quarta-feira, 22 de julho de 2009

ZortCast - Episódio 1 - Novos Pássaros no Jardim


Senhoras e senhores!

Orgulhosamente, a Duzão & Salgado Entertainment Association apresenta o primeiro episódio do ZortCast, um podcast sem sentido, mas conteúdo! Nele, Duzão e Joey Salgado debatem sobre o lançamento de um dos álbuns de maior importância para a música: Led Zeppelin I!

Entre outros fatos, aprenda como Jimmy Page segurou uma bucha, John Bonham arranjou um emprego, porque Terry Reid tem motivos de sobra para bater a cabeça na parede e quais são as fontes de inspiração para as composições dessa banda britânica, idolatrada por fãs de Rock'n Roll e de música em geral!

Duração: 70 min.




Links relacionados ao episódio:







Notícias






Comentários, críticas & pitacos: zortcast@gmail.com

Download do Episódio

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Marionetes, mil vezes melhores que animações 3D (2)

Nesse final de semana assisti novamente a trilogia do Star Wars IV, V e VI, a saga original dos Skywalkers. Mais uma vez, me surpreendi pela qualidade e a realidade que o boneco das marionetes que surgem durante os filmes. Apenas o último filme, “O retorno de Jedi”, aparecem as primeiras personagens feitas por computação, no Box que comprei tem as versões remasterizadas e as originais do cinema, da década de oitenta, lógico que a na nova versão, esses seres digitais ficaram muito melhores que os antigos, mas é incrível ver que as marionetes são mais realistas.

Como já disse no Post anterior, quem controla o boneco Yoda é Frank Oz, um dos maiores criadores e manipuladores da cinematografia norte-americana. Quanto ao outro Yoda, foi digitalizado por alguém, que não importa quem foi, por que qualquer outro gênio da robótica poderia copiar o que Oz criou.

Seguindo com a ideia das marionetes, seguem dois vídeos do Yoda.




segunda-feira, 13 de julho de 2009

Marionetes, mil vezes melhores que animações 3D

No dia que homenageia o Rock and Roll, irei dispensar o assunto. Fiz e continuarei fazendo minha celebração de forma introspectiva, curtindo muito Led Zeppelin, Rolling Stones, Dream Theater, Cactus, King Hobo, Deep Purple e tudo mais. Irei falar sobre outro marco da história da arte. Vejamos, existem vários motivos para que eu considere a infância e a juventude de hoje em dia um tanto quanto infeliz. Bom, para começar, se a década de 80 não foi a melhor das eras musicais, a de 90 e 2000 estão brigando pela liderança do Top 5 Piores Décadas da Música. Fora isso, o Futebol não é mais a mesma coisa, apesar de termos os grandes gênios da modernidade, assim como a arte pela arte sem fins lucrativos, o futebol pelo futebol virou história. Que o diga Pelé, um gênio com a bola, sem ela e falando, nem um pouco genial. Triologias marcantes?! Nunca mais, o Star Wars episódios IV, V e VI, são extremamente superiores aos episódios I, II e III, quem conhece sabe que a sequência correta é essa.

Minha geração acompanhou o fim triunfal da maior série de “bonecos” já criada na face da terra. O Muppet Show, criado, produzido e dirigido pelo manipulador de bonecos Jim Henson (1936 - 1990), teve cinco temporadas produzidas entre 1976 até 1981, mas continuou sendo transmitida até pouco antes da morte do artista e criador. Ela introduziu ao mundo o sapo mais famoso da história da TV: Caco, o anti-herói mais engraçado da infância da maioria das crianças. Junto com a porquinha Piggy, o urso Fuzzie e o estranho melhor amigo dele Gonzo, um ser excêntrico que acredita ser de outro planeta, além de dezenas de personagens marcantes.

Na sua equipe, Henson contava com o altamente habilidoso Frank Oz, responsável por criar, manejar e dublar a voz do boneco do personagem Yoda, histórico mestre de Luke Skywalker em Star Wars. Que com certeza da um “pau” no Yoda computadorizado que aparece nas produções mais recentes da franquia mais famosa da Lucasfilms.

A partir dessa série, surgiu outro marco da animação de bonecos, a Vila Sésamo, estrelado pelo pássaro Garibaldo. Dentre os melhores personagens dos Muppets, está o simpático Chef de cozinha Suíço, criado e manejado pelo próprio Jim Henson. O Chef nada habilidoso passava o tempo ensinando receitas nada proveitosas para as crianças da época, e garante risadas intermináveis de pessoas como eu. Abaixo, separei uma lista de momentos hilariantes do chef.

Confiram! A dancinha no começo é demais!!!

