segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Resumo da Semana


É isso, estou de volta a ativa, depois de merecidas férias que não tive tempo de anunciar aqui. Como não poderia deixar de ser diferente, neste sábado e domingo, ao contrário do final de semana que marcou o início de minhas férias, fez um sol de rachar. Ainda assim, antes tarde do que nunca, vamos ao resumo da semana.


O Gugu estava meio gaga em sua estréia na Record e trocou o nome de seu novo semanal na emissora, o “Programa do Gugu”, pelo antigo “Domingo Legal”, que ele costumava comandar no SBT. O que isso indica? Que melhor que receber 3 milhões de reais por mês é ver seu ex-funcionário fazer propaganda sua de graça. “O Silvio Santos vem ai, ole, ole, olá!”

A Marvel foi vendida para a Disney por U$S4 bilhões, agora a próxima saga da Marvel terá o Mickey como Capitão América, o Pateta de Aço, o Donald será o Pato Aranha e o Huguinho, Zezinho, Luizinho e a Patrícia serão o quarteto fantástico. Pois é, de fato estou ficando idoso por demais...

No futebol, Vagner Love volta ao clube para assumir o posto e ensinar ao Daniel Lovinho como botar as bolas pra dentro (Entenda essa frase como você bem quiser).

Na ponta da tabela, ficam Palmeiras, Goias, Internacional e São Paulo, desses, apenas o segundo não deve terminar entre os líderes do campeonato. No lugar dele, aposto em dois Grêmios, o do sul, que precisa urgentemente vencer fora de casa, e o Barueri, que não teve nenhuma arrancada a lá Avaí, por que desde Abril, figura entre os primeiro colocados.

Lá embaixo, sinto do Tricolor carioca, eles resolveram seguir o caminho do Vasco, que caiu em 2008, para lembrar o gostinho de liderar alguma coisa, sem precisar virar o jornal de cabeça para baixo.

O petróleo do pré-sal está pronto para mudar os rumos econômicos do país... em 2020, quando seremos capazes de tirar a primeira gota de ouro negro lá de baixo e ai assim, nos tornarmos o sétimo maior extrator de gás e petróleo do mundo.

Isso, se passarmos ilesos por 2012.

Na política nacional, Sarney continua numa boa. A Marina Silva saiu do PT, se filiou ao PV, mas nem por isso gosta dos Tucanos.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

ZortCast - Episódio 3 - Xuxa, os Anões, Hendrix e o Vendedor de Sapatos


Senhoras e Senhores!

Como parte do nosso plano para dominar o mundo, espetacularmente, a Duzão & Salgado Entertainment Association presenteia-os com o terceiro episódio de ZortCast, um podcast sem sentido mas com conteúdo! Nele, Duzão, Buba & Joey Salgado fazem uma análise profunda do mundo das infinitas e divertidíssimas versões de músicas!

Neste episódio, aprenda que The Beatles também pode virar jazz na mão de quem sabe o que faz, tenha uma idéia de como seria um “clássico” da Xuxa se ela tivesse cabelo blackpower, veja qual foi a contribuição de Durval e sua irmã, de outros brasileiros e de uma búlgara (!), para o mundo fonográfico, e descubra qual a música que rendeu 1200 versões diferentes desde seu lançamento, inclusive, servindo como trilha sonora de videogame!


Tempo de duração: 60 min

Ouça agora com o player abaixo, ou faça o download do episódio!


Notícias da quinzena:


Links (muitos!) relacionados ao episódio:
(1) With a little help from my friends:

(2) Feeling alright:

(3) Woodstock:

(4) Highway 61 revisited:

(5) Like a rolling stone:

(6) Gimme shelter:

(7) I’ve just seen a face:

(8) Norwegian wood:

(9) Billie Jean:

(10) Beat it:

(11) I’ll be there / Com você:

(12) Immortality / Imortal:

(13) My heart will go on / Cada sonho:

(14) Truly, madly, deeply / No fundo do coração:

(15) Playing for Change (Song Around The World):

(16) Superstition:

(17) Wait until tomorrow:

(18) As the Crow flies:

(19) Had to cry today:

(20) Bang bang (My baby shot me down):

(21) I can’t explain / Eu não sei:

(22) The harder they come / Querem meu sangue:

(23) Knockin’ on heavens door / Batendo na porta do céu:

(24) Starman / Astronauta de Mármore:

(25) Ana Júlia:

(26) Hey Jude:

(27) So lonely / Solange:

(28) We are the world / Ianuou:

(29) Without you / Ken Lee:

(30) Hungry like the wolf:

(31) Louie Louie:

And to infinity and beyond...


Dicas da vez:


Comentários, críticas, contribuições & pitacos: zortcast@gmail.com

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

BOLA OVAL!!!


Finalmente, a temporada 2009/2010 da NFL começou, foram meses de espera e vídeos relembrando os melhores Superbowls da história do torneio. Segue ai, a lista completa de jogos a serem transmitidos pela ESPN. A BandSports, que também irá transmitir a temporada regular, ainda não começou suas atividades, pois não passará os jogos da pré-temporada. Se você perdeu as duas primeiras partidas, programe-se, nessa segunda-feira, 24 de agosto, a ESPN transmite o último jogo da pré temporada, mais um aquecimento para o tradicional Monday Night Football.

Segue a tabela com todas as partidas que a ESPN levará até nós, telespectadores.


