quarta-feira, 23 de abril de 2008

Meu primeiro grande Livro

Ultimamente tenho tido muitas conversas, e até mesmo escrito, sobre o culto a estupidez que assola o nosso Brasil. Existe claramente uma falta de vontade dos jovens na busca pelo conhecimento. Falta a eles o prazer em ler, em descobrir, enfim, aprender. Acho isso uma pena, e me fez buscar nos baús de minha memória quando foi que aprendi a ter prazer na leitura. Cheguei finalmente a um título, longe de ter sido o primeiro que gostei, mas com certeza onde descobri que ler era prazeroso. “Os Capitães da Areia”, de Jorge Amado, um romance do mestre baiano da literatura nacional, originalmente lançado em 1937.

Passado nas ruas, praias e morros de Salvador, o livro conta a história de um grupo de garotos órfãos, que vivem em um barracão em uma praia. Eles formam o grupo que se intitula “Capitães da Areia”, donos das ruas da cidade.

Os personagens principais do livro são: Pedro Bala, o líder, uma espécie de pai para os garotos, mesmo não sendo o mais velho deles. Volta Seca, afilhado de Lampião, o cangaceiro, odeia a polícia e quer se juntar ao mestre. Professor, lê e desenha constantemente, é o mais inteligente do grupo. Gato, malandro leva um romance com Dalva, uma prostituta muito mais velha. Boa-Vida, outro malandro, capoeirista. Sem-Pernas, o garoto coxo que serve de espião. João Grande, o "negro bom" como diz Pedro Bala, segundo em comando. Pirulito, tem grande fervor religioso. Dora, era a "mãe" de todos do trapiche, amada por Professor e por Pedro Bala. Doente, vive a grande noite de amor com Pedro Bala, antes de morrer. Para o líder Dora vira uma estrela no céu.

Jorge Amado coloca com maestria a grande ambigüidade dos sentimentos dos garotos. Por um lado a vida cheia de liberdade, sem regras, momentaneamente feliz; mas do outro a infeliz verdade da carência afetiva da falta que as mães lhes fazem. Como pode se perceber acima, todos eles acabam buscando uma figura que possa lhes dar o carinho que tanto lhes faz falta. Nos braços de prostitutas ou de grande amores, o que lhes une é na verdade a falta de amor.

Um romance que nem para todos tem um final feliz, assim como a vida é normalmente. Extremamente realista, uma das cenas que mais marca é a morte de Sem-Pernas, que vê nisso a única forma de acabar com o sofrimento que sentia todos os dias que acordava em meio aos “Capitães da Areia”.

50 +

Uma das coisas mais legais em se ter um Blog, é a possibilidade de fazer listas quase intermináveis de coisas interessantes. Como vocês sabem gosto muito de música, principalmente Rock, por isso irei publicar uma das minhas listas mais complexas e extensas. Junto com amigos e meu irmão, listei 50 bandas ou artistas diferentes e separei apenas um CD de cada. É complicado, pois para mim todos os CDs do Led Zeppelin poderiam estar aqui, mas o objetivo não é esse. Nós queremos listar as coisas que uma pessoa precisa conhecer para entender um pouco mais dessa música fantástica. Então é apenas um CD por banda, fica a critério de quem ler e ouvir, se ele irá se aprofundar mais no assunto.

Logo depois, fizemos uma lista de 50 guitarristas, que marcaram a história do Rock. Desde de virtuosos velocistas de 100 metros rasos com guitarra. Até os “slowhands”, como nosso querido BB King. Assim que está lista estiver publica, irei postar aos poucos, comentários para cada CD e para cada “Guitar Heroes” que existe na terra.

A lista não obedece ordem de importância alguma, apenas foi a ordem que as coisas surgiram em nossa mente.