No episódio "Hotdog" a Piggy é manipulada por Frank Oz





























sexta-feira, 10 de julho de 2009

Notas de um dia de chuva:

Nada demais parece acontecer na grande São Paulo em um dia de semi-feriado com alguma chuva e aquela chuva leve, chata e constante. Ainda assim, sempre existem notícias para encherem nossas telas de TVs e PCs. É muito engraçado. Vamos lá, da série “Notícias que irão mudar o mundo”.

No Terra, Touro esmaga homem em festa de São Firmino”. Bom alguém, por algum momento, não torceu para que todos os touros conseguissem este feito. O cara morreu, o touro provavelmente será sacrificado. Legal, afinal, o touro foi o filha da puta que, por conta própria, resolveu participar de uma brincadeira no meio das ruas da cidade. Ninguém o enfiou em uma jaula, depois o cutucou até ele querer realmente matar alguém e depois soltou no meio das ruas da cidade.

Ainda no Terra, “Einstein robótico aprende a fazer caretas sozinho”, um robô com a cara do gênio, mas que não serve absolutamente pra merda nenhuma. A não ser que você, algum dia na sua vida, sonhe em ter um amigo robótico/alemão para falar sobre física e ele fazer cara de “que porcaria esse cara ta falando”, toda vez que você fuder com as leias da Física.

Meia Diego Souza é acusado de agressão em lanchonete localizada em Pinheiros”, essa está em vários sites, mas eu peguei no “globo.com”. Bom, com certeza, um consultor de 25 anos e dois empresários de 30 e 32 anos, eram pacíficos, não cornetram e escrotizaram a presença do jogador dentro, ou nos arredores, da lanchonete. Nem tiraram sarro de alguma coisa ou, talvez, mexeram com as meninas que estavam com ele e o amigo. É isso, todo mundo lá era da paz, todo mundo é santo, menos o jogador. Sem contar que, será que foi ele mesmo?!

Agora, a vencedora, a manchete com a qual eu nunca seria capaz e passar minha vida sem: “Seu Peito é torto”, diz Carlinhos a Mirella em ‘A Fazenda’. Puta que pariu! Quem seríamos nós, sem saber que os peitos da Mirella eram, ou são, tortos. Aliás, quem é Mirella, e mais ainda, quem é esse Carlinhos?!

Morte por nova gripe não muda rotina de atendimento em São Paulo. Se eles mesmos já disseram que não muda nada, quem sou eu para dizer ao contrário. Vamos para próxima...

A última do dia: Em anúncio, jogadoras de time sueco tiram roupa para atrair mais torcida. Pode parecer legal, muito adolescente vai clicar no link, mas juro que se não me avisassem antes, diria que aquele era um time de homens afeminados. São definitivamente as “costas” mais estranhas que eu já vi. Cliquem e confiram.

Sem mais, amanhã eu volto com uma manchete que realmente irá mudar o mundo, quem sabe, o universo.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Um dia por ai

Um dia por ai, ele fez questão de parar na loja que vendia flores, mas a única flor que realmente lhe interessava não tinha pétalas, nem pólen, mas tinha um perfume que deixaria qualquer uma daquelas plantas com uma inveja de doer. Lembrava como se fosse ontem, nem sabia mais quantos anos atrás, tinha encontrado com ela na primeira vez. Sua mãe tinha parado lá pra comprar flores. A mãe começou a conversar com a floriculturista, enquanto ele olhava para a ponta do próprio pé de forma entediada. Quando uma frase chamou sua atenção. “Essa é minha filha”, disse a moça que vendia flores. Cabelos loiros escuros e olhos cor de mel, com sua pele ao sol. Seu coração fotografou aquela cena e nunca mais deixou que ele se esquecesse.

Um ano mais velha, ele sempre a encontrara com os amigos na volta da escola. A cada ano que passava, cortejada por meninos, adolescentes, marmanjos e finalmente homens, quem ele considerava serem as pessoas mais sortudas do mundo. Em sua mente, quem era ele para querer pedir um minuto da atenção daqueles olhos vivazes. Aos poucos, descobriu cada detalhe sobre Adriana, já que as mães de ambos continuavam amigas. Sabia, por tanto, que em exatamente dez dias seria aniversário da garota. Estava lá, parado, de frente com a vitrine, no fundo da loja a moça mais linda que ele já virá. Ele havia decido sair de lá apenas quando tivesse conversado com ela, era agora ou nunca. “Mas dizer o que? Por que? Meu Deus, eu já levei a garota mais bonita do colégio em um encontro a dois e me sai bem. Por que com ela seria diferente?”. Sua mente trabalhava a mil por hora. “Quem? Quando? Onde? O que? Como? Por que”, parecia que ele estava formulando o primeiro parágrafo de uma reportagem. “Vamos, responda as seis perguntinhas e resolva logo esse problema”.