Pré-temporada - também na ESPN HD

13/ago– Pittsburgh Steelers 20 x 10 Arizona Cardinals
17/ago– New York Giants 24 x 17 Carolina Panthers
24/ago– Baltimore Ravens x New York Jets



Temporada Regular

10/set – Semana NFL Especial
10/set – Pittsburgh Steelers x Tennessee Titans
13/set – Green Bay Packers x Chicago Bears
14/set – New England Patriots x Buffalo Bills
14/set – Oakland Raiders x San Diego Chargers
20/set – Dallas Cowboys x New York Giants
21/set – Miami Dolphins x Indianapolis Colts
27/set – Arizona Cardinals x Indianapolis Colts
28/set – Dallas Cowboys x Carolina Panthers

04/out – Pittsburgh Steelers x San Diego Chargers
05/out – Minnesota Vikings x Green Bay Packers
11/out – Tennesse Titans x Indianapolis Colts
12/out – Miami Dolphins x New York Jets
18/out – Atlanta Falcons x Chicago Bears
19/out – San Diego Chargers x Denver Broncos
25/out – New York Giants x Arizona Cardinals
26/out – Washington Redskins x Philadelphia Eagles

02/nov – New Orleans Saints x Atlanta Falcons
08/nov – Philadelphia Eagles x Dallas Cowboys
09/nov – Denver Broncos x Pittsburgh Steelers
15/nov – Indianapolis Colts x New England Patriots
16/nov – Cleveland Browns x Baltimore Ravens
22/nov – Chicago Bears x Philadelphia Eagles
23/nov – Houston Texans x Tennessee Titans
29/nov – Baltimore Ravens x Pittsburgh Steelers
30/nov – New Orleans Saints x New England Patriots

06/dez – Miami Dolphins x New England Patriots
07/dez – Green Bay Packers x Baltimore Ravens
13/dez – New York Giants x Philadelphia Eagles
14/dez – San Francisco 49ers x Arizona Cardinals
20/dez – Carolina Panthers x Minnesota Vikings
21/dez – Washington Redskins x New York Giants
27/dez – Washington Redskins x Dallas Cowboys
28/dez – Chicago Bears x Minnesota Vikings

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Resumo da Semana


Muito bem, muito bom. Mais uma semana se foi e voltamos com um resumo da mesma.

Mais importante que qualquer outra coisa, ZortCast#3 está em processo de edição e promete ser uma episódio histórico. Aguardem, neste final de semana.

Vejamos, a melhor notícias de todas começa no final da semana e continua nesta. Sábado, dia 15, os fãs do rock and roll comemoraram o 40º aniversário do maior festival da história, o Woodstock de 1969. Mais do que um simples festival de música, os mais de 500 mil jovens que se reuniram em uma fazenda na cidade de Bethel, Nova Iorque, marcaram o ponto alto do movimento de contra cultura, social e político, que marcou o final da década de 60 e toda a geração seguinte.

The Who; Jenis Joplin; Joe Cocke; Jefferson Airplaine; Jimi Hendrix; Crosby, Stills, Nash and Young; Grateful Dead e todos os grandes nomes da música estavam presentes na maior comemoração da liberdade de expressão já registrada.

Assim, como muitos, esse blogueiro gostaria de ter participado desta festa.

Ah, e se você não sabe do que estou falando, meus pêsames, você é um inútil.


Nesta semana, a música também perdeu mais um ícone. Les Paul, inventor da guitarra elétrica mais famosa do século, morreu devido à complicações de uma pneumonia, aos 94 anos de idade. Entre os artistas que se eternizaram com o instrumento inventado por Les Paul, estão Jimmy Page do Led Zeppelin, Pete Towshend do The Who e Slash do Guns N''Roses. "Como pai da guitarra elétrica, ele não foi apenas um dos maiores inovadores do mundo, mas uma lenda que criou, inspirou e contribuiu para o sucesso de músicos em todo o mundo", afirmou o presidente da Gibson Guitar, David Berryman.


No esporte, o primeiro turno do Brasileirão está quase encerrado. Palmeiras está na frente e pode ficar lá, desde que Internacional e Atlético Mineiro empatem. O São Paulo venceu um jogo importantíssimo e está sim na briga pelo título, apesar de atrás de outros times.


Na política nacional o Palácio do Planalto contínua maior cliente das pizzarias de Brasília, mesmo a entrega muitas vezes sendo proibida com truculência pela segurança do local. Vide post no blog aqui.


Quer saber, até tem mais coisa pra falar, mas antes que isso tudo estrague a energia que o Woodstock continua a emanar, para esse resumo por aqui.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

70 anos de “Mágico de Oz”


Há exatas sete décadas, era lançado um dos maiores clássicos da história do cinema moderno. “O Mágico de Oz”, que conta a história da menina Dorothy, o leão covarde, o homem de lata e o espantalho, percorrendo a estrada de tijolos amarelos até a Cidade de Esmeralda para encontrar o mago que dá nome ao filme, emocionou e surpreendeu todas as gerações desde sua primeira exibição.

O filme é considerado revolucionário, pois é a primeira obra do chamado cinema fantástico. Nenhum cenário que aparece no filme é real, cada detalhe foi criado e projetado para transformar o ato de assistir à obra, algo único. Um conto de fadas que irá povoar o imaginário de todas as gerações por toda a eternidade.

Confiram o trailer:

Contos e Crônicas da Vida Moderna - Beto

O carro deslizava pela estrada por pouco mais de 4 horas. Aquele sim era o sonho americano que ele um dia tivera.


Beto tinha apenas 7 anos e ainda morava em Minas Gerais quando ganhou sua primeira replica de um Mustang, seu pai logo tratou de lhe explicar que aquele havia sido o melhor carro já projetado. Um verdadeiro “Muscle Car”, ele não tinha um simples motor de baixo do capo, mas três centenas de cavalos bem treinados. Músculos, que moviam os 1300 Kg de estilo moldado em aço.

O velocímetro indicava naquele instante pouco mais que 110 milhas por hora, no rádio Bob Dylan cantava aos berros a letra que fazia total sentido naquele momento:

When you got nothing, you got nothing to lose
You're invisible now, you got no secrets to conceal.
How does it feel
How does it feel
To be on your own
With no direction home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?