DISCOS:

• Led Zeppelin – Led Zeppelin II
• Machine Head – Deep Purple
• Aqualung – Jetro Thull
• Black – Metallica
• Number of the beast – Iron Maiden
• Paranoid – Black Sabbath
• Sgt peppers lonely hearts club band – Beatles
• Metropolis Pt.2: Scenes From a Memory – Dream Theater
• Axis: Bold as Love – Jimi Hendrix
• The Second – Steppenwolf
• E pluribus Funk – Grand Funk Railroad
• Dark side of the moon – Pink Floyd
• Fly by night – Rush
• Tommy – The Who
• Sympathy for the devil – Rolling Stones
• BBC Session – Cream
• Texas flood – Stevie Ray Vaughan
• Back in Black – AC/DC
• Joshua Three – U2
• Nevermind – Nirvana
• Ten – Pearl Jam
• Bump Ahead – Mr. Big
• Dance into the light – Phil Collins
• Onion – Yes
• 1984 – Van Halen
• A night at the opera – Queen
• Loco Live – Ramones
• Ace of Spades – Motörhead
• Angels Cry – Angra
• Brutal – Dr. Sin
• Maior Abandonado – Barão vermelho
• Que pais é esse? – Legião Urbana
• Shake your money maker – the Black Crowes
• Audioslave – Audioslave
• Americana – The Offspring
• Moonflower – Santana
• Appetite for destruction – Guns and Roses
• Contraband – Velvet Revolver
• Nine Lives – Aerosmith
• The color and the shape – Foo Fighters
• In the court of the Crimson King – King Crimson
• Riding with the King – BBKing e Eric Clapton
• Dookie – Green Day
• Is this it – The Strokes
• Billion dollar babies – Alice Cooper
• Crazy train – Ozzy Osbourne
• That’s the way it is – Elvis Presley
• Cheap Thrills – Janis Joplin
• Sociedade da Grã ordem kavernista apresenta Sessão das 10 – Raul Seixas
• Tecnicolor – Mutantes

Gutar Heroes:

• Jimi Hendrix
• Jimmy Page
• Angus Young
• Steave Vai
• Stevie Ray Vaughan
• Joe Satriani
• Eric Johnson
• Robert Johnson
• Brian May
• Eric Clapton
• Eddy van Halen
• BB King
• Freddie King
• Albert King
• Santana
• Paul Gilbert
• George Harisson
• Slash
• Steave Morse
• Ritchie Blackmore
• John Petrucci
• Pete Towsend
• Mark Knopfler
• Kiko Loureiro
• Rafel Bittencourt
• Edu Ardanuy
• Keith Richards
• James Hetfield
• Kirk Hammett
• Adrian Smith
• David Murray
• Stanley Jordan
• Yngwie Malmsteen
• Hebert Viana
• Ian Akkermann
• Zakk Wyld
• Tommy Iommy
• Randy Rhoads
• Jeff Beck
• Buddy Holy
• Buddy Guy
• Tom Morello
• Matthias Jabs
• Joe Perry
• Les Paul
• David Gilmour
• John Frusciante
• Ritchie Sambora
• Stive Howe
• Johnny Cash

Aos poucos, eu irei escrever algo mais sobre cada um desses nomes e discos citados. Mas se vocês quiserem procurar, fiquem a vontade.

Palhaçada, Marmelada e Finalmente

Estamos na final do Campeonato Paulista de Futebol, depois de nove anos sem disputar uma, doze sem saber o gosto de levantar a taça. Acho que finalmente iremos ganhar nosso 22º título estadual em nossos 94 anos de história. Campeões do século, reconhecidos pela FIFA como o clube com mais conquistas em todo o mundo. Para os justos, os primeiros Campeões Mundiais. Como é bom ser palmeirense e descendente de italiano. A mistura ideal. Igual a isso, só se você for torcedor do Juventus da Mooca.

As pessoas me perguntam se eu posso ser imparcial como jornalista, sendo completamente parcial como torcedor. Mas lhes garanto uma coisa, sei admitir erros cometidos por mim e por meu time do coração. E uma coisa eu lhes garanto, seria impossível eu trabalhar com jornalismo esportivo, se não torcesse por um time de futebol. Não existe profissional que não seja apaixonado por aquilo com o que trabalha.

Ontem foi um dos dias que, apesar de ser apaixonado pelo clube mais bonito do país, senti que ficamos devendo nos bastidores do esporte. Acredito piamente que a diretoria em momento algum teve participação no episódio do gás dentro do vestiário tricolor. Cheguei até a imaginar uma tentativa de desabono por parte da diretoria do São Paulo, para manchar a imagem palmeirense, mas logo as imagens provaram essa hipótese impossível.

