. É o principal responsável por tornar o chileno Valdívia no melhor jogador do Paulistão 2008. Dar ao Palmeiras força defensiva sem precisar de três zagueiros. Montar uma equipe com apenas um volante de oficio e um meia no papel de segundo volante, e mesmo assim não sofrer mais gols por isso.

Ter um time que perde um jogador de grande importância e mesmo assim se mantém forte. Deu o empurrão final que o goleiro Marcos precisava para voltar a ser um dos melhores do Brasil, se não o melhor em atuação nos dias de hoje. Que dentro de sua simplicidade se sente tranqüilo para dizer, após a expulsão contra o Bragantino, que: "O problema é deles, o reserva é melhor que eu!"

Com tudo, porém, toda via e assim por diante. Esse time só precisa de um detalhe, um mísero detalhe. Chegar na final e ser campeão. Uma tarefa simples de se explicar, mas muito complicada de se realizar. Ainda assim, aposto todas as minhas fichas no fim do tabu alviverde.

O estranho prazer de ser ignorante

É definitivo, por incrível que pareça, creio que finalmente o culto a ignorância está vencendo. Algo que eu já havia percebido há algum tempo, mas esse ano está confirmado. Hoje as pessoas estão cultuando a ignorância, a falta de inteligência e a falta de conhecimento. Ler livros, escutar boa música e saber alguma coisa sobre artes para que? Esse é o pensamento de grande parte da população. E as pessoas cultuam isso!

Outro dia mesmo, falei para meus alunos que lia dois jornais por dia, tentava ler um terceiro e para completar, me mantinha ligado nos sites dos jornais e revistas. Eles acharam que era um exagero, por que jornal era chato. Se lembrem que estou falando de uma sala de uma Oficina de Jornalismo. Quando citei a revista Piauí, uma das melhores produzidas no país, a cara de todos expunha algo como “Mas isso não um estado porra?”. Revista para eles é Capricho, Toda Teen, essas coisas.

Eu nem pensei em perguntar se algum dia na vida deles eles pensaram em assistir “A Sociedade dos Poetas Mortos” ou, quem sabe, algum filme europeu. Não que eu ache os franceses grandes produtores do cinema mundial, mas é adquirir cultura por ela mesma, só pelo prazer de se saber um pouco mais do que antes.

Esse pensamento não é algo que faz parte apenas dos jovens, pessoas da minha idade ou até mais velhas, continuam na busca pela imbecilidade maior. Acham que ler é uma besteira, bom mesmo é ver malhação. Conheço quem ache super legal se formar na faculdade sem ter lido um livro cobrado em quatro anos de curso.

O pior, é que as crianças assumem isso como verdade a partir do momento que, por influencia dos pais, consideram ser inteligente uma besteira. Pessoas capazes de dizer que Carlos Drummond de Andrade é ruim, mas com uma breve explicação considerar aquilo a coisa mais incrível do mundo.

A cada dia vai ficar mais complicado de se agüentar um mundo de gente estúpida que consideram isso tudo normalíssimo. Gostaria de saber quem foi o idiota que inventou a celebre frase que dizia que “a ignorância é uma benção”.

quarta-feira, 26 de março de 2008

As "apitadas" do Planalto

A ministra Dilma Rousseff não será investigada e nem questionada devido a acusação de ter tentado levantar um dossiê contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. As coisas que me incomodam nessa história toda são várias, mas vou lançar uma luz sobre algumas delas.

O governo não está muito afim de liberar a quebra de sigilo de Dilma e Lula, ao contrario de FHC que já liberou os números de suas contas para investigação. Acham que é um desrespeito com os dois, afinal pra que se preocupar com o povo brasileiro e a justiça que sempre deve ser feita. O importante é manter as aparências em ano eleitoral. "O fato é que, dos gastos de Ruth e FHC, não tem um que seja com segurança nacional. Não acredito que os do Lula sejam. Era hora de o Lula ter o mesmo gesto de grandeza e dar o mesmo exemplo", afirmou Arthur Virgílio, líder do PSDB.

Ainda querem que a oposição se movimente para liberar as importantes MPs que estão atravancando o senado e a câmara dos deputados. Eles dizem a direita está sendo "boba, chata e feia" e que isso está impedindo que o Brasil evolua. E a corrupção que corra solta por que o importante é o país crescer o suficiente, nem muito nem pouco.

Para coisa ficar ainda mais legal, a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), pediu a presença do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Jorge Félix, para depor. Convocado a comparecer na terça-feira o ministro disse, por telefone, que não iria por ter uma viagem de férias marcada para o exterior. Pelo amor de Deus, férias? Isso é um CPI. Só neste país as pessoas podem fazer essas coisas mesmo.