Para ele, era maravilhoso estar àquela velocidade, atravessando o território Norte Americano, pela Highway 61, na companhia de um dos melhores álbuns de Dylan, que levava o mesmo nome da rodovia, lançado dois anos antes da fabricação daquele Mustang. CD comprado poucas horas antes de ele começar a aventura, em uma loja de música no centro de New Orleans, nada mais propício.


Era um sinal...

Para ele, seguir esses sinais, o levou da inexistência de um futuro no Brasil, para uma vida cheia de grandes experiências na terra das oportunidades.

Dessa vez, o sinal que fez Beto, largar tudo que tinha, para viver na estrada, com os sonhos que teve na infância. “Ballad of a Thin man” já tocava novamente quando ele passou por Mississippi. A cidade lhe fez lembrar de outro sucesso de Dylan, precisava parar por ali algumas horas. Uma boa olhada no Delta Blues Museum, foi mais que o suficiente.

Ele tinha bastante dinheiro, grande parte para pagar um casamento que nunca mais aconteceria. A noiva o traia com o chefe. Agora, ele estava lá, com toda aquela grana, com a certeza de que ela estava ganhando um destino mais justo que qualquer outro fim.

Havia um longo caminho passando pelo Tennessee, Arkansas, Missouri, Iowa e Wisconsin, até finalmente chegar à Minnesota, 2300 km depois.
O dia já terminava quando ele finalmente chegou à Menphis, Tennessee. Ia procurar um bom hotel para passar a noite. Logo na entrada, ela estava lá, dando chutes e mais chutes no pneu furado de seu New Beatle.

Era hora de fazer sua boa ação do dia. Ao contrário do que muitos podem pensar, ele nem tinha tido tempo de analisar a “dama em apuros”. Somente quando desceu do carro, percebeu que ela era na verdade, uma jovem muito atraente e bem arrumada. Ao verificar sua situação, ele não se surpreenderia se ela não confiasse nele como um bom samaritano.

Foi mais fácil trocar a pneu daquele carro do que ele imaginou, geralmente os velhos parafusos do Mustang demoravam mais a sair e entrar. Ainda assim, a luz do dia já havia há muito se posto no horizonte. Julia, como ela se apresentou, fez o coração de Beto desistir de qualquer estrada, mas ele ainda não havia percebido isso.

“Como posso agradecer?”, ela perguntou. “Conhece um bom hotel?”, disse limpando a mão em um pano que guardava no porta malas do velho Ford V8. “Meu Tio tem um hotel bem confortável há umas quadras daqui, me siga”.

Em alguns minutos, eles chegaram em um hotel cinco estrelas, que ele nunca havia sequer imaginado estar. Assim que ela parou o carro e passou o comando para um dos manobristas, explicando alguma coisa sobre um pneu furado e um estrangeiro simpático, ele fez questão de chamá-la.

“Julia, não posso pagar por algo desse tipo. Tenho mais alguns milhares de quilômetros pela frente”, disse tentando não parecer ingrato. Ela apenas fez um sinal para outro manobrista e disse. “Sai desse carro, já disse que o hotel é da família”, disse com aquela pose que só as mulheres sabem fazer.

Os dois entraram pelo hall do hotel, ela com uma postura de dama, ele com a cara de quem passava para uma dimensão paralela. “Espere aqui que vou conversar com o gerente do hotel”. A uns 30 metros, ela conversou com o atendente, que logo providenciou o aparecimento de seu superior. Eles conversaram por alguns minutos, olharam para Beto um par de vezes. Sem escutar o que diziam, ele parecia ficar nervoso. Ela voltou com aqueles olhos cor de mel focados nos do rapaz, que teve de segurar a vontade de olhar para outros andares inferiores do corpo da garota.

“Venha, tenho uma surpresa”, e passou por ele em direção ao elevador. “Tem bagagem?”, comentou enquanto ele tentava alcançá-la. “Está no porta malas é pouca coisa”. “Vou pedir para levarem ao quarto mais tarde”.

Beto nunca entrará e um quarto tão bem formulado quanto aquele.

“É uma das suítes principais. Meu tio separa para os grandes hóspedes, acho que ao me ‘salvar’ você entrou para essa lista”, disse com um sorriso de canto. As horas seguintes passaram com ele “passeando” pelo quarto e conhecendo melhor aquela maluca que ele havia conhecido. Para ele, o melhor, foi ela ter comentado sobre o álbum que ele escutava no carro. Não era todo dia que uma garota rica, bonita e com gosto musical apurado se dispunha a conversar com ele por horas e horas.

“Quer jantar?”, pergunto à ela, para só depois perceber que podia ter dado um passo maior que o permitido. Sem contar, como surpreender uma garota mais rica, que conhece a cidade muito melhor que você. “Podemos pedir alguma coisa na cozinha do hotel”, disse ela, percebendo que algum tempo os dois já estavam conversando lado a lado, encostados no encosto elevado da maior cama de casal que Beto havia visto em toda a vida.

“Qual o melhor prato de hoje? Faisão assado (ela fez uma cara de e ai? Que foi respondida com um dar de ombros), pode ser. Duas garrafas grandes de vinho tinto... Qual? O que você acharem que combina melhor. Duas taças e aquele doce que vocês sabem que eu adoro. Obrigado!”, ela desligou o telefone respondendo a cara de espanto de Beto. “Vinho nunca é demais”.

Algumas horas depois, a comida chegou. Eles acharam que o chão, de frente a lareira era a melhor parte do quarto para darem continuidade a conversa e matar a fome. Ela ficou fascinada ao saber como um filho de mecânico de uma pequena cidade brasileira, chegou aos Estados Unidos. Ele, acho que estilo e simplicidade podiam ser resumidos em um só nome, Julia. O Faisão saiu melhor que o esperado. As duas garrafas, já estavam vazias quando outras três foram enviadas pelo serviço de quarto.

