sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Temporada 2008

E mais uma vez o circo da Formula 1 está de volta. A temporada de treinos em Barcelona terminou e as equipes fazem os últimos reparos antes da estréia oficial, em Melbourne, na Austrália, dia 16 de Março. Esta temporada, nós iremos saber se eu acertei ou errei em meu post de cerca de um ano atrás. Eu havia citado uma possível “Era do Gelo”, após o início vitorioso de Kimi Raikkonen. Hamilton roubou a cena durante o resto da temporada, mas o foi o Finlandês, muito mais constante e centrado, que levou o caneco.

Este ano, Kimi terá de provar que será de gelo sobre a pressão de defender o título, ser melhor que Felipe Massa, melhor que Hamilton e Alonso e ainda deixar para trás as aposta Nelsinho e Heikki Kovalainen, nova aposta da McLaren em 2008. Após os treinos, parece que a Ferrari montou um carro muito competitivo e que velocidade não deve faltar para Massa e Kimi.

A McLaren também já demonstrou que não veio para brincar. Mais uma vez os engenheiros da escuderia inglesa montaram tem uma belíssima máquina nas mãos e tem tudo para que Hamilton brigue novamente pelo título. Basta ao jovem piloto, um pouco mais de calma na disputa. Já Kovalainen entra na disputa sem preocupações. A equipe McLaren já é muito mais do que ele esperava atingir dentro do esporte.

Alonso, de volta para a casa, tenta mostra que ainda é o mesmo piloto que derrotou Schumacher duas temporadas seguidas. Mas avisa que o carro da Renault está um pouco pior do que o dos adversários diretos. A grande expectativa na escuderia francesa gira entorno da asa dianteira revolucionária, que dizem ser a arma secreta da equipe. Assim como as bruxas, ainda ninguém viu nem acredita, mas que existe, existe.

Mas a estréia que muitos aguardam é o retorno do nome Piquet aos circuitos da Formula. Apostando no DNA, a Renault tirou o brasileiro dos circuitos de teste e dá a chance de Nelsinho provar que aprendeu alguma coisa com o pai. Para Alonso, o temor é ver a repetição da temporada de 2007. Quando chegou a McLaren como rei e saiu destronado por Hamilton, em uma das jogadas mais sujas da história da categoria.

Barrichello, mostra que teimosia é o seu forte e continua firme na tentativa de recuperar um lugarzinho ao sol. Por muito tempo fui defensor dele, pois sempre apostei em seu potencial, mesmo sabendo de sua falada arrogância nos bastidores. Entre eles um alvo especial, o jornalista Fabio Seixas, subeditor de esportes da Folha de São Paulo, com quem tive a oportunidade de conversar no final do ano passado. Para esta temporada o vovô mal-humorado das pistas contratou um assessor de imprensa para tentar limpar a imagem perto do final da carreira. A qual ele deveria encerrar o quanto antes.

Para Massa a grande oportunidade seria dar uma de bom mineiro e comer pelas beiradas. Apesar de tudo os holofotes estão, em sua maioria, voltados para disputa Kimi x Hamilton. O brasileiro tem que ir pontuando, vencer uma aqui e outra ali, cutucar os dois sempre que possível, para chegar em outubro com chances de levar o título nacional para o país.

De novidades aleatórias está a Force India, escuderia recém montada pelo milionário Vijay Mallya. Ela substitui a Spiker, que correu a temporada passada e foi um grande fracasso. Em sua passagem pelo Brasil, no GP da última temporada, o empresário, que chegou confortavelmente em seu Airbus A380, com mais cinco pessoas, afirmou que nunca entra em uma aventura para perder.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Das desmedidas da imprensa desportiva

É incrível como os jornalistas gostam de proteger o São Paulo. Existe um certo hábito de desculpar o time do Morumbi, ressalvar o Corinthians, quebrar o Palmeiras e ignorar o Santos. Mas o que mais me irrita nisso tudo é a proteção ridícula que é dada para o São Paulo.

Um exemplo, devido ao choro panaca do Cuca após a final da Taça Guanabara, um programa passou do nada a mostrar isso como algo poético e humano e desmoralizar os técnicos paulistas. Tudo certo até ai.

Mas de repente começaram com a história de como o mau humor do Muricy, o zangado da Branca de Neve, era engraçado e fazia parte do jeito humilde de ser do cara. Concordo, ele é um dos grandes técnicos em ascensão. Mas ele é um mau humorado chato, resmungão, arrogante e desrespeitoso. Ele se recusa a responder as perguntas dos jornalistas da mesma forma que o Luxa e o Leão, os chatos da história.

Contudo, o Zangado pode dar uma resposta atravessada que está tudo certo, o Luxa é arrogante e o Leão um reclamão histórico. Muricy desafia, é confiança e competência. O luxa é arrogante e o Leão um reclamão histórico. Como falar de incompetência com alguém como o Luxemburgo, que é o técnico mais vitorioso do futebol nacional. Ele tem cinco títulos nacionais. Copa do Brasil, Paulistas a rodo, passou pelo Real Madrid e por ai vai. O Leão não fica muito atrás.

O Muricy ainda tem muito a provar, muito mesmo. Passem-me a incrível lista de títulos do cara. E ai, quem é o cara arrogante. Ele com certeza será um grande técnico, acho que será técnico de seleção brasileira. Mas vamos lá, puxa saco tem limite.

E esse espírito pega, onde já se viu um time se recusar a ter um árbitro escalado para o seu jogo por causa de uma partida ruim. Se todos quiserem fazer isso não vai ter mais quorum para apitar todos os campeonatos do país. Mas para a CBF, o São Paulo pode. O Adriano, cabeçada, apenas dois jogos. Contando o jogo que já havia passado contra o Marília? Pelo amor de Deus! Violência fora do jogo, nem um mês. O Valdívia, depois de ser cassado em campo, levou quase dois meses de suspensão por um tapa que não existiu.

Aliás, o Valdívia é cassado e ninguém recebe cartão amarelo. O Dagoberto toma uma, cartão vermelho. E a arbitragem está contra o São Paulo? Faz-me rir.

Gente, imparcialidade. Apenas isso basta. Vamos fazer a nossa parte e colaborar para a justiça no futebol e não pelo show do time mais bem administrado o país. Outra patacoada. É apenas o time com o maior número de bancários ricos torcendo a favor. Vamos colocar as coisas no seu devido lugar, só isso.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Estupidez pouca é bobagem...

Consumimos diariamente toneladas de alimentos produzidos nos campos desse Brasil varonil. Verduras, legumes, sementes, frutas e os mais diversos tipos de carne. Entre esses alimentos saborosos e nutritivos está o milho. Existem várias espécies e variedades desse alimento, todas pertencentes ao gênero Zea.

Eu adoro comer milho, bem cozido, com manteiga e sal. Os cavalos gostam de comer milho. Todos nós gostamos de milho. Menos o principal dirigente do MST, João Pedro Stédile. Ele acha uma grande bobagem a gente poder produzir mais milho e de melhor qualidade.

Em entrevista para o jornal O Estado de S. Paulo, o líder do grupo disse que havia avisado Lula para tomar cuidado com os transgênicos. Eu também dou meu aviso, Lula, cuidado com os estúpidos, você já tem muitos ao seu redor além de vossa própria senhoria.

Não podemos continuar achando que as antigas formas de plantio e cultivo de plantas serão suficientes para alimentarmos o mundo todo. É preciso aperfeiçoar o processo, produzir mais alimento, com maior aproveitamento, com prazo de validade maior, ninguém disse que a tecnologia seria barata. Conhecimento custa caro e é preciso investir muito.