Infelizmente, a verdade, é que a segurança interna falhou ao permitir que os torcedores pudessem entrar com um artefato como aquele e depois que fosse possível jogar aquilo dentro do ambiente onde o São Paulo se preparava para o segundo tempo. Apesar disso, acredito que o episódio não interferiu no resultado final. Agora, desculpas dadas, nunca seriam aceitas, mas deveriam existir para que as coisas não ficassem ainda piores.

Palhaçada é a equipe do Morumbi se recusar a entrar no vestiário depois do final da partida. Os jornalistas tiveram livre acesso ao ambiente cinco ou seis minutos depois que a equipe tricolor se estabeleceu nas escadarias do Parque Antártica. Se o gás não havia saído quase uma hora depois do ocorrido, cinco minutos não fariam diferença alguma.

Marmelada é o São Paulo querer desabonar a vitória dentro de campo, de uma equipe tecnicamente superior, que soube se armar e vencer a partida. O tricolor tem que se concentrar em conseguir a vaga na fase final da Libertadores da América. Se não, acho que devemos fazer uma revisão de toda a história desportiva e realizar novamente todas as partidas importantes que tiverem problemas de arbitragem e afins. Diretoria do São Paulo, aceite a derrota, resolva os problemas extra campo longe dele e deixa a rapaziada jogar como eles sabem. Ah, um exemplo. Vamos pedir a anulação do jogo do São Paulo contra o Boca na Libertadores de 2005, no jogo de volta, pois a equipe visitante foi agredida pela torcida e podem ter se desestabilizado. Vê se isso tem fundamento.

Finalmente, vamos parar de palhaçadas e marmeladas. A interdição do estádio do Palmeiras deve ocorrer sim. Mas deve existir uma perícia no estádio da Ponte Preta igual a do Parque, pois todos nós sabemos que o Moisés Lucareli não é o estádio mais seguro do Brasil e que a torcida da Ponte Preta não é exatamente tranqüila. Não estou afirmando que não tenha condições de receber a partida, mas é fato que jogar contra o Guaratinguetá é bem diferente que decidir o título com o Palmeiras.

Segundo, em caso de interditarem o Parque Antártica, o São Paulo se recusa a alugar o estádio para o Palmeiras. Se eles estão esperando ver a diretoria alviverde chorando por perdão, estão muito enganados. Mas que seria uma boa pergunta saber onde serão os jogos das finais isso sim seriam, por enquanto ficam nas casas dos respectivos finalistas. Justo.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Desabafo

Certas cenas que você presencia te fazem sentir coisas diferentes dependendo do dia em que elas acontecem. Está sexta-feira eu tive um bom exemplo disso. Fui tomar um café e arejar a cabeça um pouco, isso não faz nem meia hora, e me deparei com um estacionamento completamente vazio. A não ser por quatro carros e uma moto que ainda estavam lá. Normalmente isso me deixaria muito feliz, poderia pegar a vaga que eu bem entendesse, ainda mais se levarmos em conta que um dos veículos me pertencia.

E foi por esse mesmo motivo que eu fiquei desolado. Se um dos carros é meu, quer dizer que apenas mais quatro pessoas estão trabalhando nesse mesmo prédio que eu. Enquanto dezenas de pessoas já estão em casa, ou a caminho da mesma, eu ainda terei de trabalhar. Não que eu achei ruim, pelo menos tenho um trabalho para estar. Mas que esta visão me deixou meio depressivo, isso lá é verdade.

Uma coisa que não vai mudar será meu súbito mau humor, no momento em que eu ver o trânsito que deve estar na Via Anchieta. Pra completar, está com uma cara de que vai chover um bom tanto hoje de noite. Pelo menos a noite ainda não está completamente perdida. Vejamos como será.

Um bom feriado a todos.

Aquele dia...

Era uma sexta-feira comum, sem grandes acontecimentos. As pessoas passavam na rua como sempre, cada um com os próprios problemas, passos apressados da senhora que perdeu a hora para se encontrar com o marido, os passos pesados do editor do jornal diário que falava desesperadamente ao telefone celular, as amigas que andavam abraçadas como se fossem uma só. Horas, minutos, segundos que se esvaiam sem que as pessoas dessem a menor atenção.