Os dois sentavam lado a lado, encostados um no outro, ele queria sentir o perfume dela de perto e não cair de bêbado, ela para sentir o calor dele mais forte e não desmaiar de tanto tomar vinho. Foi ela quem deu o primeiro beijo, no pescoço dele, bem de baixo da orelha. Eles não fizeram questão de voltar para a cama.

Após as primeiras horas de paixão carnal ele foi buscar um cobertor e os dois se enrolaram debaixo dele.

Na manhã seguinte, ele não pegou a estrada, ficou lá.

E assim foi pelos três dias consecutivos.

Queria ir, mas não conseguia mais largar aquela moça.

“Vem comigo?”

“Não dá, não posso largar tudo...”

“Você pode o que você quiser”, disse ele, colocando a última camisa na mochila.

“Quando você não tem nada, não tem nada a perder”.

“Hah... Bob Dylan. É verdade, eu não tinha nada a perder. Hoje eu tenho você. Não quero largar, mas preciso, pela primeira vez na vida, terminar de verdade um projeto que comecei.”

Eram pouco mais de 2h da tarde. Ela ainda não avisará ninguém, mas estava em outra, do lado dele.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

“Pizzaria Genérica”


Para finalizar o dia que correu extremamente bem, nada melhor que um pouco de bom humor inteligente.

Um grupo de manifestantes foi a Brasília para protestar de forma inteligente e diferente contra o arquivamento dos 11 casos contra o presidente do senado José Sarney (PMDB-AP). Eles tentaram entregar 11 caixas de pizza estilizadas, com os dizeres “Pizzaria Gnerica”, com o mesmo símbolo e desenho que as caixas de medicamento, para o presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ).

A ideia foi genial, pena que foram barrados pela segurança da casa.

Sarney enfrenta diversas acusações por irregularidades em seu mandado, principalmente em casos de Atos Administrativos não Divulgados, conhecidos popularmente por Atos Secretos. A desculpa de Duque para o arquivamento dos caos foi considerar que não haviam provas suficientes para dar continuidade ao processo.

Em entrevista para o jornal carioca O Dia, Duque afirmou que “a opinião pública foi manuseada no Rio, Brasília, São Paulo e Minas Gerais contra o atual presidente da Casa. Todo mundo xingava o Sarney”.

Ai eu digo “ta, agora todo mundo é panaca. Se não havia nada para provar, então por que havia algo para cancelar. Afinal, tudo que foi decidido nos Atos Secretos, foi devidamente cancelado”.

É como pedir pizza, entregarem errado, enviarem outra e dizerem que não ocorreu erro algum.

Olha, to achando que tem cebola nessa pizza portuguesa...

Ps.: peguei a foto emprestado no Terra e é do fotografo Ed Ferreira/Agência Estado. Se os donos quiserem, tiro do ar.

Sobre o Post de ontem

Em certos momentos os gênios do esporte sabem o que fazer. Por maior que seja a paixão pelo esporte que praticou, Michael Schumacher, heptacampeão mundial da Formula 1, desistiu de voltar as pistas.

Motivo? O físico já não é mais o mesmo.

Dores no pescoço e na cabeça, devido a um acidente de moto no início do ano. O que já demonstrava que, aos 42 anos, já não estava mais em condições de passar horas no limite do corpo e da concentração.

Não tenho dúvida alguma, de que ele seja mais piloto que Luca Badoer, italiano que testa os carros da Ferrari de 2000, não sabe o que é pontuar na categoria e não participa de provas oficiais desde 1999, quando representava a extinta Minardi.

O esporte perde com a decisão do alemão, mas ele sabe que não vale a pena o desgaste físico.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Entre a saúde e o funeral

É uma linha muito tênue que divide o limite entre o que é saudável e o excesso, quando falamos sobre esporte de autorendimento e a pratica saudável de exercícios físicos. Mesmo sendo supervisionados. Prova disso, foi o SporTv Repórter desse final da semana, que demonstrou como o esporte pode agravar doenças graves, principalmente os diversos tipos de esclerose. Casos de pessoas relativamente saudáveis, que na verdade, desenvolvem diversos problemas de saúde na busca pela saúde perfeita.

Ainda assim, demonstrou como o mesmo exercício, pode ser uma arma fundamental para combater os sintomas dessa e de outras doenças ainda mais graves. Além de ser algo fundamental para uma vida longa e bem vivida.

Como saber se estamos no limite?

Difícil de se responder. Quem gosta de praticar musculação e outros esportes com regularidade, sabe que na verdade, vivemos na busca para elevar nossos limites e irmos cada dia mais longe.

Já passei do tempo que gostava de passar horas treinando dentro de uma piscina, nadando quilômetros, para depois ficar mais uma hora em um aparelho ergométrico e finalmente passar para musculação. Para só depois, descansar um pouco. Rotina que levei dos 14 aos 17 anos.

Que se não me rendeu alguma doença grave. Lembro de sextas-feiras de completa exaustão, até o dia em que simplesmente dormi quase 14 horas seguidas.

Sinto saudade do preparo físico, mas meu ombro faz questão de me lembrar, de tempos em tempos, que nem tudo foi “chá com bolinhos” nesse período.

Quem me conhece, sabe que nunca estive 100% em forma, sempre desfilei uns quilinhos a mais. Mas prefiro assim e praticando exercícios de forma regulada, do que acabar com meu corpo de forma desenfreada.

O futebol, esporte que move as multidões pelo mundo, sofreu mais uma vez com a perda de um atleta. Dani Jarque, 26 anos, capitão da equipe do Espanyol, da cidade de Barcelona, ESP. No auge da forma física, do talento, da carreira, foi encontrado morto no quarto do hotel em que a equipe fazia a preparação para temporada 2009/2010.