Além disso, ninguém está muito ai com o abuso de autoridade de dona Dilma, que passou por cima da CPI e usou de uma posição governamental elevada para o bem de seu partido e não para que a verdade apareça.

Ai, ai, só pra constar...

A melhor frase do ano!

"Agradeço a todo mundo que votou. Eu estou rico!", simples assim, fácil assim e mais correto impossível. Essa foi a frase proferida por Rafinha, o músico de qualidade questionável e entregador de verduras de campinas. Que depois de vencer a oitava edição do BBB nunca mais irá comer uma alface na vida e deve gravar pelo menos um CD, não muito promissor. Mas o ponto chave foi o grande discurso do rapaz.

Não puxou o saco de ninguém, não chorou, não agradeceu a Deus, não ligou para as lágrimas do resto das pessoas a sua volta nem nada. A frase dele é curta porém suficiente. Não agradeceu nem pai, nem mãe, tio da padoca, nem nada. Pelo simples fato de que eles não fizeram nada de mais para que ele chegasse ao "título". Agradeceu ao povo todo que votou nele, mais de 30 milhões de pessoas que eu seria eternamente grato se me dessem 50 centavos cada um.

Essa é outra coisa que eu achei genial pra se analisar. Pelo menos 75 milhões de pessoas perderam horas de suas vidas para ver um carinha ficar rico enquanto eles ficam mais e mais pobres. Agora, me digam, por que quando ele fica rico com o BBB ele é legal e quando um Zé qualquer ganha na Mega ele é um Filha da Puta. Ele merece tanto quanto, ou mais, que o rapaz da couve. Pelo menos o cara da mega não precisou passar um mês fingindo ser uma carinha super legal e correto.

No final, dentro de um ano teremos mais uma edição desta budega televisiva. Que o discurso final seja tão bom quanto.

quinta-feira, 20 de março de 2008

O melhor CD de 2008

O Black Crowes é uma banda da década de 70 formada no meio da década de 80. Essa é a melhor definição para a banda dos irmãos Robinson. A banda é considerada pelos críticos a sucessora do Led Zeppelin. A comparação não é para menos, os caras já abriram o show do Robert Plant com Jimmy Page por diversas vezes, inclusive no Brasil. Além disso, eles também já gravaram um show com o guitarrista do Led, apenas com composições da banda duas décadas mais velha.

Depois de quase uma década fora dos estúdios, “By Your Side” (1999), Columbia Records, produzido por Kevin Shirley, que já trabalhou com o Aerosmith, a banda resolveu voltar ao estúdio para gravar um novo álbum.

O resultado da brincadeira é o novíssimo “Warpaint”, “a declaração da liberdade de nossas almas”, afirma o vocalista Chris Robinson, principal mente criadora da banda. Esse é talvez o trabalho mais “sincero” da banda desde de a gravação do seus disco de debutantes, “Shake your money maker”, que além de ser o título mais criativo da banda é também uma brincadeira com o “front man”, conhecido pelos seus rebolados durante os shows.

O irmão Richard diz que esse ábum é o resultado de tudo que eles fizeram até hoje. “Isso é o que nós amamos fazer e nós queremos fazer da melhor maneira possível. Acho que esse álbum consegue transmitir isso”. É possível sentir em cada música uma vibração muito forte, que deixa uma marca na mente e nos sentimentos de quem escuta o CD.

Enquanto escrevo estou deixando o álbum de fundo musical, está sendo uma experiência incrível. Ele flui de forma natural e confortável, sem grandes absmos criativos entre uma faixa e outra. Recomendo isso a todos vocês.

Para nosso azar, os caros já têm grande parte do calendário definido até setembro, e não devem passar pelo Brasil ainda. Uma pena.


"WARPAINT"

1. "Goodbye Daughters of the Revolution" – 5:03
2. "Walk Believer Walk" – 4:39
3. "Oh Josephine" – 6:38
4. "Evergreen" – 4:20
5. "Wee Who See the Deep" – 4:50
6. "Locust Street" – 4:14
7. "Movin' On Down the Line" – 5:42
8. "Wounded Bird" – 4:23
9. "God's Got It" (Rev. Charlie Jackson) – 3:22
10. "There's Gold in Them Hills" – 4:47
11. "Whoa Mule" – 5:45

Ai vai um link para fazer o download do disco.

segunda-feira, 17 de março de 2008

São Paulo e o seu Chororô eterno

Há uma semana eu escrevia neste blog sobre as "Apitadas", os erros e a falta de preparo dos juízes. Mas quando a coisa vai bem temos de parabenizar aqueles que se mostram corretos, preparados e qualificados para apitar um jogo. Flávio Guerra, árbitro da partida entre Palmeiras e São Paulo, mostrou que não tem medo de fazer a coisa correta, mesmo em um jogo deste tamanho. Além da vitória histórica do time verde, que termina com um tabu de 11 anos sem vencer o ríval pelo Paulista, podemos ver que muitas vezes as coisas não estão completamente perdidas.