Mas o Stédile acha que conhecimento se limita a ensino fundamental. Conhecimento precisa ser produzido, muito mais do que simplesmente adquirido. É uma pena que certos líderes como ele encarem tudo de maneira tão rasa.

Pior, a matéria diz que o líder voltou a defender a destruição dos laboratórios da Aracruz, em 2006, por mulheres da Via Campesina. Isso é de um individualismo ridículo. Ele acha justo destruir o trabalho de uma vida? Acha que devemos resolver com socos e chutes quando discordamos das coisas? Então por que ele fica tão bravo quando eles tiram invasores de terras sob as quais eles não têm o direito de se estabelecer? Quando retiram as pessoas de acampamentos ilegais?

Stédile. Se não for útil, não diga nada, pois só será pior para você e sua trupe.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Bienal Deep Purple 2008

Levando em conta as cerca de três décadas que o Deep Purple tem de carreira, pensar que essa é a oitava vez que eles vêem ao Brasil não causaria espanto. Mas a verdade é que a banda descobriu mesmo o país em 2000, quando vieram para divulgar o CD "Bananas", lançado no mesmo ano. Até então, eles haviam se apresentado apenas três vezes no país do futebol.

Foi apenas nesse show, realizado no Pacaembu, que a banda percebeu o tamanho de sua platéia aqui no Brasil, e o quanto era legal visitar nossas terras canarinhas. Desde então, foram mais três apresentações, 2002, 2004, 2006. Este ano não é diferente, os dinossauros do rock estão de volta. Com a mesma garra de sempre os vovôs, Ian Gillan (vocal), Steve Morse (guitarra), Roger Glover (baixo), Ian Paice (bateria) e Don Airey (teclado), vêm para promover seu mais recente álbum "Live At Montreux", gravado no “Montreux Jazz Festival” de 2006. Que também ganhou uma versão em DVD. No roteiro, o Deep Purple apresenta clássicos como "Lazy", "Highway Star", "Smoke on the Water", “Space Truckin”, "Black Night" e "Perfect Strangers", entre outros temas do álbum "Rapture of the Deep" (2005).

Porém, novamente eles deixarão de tocar “Rush”, talvez o maior clássico da banda, pois Gillan não consegue mais atingir algumas das notas. “Muitos disseram para que eu fizesse uma operação nas cordas vocais, ou algum tratamento especial. Mas eu não gosto disso, acho que você deve respeitar os limites do seu corpo. Quando ele diz ‘chega’, você tem que entender e fazer o que ele te permite”, afirmou o cantor, em entrevista durante a gravação do festival de 2006.

O tecladista Don Airey, que substitui o insubstituível John Lord, está mais do que aprovado. Ele, que tem formação em piano clássico, já teve a aprovação dos colegas de banda, principalmente Steve Morse. O guitarrista, já disse que a química entre eles é muito boa. “As vezes no meio do show você começa a escutar alguma coisa que não estava lá em nenhum ensaio e de repente você percebe que ele está improvisando algo completamente novo. O mais incrível é que a música fica melhor e ele sabe a intensidade exata do que tem de tocar”, relatou durante as gravações do álbum.

Essa dificilmente será a última oportunidade de acompanhar a banda em sua performance ao vivo. Mas com certeza será uma oportunidade muito boa de ver uma grande banda lendária em ação.

Serviço:

22/02 (sexta-feira), a partir de 22hLocal: Citibank Hall (Rio)Preço: de R$ 140 a R$ 300Endereço: Av. Ayrton Senna, 3.000 - Barra da Tijuca (RJ)Informações: 0300 789 6846

23/02 (sábado)Onde: Hellooch (PR) - Rua Des. Westphalen, 4.000, Parolin, Curitiba (PR)Preços: A confirmarInformações: www.hellooch.com.br/

24/02 (domingo), a partir de 20hLocal: Credicard Hall (SP)Endereço: Av. das Nações Unidas, 17.955 - Santo Amaro (SP)Preço: de R$ 100 a R$ 300Informações:0/xx/11/6846-6010

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Liberdade sempre

Publico abaixo o texto da Folha de São Paulo de hoje, como forma de repúdio a toda e qualquer tentativa de acabar com liberdade de expressão, censurar e todos os tipos autoritarismos possíveis. Tomei conhecimento deste caso na noite de ontem e o considerei ridículo no mesmo instante. Sou totalmente a favor da liberdade de escolha das pessoas. Cada um escolhe o que bem entende como crença religiosa e verdade absoluta. Porém, deve estar pronto para receber críticas, desalentos e muitas vezes decepções. A verdade, na maioria das vezes, é bem mais suja e cruel do que as pessoas acham.

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Intimidação e má-fé

Bispos da Igreja Universal do Reino de Deus desencadeiam, contra os jornais "Extra", "O Globo", "A Tarde" e esta Folha, uma campanha movida pelo sectarismo, pela má-fé e por claro intuito de intimidação.

Em dezembro, a Folha publicou reportagem da jornalista Elvira Lobato descrevendo as milionárias atividades do bispo Edir Macedo. Logo surgiram, nos mais diversos lugares do país, ações judiciais movidas por adeptos da Igreja Universal que se diziam ofendidos pelo teor da reportagem.

Na maioria das petições à Justiça, a mesma terminologia, os mesmos argumentos e situações se repetiam numa ladainha postiça. O movimento tinha tudo de orquestrado a partir da cúpula da igreja, inspirando-se mais nos interesses econômicos do seu líder do que no direito legítimo dos fiéis a serem respeitados em suas crenças.

Magistrados notaram rapidamente o primarismo dessa milagrosa multiplicação das petições, condenando a Igreja Universal por litigância de má-fé. Prosseguem, entretanto, as investidas da organização.

Não contentes em submeter a repórter Elvira Lobato a uma impraticável seqüência de depoimentos nos mais inacessíveis recantos do país, os bispos se valeram da rede de televisão que possuem para expor a pessoa da jornalista, no afã de criar constrangimentos ao exercício de sua atividade profissional.

É ponto de honra desta Folha sempre ter repelido o preconceito religioso. A liberdade para todo tipo de crença é um patrimônio da cultura nacional e um direito consagrado na Constituição. A pretexto de exercê-lo, porém, os tartufos que comandam essa facção religiosa mal disfarçam o fundamentalismo comercial que os move. Trata-se de enriquecimento rápido e suspeito --e de impedir que a opinião pública saiba mais sobre os fatos.

Não é a liberdade para esta ou aquela fé religiosa que está sob ataque, mas a liberdade de expressão e o direito dos cidadãos à verdade.

FOLHA DE SÃO PAULO - 19-02-2008

O fim e o início de um sonho

Quase meio século depois de assumir o cargo de ditador e comunista em tempo integral, Fidel Castro renunciou ao cargo de presidente de Cuba. A saída do chefe do estado maior do último país que tentava viver no regime socialista deve colocar fim a muitos dos sonhos vermelhos dos comunistas.

O ditador, que assumiu a chefia da ilha após um golpe militar em 1959, deixou o cargo oficialmente na manhã desta terça-feira (19). Em seu lugar fica temporariamente, seu irmão, Raúl, que já presidia o país interinamente desde 2006, quando Fidel precisou se retirar por problemas de saúde.

O Conselho de Estado (Poder Executivo) será definido na reunião da Assembléia Nacional, no próximo dia 24, para escolher os 31 membros. Fidel não irá participar desta reunião.