Motivo? Ao que tudo indica, problemas cardíacos. Tudo ficará comprovado dentro de alguns dias, quando sair o resultado da autópsia do corpo de Jarque. Foi assim com ele, com Serginho, do São Caetano; com Antonio Puerta, do Sevilla; e outros tantos atletas.

Ai ressoa a pergunta, será este o caminho ideal para o esporte? Ou será que seria melhor, se voltássemos aos dias em que o futebol era cadenciado, técnico e até mais bonito de se ver.

Fica a discussão: e a evolução? Somos frutos da nossa própria busca contínua pela superação e crescimento. Dentro de um ambiente onde o ser humano, seria facilmente extinto, se não tivéssemos desenvolvido uma inteligência abissalmente superior a de qualquer der vivo desse planeta (vai saber de outros né?!).

“Homo homini lúpus” (O homem é o lobo do homem), diria Thomas Hobbes sem nunca imaginar que sua célebre frase um dia seria usada por um jornalista, escrevendo uma rápida coluna de esportes.

Vamos esperar para ver onde isso vai dar...

domingo, 9 de agosto de 2009

Resumo da Semana

Fim de semana vai se encerrando e cá estamos nós blogando novamente.

Dia dos Pais se foi, parabéns a todos os pais, principalmente o meu.

Vamos ao que interessa, um resumo jornalístico da semana. Para variar, nenhuma notícia mudou o mundo. Quem tentava fazê-lo, morreu no processo. Nessa semana encontraram o corpo do brasileiro Gabriel Buchmann, que resolveu cagar no pau no outro lado do Oceano.

Que fiquem registradas minhas condolências aos familiares e amigos. Mas que também fique registrado que o problema é todo deles. Ele foi por que queria, com dinheiro que tinha, dispensou o guia pois se achava competente o suficiente para escalar a montanha sozinho. Agora, vêm reclamar que o Itamaraty não ajudou? Reclamam que tiveram que gastar US$25 mil para as equipes de resgate do Canadá. Sim, e se preparem, ai vem a conta de muitos outros gastos.

Tá lendo e achando ruim? Então paga as contas, pois se não percebeu: grana do Itamaraty, é do governo, por tanto de impostos, por tanto é sua cara-pálida...

Ainda se ele estivesse lá a serviço da pátria. Mas não, foi lá pra vivenciar a pobreza de perto. Como se o Brasil não tivesse problemas suficientes no nordeste.

A realidade nem sempre agrada...



A Influenza A H1N1 continua por ai.

Ninguém mais sabe quantos realmente estão contaminados, da noite pro dia os números de mortes dobraram. E o pior está chegando.

Se bem, que nessas horas o pior sempre está chegando.



No Futebol, as coisas continuam na mesma.Quem tava na frente, em primeiro, continua lá, mesmo que alguns pentelhos fiquem cantando que estão chegando.... Falta chegarm empatar e quem sabe, passar.

Gosto do time do Barueri. Sem muito alarde. U time arrumado, que não deve desperdiçar chances de ganhar pontos dos times que vacilarem. Pode ser o fiel da balança na reta final do torneio. Para mim, Atlético Mineiro e Goiás não chegam entre os quatro primeiros.

Para mim, dois cariocas caem pra segundona.



E a melhor notícia da semana? Vejam!



Para finalizar, escrevo escutando Information Society. Banda formada em 1981, que foi precursora de outras como Duran Duran. E eles estavam tocando no Faustão. Mas isso não me assustou, mas sim o fato da platéia saber a letra sem passar no telão!

Não é para menos, é a 8º vez que eles passam aqui e já estiveram na trilha sonora de três novelas.

Fato, os caras continuam tão bizarros quanto antes.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

ZortCast - Episódio 2 - Alacabula magicabula bibidi bobidi bu!



Senhoras e Senhores!


Fabulosamente, a Duzão & Salgado Entertainment Association presenteia-os com o segundo episódio de ZortCast, um podcast sem sentido, mas com conteúdo! Nele, Duzão, Gabi & Joey Salgado foram enfeitiçados (ou amaldiçoados?) pelo sucesso do recém lançado nos cinemas Harry Potter e o Enigma do Príncipe!


Neste episódio, descubra porque J. K. Rowling virou um dos maiores fenômenos da literatura, saiba que, de acordo com Stephen King, podemos vivenciar o estabelecimento de um possível clássico histórico, saboreie o vasto conhecimento do Mundo Potteriano de Duzão e Gabi e note que não é porque o livro existe, que o mesmo deve ser usado na sua adaptação cinematográfica!


Tempo de duração: 57 min.

Atenção! Contém spoilers!



Ouça agora com o player abaixo, ou faça o download do episódio!







Notícias da quinzena:








Links relacionados ao episódio:





Dicas da vez:



- Dream Theater, Black Clouds & Silver Linings (CD, 2009).

Comentários, críticas & pitacos: zortcast@gmail.com

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Contos e Crônicas da Vida Moderna – Aristides

“Espera ai, cadê minha barriga mermão!”

Pois é, assim como você, caro leitor, o médico parado a frente do autor dessa exclamação, não entendeu o porquê da surpresa.

Para tal, voltemos um pouco no tempo.


Ele tinha passado os 42 anos de sua vida, comendo muito ‘bolovo’, torresmo e bolinho de bacalhau, regados a muita cerveja gelada em uma lanchonete na beira de uma praia do Rio de Janeiro. Carioca da gema, o porteiro Aristides dos Santos, nascido e criado em uma família de baixa renda, sempre estudou em pequenos colégios particulares. Mesmo com uma preparação acima da média, o rapaz sempre procurou um trabalho que lhe rendesse horas e horas de ócio produtivo.