Em meio a sua distração mental, não percebera que a outra cliente havia saído e que agora, era ela quem vinha em direção a ele. “Ela acha que sou um comprador”, pensou imediatamente. “Oi André, precisa de alguma coisa” – “Como assim, ela sabe meu nome” – “Não, estou só observando a paisagem” – “A paisagem da vitrine?” – ela brincou com um sorriso de leve, ele riu junto – “É, mas o que fazia a paisagem ficar realmente impressionante não está mais lá” – “O que é isso, o que você está fazendo, que coisa mais idiota” – “E ela foi para onde?” – “Veio parar aqui do meu lado”. Ela riu, mesmo sabendo que no fundo a brincadeira nem tinha sido tão boa, na verdade fora horrível, mas valia a pena por ele. Há anos que ela sabia que tudo que as duas mães conversavam sobre ela, servia apenas para sanar a curiosidade do menino, que virou adolescente, um marmanjo e finalmente um dos homens que mais chamou a atenção dela. Postura, simpático, bem humorado, uma pena que tinha vergonha de falar com qualquer moça. Até mesmo com a mãe dela.

O papo correu sobre coisas banais, trabalho, família, flores, amigos, final do dia e “quem sabe um barzinho pra relaxar e trocar uma idéia?”. Antes que ele se que pensasse exatamente o que ele tinha falado, o convite já tinha deixado sua alma ainda mais irrequieta. “Vamos, passa aqui às 20h” - “Como assim, ela aceitou” – O coração pulava quase visível sob a camisa. Uma rápida despedida e ele colocou seus pés para trabalharem. “Banho, roupa, perfume, cabelo, sério(a), debochado(a), meu Deus, seja apenas você mesmo(a)”. A confiança de ambos havia se esvaído, o nervoso tomado conta, mas estavam prontos para aquilo.

A noite impecável, bela, morna, com um a leve brisa. Conversaram sem roteiro, falaram de tudo que podiam, mesmo do que não podiam ou não queriam. Horas depois, um beijo, dois. Finalmente. Ele levando-a pela mão, em um caminho sem saber a certo qual. Naquela, noite, pelo resto da vida, enquanto durasse. Foi assim, que para eles o tempo pareceu descontinuar, para deixar que o que tanto levou para começar, nunca mais acabasse.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Desabafo apaixonado

Ética, papel, caneta, bom senso, alma e tesão pela profissão. Basicamente. são com esses seis itens que se constrói um jornalista de qualidade. Um dia me perguntarem, em uma roda de bar, o porque eu resolvi ser jornalista, mesmo com o mercado de trabalho desfavorável, salários no máximo em uma média satisfatória, minha resposta foi: “É que nem o amor de mulher de malandro. A diferença é que a ‘mulher’ é tu meu querido. Que se ferra, leva porrada de todo lado, convive com gente mal humorada e sem noção, mas no final do dia, continua tão apaixonado pelo trabalho quando no primeiro dia em que pisou em uma redação”.

Tenho tesão por aquilo que faço. E assim como todos aqueles que eu considero meus companheiros de trabalho de verdade, estaria disposto a tudo, para defender aquilo que considero ser correto e justo. Não devido ao juramento que fiz no dia da minha colação de grau, mas aquilo que aprendi, no dia a dia da Televisão, do Rádio e do Jornal Impresso. Pela profissão que aprendi a amar com aqueles que serão eternamente meus mestres, Rodolfo Martino, Margarete Vieira, Julio Veríssimo, Borga, Heidy Vargas e por ai vai.

Nossos comandantes de Brasília que me desculpem, mas não será isso que nos impedirá de fazer nossa parte perante nos leitores, ouvintes e telespectadores. Disso, não tenho dúvida. Estaremos sempre lá, dispostos a infernizar a vida daqueles que se julgam estar acima de tudo e de todos. Ainda hoje, fiquei sabendo que alunas do primeiro semestre de jornalismo de uma grande faculdade choraram no dia em que a medida foi aprovada pelo senado. Se isso é o melhor que pode fazer, “vão pra casa dormir”, como diria Rodolfo Martino. Caso contrário, levanta a cabeça. Pega papel e caneta e mostra a que você realmente veio.

Para quem almeja ser jornalista, estudar é fundamental, mas na nossa profissão, diploma só serve pra emoldurar e pendurar na parede. Ética, papel, caneta, bom senso, alma e tesão. Quanto mais, melhor.