Aos olhos da menina na janela o sol nunca brilhara tanto, o céu nunca fora tão azul, as cores da cidade tão bonitas, aos ouvidos os sons nunca ficaram tão amplificados, límpidos, secos e reconfortantes, os choros das crianças tão suaves. No fundo, ela não sabia o que sentir. Feliz? Triste? As coisas faziam um sentido completamente novo.

Conforme ela compreendia as coisas que escutava, as verdades sobre a vida, sobre as pessoas, as dores, as vontades, tudo aquilo pela qual nunca havia dado o verdadeiro valor. Quem sabe se... era isso que passava na cabeça da garota. Se ela tivesse tratado as pessoas diferente, se tivesse perdoado, se tivesse parado para pensar. Era incrível. Como poderia ter deixado de pensar mais sobre aquilo tudo?

“Onde você estava quando eu estava torto e quebrado. Enquanto os dias passavam, enquanto eu assistia pelas minhas janelas. Onde você estava quando eu estava ferido e precisando de ajuda. Por que as coisas que você faz e fala me cercam. Enquanto você estava se sustentando nas palavras de alguém, morrendo para acreditar naquilo. Eu estava olhando direto para o sol que nascia”. Aquelas palavras penetravam a alma da garota. “Estou matando o passado e voltando para vida!”. Era isso, as coisas voltavam a ser novas, belas e empolgantes.

Tomou um banho, vestiu cores, colocou apetrechos para ficar ainda mais bela e ficou se olhando no espelho. Tinha vida, tinha cor, era fantástico. Como podia ter ficado tanto tempo dentro das sombras de seus próprios medos e fantasmas.

Finalmente, ela nunca mais iria sofrer por isso. Tirou o “Pulse” do tocador de Cd’s, guardou na bolsa e foi mostrar para os amigos. Aquela era a primeira vez que a garota escutava Pink Floyd, nunca mais sairia de perto daquele som.

Ps.: baseado em fatos reais.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Que nunca se torne realidade...

01 de Abril de 2009 – Pretendendo publicar algo sobre os trabalhos dos novos trabalhadores de nossa querida Câmara Municipal de São Paulo, resolvi dar uma passada no local para bater um papo com o pessoal e saber das novidades políticas. Assim que entrei no saguão principal, notei duas rodinhas de políticos conversando sobre as propostas inovadoras que pretendiam fazer. A primeira delas era formada por Serginho Malandro, o cantor multiuso, do PTB; Léo Áquila, a repórter, do PR; Ronaldo Ésper, estilista, do PTB; Netinho de Paula, pagodeiro e afins, do PCdoB e Rafael Ilha, ex-drogado, PTB. A outra era esportivamente formada por Ana Paula de Oliveira, a bandeirinha peladona, do PCdoB; Maycon a artilheira, também do PCdoB e Wladimir, ex-jogador do “Curintias”.

Ao ver esse grupo tão seleto de políticos, me aproximei do primeiro grupo, afim de “pescar” algum fato interessante para discutir com eles. Peguei um café, e fingi que lia alguma coisa distraidamente, logo ao lado. A conversa que escutei no primeiro grupo foi algo mais ou menos assim:

Serginho Malandro – ihé-ihé, que é que tá pegando?!?!
Léo Áquila - Ai, eu tava pegando um boffi fantástico!
Ronaldo Ésper - Não é disso que ele tah falando BIBA... mas, nossa, agora que eu tava reparando, que blusinha linda que você está usando?
LA - Comprei numa lojinha no Morumbi, custou uma bagatela, passei no cartão corporativo. Coisa poca, uns 1200.
RE – Só 1200 reais?
LA - reais não boffi, dólares. Eu lá só biba de compra em reais?
Netinho de Paula – Oi gentiiii...
Rafael Ilha – Sniff, sniff... ahhhh...
SM – Aiii, vai ter festinha universitária no sábado! Viva Metô!!
NP – Ihhh, só é: vai ficar legal, pagode na Coab no maior astral. Bem enfrente a lanchonete...
RF – Só, vai ter uma pá de mina fazendo boque... (Ronaldo tampa a boca de Rafinha)
RE – Menino, isso aqui é um prédio público, devemos um pouco mais de respeito aos eleitores.
LA - Ai, mas a idéia é boa... acho que eu vou. Aceita cartão?
RI – Sniff, sniff... ahhhh...

Mudei minha atenção de grupo para ver se a coisa melhorava um pouco...

Wladimir - vai “Curintias”!
Ana Paula de Oliveira – cuidado com o impedimento
Maycon – Eu nem participei do lance hein!

Ia voltar para casa completamente desolado, quando vi um rapaz de olhos puxados sentado no canto.

Eu - Hugo Oyama!
HO – Eu mesmo.
Eu – E ai, tudo certo? Você não vai lembrar-se de mim, mas eu te entrevistei há uns dois ou três anos, em um evento em São Bernardo.
HO – É, fica meio complicado, fiz um monte de eventos lá e dei mais entrevistas ainda.
Eu – É imagino, mas e ai, como anda a política?
HO – Já passou por ali? - apontou para o pessoal - tenho mais quatro sets de 12 meses para vencer essa...
Eu – É pra mim já deu, você sabe que ônibus vai para Passargada?
HO – Não, mas conheço um cara que é amigo do rei. O Manuel. Quer o telefone dele? Anota ai, Manuel Bandeira.

PS.: todas as pessoas citadas neste texto pretendem se candidatar nas eleições no final desse ano, para cargos que decidem o que fazer com o nosso dinheiro. Se você acha que o governo anda uma merda, lembre que quem faz a cagada évocê, na cabine eleitoral. Foi mal Hugo, mas precisava de um alguém para salvar essa parada de ser o inferno completo.

Tem hora que não dá mais...

Quando a idade de parar chega, não há nada que se possa fazer para resolver o problema. Que diga o Romário, aos 42 anos o atleta finalmente decidiu que iria para de jogar bola profissionalmente. Com 1002 gols na carreira, ele só fica atrás do Rei. Alguns recordes dele serão difíceis de serem batidos: sete vezes artilheiro do Campeonato Carioca, o artilheiro mais velho da história do Campeonato Brasileiro, melhor média de gols de um jogador na Europa, foram 192 gols em 195 partidas disputadas pelo PSV. Eleito nesta segunda-feira (15) o melhor atancante de todos os tempos, de acordo com os torcedores do Barcelona.

Ele jogou no PSV, no Barcelona, no Fluminense, no Vasco e no Flamengo. Sempre foi arrogante e sentimental no mesmo tanto que era talentoso, boa praça, malandro e boleiro de praia. Virou um pai apaixonado pelos filhos, que está sempre pronto para dar atenção aos mesmos.

Ganhou uma copa do mundo levando uma seleção apática e sem criatividade nas costas. Foi querido e odiado pelos técnicos que assumiram o comando da seleção. Quando viu que suas atitudes de jovem só o prejudicaram, tentou voltar atrás, mostrar remorso, mas seu choro apenas serviu para colocá-lo ainda mais para baixo.

Hoje, este Romário não é mais o mesmo de 20 anos atrás. Não joga mais bola como antes, não corre como antes, não chuta com a mesma força, não tem mais o mesmo fôlego. Mas é definitivamente uma pessoa melhor do que no início de carreira. Acho que para ele foi uma troca justa.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Músicas eternas...

Com o tempo percebi que certas músicas podem ser eternas. Não estou falando de clássicos como “Highway Star”, do Deep Purple, que consta no álbum “Machine Head”, de 1972, considerado o melhor disco dos caras. Nem de “Stairsway to Heaven”, do Led Zeppelin, gravada em 1974 no álbum Led Zeppelin IV, considerada a melhor composição de todos os tempos. Mas das músicas que permitem ao artista dar um espetáculo eterno, com músicas que tinham três ou quatro minutos no estúdio e saem com mais de dez minutos ao vivo.

São composições relativamente simples, com uma estrutura completamente mutável. São clássicos em sua essência, todas tem rifes marcantes, letras bem trabalhadas, detalhes fantásticos e tudo mais, porém, executadas de mil e uma maneiras durante a história.

A primeira dessas músicas é “Get Back”, de 1969, gravada pelos Beatles no álbum “Let it Be”. A música é composta por três partes básicas, uma base para o vocal, um refrão marcado pelo “tã, nã, nã, nã!” no final e uma base eterna para o um solo mutante e improvisado de todas as maneiras possíveis. A versão do telhado é uma, a do disco é outra e ao vivo eram versões sempre diferentes, por um detalhe mínimo, mas diferente. A música pode ser executada pelo tempo que a banda executante quiser, com a seqüência que for definida, com os solos que bem entenderem. Mas que nunca vai existir algo igual a versão tocada no telhado da gravadora, isso lá e verdade.

Outra música desse tipo é “Paranoid”, do Black Sabath, música que da nome ao disco da banda lançado em 1971. É fato, essa música nunca foi executada da mesma forma. E não é apenas um detalhe ou outro que muda. Simplesmente as coisas podem ser definidas de um dia para o outro. Tem é claro, a parte protocolar da coisa, executada nos primeiros três minutos. Depois, hehe, o que vier é lucro. Contudo, não existe nenhum grande fã, que não concorde que a versão original do álbum é a melhor da história.

Existem também as bandas especialistas em transformar três minutos em trinta. O AC/DC é disparado o grupo que melhor exerce essa extensão peculiar de suas músicas. Rifes extremamente simples e bem trabalhados, solos de cinco minutos cada, com direito a performance de Angus e sua roupinha colegial. Quem nunca curtiu a versão de quase 15 minutos de “Jailbreak”, lançada originalmente com quase quatro minutos no álbum de mesmo nome, gravado em 1984.

Outros mestres em esticar as músicas eram os senhores do Led Zeppelin, é lógico, afinal, no que eles não eram mestres? Músicas com mais de dez minutos sem encher o saco só eram possíveis com eles mesmos.

Enfim, é por essas e outras coisas que o Rock nos proporciona emoções e sensações únicas!

Sobre o jogo...

A respeito da partida de ontem entre o Palmeiras e o São Paulo, que terminou erroneamente com a vitória do tricolor paulista por 2 a 1., digo apenas uma coisa: “Meteram a Mão!”. Isso define a partida em alguns momentos, no gol do Adriano, no impedimento marcado no escanteio alviverde, nunca vi isso na vida, nas faltas não marcadas contra o São Paulo, enfim. Mais uma vez somos prejudicados por uma arbitragem de péssima qualidade. Agora, cadê o Juvenal Juvêncio e o Marco Aurélio Cunha, para pedirem mais justiça e qualidade no comando dos apitos paulistas.

Enfim, é só... ainda vamos nos classificar ser campeões dessa budega.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Começo com o pé esquerdo

Após a derrota para a equipe do Audax Italiano, do Chile, a equipe do São Paulo pode ter o pior início de ano desde 2001, quando não disputou a Taça Libertadores da América, e não disputou as finais do Campeonato Paulista. Em 2002, levou o título de Super Campeão paulista, em 2003, chegou às semifinais do torneio sul-americano, em 2004 foi vice paulista e chegou a segunda fase da Libertadores, em 2005 foram campeões da América, em 2006 foram finalistas e em 2007 chegaram as semifinais do paulistão e nas oitavas do torneio Sul-americano.

Em 2008, a coisa pode ser bem diferente. O clima não está nada bem, a falta de planejamento fez com que alguns jogadores não pudessem disputar o Paulista. Faltam jogadores de qualidade para que o técnico Muricy Ramalho possa poupar os jogadores mais importantes. Só agora, na fase final do campeonato estadual, com nove jogadores pendurados com dois amarelos, que a diretoria do time se tocou que eles não são mais os favoritos em tudo que disputam.

As péssimas atuações no torneio internacional se mostraram não serem coisas esparsas que não merecem muita atenção. O time não se mostrou ser capaz de vencer um time fraco como o Audax. E nem vale a desculpa de ter sido fora de casa, no jogo do Morumbi o time perdia o jogo por 1 a 0, quando jogador que estava marcando o Adriano muito bem foi expulso por uma falta infantil. Ai, a coisa ficou mais fácil e o time brasileiro achou a vitória por 2 a 1 no meio da zona toda. E ninguém se poupa na disputa da Libertadores porque tem jogo do estadual no Domingo.

O que precisa mudar no São Paulo é a postura de alguns dirigentes, que vivem para falar de como o time é bom e agora se esquecem de trabalhar para manter a qualidade do elenco. Acham que o São Paulo virou uma clínica de reabilitação, com Carlos Alberto e companhia.

O São Paulo tem que tomar cuidado para não ser o próximo time a viver da força da camisa e não mais do futebol que exibe nos campos.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Semifinais!

Chegamos finalmente às finais do Campeonato Paulista de 2008, Palmeiras enfrenta o São Paulo e Guaratinguetá pega a Ponte Preta. Agora, como futebol só se discute novamente na hora do jogo, vamos falar dos problemas políticos econômicos dos clubes paulistas. Dane-se que o Guará fez a melhor campanha e a Ponte teve sua regularidade premiada com a classificação, o importante é discutirmos sem necessidade onde será o jogo entre os dois grandes.

Bom, para mim tanto faz o nome da construção que estará em torno do campo, que é o que realmente importa. Desde que o gramado esteja em condições de receber um jogo do nível dos clubes pretendentes a final do torneio. Apesar de apoiar que cada macaco se defende no seu galho, o gramado do Parque Antarctica ainda não está pronto para receber o futebol das equipes. Sendo assim, temos de encontrar algum lugar para que a peleja possa ser realizada.

O Morumbi, sempre foi um estádio estadual, afinal é isso que ele é. O Cícero Pompeu de Toledo não deveria pertencer ao São Paulo, assim como o Maracanã não pertence ao Flamengo, ao contrário do que muitos pensam. Mas, mediante a uma falcatrua, deixou-se o Pacaembu para esses fins e deu-se o estádio ao clube tricolor.

Apesar de até o início da década de 90 o estádio era um campo neutro, mas a muito se transformou no campo do São Paulo. No interior, o gramado pode ser muito bom, mas a segurança, até mesmo dos jogadores, fica comprometida. Pacaembu em reforma, a solução é por tanto o Morumbi.

Agora, se a Federação quer tanto que os jogos sejam nesse estádio, eles que arquem com o prejuízo, o aluguel do estádio. Pois se o campo é neutro, o time não deveria pagar para o adversário para utilizar o seu campo. Quando a final da Liga dos Campeões é jogada no estádio de um dos finalistas, quem paga é a UEFA e quem leva os lucros de torcida, são as duas equipes meio a meio. Sendo o mando da UEFA, é ela quem negocia a publicidade de campo e divide com as equipes, além de, com razão, embolsar uma parte do dinheiro.

Por isso eu defendo as finais no campo do Morumbi, desde que:
  • o São Paulo receba pelo aluguel de ambas as partidas.
  • a renda do público das duas partidas seja igualmente dividida.
  • a publicidade seja negociada pela FPF e dividida entre os três.
  • que a organização de todo o extra campo seja feito pela FPF.

Ou seja, que a Federação Paulista de Futebol trabalhe realmente para que os times se sintam em campo neutro durante toda a disputa. Se um vai ter menos ou mais torcida, ai é outra história.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Que venham as finais...

Finalmente, a última rodada do campeonato paulista de 2008. As previsões do começo do ano, mesmo que mal e porcamente, têm até que acontecido. Dos quatro times que devem chegar às finais do torneio, podemos ter três grandes. Por muito pouco não teremos todos eles na reta final. O Palmeiras, mais bem estruturado nesse primeiro quarto de ano, já tem sua vaga garantida. Resta a ele definir se jogará dois, dos possíveis quatro jogos, em casa ou não. No jogo contra o Barueri eu aposto no verdão, pelo simples fato de que ele já está com 14 jogos sem sofrer se quer uma derrota. Tudo que o Luxemburgo deseja, é ter uma série de 19 jogos invictos depois da final do torneio.

Para o São Paulo, a tarefa é relativamente fácil, vencer o Juventus, que há muito tempo não tem conseguido aprontar para cima dos grandes, dentro do próprio campo. Esse jogo também será decisivo para o Moleque Travesso, que teve duas chances de se salvar jogando em casa e não soube aproveitá-las. Mas a Mooca ainda tem esperanças que ele se salve, já diriam os mais antigos torcedores do Juventus: “Chamem o bruxo que ele resolve.” (essa história eu conto outro dia).

De longe, quem terá a tarefa mais complicada dos três será a o Corinthians. Com seus 32 volantes e 55 zagueiros, Mano pretende colocar muita pressão encima de seus próprios jogadores, que sofrem de uma grande crise de falta de qualidade. Só com muita sorte e falta de capacidade da Ponte Preta, seu principal rival, ele deve se classificar.

Para a Macaca, vasta vencer o Santos, que jogará com o time reserva, por um gol de diferença e esperar seu adversário de semifinal. O Santos poderia estar na briga, não fosse o empate do último final de semana. O que me chama a atenção é que poderemos ter uma final entre São Paulo e Palmeiras. Os dois já se enfrentaram 14 vezes desde 1902, com nove conquistas verdes e cinco tricolores. Também seria o campeonato de desempate, já que ambos detêm 21 taças do paulistão.

Se for para apostar, eu acredito em Palmeiras, Guaratinguetá, São Paulo e Ponte Preta, nessa ordem na tabela. Não sei se acerto, mas que vai ser uma rodada das boas, ah, isso vai!

terça-feira, 1 de abril de 2008

1946 e a ponte que partiu

O ano de 1946 não foi marcado necessariamente por grandes acontecimentos. Nasceram alguns artistas famosos, no dia 3 de Janeiro, John Paul Jones, baixista e tecladista britânico e membro da banda melhor banda do mundo o Led Zeppelin. No dia 6 de Janeiro, Syd Barrett, guitarrista e vocalista da banda inglesa Pink Floyd, que morreu em 2006. Alguns dias depois, dia 6 de Março, foi a vez de David Gilmour, outro guitarrista e vocalista do Pink Floyd. No dia 5 de Setembro, tivemos o nascimento de Freddie Mercury, vocalista da banda britânica Queen, morto em 1991.

No Brasil não tivemos nenhum grande artista, que mudaria os rumos do cenário artístico internacional. Mas, no dia 26 de Setembro, no maravilhoso estado do Rio de Janeiro, vinha ao mundo Celso Roberto Pitta do Nascimento. Que alguns anos mais tarde, mais precisamente no primeiro dia do ano de 1997, viria a ser o 37º prefeito da cidade São Paulo. Ele seria o grande motivo do célebre político Paulo Maluf dizer a frase que mais se arrepende na vida: “Se ele (Pitta), for um mau prefeito, nunca mais votem em mim”. Devia ter ficado quieto.

Fato é que a administração do prefeito foi marcada por cagadas homéricas. A maior delas repercute até hoje, e é o que me leva a escrever esse texto. O Fura-Fila, nome que só poderia sair da cabeça de um carioca, se fosse paulista ele ao menos pediria licença, era para marcar a história do transporte público. Mas marcou no máximo a história das roubalheiras e lavagens de dinheiro do governo paulista. Foram gastos milhões, e o principal programa do governo não está pronto até hoje.

Na madrugada de ontem para hoje, o trecho em obras do Expresso Tiradentes, novo nome do Fura-Fila, desabou, transformando o calmo, tranqüilo, relaxante transito paulista, conhecido por sua fluidez fantástica, em algo mais caótico. Antes fosse essa uma brincadeira de 1º de Abril, que transformaria tudo em uma grande festa.

Este trecho de cerca de 3 km, deveria ser entregue no próximo dia 18 de maio e já custou nada menos que R$93 milhões aos cofres públicos da cidade de São Paulo. Gilberto Kassab, que caiu de pára-quedas no comando dessa budega de cidade, foi mais uma fez incisivo na cobrança por resultados. Ele intimou a SPtrans e o Consórcio Andrade Gutierrez-Carioca a passarem um laudo primário ainda hoje, para que as obras terminem logo e desafoguem o tráfego na capital econômica do Brasil.

Enquanto isso, no trânsito, de fila em fila, vamos nos lembrando da magnífica malha viária que temos e o quanto nossos prefeitos nos ajudam a resolver a zona toda.