A vaga de porteiro em um complexo de escritórios quase de frente para a praia da Copacabana serviu como uma luva em seus “projetos de vida”. Seu dia a dia se resumia a: atende ao telefone, interfona pra um escritório, atende ao telefone, abre a porta para a garota cheia de sacolas, uma passada no banheiro, uma checada nas câmeras de segurança, um cigarrinho, um cafezinho, atende ao telefone...

Simpático e boa pinta, o rapaz moreno de cabelos sempre bem aparados chamava a atenção das madames e garotas que passavam diariamente pela guarita do prédio. Até os 30 anos, teve casos com metade das funcionárias que trabalhavam no prédio. Desde secretárias até a ‘Morena do 310’, que os colegas concordavam ser maravilhosamente gostosa e era uma das advogadas mais competentes do Rio de Janeiro.

Ainda assim, sua dieta alimentar supracitada, um dia fez efeito, a barriguinha de cerveja e quitutes estava superando a maratona de exercícios que ele fazia todo dia ao pegar o ônibus. Os quilinhos a mais chegaram, as mulheres se foram.

Era isso.

Silvano, seu irmão, mais burro, porém igualmente mais ambicioso, se formou em Educação Física e conseguiu um bom trabalho como assistente de um preparador físico de um clube de futebol em São Paulo.



Foi com muita alegria que Aristides havia recebido pela primeira vez em 20 anos de empresa, 30 dias de férias no meio do ano. Ele havia sido o único porteiro a receber tal agrado. “Vocês está aqui há alguns anos já, merece um agrado desses”, comentou seu chefe.

Era hora, finalmente iria visitar o irmão e cair matando na noite paulistana que tanto chamou a atenção dele em um programa da TV a cabo no meio da madrugada. “Mulheres, muitas mulheres...”



Assim, Aristides chegou a São Paulo após agradáveis 10 horas de trânsito no caminho entre as duas cidades. Ele e Silvano, não tiveram dúvida, churrascaria e muita cerveja para festejar o encontro.


Tudo ótimo, só que os sequentes excessos do homem, foram o suficiente para debilitar alguns órgãos, e naquele dia, seu corpo resolveu abrir o bico, passando mal, ele deu entrada em um grande hospital da cidade, que possuía uma estranha movimentação logo na porta de entrada. Sorte, que o time onde o irmão trabalhava era parceiro do centro médico, o que garantiria a qualidade no serviço.

Operado com urgência, o porteiro enfrentaria outra cirurgia para a colocação de mais uma ponte de safena.

Pelo menos estava vivo.

E foi assim, que finalmente Aristides acordou no dia seguinte, sentindo falta de alguma coisa. Sua barriga havia sumido. Alguém tinha feito uma grande besteira naquele hospital.
“Outro Aristides, que operou a mão, também tirou um pouco de barriga. A enfermeira se confundiu e você ganhou um upgrade...”, explicava a encabulada diretora do hospital. “Era jogador do time, sob um nome falso”, completou o irmão.



Aristides não entendia, ele veio para a cidade ganhar mulheres, não perder quilinhos. Como explicar isso para o pessoal. Como dizer a eles que tudo era um engano. Seria motivo de piada em todas as praias do Rio.

Um pouco depressivo, passou os dias seguintes das férias sob os cuidados da cunhada, que prometerá ao noivo, cuidar de Aristides e não deixar que ele comesse nada proibido pelo médico. O carioca descobrirá nos jornais, dias depois, as manchetes sobre a “lipo” escondida do jogador. Mal sabiam que havia sim um Aristides com uns quilinhos a menos.

Mais em forma do que nunca em sua vida, o porteiro voltou para casa.



No primeiro dia de trabalho, todos tiraram sarro, como ele esperava. Quando contou a história, foi pior ainda.

Algumas horas depois, ela saiu do elevador e se deparou com a ‘Morena do 310’. Ela claramente se surpreendeu com o novo-velho Aristides. Cumprimentaram-se cordialmente. E quando ela ia entrando no elevador, veio o tiro fatal.

“Sabe Aristides, to precisando de VOCÊ, na minha sala, daqui a uns 30 minutos. Por favor...”. E entrou, sem esperar por uma resposta, logicamente positiva.

Ninguém acreditou, mas ela e ele sabiam. Os velhos tempos voltaram! Que segurem o Aristides...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Agosto de 2009, Sociedade Esportiva Palmeiras faz história

Ao contrário do que alguns dirigentes afirmaram nas últimas semanas, de que no Brasil “é impossível manter um jogar quando chega a proposta de fora”, o Palmeiras garantiu que não irá se desfazer de nenhum jogador nesta inter-temporada. Apesar do volante Pierre, o meia Cleiton Xavier e o meia-atacante Diego Souza, terem propostas para sair da equipe, a parceira Traffic e a diretoria do clube bancaram as diferenças e garantiram a permanência dos atletas até o final do Campeonato Brasileiro 2009.

E daí?

E daí que isso é inédito no esporte nacional.

O Pierre não aceitou uma proposta do milionário mundo árabe para ficar no Verdão. Isso, por que mesmo com os 70% de aumento, ele ainda deve ganhar 200% a menos que o oferecido pelos empresários estrangeiros. Também, deixou de ir para a equipe do Espanyonal, vizinho do Barcelona e outra equipe que não foi confirmada.

"Nós queremos que o Palmeiras seja campeão. Se o Palmeiras chega e fala que tal jogador é importante para o time, tentaremos mantê-lo. Nunca vamos comercializar um jogador que o Palmeiras não quer se vender. O Pierre tinha três propostas, mas atendemos ao pedido de Palmeiras", diz J.Hawilla, dono da parceira.

Sim, o Palmeiras terá de mexer muito em seus cofres para ficar como atleta. Até ontem, tinha 25% do passe do jogador, hoje, é dono de 100%. Isso tudo, para compensar a “perda” dos empresários que gostariam de vender o jogador.

Por quê?

