sexta-feira, 15 de maio de 2009

Velho, fanfarrão e sem noção...


Sexta-feira, dia de chuva, pouco tempo para escrever, mas existem dias que a inspiração bate e não dá para esperar.

Ultimamente não é acordar às 5h30 da matina que mata meu humor, nem mesmo a grande quantidade de trabalho, que na verdade me agrada mais do que ficar por ai sem nada para fazer.

O que mais me deixa nervoso nos últimos dias são as duas desculpas universais: Ser Velho e Ser Alternativo. Ser Alternativo é uma opção que pode ser levada a sério ou ser apenas um motivo para poder ser chato. Não digo aqueles que realmente curtem o mundo alternativo e sabem ponderar o que é sensato ou não. O “alternativo” se diz assim para poder se vestir mal, falar o que quiser, ser um grande filha da puta, reclamar de tudo, achar que TV é um saco, etc... Mas, ao final do dia, adora conferir as notícias do JN, sacar quem foi eliminado no BBB e conferir o último episódio de “The O.C.”.

Só que da segunda desculpa, alguns de nós conseguirão escapar. Ser velho, é um estado de espírito que se instala em grande parte da população a partir dos 55 anos. É a arte desgraçar e escrotizar a vida alheia. Velho pode te ferrar em qualquer momento: na academia, na fila, no banco, na padaria, no trânsito – puta que pariu, como tem velho maldito dirigindo pela cidade, velha então... é foda - em qualquer lugar, tem um velho pra te ferrar... E sabe qual a desculpa para ele poder acabar com o seu dia, e você ficar sem chance de dar o troco ou responder a altura? SER VELHO!

E não é que não respeite nossos bons velhinhos. Alguns deles são divertidos e simpáticos, como o seu Guilherme, Palmeirense inveterado, que frequenta a academia dia sim dia não, muitas vezes, incluindo feriados. No entanto, ele é a famosa confirmação da regra. Normalmente eles vão roubar sua anilha, sentar no banquinho que você está usando, interromper sua série e nunca mais sair do aparelho, reclamar que você está usando o equipamento que ele quer usar, mesmo tendo outros 15 exercícios por fazer. Ai de você, se pensar em propor um revezamento de equipamento.

No banco. Maldita fila/senha especial. Começo de mês, você lá, morrendo de fome porque a hora do almoço é a única que sobra para cuidar dessas coisas. Ai surge o Velho, que pode vir a qualquer hora no banco, mas vem no meio do dia, para pagar todas as contas da família e dos vizinhos. Depois de você esperar quase uma hora, ele passa na frente 2 minutos depois de entrar no banco, e por quê?!

Quem vai pegar a última cerveja da festa? O último espetinho de coração do churrasco? O melhor lugar na sala de TV, mesmo sendo a última pessoa a chegar, não por causa da idade, mas de propósito? Quem? Quem?? Quem???

Sei que um dia serei velho de idade, só espero ter o mesmo espírito brincalhão de vovô como tem o Seu Guilherme.