Agora, falam do Valdívia chorão, e me lembro do Marco Aurélio Cunha, que não sabe perder. Ele exalta a incrível capacidade de sua equipe quando vence, mas sempre joga a culpa no árbitro quando perde. Não consegue ver que o time de 2008 é fraco em relação ao time que venceu em duas oportunidades o campeonato brasileiro. A diretoria do São Paulo, assim como Muricy, que até se comportou bem ontem na coletiva de imprensa, são descritos de maneira destorcida pela mídia. Lembram do dia em que comentei sobre o mal-humorado simpático, que é como alguns consideram o técnico São Paulino, pois a diretoria é o típico "pentelho de escritório".

É aquele rapaz que sempre se vangloria das conquistas de grupo, de como a empresa vai de vento em poupa, mas que na hora de saberem quem foi que mandou a encomenda errada para a distribuidora, some e faz que não é com ele. Depois, aparece quando a coisa se resolve. Ainda afirma que estava tentando resolver de uma outra maneira a crise, mas que encontrou dificuldades e agora a coisa já está tranquila.

Pois bem, Sr. Marco Aurélio Cunha, sua declaração mostra a forma estúpida que vocês pensam. Mostra como o São Paulo é um aproveitador de situações. Quando vence, o árbitro estava sempre certo, com algumas resalvas, para não levantar suspeitas. O time está lindo, maravilhoso, precisa apenas de uns ajustes e olhe lá. Quando perde, com certeza a culpa é dos outros.

O Palmeiras venceu ontem, pois está melhor e com a arbitragem correta. Assim como venceu na semana passada, pois é melhor que o Bragantino, mesmo com um juíz tendo uma péssima atuação.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Interpretar, uma arte para poucos

Toda banda tem como referencia o seu vocalista. Ele é a pessoa que dá o cara a tapa, que não pode se “esconder” por de trás de um instrumento e ainda tem que mostrar que tem o dom de fazer o seu trabalho perfeitamente. Porém, foram muito poucas as bandas que puderam contar com grandes vocalistas, que mais do que o gogó afinado tinham a capacidade de interpretar o que cantavam.

Quando eu digo interpretar, não me refiro a arte de atuar como os atores de teatro, cinema e televisão. Mas me refiro a capacidade de passar para a voz a emoção, a entonação, a força, a habilidade de transformar cantar em uma arte. Uma arte que poucos tiveram a capacidade de fazer corretamente. Robert Plant, Freddy Mercury, Janis Joplin, Tim Maia, Ella Fitzgerald, Cazuza, Elis Regina, Elvis, Joe Cocker, por ai vai. Poderíamos listar mais alguns nomes, mas a lista que aparenta ser grande demais e na verdade curta. Infelizmente essa arte está aos poucos por se perder.

A simplicidade musical que se instalou na música moderna está aos poucos acabando com a possibilidade de termos futuramente nomes como esses citados. Os grandes sucessos populares de hoje não passam de composições pobres, na parte instrumental e vocal. Por mais que pareçam ser afinadíssimas, as vozes não são capazes de reproduzir nem metade do que aparentam ser nos CDs.

Muitos souberam ser simples, porém de altíssima qualidade. Rolling Stones é uma banda que tem riffs simples, com alguns detalhes, mas me mostre alguém que “vista” a música e deles melhor que Mick Jagger.

Para não dizerem que estou sendo duro demais com os novos cantores e interpretes que estão surgindo, Maria Rita tem me surpreendido. Seu segundo álbum é muito maduro e bem produzido, assim como a cantora Roberta Porto, que se mostra como um grande talento. Mas a primeira infelizmente não deve chegar ao mesmo nível da mãe. Que voz tinha Elis, que interpretação, era a arte elevada à enésima potência. Da rouquidão típica de Janis até a beleza da suavidade que passou para a filha.

Que o futuro seja melhor do que eu imagino ser, por que a coisa está ficando complicada.

Pra quem quiser conhecer alguma coisa mais sobre Elis Regina. Ai vai um blog muito bom. “Discografia Elis”