Simplesmente por que quer ver o jogador vestindo a camisa verde até o final da carreira.

Quando vai ocorrer alguma transferência?

"Só por cima de meu cadáver. Não sou presidente de um banco, mas de um clube de futebol. E se for para desmanchar meu time que pode ser campeão, vou-me embora, peço demissão", afirmou o presidente do clube, Luiz Gonzaga Belluzzo.

Lógico, que devido a idade e a qualidade, Diego Souza e Cleiton Xavier podem, em um futuro próximo, deixar a equipe. Mas somente com títulos e valorizados.

É fundamental que eles sigam a carreira na Europa, para desenvolverem todo seu talento. Mas tudo terá seu momento.

Se essa política continuar, pode ser que finalmente os clubes do Brasil estão aprendendo que manter os jogadores e uma equipe de ponta, é mais lucrativo do que as sequentes e inconsequentes, transferências semi-milionárias do país.

A nota triste, é que os clubes ainda dependem da boa vontade de parcerias. Mas Belluzzo afirma que os investimentos nas categorias de base, devem amenizar esse efeito em alguns anos.

Enfim.

Dias históricos estão por vir no Brasileirão 2009!

Na Folha de S. Paulo de Sábado

Só para quem pegou o bonde andando no meu último post e precisa de uma luz sobre a coluna que o jornalista Juca Kfouri comentou, segue a mesma logo ai abaixo...


Por: Juka Kfouri

Deixem Jesus em paz

Está ficando a cada dia mais insuportável o proselitismo religioso que invadiu o futebol brasileiro

MEU PAI , na primeira vez em que me ouviu dizer que eu era ateu, me disse para mudar o discurso e dizer que eu era agnóstico: "Você não tem cultura para se dizer ateu", sentenciou.
Confesso que fiquei meio sem entender.

Até que, nem faz muito tempo, pude ler "Em que Creem os que Não Creem", uma troca de cartas entre Umberto Eco e o cardeal Martini, de Milão, livro editado no Brasil pela editora Record.

De fato, o velho tinha razão, motivo pelo qual, ele mesmo, incomparavelmente mais culto, se dissesse agnóstico, embora fosse ateu. Pois o embate entre Eco e Martini, principalmente pelos argumentos do brilhante cardeal milanês, não é coisa para qualquer um, tamanha a profundidade filosófica e teológica do religioso.

Dele entendi, se tanto, uns 10%. E olhe lá.

Eco, não menos brilhante, é mais fácil de entender em seu ateísmo.

Até então, me bastava com o pensador marxista, também italiano, Antonio Gramsci, que evoluiu da clássica visão que tratava a religião como ópio do povo para vê-la inclusive com características revolucionárias, razão pela qual pregava a tolerância, a compreensão, principalmente com o catolicismo.

E negar o papel de resistência e de vanguarda de setores religiosos durante a ditadura brasileira equivaleria a um crime de falso testemunho, o que me levou, à época, a andar próximo da Igreja, sem deixar de fazer pequenas provocações, com todo respeito.

Respeito que preservo, apesar de, e com o perdão por tamanha digressão, me pareça pecado usar o nome em vão de quem nada tem a ver com futebol, coisa que, se bem me lembro de minhas aulas de catecismo, está no segundo mandamento das leis de Deus.

E como o santo nome anda sendo usado em vão por jogadores da seleção brasileira, de Kaká ao capitão Lúcio, passando por pretendentes a ela, como o goleiro Fábio, do Cruzeiro, e chegando aos apenas chatos, como Roberto Brum.

Ninguém, rigorosamente ninguém, mesmo que seja evangélico, protestante, católico, muçulmano, judeu, budista ou o que for, deveria fazer merchan religioso em jogos de futebol nem usar camisetas de propaganda demagógicas e até em inglês, além de repetir ameaças sobre o fogo eterno e baboseiras semelhantes.

Como as da enlouquecida pastora casada com Kaká, uma mocinha fanática, fundamentalista ou esperta demais para tentar nos convencer que foi Deus quem pôs dinheiro no Real Madrid para contratar seu jovem marido em plena crise mundial.

Ora, há limites para tudo.

É um tal de jogador comemorar gol olhando e apontando para o céu como se tivesse alguém lá em cima responsável pela façanha, um despropósito, por exemplo, com os goleiros evangélicos, que deveriam olhar também para o alto e fazer um gesto obsceno a cada gol que levassem de seus irmãos...

Ora bolas!

Que cada um faça o que bem entender de suas crenças nos locais apropriados para tal, mas não queiram impingi-las nossas goelas abaixo, porque fazê-lo é uma invasão inadmissível e irritante.

Não é mesmo à toa que Deus prefere os ateus...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Na Folha de S. Paulo de Domingo

Concordo, apoio, re-publico e gostaria que algum jogador realmante tivesse a coragem de fazer isso. Liberdade, seja ela de religião, ideologia, cultura e todas mais; só servem de muleta para aqueles que se firmam na falsa morosidade em que vivemos neste "Brasil de todos os santos".

Por: Juca Kfouri

Jesus é uma farsa!

Como reagiriam aqueles que defendem o merchan religioso nos gramados se alguém vestisse a camiseta acima?

IMPRESSIONANTE como muita gente lê o que quer e não o que está escrito.

Fora, é claro, o preocupante analfabetismo funcional e a conhecida demagogia dos que pegam uma caroninha em tudo.

Houve quem visse tentativa do colunista em cercear a liberdade religiosa na coluna passada.

Desafia-se aqui quem quer que seja a demonstrar uma vírgula sequer neste sentido.

Reclamou-se, isso sim, da chateação que o proselitismo religioso causa em quem quer apenas ver um jogo de futebol, ao mesmo tempo em que se defendeu que cada um se manifeste como quiser nos locais apropriados.