Aos 81 anos, o ex-ditador não deve aceitar o cargo de presidente desse conselho. Em sua nota de despedida escreveu que: "Trairia minha consciência ocupar uma responsabilidade que requer mobilidade e entrega total quando não estou em condições físicas de oferecer isso".

É fato que um homem como este tem seus méritos. Sua força de vontade, seu trabalho e seus esforços para sustentar as crenças de um Partido Comunista em mundo moderno, mostram do que um homem é capaz quando tenta provar que está certo.

Há alguns anos, Cuba já vinha demonstrando uma série de fraquezas. Aos poucos, abriu as portas para turistas, mais tarde para alguns produtos de fora e, depois, os próprios cubanos abandonaram a ilha. Eles, como qualquer pessoa, amavam seu país, mas não podiam suportar um regime que impedia o crescimento pessoal, intelectual, financeiro e social. Que cerceava a opinião pública e a liberdade de ir e vir.

Na ilha que parou no tempo, surge uma pequena esperança dos que vivem em constante isolamento e tristeza. Um povo capaz de sorrir, mesmo diante da maior das dificuldades. Cuba, longe dos olhos de turistas, sofre com fome, falta de saneamento básico, falta de estrutura para abrigar o povo e tudo mais.

Mais do que isso, os homens e mulheres que estavam proibidos de voltar para lá, sonham em poder reencontrar a família, amigos e a terra natal tão amada. É assim, com a saída de um grande homem, que se inicia a última grande queda dos comunistas. E que um grande país, volta a ter grandes sonhos de liberdade e prosperidade.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Qual é o problema?

Conversando com algumas pessoas, eu percebi que deve haver alguma lei que diz que é crime não gostar do PT. As pessoas gostam de dizer que são petistas, que gostam do cara de barba, que o lucro é sujo, e por ai vai.

No entanto, é incrível como as pessoas te tratam como um idiota sem censo de política nenhum devido ao simples fato de você dizer "Eu não gosto do PT". Elas bradam aos sete ventos propostas inconcebíveis, que por anos têm sido tratados como infalíveis e que há anos não passam de “grandes” idéias. E pior, quando eles podem provar que estão certos, eles estragam tudo. Duas vezes ainda.

Incrível, que justo eles que clamam por igualdade e tudo mais, tratam os adversários de maneira pejorativa e estúpida. Não são capazes de receber críticas e serem contrariados, respondem a isso com observações que não levam a nada ou de maneira ridiculamente tola.

O pior, é que os opositores se sentem tímidos perante os brados homéricos dos vermelhos. Escondem a sua opinião como se fosse um crime, como se fossem traficantes, prestes a serem presos e ridicularizados em praça pública.

Me desculpem, mas se vocês consideram isso, lutar pelos ideais de igualdade, liberdade e tudo mais, talvez seja a hora de rever alguns conceitos. Digo, repito e brado aos sete ventos, não gosto, não concordo, não simpatizo e não outras coisas, com a essa censura psicológica que a esquerda exerce na sociedade.

Uma política de coerção social, que procura omitir e excluir os adversários de forma pejorativa e ridicula, ao contrário de realmente levar o sistema a algo melhor. Pior ainda, fazem tudo isso, para depois escorregarem e passar para o lado “negro” da força.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Quando o desespero bate a porta

Não escondo de ninguém que minha simpatia pelo PT não é das maiores, mas que também respeito muitos dos políticos que pertencem a este partido. Uma das pessoas que acaba de ganhar meu respeito é a ministra do meio ambiente, Marina Silva.

Ao contrario de nosso querido presidente, que mais uma vez pretendia esconder dados negativos de sua gestão presidencial, ela convocou a imprensa e informou a todos que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) concluíra que o desmatamento na Amazônia havia crescido nos meses de novembro e dezembro.

O presidente Lula mais uma vez disse que era um pequeno problema que não deveríamos dar muita atenção. Porém, no backstage a coisa tomou outro rumo. Nosso excelentíssimo entrou em pane, disse que Marina estava louca em divulgar dados como estes. Isso porque eles podem “manchar” mais ainda a imagem do PT em um ano de eleições.

É uma pena que o patrão da Esplanada ainda não percebeu que existem certas coisas que precisam receber mais atenção. Que existem coisas que valem muito mais que um governo do PT, PSDB, ou o raio que o parta.

São essas coisas que me deixam ainda mais desanimado em relação ao nosso atual principal representante. Uma pessoa que mediante as crises, as quais ele disse que iria combater com muito afinco, resolve fechar os olhos, não saber de nada, ou pior ainda, simplesmente esconder as coisas para evitar problemas.

Desculpem, mas são nesses pequenos anos de covardia e desespero que demonstram o quanto as pessoas são emocionalmente descontroláveis. E nós ainda temos mais algum tempo sob o comando dessas pessoas.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Com muita classe

Em Brasília se faz muita porcaria, e das grandes. Não é estranho se ver matérias relatando certos podres públicos que são realizados com tamanha destreza por nossos amigos engravatados. Mas essas, de tão comuns, perderam a graça. Muito mais legal é saber do que eles não querem que a gente saiba.

A CPI dos cartões é uma delas. Eles degustavam seus coelhos, salmões, pernis e vinhos sem grandes problemas. Agora eles estão sentindo um leve azedume em tudo isso, estragamos a refeição deles. E sujeira nobre requisita lixeira nobre, como a de nosso amigo Timothy Mulholland, reitor da Universidade de Brasília (UnB), que custou apenas R$ 1 mil reais. Pagos pelos contribuintes.

Ele inclusive teve de sair às pressas de seu apartamento, onde havia gastado R$350 mil na decoração, pagos por um dos cartõezinhos mágicos. Nessa zona toda, foi aprovada a lei que afasta os acusados em possíveis corrupções de seus cargos. Temos que tomar cuidado, ou vamos parar por falta de quorum.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

The song remains the same

Se qualquer outra banda lançasse a sua sétima coletânea diferente, diria que eles são um bando de folgados sem criatividade. Mas não essa banda, cujo nome não é outro se não LED ZEPPELIN. Mais uma vez Robert Plant, Jimmy Page, John Paul Jones e John Bohan, mostram porque eles
foram, são e sempre serão integrantes da maior banda de todos os tempos.

O último álbum de originais deles foi lançado em 1982, intitulado Coda, e trazia grandes músicas como We’re gonna groove e I can’t quit on you babe. Mas o mais incrível, é que nenhuma dessas coletâneas tem as mesmas gravações. Elas são remasterizadas, regravadas e muitas vezes resgatadas de sessões de gravações mais antigas.

Infelizmente, o álbum Motership (Nave Mãe) trás um pouco mais do mesmo. Deixa de fora algumas músicas como Your time is gonna come (1969), Gallows Pole (1970), Going to Califórnia(1971), In the evening(1979), The Rain Song(1973), Thank You (1969), e várias outras composições dos garotos. Mas não decepciona totalmente ao reunir grande parte do trabalho mais importante da banda. (Veja o set list abaixo)

Para quem ainda não conhece o trabalho desta que, mais uma vez repito, continua sendo a maior banda de todos os tempos, tem uma ótima chance de começar a delirar com o som dos caras. Com uma história wue começou em 1969, com o disco alto intitulado Led Zeppelin.

Ela abre com a mesma música que abria o primeiro disco deles, Good time bad times, e a partir daí vem “sonzera” atrás de “sonzera” até terminar com outro grande clássico da banda All my loving. Lógico, que no meio do CD, não podia faltar o grande clássico dele Stairway to heaven (1971), considerada pela lista da Bilboard das 500 melhores músicas, a melhor composição de todos os tempos.

A música que intitula esse texto, The song remains the same, de 1977, também poderá ser apreciada pelos compradores dessa belíssima obra.

Mothership (2007)

1. Good Times Bad Times
2. Communication Breakdown
3. Dazed And Confused
4. Babe I'm Gonna Leave You
5. Whole Lotta Love
6. Ramble On
7. Heartbreaker
8. Immigrant Song
9. Since I've Been Loving You
10. Rock And Roll
11. Black Dog
12. When The Levee Breaks
13. Stairway To Heaven
14. The Song Remains The Same
15. Over The Hills And Far Away
16. D'yer Mak'er
17. No Quarter
18. Trampled Under Foot
19. Houses Of The Holy
20. Kashmir
21. Nobody's Fault But Mine
22. Achilles Last Stand
23. In The Evening
24. All My Love

Gosto

A gente percebe que o tempo passa quando algumas prioridades de sua vida começam a mudar. Esses últimos dias me mostraram isso. Pelo menos para mim, sinto que as prioridades mudaram drasticamente.

Percebi que nos últimos meses, não está mais me importando a quantidade, mas a qualidade. E eu digo de tudo, livros, cerveja, amor, amigos, esportes, programas de televisão, bares, sexo, tudo.

Gosto de reunir uma meia dúzia de amigos pra saborear uma boa cerveja, Heineken, Erdinger, Serra Malte, essas cervejas que você aprecia a textura, o sabor, as sensações, tudo. Prefiro tomar uma meia dúzia dessas, do que beber uma caixa de Itaipava, ou qualquer outra coisa.

Gosto de pequenos churrascos, com picanha de primeira, fraudinha, as cervejas acima, e as pessoas que gosto. E não de mega eventos onde se come mal e pouco.

Gosto ler os livros, revistas e artigos que me divertem, adicionam conhecimento, me fazem refletir sobre a vida, sobre as coisas.

Gosto de poder conviver sempre que possível com as pessoas que amo, amigos, amigas, mãe, pai, irmão, todos. E pensar que posso ainda encontrar a pessoa que irei amar pela vida. Ter filhos, mais família e por tanto mais amor.

Gosto de parar para assistir meus “futebóis”, seja o americano, seja o britânico, afinal nenhum deles realmente nos pertence. Gosto de praticá-los para me divertir. Adoro saber que um dia irei ter condições financeiras e tempo, para voltar a treinar minhas maratonas aquáticas.

Afinal, descobri que gosto de viver com intensidade e não com quantidade. Dizem que ficamos velhos e descobrimos os verdadeiros prazeres da vida. Quando somos mais novos achamos isso uma grade besteira, mal sabem eles, que esse é o maior prazer que podemos ter. Descobrir que estávamos errados e eles certos.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Jogada de mestre

Romário demonstrava muito afinco em trabalhar nesta posição de técnico jogador, era a vaga de titular garantida sempre que quisesse e o poder de escalar o time que bem entendesse oficializado. Ele estava trabalhando duro pra encaixar o time e demonstrou vontade em ajudar o Edmundo a voltar aos campos.

Só que ai, nosso amigo Eurico Miranda, presidente, dono, sócio, assessor e afins, foi lá e resolveu meter o bedelho onde não foi chamado. Resultado, o baixinho se irritou e deu no pé. A partir daí, escutei muitos jornalistas comentando que ele estava se redimindo, que perto do final da carreira ele finalmente quebrava o vinculo com a laranja podre do futebol carioca (isso não tem nada a ver com o tricolor das laranjeiras hein...).

Besteira. O Romário simplesmente deixou de ser a vara que o Eurico usava para cutucar e manipular as decisões de campo, e passou a ser o cutucado da vez. Posição em que o baixinho não se sentiu confortável.

Sendo assim, ele aproveitou a desculpa, abandonou o barco e foi se ajeitar no Flamengo. Uma maneira muito mais fácil de conquistar o seu último título antes da aposentadoria. Ele recebe uma graninha amais e o Mengo usa a imagem do craque para ganhar um pouco mais também.

Quem sabe resolver a vida dentro das quatro linhas como o Romário, não tem problemas para driblar os problemas na vida. Previsão para uns meses: Flamengo campeão, Romário consagrado e aposentado e Eurico acusando todo mundo de prejudicar o Vasco, quando ele é o único culpado pela situação.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Se fosse eu....

Tudo bem gente, esse deve ser o post mais curto desde que abri esse blog. Pode ser que vocês me achem chato e tudo mais. Adoro as mulheres, me mostrem um macho que não adore, mas até ai descambar pra zona em público é sacanagem.

A Porto da Pedra foi punida com meio ponto porque consideraram que a passista deles estava nua. Agora, dizem que ela estava com um tapa sexo de gigantescos 4 cm. Além de ter meio galinheiro pendurado nas costas. E que por isso não estava nua.

Porra, se eu sair pelas ruas de qualquer lugar civilizado, com um “Smille” colado na ponta do meu pênis e um cocar na cabeça, eu seria no mínimo acusado por quase toda a comunidade de ser pervertido e acabaria passando uma temporada na cadeia. Mas afinal, é Carnaval. Então pode....

A democracia das minorias

A corrida pela Casa Branca sempre foi repleta de acusações, retaliações, brigas internas, posicionamento religioso e étnico, e outros temperos, que ajudam as eleições de uma das maiores potências mundiais a se transformar em um verdadeiro espetáculo. Alias, espetáculos são a especialidade dos nossos amigos lá de cima, vide o Super Bowl, um dos eventos esportivos mais incríveis, se não o mais.

Bom, no conjunto, as eleições de lá são bem parecidas com as de cá, só que aqui a coisa é mais inteligente. Sim, aqui o processo eleitoral é mais eficiente do que lá, mas isso ainda é assunto pra um texto vindouro.

O que importa, é que dessa vez os favoritos para vencer as prévias do partido dos democratas, conhecido por ser o mais liberal, dentro do costumeiro conservadorismo dos norte americanos, são duas minorias por muito tempo execradas pelos mesmos.

Hillary Clinton representa a mulher independente e forte, que luta pelos seus direitos, casada com um homem de poder, mas que não se esconde por trás dele. Barack Obama, é o negro que chegou lá, que mostrou que as cores de pele não alteram a capacidade humana. Assim, os dois acabam com campanhas baseadas no discurso de revolução social e econômica.

Infelizmente, em um período de recessão econômica, os discursos estão mais voltados para o social do que para o econômico propriamente dito. Esse ambiente no qual nos encontramos nos leva a apenas um grande problema. Ninguém realmente está escolhendo os candidatos por discurso, mas muito mais por convicção. Os votos de Obama cresceram sim nos últimos dias, mas no mesmo ritmo que o número de indecisos caiu.

Assim, negros e simpatizantes acabam votando em seu representante, enquanto mulheres, brancos e grande parte dos homossexuais ficam com Hillary. Apenas uma parte do grupo de eleitores está se guiando pelo discurso político. Sem contar os que por motivos diversos deixam tudo rolar para votar em quem sobrar na disputa pra valer.

Como resultado dessa divisão étnica e política, acabamos com um empate técnico na chamada Superterça. Se Obama venceu em mais estados do que a sua adversária, ela venceu nos estados mais populosos, como New York e Califórnia. Esse envolvimento social coloca essas eleições na história, com o recorde de eleitores nas urnas das prévias, foram 14 milhões de democratas escolhendo quem irá representá-los na briga com os republicanos.

Sendo assim, Obama teria conquistado 845 delegados, contra 836 de Hillary no resultado da Superterça. No total de delegados somadas as prévias, o senador lideraria com 908 contra 884 da senadora. Vitória apertada, que faz com que as campanhas sejam intensificadas.

Com isso, a candidata antes imbatível se vê em uma situação delicada. O dia que deveria ser um nocaute na corrida pela candidatura do partido, agora se torna um empate técnico com gostinho de derrota.

Na reta final de uma das prévias mais acirradas dos últimos anos, iremos acompanhar uma briga de foice entre os dois candidatos. Mas independente de quem for para o “Super Bowl” da Casa Branca, vejo grandes possibilidades de termos um primeiro presidente negro ou a primeira mulher, a governar o conservador Estados Unidos da América.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Olha a pizza ai gente!!!

Diante de mais uma possível investigação contra o seu governo, abalado por CPIs das mais diversas formas, o presidente Lula, tenta despistar a imprensa e o povo cobrando a urgência da votação da reforma do código penal. Tudo isso, porque a oposição está prestes a pedir uma investigação dos Cartões Corporativos.

Esses cartões deveriam ser usados para pagar gastos de viagens para trabalho de funcionários do governo, como hotel, alimentação e transporte. Porém, já ficou provado que algumas pessoas utilizaram essa “ajuda governamental” para dar festinhas e pagar gastos pessoais.

Só no último ano, foram gastos R$6,2 milhões com gastos corporativos de 150 simpáticos servidores do nosso Palácio do Planalto. Sendo que R$1,4 mi foi sacado em espécie por essas pessoas.

Muitos, a fim de evitar problemas, já começaram a ressarcir os cofres públicos, todos pediram desculpas e assumem, mas dizem que não fizeram nada de má fé. Que apenas utilizaram o cartão por facilidade e que depois iriam retornar os gastos como assim o estão fazendo.

Mais uma vez, a oposição, ligada nos problemas administrativos do governo petista, vai tentar prejudicar a imagem, que não anda lá essas coisas, de Lula e companhia. Mas ai, para despistar a imprensa e parte dos principais simpatizantes do PT, ele propõe a reforma do Código Penal.

O público em questão, são os moradores da classe baixa e ultra baixa das capitais nacionais. Pessoas que sofrem diariamente com a violência, que lutam por leis mais rígidas. Além de pessoas das classes mais ricas, que lutam por justiça e contra a impunidade em casos de assassinato, estupro e raptos, de pessoas da família.

Essa reforma está congelada desde 2001, quando o ex-presidente Fernando Henrique mandou o projeto para votação, foi aprovado pelos deputados, mas teve o texto alterado pelos senadores. Voltou para o fim da fila e foi “esquecido” pelos governantes.

Agora, em uma época muito propicia, ano de eleição e diante de uma possível crise, eles descobrem que essa reforma é de extrema urgência e que precisa ser votada imediatamente.

Uma jogada de mestre, que coloca a oposição em um posição desconfortável. Se eles passarem a cobrar a votação da CPI, serão acusados de atrasar o processo de votação da reforma. Mas se deixarem para cobrar a CPI mais tarde, a coisa pode esfriar e a investigação vai pro buraco. Até mesmo porque muitos rastros serão devidamente apagados por envolvidos.

No final, a CPI deve acabar em uma investigação meia boca, com um ou outro acusado tendo de pagar o pato. E a reforma, deve ter seu texto alterado e sua votação adiada para um uma data que valha a pena para o governo. Este ano, o Carnaval vai ser a moda italiana, com muita pizza, mas vai ser difícil de engolir essa.

Brasileirão ao molho de NFL

Influenciados pelo Super Bowl, eu e meu irmão resolvemos criar a lista de como seria a disputa do Brasileirão deste ano com os times nomeados nos moldes norte americanos. Ai vai a lista:

  • Palmeiras – Barra Funda Porks
  • São Paulo – Morumbi Deers
  • Santos – Vila Belmiro Whales
  • Flamengo – Maracanã Vultures
  • Fluminense – Laranjeiras Top Hats
  • Cruzeiro – Belo Horizonte Foxes
  • Grêmio – Porto Alegre Musketeers
  • Botafogo – Rio de Janeiro Dogs
  • Vasco – Rio de Janeiro Hill Giant's
  • Internacional – Beira Rio Reds
  • Atlético PR – Paraná Atletics
  • Figueirense – Santa Catarina Strait Hurricane's
  • Sport – Recife Lions
  • Náutico – Pernambuco Opossuns
  • Goiás – Goiânia Parakeets
  • Coritiba – Curitiba White Thighs
  • Ipatinga – Ipatinga Tigers
  • Portuguesa – Canindé Fabulous Lions
  • Vitória – Salvador Black Lions
  • Atlético MG – Belo Horizonte Chickens

E alguns times que não estão na Séria A deste ano, mas não podiam faltar:


  • Corinthians – Parque São Jorge Hawks
  • Ceará – Ceará Flat Heads
  • Juventus – Mooca Indent Boy
  • América RJ – Rio de Janeiro Blood
Não sei vocês, mas eu achei gênial...

P.S.: Nós não tivemos nenhum critério fixo, vezes usamos o apelido da torcida e a localização do estádio, vezes o estado e um mascote ou apelido da equipe, vezes o nome do estádio e outra coisa.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

O dia em que os Gigantes moveram a montanha

Raça, foco, consistência, união, concentração e muito treino. Foi basicamente isso que levou o New York Giants ao seu terceiro título do Super Bowl. Diante do favorito New England Patriots, até então com 18 vitórias em 18 jogos, rumo a temporada perfeita. Mas os favoritos sabiam que iam encontrar dificuldades em superar a defesa dos Giants, considerada a melhor da pós-temporada.

Deixando o astro Tom Brady muito desconfortável, o Patriots não consiguia realizar as campanhas perfeitas que levavam a touchdows incríveis. Após o primeiro quarto o Pats liderava por 7-3, mas não dominava jogo.

A partida se arrastou por dois períodos de muita briga tática, estratégias conservadoras e defesas muito bem postadas. Foi o último quarto que decidiu a partida, a cerca de dez minutos para o fim Eli Manning, quarterback do NY, promoveu uma campanha perfeita que terminou no primeiro TD da equipe na final.

Mas pouco tempo depois, foi a dupla Randy Moss e Tom Brady que deram o ar da graça. Touchdown e 14-10 no placar. Menos de três minutos para o fim, a dinastia Patriots estava prestes a ser confirmada.

Foi ai que Eli mostrou sangue frio de um verdadeiro líder e QB de NFL. Com 35 segundos para o fim, Plaxico Burress, que jogou com o tornozelo lesionado desde de o final do ano passado, recebeu um passe perfeito dentro da end zone. Os Gigantes moveram a montanha e levaram para casa a maior zebra da história da NFL, 17-14.

A primeira derrota de Tom Brady em quatro Super Bowls disputados, para os mais supersticiosos tem dois culpados. A presença da top model Gisele Bündchen, que também resolveu aparecer no Oscar quando namorava Leonardo d’Caprio o garoto não levou o prêmio para o qual era favorito. O segundo motivo, foi a troca de moletom de Bill Belichick, que usou o mesmo moletom cinza rasgado e velho a temporada toda, mas ontem resolveu usar um lindo blusão vermelho, novinho. Deu azar.

Para os irmãos Manning, agora eles podem tirar com a cara do pai, Archie, Quarterback do New Orleans Saints por 14 anos, mas que nunca se quer disputou os Playoffs. Parabéns para o New York Giants, campeão do Super Bowl XLII.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

A hipocrisia da memória

Volto a afirmar que o carnaval não é meu feriado favorito. Apesar das mulheres semi-nuas em na Globo para Deus e o mundo verem, a concepção carnavalesca que cerca de 80% da população brasileira toma por verdade me irrita.

Porém, respeito os desfiles das escolas de samba de São Paulo e do Rio de Janeiro. Considero muitos dos temas defendidos na avenida originais e interessantes. As fantasias, grandes ou quase inexistentes, são muito bem feitas. E admiro as baterias das escolas muito bem ensaiadas.

Entre os temas que gostei está o da Viradouro, escola de samba carioca, que ira falar sobre prazeres e arrepios. A melhor alegoria deles iria falar sobre o holocausto, período entre 1933 e 1945, em que Adolf Hitler promoveu uma “caça” aos judeus, homossexuais, negros, deficientes fiscos e mentais, entre outros. Em busca de promover o que ele chamava de “superioridade ariana”. Dentro da categoria arrepios, a base do carro seria uma vala cheia de corpos. Uma triste porém verdadeira lembrança histórica.

Apesar disso, o carro foi proibido pela justiça de desfilar, pois a comunidade judaica achou que o carro era desrespeitoso. De acordo com eles o carro teria uma pessoa fantasia de Hitler dançando junto com mulatas sob corpos de judeus mortos durante a Segunda Guerra Mundial. Fato negado pelo carnavalesco da escola, Paulo Barros. Ele afirmou que haveria sim um Hitler no carro, mas com expressões de arrependimento e culpa.

Mas ai me ocorre que os grandes gênios da elite nacional acham o brasileiro um povo sem memória. Pelo simples fato de que eles supostamente não se interessam por coisas do passado. Mas e agora, onde está necessidade da memória popular. Não são apenas os heróis futebolísticos que precisam ser lembrados de vez em quando.

Não podemos ter vergonha de coisas como o extermínio em massa. Não podemos fechar os olhos para a verdade, nem tudo no mundo é uma festa cheia de cores, flores, chá e bolinhos da vovó. São atitudes como essa, que podem fazer com que o passado se repita por tragédia e não por farsa, como já disse um professor na época do colégio.

Deixo meu apoio, se dependesse de mim, o carro ia para a avenida.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

E ai, tudo bem?

Existe uma perigosa relação entre álcool, drogas e dinheiro, que pode ter feito mais uma vítima na semana passada. Heath Ledger, de apenas 28 anos, indicado ao Oscar de melhor ator pelo seu trabalho em 'O Segredo de Brokeback Mountain'. Ele foi encontrado morto no quarto de seu apartamento em Nova York, ao lado foram encontrados seis tipos diferentes de medicamentos, incluindo remédios para insônia e ansiedade, e alguns fontes falam sobre a existência de bebida alcoólica.

Se confirmado o motivo da morte do ator, ele se juntará a nomes como John Bohan, ex-baterista do Led Zeppelin; que morreu afogado em seu próprio vomito após entrar em coma alcoólico, Kurt Kobain, Niravana; que morreu após uma overdose de drogas, Ike Turner; overdose de cocaína.

É realmente triste que alguns gênios, goste você do trabalho deles ou não, tenham de partir mais cedo. Sabe-se lá o que o Led Zeppelin, considerada por muitos a melhor banda que já existiu, inclusive por mim, teria produzido nos cerca de trinta anos que separam os dias de hoje e a morte de Bohan.

Só que o assunto aqui é outro. Drogas e dinheiro, amigos que parecem ser inseparáveis. O problema é que a morte de jovens por excessos como esses são divulgados apenas quando as pessoas tem uma certa exposição na mídia. Muitos jovens de classe média e alta passam por situações parecidas.

O resumo simplificado da história é:

As pessoas recebem um poder muito grande nas mão, mas não recebem uma orientação para usá-la. Dinheiro e poder, nem sempre significam felicidade. A aparente felicidade demonstrada esconde famílias separadas, brigas com país, irmão, amizades traídas e por ai vai. As drogas viram escapatória e o dinheiro+poder ajuda facilita a aquisição. O sentimento de quebrar regras, de aumentar o poder de dominação, aos poucos a pessoa cava a sua cova até chega ao fundo.

Eu conheço três casos que terminaram assim. Uma jovem e dois rapazes, nunca se viram, eram bonitos, saudáveis, estudantes de universidades ricos. Tinham tudo menos felicidade de verdade. Falta alguma coisa que só eles poderiam saber. Ela morreu como Bohan, eles como os outros casos citados acima. Não irei citar nomes.

Esses jovens que saem por ai todas as noites sem limites. Não serei hipócrita, ainda sou novo e gosto de participar de uma farra aqui e ali. Mas procuro me manter longe de drogas, beber apenas o que eu vejo ser aberto na minha frente e que sei a procedência. Não sou e nunca fui nenhum santo.

Como evitar problemas como esse. Preste atenção em seus amigos e familiares. Procure saber como eles estão. Psicólogo nenhum poderá trazer o conforto que essas pessoas procuram. Muitos não querem procurar alguém pergunte como eles está, esperam que você faça isso espontâneamente. Que bata a porta de seu apartamento, que ligue e pergunte. "E ai, tudo bem?"

O mundo precisa dar mais valor aos sentimentos e ser apenas um pouco mais solidário. A África precisa de ajuda, mas você nunca poderá ajudar um continente, se não pode ajudar uma pessoa que está logo ao seu lado. Alguém que você julga conhecer tão bem, mas você nunca perguntou como ela está. Invista seu tempo em ações como essa, vale bem mais a pena. Nem sempre uma imagem diz mais do que algumas palavras.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Rodoanel Mario Covas: Um ano de obras inacabadas

Depois de mais de um ano desde o início das obras, a novela que envolve o trecho sul do Rodoanel Mario Covas não está perto do último capítulo. A construção rodovia, que terá 57 quilômetros de extensão e liga Mauá e o trecho Oeste do anel viário, já esteve paralisada logo após a inauguração dos canteiros de obras e mais tarde foi retomada pelo consórcio vencedor da licitação.

A obra foi divida em cinco lotes diferentes para facilitar a realização do projeto. O primeiro lote liga a avenida Papa João XXIII, em Mauá, e o Parque do Pedroso, em Santo André, e custará R$ 492,8 milhões aos cofres públicos. O lote número 2, deve fazer a ligação entre Parque do Pedroso e as rodovias Anchieta-Imigrantes, e custará R$ 515,3 milhões. O lote 3 é o mais caro de todos com um orçamento de R$ 561,9 e deve cruzar a Imigrantes e a represa Billings. No lote 4 passa da Billings à represa Guarapiranga, e custará R$ 505,1. Por fim o quinto lote, faz a ligação entre a Guarapiranga e trecho Oeste do Rodoanel, somando R$ 511,7 milhões ao custo total da obra.

Essa obra faraônica que soma um custo total de mais de 2,5 bilhões de reais, no entanto vem causando intriga e discussões entre os moradores da região do ABC. As obras correm contra o tempo, passam por cima de reservas ambientais, destrói um trecho de reserva natural de Mata Atlântica, desapropria mais casas do que deveria e não está nem perto de ter carros que não sejam caminhões e tratores, trafegando pelos trechos em construção.

Os trechos mais complicados são os do lote número dois, onde as máquinas passam diversas vezes pelo Parque do Pedroso, uma área de proteção ambiental, e parecem não ligar para as leis ambientais. Além disso, do outro lado da Via Anchieta, um bairro inteiro pode estar prestes a sumir do mapa, para que o progresso possa passar sobre as pessoas que moram no local há décadas.

O preço do Progresso

Há 14 anos a dona de casa e empregada doméstica Márcia Aparecida de Souza Domingues, hoje com 41 anos, se mudou para região do Parque Botujuru, Rio Grande, para morar junto com a família em uma casa de nove cômodos. Sem precisar pagar aluguel ela a filha, na época com apenas um ano, e mais cinco famílias, entre irmãs, primas, e outros parentes, viviam normalmente no lugar que se habituaram a chamar de casa.

A menina Júlia de Souza Domingues cresceu no bairro onde vivem mais de 2500 pessoas. Estudou, brincou e viveu dentro das vielas de terra batida e pedregulhos que delimitam as quadras do bairro. Obedecendo a geografia do lugar, as casas se acomodavam de maneira desarrumada, mas ao mesmo tempo com uma organização óbvia. Aparentemente, a vida seguia calma para Márcia e Júlia, além de as famílias que moravam no lugar.

Mas foi a chegada da tecnologia que mudou para sempre a vida das duas e de outras muitas famílias que habitavam o Parque Botujuru. Apesar de todo o planejamento que foi demonstrado pelo consórcio responsável pela construção do Rodoanel, não foi bem assim que as coisas aconteceram aos olhos de Márcia. “Eles chegaram e mandaram a gente escolher uma casa ou um apartamento no valor que eles iriam avaliar as casas. Nós achamos que teríamos um bom tempo para achar uma casa, mas não foi assim que aconteceu”, afirmou a dona de casa.

“Eles informaram que a nossa casa valia nove mil reais. Eu não entendi como eles determinaram que uma casa de nove cômodos valesse só isso, mas não dava nem tempo de reclamar. Eles foram bem claros: ‘Vocês têm três dias para sair. Depois disso a casa pode ser demolida com ou sem as coisas dentro’. Ai, tive de correr para encontrar um lugar”, disse a ex-moradora do bairro.

Na correria para abandonar a casa que por 14 anos foi o lar de sua família, a dona de casa acabou sendo enganada pela locatária de um apartamento. “Quando eu cheguei, no último dia, com as minhas coisas. Ela simplesmente não apareceu, eu fiquei sem casa para ir e sem ter para onde voltar. A solução foi desembolsar mais dinheiro para que eles voltassem com as minhas coisas. E torcer para que a casa não fosse demolida com as minhas coisas na garagem”, relatou Márcia.

Mesmo com as coisas aparentemente resolvidas, as coisas estão difíceis de voltar ao normal. A companhia que tirou as famílias das casas não ofereceu nenhuma ajuda psicológica e social. “A minha filha não quer sair da escola onde ela estuda. Todas as amigas, os professores, todo mundo vai ficar e ela vai embora”, comentou.

“Eu quero ficar aqui. Aqui é minha casa, foi que eu cresci. Não dá para deixar tudo para trás e fingir que está tudo bem”, disse Juliana. A mãe deve manter a menina na escola até o fim do ano, mas a filha não deve continuar nesse colégio no próximo ano, pois a família não tem dinheiro para bancar o transporte da menina.

“Antes eu não precisava pagar aluguel e morava a algumas quadras do colégio. Agora tenho aluguel e ela tem de pegar dois ônibus para ir e dois para voltar. Infelizmente não dá para ela estudar aqui mais”, comentou a mãe, enquanto Julia sai para conversar com as amigas que não sabe quando voltará a encontrar.

Além de Márcia, centenas de pessoas estão deixando suas casas para que a construção do Rodoanel possa ser realizada. “Muitas das casa que não iam ser desapropriadas, foram derrubadas pela empresa que está construindo a rodovia. Não duvido que um dia isso aqui vai sumir do mapa por causa dessas obras”, afirmou Guilherme Gonçalves, 22, morador da região.

“Minha casa ainda está de pé e não estava na região que seria desapropriada. Mas muitos dos meus amigos já tiveram que abandonar a casa. E eu já estou esperando pelos técnicos da concessionária batendo na minha porta e dizendo que agora é a minha vez de sair”, contou o rapaz.

Agora, as seis famílias que antes moravam unidas em uma casa grande e confortável estão espalhadas por diversas casas. Sem apoio nenhum, Márcia e Julia vão começar uma nova vida. Longe do bairro Parque do Botujuru, distante do avanço da tecnologia que passa sobre o antigo bairro.

Escola Estadual conscientiza alunos e tenta sobreviver às obras do Rodoanel.

Em meio a mais de 40 hectares de mata atlântica desmatada e de muitas casas derrubadas, uma escola tem os dias contados. A Escola Estadual Maria Pires, no bairro Botujuru, será demolida no final de dezembro, para que uma pilastra de sustentação do Rodoanel seja construída.

Para homenagear o último ano da escola que já existe há quase três décadas os alunos e professores produziram uma exposição de conscientização sobre a preservação do meio-ambiente. “Todos nós ficamos tristes, não só pela destruição do prédio que acompanhou o crescimento do bairro, mas também com o desmatamento”, comentou Imaculada Napolitano, professora de língua portuguesa da escola.

Os alunos fizeram uma série obras de arte utilizando materiais recicláveis e coisas retiradas da natureza sem prejudicá-la. “Eles se dedicaram muito a esse projeto, por que eles se identificaram com o assunto. Os alunos estão vivendo esse problema, eles vêem a derrubada da mata, eles sentem falta dos amigos que foram embora. Por isso eles conseguiram sentir o trabalho dessa forma”, relatou a professora.

Mas apesar da demolição do colégio, dois prédios estão sendo construídos em uma rua, algumas quadras acima da escola atual. Só que isso não garante a continuidade da escola. “Esse colégio existe para atender os moradores da região. Mas se os moradores são despejados, nós não temos alunos suficientes para manter as aulas. Só neste segundo semestre, algumas turmas foram cortadas pela metade”, disse José Aparecido, professor de Filosofia do colégio.

Além disso, alguns dos alunos que resistem a distância imposta pelas mudanças de endereço. Mas nem todos devem continuar na escola no ano que vêm. É o caso de Júlia Domingues, a garota de 15 anos foi despejada e teve de se mudar com a mãe para outro lugar. “Eu quero continuar a estudar aqui os professores são legais, meus amigos estão todos aqui, mas minha mãe não tem condições de pagar a passagem de ônibus todos os dias”, afirmou.

“A escola depende do bairro. Se todos se mudarem, seja por obrigação, seja por opção de fugir da bagunça toda, a escola corre o risco de acabar. Isso que nós queremos que os alunos questionem e pensem pelo resto da vida. ‘Será que vale a pena o progresso a qualquer custo?’ É a vida deles”, afirmou Imaculada.

Diga não ao Carnaval

Neste final de semana o Brasil vai se preparar para finalmente começar o ano. Mas, se assim como o dono desse blog, você já está de saco cheio desse feriado, e bebe até cair quando te dá da telha e não porque as pessoas dizem que você terá de fazê-lo, ai vão algumas dicas do que curtir neste feriado.

Cinema:

A Culpa é do Fidel (França)

Considerado um dos melhores filmes rodados em 2006, ele relata a história de Anna (Nina Kervel-Bey), nove anos, e que vive uma vida tranqüila e confortável com seus pais, Marie (Julie Depardieu) e Fernando (Stefano Accorsi), sua babá e seu irmão caçula, François (Benjamin Feuillet). Mas sua vida bem organizada se complica com a prisão de um tio espanhol, comunista convicto, e uma visita ao Chile do recém-eleito Salvador Allende.

O Caçador de Pipas
Essa dica na verdade vale para como livro e cinema. Baseado em um livro de mesmo nome, o filme conta a história de Amir (Khalid Abdalla). Depois de passar anos na Califórnia, ele retorna para sua cidade natal, no Afeganistão, para tentar compensar os erros do passado. Na busca pela redenção, ele ira relembrar seus pecados e tentar se perdoar daqueles que puder.
Ps.: Ainda não vi o filme, mas o livro é uma obra prima.

A lenda do tesouro perdido – livro dos segredos
Com Nicolas Cage, Justin Bartha e Diane Kruger
O caçador de tesouros Ben Gates parte novamente em uma eletrizante busca repleta de muita ação para tentar desvendar um grande segredo. Quando uma página perdida do diário de John Wilkes Booth aparece, o bisavô de Ben se vê subitamente implicado como o principal conspirador da morte de Abraham Lincoln. Determinado a provar a inocência de seu bisavô, Ben segue uma série de pistas internacionais que o leva em uma caçada de Paris a Londres e, por fim, de volta aos EUA. Esta jornada leva Ben e sua equipe não apenas à revelações surpreendentes - mas também à trilha dos mais bem guardados segredos do mundo.

Saiba onde assistir e mais dicas em http://br.cinema.yahoo.com/horarios


Livros:

O Animal Agonizante – Philip Roth
O romance conta a história de um crítico e professor de literatura, David Kapesh, que se apaixona perdidamente por uma de suas alunas, Consuelo. Em um monólogo empolgante, o personagem principal escancara muitas das fraquezas do homem de maneira irônica e verdadeira. Reflete sobre os medos, paixões, valores e ideais de vida de todos nós, independente de sexo, credo, cor, etc...

1808 – Laurentino Gomes
A fuga da família real portuguesa para o Rio de Janeiro ocorreu num dos momentos mais apaixonantes e revolucionários do Brasil, de Portugal e do mundo. Guerras napoleônicas, revoluções republicanas, escravidão formaram o caldo no qual se deu a mudança da corte portuguesa e sua instalação no Brasil. O propósito deste maravilhoso livro, resultado de dez anos de investigação jornalística, é resgatar e contar de forma acessível a história da corte lusitana no Brasil e tentar devolver seus protagonistas à dimensão mais correta possível dos papéis que desempenharam duzentos anos atrás. Escrita por um dos mais influentes jornalistas da atualidade, 1808 é o relato real e definitivo sobre um dos principais momentos da história brasileira.

O Caçador de Pipas
Não podia faltar, apesar de já estar lá no topo. O livro conta a história de Amir (Khalid Abdalla). Depois de passar anos na Califórnia, ele retorna para sua cidade natal, no Afeganistão, para tentar compensar os erros do passado. Na busca pela redenção, ele ira relembrar seus pecados e tentar se perdoar daqueles que puder.


DVDs

Buena Vista Social Club - Documentário
Ry Cooder, compositor, produtor e lenda da guitarra, entrou no Egrem Studios em Havana com outros grandes artistas da música cubana, muitos deles com mais de 60 ou 70 anos e muitos já aposentados. Como resultado temos o CD Buena Vista Social Club que ganhou o Grammy de vendas internacionais. Quando Cooder retornou a Havana para gravar um CD solo do vocalista Ibrahim Ferrer de 72 anos, o cineasta Wim Wenders estava pronto para documentar a ocasião. Wenders dividiu o filme entre os retratos dos intérpretes que contam suas histórias diretamente a câmera enquanto passeiam pelas ruas vizinhas a Havana e uma celebração das maravilhosas músicas ouvidas em interpretações de estúdio, no primeiro concerto em Amsterdam e no segundo e último concerto no Carnegie Hall, Nova York. Uma viagem pela Cuba de agora que relembra seu passado, revivendo por meio da música uma cultura esquecida e que de repente, ressurge do coração das platéias de todo o mundo.

How the West Was Won – Led Zeppelin - Show
Este DVD traz registros feitos na Inglaterra em 1970, 1975 e 1979 - a última apresentação do baterista John Bonham, que morreu em setembro do ano seguinte. As imagens imberbes de Page e Plant na execução do acelerado rock Communication Breakdown, do blues In My Time of Dying e o coro da platéia em Rock and Roll são desde já itens de qualquer antologia de melhores momentos do rock.
Disco 1
1. We´re Gonna Grove 2. I Can´t Quit You Babe 3. Dazed and Confused 4. White Summer 5. What Is And What Should Never Be 6. How Many More Times 7. Moby Dick 8. Whole Lotta Love 9. Communication Breakdown 10. C´mon Everybody 11. Somethin´ Else 12. Bring It On Home

Disco 2
1. Immigrant Song 2. Black Dog 3. Misty Mountain Hop 4. Since I´ve Been Loving You 5. The Ocean 6. Going To California 7. That´s The Way 8. Bron Yr. Aur Stomp 9. In My Time Of Dying 10. Trampled Under Foot 11. Stairway To Heaven 12. Rock And Roll 13. Nobody´s Fault But Mine 14. Sick Again 15. Achilles Last Stand 16. In The Evening 17. Kashmir 18. Whole Lotta Love


O Nome da Rosa - Filme
Um Clássico!!! Em 1327 William de Baskerville (Sean Connery), é um monge franciscano que junto a Adso von Melk (Christian Slater), um noviço que o acompanha, dirige-se a um mosteiro afastado para um conclave. Mas diversos assassinatos ocorrem sob circunstâncias misteriosas desviando a atenção de todos. William de Baskerville inicia uma investigação bastante complicada, pois além dos mais religiosos acreditarem que os assassinatos são obra do Demônio, antes que ele consiga concluir as investigações, Bernardo Gui (F. Murray Abraham), o Grão-Inquisidor, chega ao mosteiro preste a torturar qualquer suspeito de heresia que tenha cometido assassinatos em nome do Diabo. E como Bernardo não gosta de Baskerville, ele se inclina a tomá-lo como um dos hereges diabolicamente influenciados.

TV:

Sábado – HBO – 21h
Marcas Da Violência
Elenco: Viggo Mortensen, Maria Bello, William Hurt, Ed Harris.

Tom Stall tem uma vida tranqüila ao lado da mulher e os dois filhos. Quando impede uma tentativa de roubo vira o herói da cidade atraindo a atenção dos meios de comunicação. E também de gente que conhece seu passado nada heróico.
Suspense dirigido por David Cronenberg e estrelado por Viggo Mortensen (da trilogia "O Senhor dos Anéis"). Baseado no livro de John Wagner e Vince Locke, o filme foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (William Hurt) e Roteiro Original.

Domingo – Band Sports - por volta 20h
Super Bowl – New York Giants x New England Patriots
O principal torneio de Futebol Americano chega ao seu final. Para esquecermos de vez a merda da nossa CBF e companhia.

Segunda – Segunda é foda, aproveite para dormir e namorar

Terça – HBO –18h35 / HBO2 – 21h35
All The King's Men


Elenco: Sean Penn, Anthony Hopkins, Patricia Clarkson, Kate Winslet, Jude Law
Com a ajuda de um jornalista idealista e de uma equipe de assessores, um homem simples do interior da Louisiana entra para a política e chega a eleger-se governador. Mas seu apreço pelo poder o leva à corrupção e a trair valores que antes defendia.
Adaptação do livro de Robert Penn Warren, ganhador do prêmio Pulitzer de 1946, inspirado na vida do governador da Louisiana Huey Long. Remake do filme homônimo, de 1949, dirigido por Robert Rossen.

É isso ai gente, acho que vocês irão passar um bom carnaval com essas dicas. Eu irei...