Houve também quem não se lembrasse de ter lido aqui manifestações contra atletas que fazem propaganda de cerveja.

Para esses só resta indicar memoriol, porque não só são criticados os esportistas que fazem propagandas do gênero como, também, quem usa espaço esportivo para tal, seja ou não jogador.

E não me venha ninguém dizer que os tais atletas de Cristo são bons exemplos neste mundo de pecadores, pois basta olhar para Marcelinho Carioca e ver que as coisas não são bem assim.

E que fique claro que o colunista gosta, muito, de cerveja, assim como inveja os que creem, porque deve ser uma boa muleta para suportar as agruras da vida e para alimentar a esperança da compensação de uma vida eterna.

Posso garantir, no entanto, que nem mesmo nos momentos limites que já vivi apelei a alguma força superior que me salvasse.

E não foi para ser intelectualmente coerente.

Mas chega a ser divertido ver um político que tem crescido feito rabo de cavalo, para baixo, conhecido por sua homofobia, sinônimo de preconceito, querer dar lição de moral, como um obscuro ex-deputado federal, hoje apenas vereador, que buscou alguns votinhos adicionais ao entrar na polêmica.

Polêmica que rendeu coisa de 120 mensagens eletrônicas de leitores desta Folha para minha caixa postal, surpreendentemente a favor da coluna, coisa de 80%, embora índice compreensivelmente menor de aprovação do que nos quase 500 comentários no blog.

E aí é motivo de satisfação constatar que só a esmagadora minoria não é capaz de entender a ironia da frase "Deus prefere os ateus", usada no fecho da coluna.

Aos que pediram que a coluna se limite ao futebol, um aviso: não há nenhuma atividade humana que não possa ser relacionada ao futebol, razão pela qual o espaço seguirá sendo preenchido desse jeito.

Finalmente, uma ponderação óbvia: deixar o campo de futebol para que nele se dispute só o jogo acaba por proteger os fundamentalistas de algum herege que vista uma camiseta com os dizeres do título desta coluna, ali escritos apenas à guisa de provocação.

Já imaginou?

Seria uma delícia ver a reação dos que brandiram até a Constituição, que garante a liberdade religiosa, como se o colunista tivesse agredido seus princípios.

E, por falar em futebol, a coluna de amanhã será sobre a 15ª rodada do Brasileirão. Até lá.

Momentos da vida moderna

Nada deixa um jornalista que gosta de escrever mais angustiado que a tela em branco do Word. Isso tem acontecido muitas vezes comigo, abro o programa e fico horas pensando sobre o que irei escrever, mas nada vem. Ai resolvo que PE melhor ir fazer alguma outra coisa, antes que quebre a tela do computador ou simplesmente escreva qualquer porcaria para dizer que não passei em branco.

E isso me faz ponderar, será que eu perdi a criatividade/vontade/tesão de escrever ou será que o mundo ficou mais chato/repetitivo/”brochante”? É algo que você pode passar horas a fio sem saber ao certo a resposta. São em momentos como esse que desisto das fontes de inspiração que normalmente utilizo, para momento de muito bate-papo sem sentido com um amigo tomando um chopp e jantando em algum lugar em que a comida é boa e farta.

Ontem reencontrei um velho amigo, acho que uns 12 anos de amizade são suficientemente bons para se tornar “velho amigo”. Entre falar dos tempos em que nossas grandes preocupações eram bater bafo depois de jogar bola e os dias de hoje, que nos preocupamos em ganhar dinheiro, para pagar contas e sair com os amigos/namoradas, tivemos certeza de uma coisa, estamos ficando velhos. Não velhos idosos, gagas, mas o tempo está passando. Encontrar pessoas da época do colégio é hoje ter à frente profissionais de sucesso, ou não, homens e mulheres que darão prosseguimento em sua vida profissional, ou não. Triste não é? Saber que pessoa que trilharam parte do mesmo caminho que você podem não obter sucesso profissional algum. Isso não faz delas seres “menos” humanos, nem pessoas que você não gostaria de ter em seu churrasco. A transforma simplesmente em um fracasso profissional. E isso, é completamente possível. Plausível. Pelo simples motivo que alguém foi melhor que ela na profissão escolhida, não que ela seja ruim no que faz, mas existe, lá fora, alguém mais capaz e inteligente.

Isso tudo, eu figurei em minha mente no momento em que tomávamos o café, depois de alguns pratos de pãezinhos e sopas de diversos sabores de um rodízio de sopas (é isso também existe). Também falamos de mulher, futebol, churrasco e cerveja, produto que também consumimos nessa pacata noite de Santo André. Já passava das 23h quando demos por terminado nossa fome.

Voltei pra casa e dei continuidade a meu trabalho, vamos ver onde isso tudo vai dar.

domingo, 2 de agosto de 2009

UC Men’s Octet

Bom, mais uma vez, demorei um bom tempo para mostrar mais alguma coisa de legal no meu blog, mas essa realmente é foda, e creio que todos que curtem música vão gostar dessa. A Universidade da Califórnia tem um grupo formado por oito cuecas, que cantam a Cappella vários sucessos de várias épocas diferentes, sempre com muito bom humor. O UC Men’s Octet foi fundado em 1948 e foi o precursor de vários outros grupos formados em universidades do Oregon, Califórina e Stanford.

Os caras também foram convidados a se apresentar na Bekeley, considerada a melhor universidade de música do mundo. O grupo se apresenta constantemente na região da baia de San Francisco. O exagero dos caras fica pelo fato de sempre terem de competir em esporte, arte ou qualquer outro assunto. Por isso foi criado o International Championship of Collegiate A Cappella, regulamentado pela NCAA, que regula todos os torneios universitários dos EUA, que eles venceram em 1998 e 2000. Eles já çançaram 14 álbuns, mas nenhum chegou às terras tupiniquins. Seguem dois vídeos dos caras: