segunda-feira, 31 de maio de 2010

O último post...

Se for contar o tempo que passei blogando no UOL e no Blogger, foram mais de cinco anos alimentando esse ser que chamo de “Blog do Duzão”. Um grande companheiro para as boas horas e para os maus momentos. Cada espaço desse blog foi preenchido com histórias, ideias e experiências deste que aqui escreveu e viveu. Despedir-me do meu blog é como dizer adeus a um grande amigo, aquele que você dá boas risadas, toma algumas cervejas junto e gasta anos desenvolvendo um bom relacionamento.

Ainda assim, existe uma coisa que alivia tudo isso. Estou me unindo a grandes amigos para poder começar um novo projeto, um novo blog, um novo espaço para desenvolver as ideias que antes vinham parar aqui. A partir de agora, você irá encontrar tudo que normalmente você leria aqui no meu blog, no novíssimo Botecagem S.A.”! Se você era um leitor desse blog, creio que terá prazer em se tornar um frequentador de nosso amado bar.

No tempo em que este foi meu endereço, publiquei aqui cerca de 300 textos, 19 Podcasts e tive umas 20 mil visitas. E agradeço a todos por cada uma delas.

Quem sabe um dia eu volto a reviver meus dias de Blog do Duzão, mas até lá, aceito a sua visita na mesa do boteco.

Obrigado e até o próximo Blog!
Um abraço,
Duzão!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Contos e Crônicas da Vida Moderna: A resposta sem pergunta

João era uma pessoa comum, com um emprego normal, um nome nada diferenciado, uma vida igualmente sem graça e uma aparente incapacidade de se adaptar a um mundo que um dia venha a ficar sem tecnologia. Fato comprovado por ele mesmo em um dia em que perdeu a chance de fechar um grande negócio, terminou um relacionamento e chegou atrasado a diversos outros compromissos, devido ao que ele chamou de “mau funcionamento do seu aparelho celular”. Um equipamento capaz de realizar inúmeras tarefas, menos funcionar sem que a bateria fosse devidamente carregada.

Aparentemente, só havia uma coisa na vida de João que o fazia diferente de todas as pessoas, ou quase todas. Ele tinha certa obsessão por um determinado número. Um número e uma teoria. Que ele havia encontrado ainda jovem quando leu pela primeira vez o livro “O Guia do Mochileiro das Galáxias”. Um dia de sorte para ele, era descobrir mais uma pergunta qualquer cuja resposta poderia ser 42. Afinal, poderia então, estar mais próximo de descobrir a resposta, ou melhor, a pergunta definitiva para o “A Vida, o Universo e Tudo Mais”. Cuja a resposta era 42.

Desde então ele passou a registrar mentalmente e em um pequeno caderno, toda e qualquer pergunta que podia de alguma forma, ter como resposta o nº 42. Algumas vezes ele falhava, como o dia em que se perguntou “quantos nomes diferentes sua mãe poderia ter lhe dado?”. Para sua infelicidade, ele não conseguiu escolher entre Antonio e Josenildo e preferiu fingir que essa pergunta nunca existira a admitir que a resposta fosse 43. Seguia assim, uma vida cheia de perguntas e uma resposta bem definida, mas nada realmente fazia a diferença e João simplesmente ia vivendo.

João tinha criado sites, grupos de discussão, teorias da conspiração e tudo mais. Nada escapava a seu olho. O ápice da paranóia havia sido mover mundos e fundos para se mudar para o apartamento 42, de um prédio de nº42, no centro da cidade. Infelizmente, ele não havia encontrado nenhum apartamento de 1942 em condições de ser habitado. Recentemente, João estava tentando criar um calendário maluco onde cada ano teria 42 meses de 42 dias, divididos em 42 horas cada. Porém, a descoberta de que isso incluía alterar as datas do passado, futuro e presente de todo o Universo como conhecemos, ou imaginamos conhecer, fez com que ele colocasse o projeto na gaveta. Isso também o fazia se contentar em reajustar seu próprio relógio para marcar um dia de 42 horas, de 42 minutos cada hora, compostos por 42 segundos, de forma equivalente a um relógio comum. E, logicamente, uma forma fácil de converter isso para o tempo comum em uma conversa com pessoas que ele consideraria “menos esclarecidas”.

A família de João já havia se acostumado com tamanha insanidade. Aliás, ficava surpresa que ele conseguia tamanha sanidade, ou fingimento, no dia a dia, fazendo com que quase ninguém percebesse a excentricidade proveniente do rapaz. Nem ligavam quando ele fazia uma piada dizendo que um banco 30 horas não lhe servia de nada. Ou mesmo quando ele passava pela sala berrando que estava atrasado para o compromisso das 26h21.


Aquele dia havia amanhecido estranhamente claro naquele planeta nos confins inexplorados da região mais brega do universo. João estava de folga e pensando nas mais improváveis perguntas sobre “A vida, o universo e tudo mais”. Para ele, as últimas 84 horas haviam sido muito produtivas e a resposta para a pergunta fundamental estava muito mais próxima do que ele podia imaginar quando lera o livro pela primeira vez.

A rua para qual havia mudado era muito calma, tendo como freqüentadores não mais que alguns carros por dia, muitos deles de pessoas que moravam naquele logradouro, e alguns poucos caminhões. Geralmente de mudança. Ao sair de seu apartamento naquele dia, sua empolgação em relação ao que se passava pela sua mente era tamanha, que nem se lembrou de olhar para os lados quando foi atravessar a rua. Naquele mesmo momento de estranho alinhamento cósmico, um motorista descuidado tentava entender onde ele estava geograficamente, num mapa da cidade virado de ponta cabeça. O acidente foi inevitável.


Eis alguns dados que, por ventura, João gostaria de ter tido conhecimento naquele instante: desde que havia saído pela portaria de seu prédio, João havia dado exatamente 42 passos. Aquele caminhão era nada mais, nada menos, que o 42º caminhão a passar pela rua naquela semana. Josenildo Antonio, o motorista perdido, tinha 42 anos, odiava seu segundo nome e pelo relógio de João, estava 42 minutos atrasado. João se tornava também, ao menos desde quando se tem informações, o 42º descendente de sua família a não morrer de causas naturais. Ou assim ele gostaria de ser sepultado. Não menos que isso, ele morreu 42 dias antes de completar 42 anos, uma data que tinha esperado desde quando leu a bendita obra literária pela primeira vez.

Contudo, nenhuma dessas informações realmente faria diferença para João. O que ele realmente gostaria de saber antes daqueles 42 passos até o final súbito de seu ser vivente, era que: se ele tivesse dado apenas duas olhadas para o lado naquele dia, teria atravessado a rua em cerca de 20 passos e estaria são e salvo na outra calçada. Teria continuado sua caminhada por pouco mais de 15 minutos de um relógio comum e entraria em um pequeno café, aonde raramente ia. Porém, lá encontraria uma moça muito simpática, com quem já havia cruzado uma meia dúzia de vezes. E que, naquele instante entendeu algo que poucas pessoas tinham entendido até então. Uma pergunta que tinha apenas uma resposta, que ela teria contato a João sem menores problemas. Mas quando aquilo lhe ocorreu, ninguém passível de compreensão estava lá. E antes dela conseguir chegar ao telefone um terrível e estúpido acidente ocorreu e a ideia, assim como João e o resto do planeta, se perdeu para sempre.


Feliz dia da Toalha para todos os nerds do planeta! Viva Douglas Adams (1952 - 2001)!

sábado, 22 de maio de 2010

ZortCast#19 - Nem Grafite nem Ronaldo, é o LÚCIO!



Senhoras e senhores!

Como parte do nosso plano para dominar o mundo, futebolisticamente, a Duzão & Salgado Entertainment Association presenteia-os com o décimo nono episódio do ZortCast, um podcast sem sentido mas com conteúdo! Nele, Duzão, Marin, Carioca & Joey Salgado discutem e criticam a convocação da seleção brasileira do técnico Dunga, para a Copa do Mundo de 2010.

Em mais esse episódio do programa, em um típico papo de bar no sábado à tarde, descubra quais os principais problemas da lista de convocados. Conheça o integrante do grupo sabe tirar um chopp como ninguém, mas não sabe absolutamente nada de futebol. Entenda como Carioca mudaria o desenho tático do time. Saiba que jogador poderia atuar em qualquer lugar do campo e veja qual a estratégia de Joey Salgado para montar uma defesa forte e consistente.

Tempo de duração: 59 min.

Ouça agora, com o player abaixo, ou faça o download do episódio.

Links relacionados:

Dicas da Vez

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Porque eu assisto Big Bang Theory...

Confesso que nunca fui aquele fã insaciável de série norte-americanas. Na minha infância assistia “Alf” e “Anos incríveis”, que tinha uma das melhores aberturas da TV graças à música “With a little help from my friends”, dos Beatles, mas na versão de Joe Cocker. Fora isso, nunca fui apaixonado por milhares de séries como muitas pessoas são.



Logicamente que a oferta na época era muito menor que a procura, mas ainda assim, havia muito mais séries que apenas essas duas.

Hoje, a televisão foi invadida por uma variedade infindável de séries e enlatados para TV. Porém, não podemos dizer que é exatamente uma variedade. Acredito que ao menos 50% do que é produzido são séries policiais de todo tipo; 30% são ficção cientifica; outros 10% são em hospitais, 5% são um lixo e os outros 5% são realmente boas. Isso não exatamente o que eu considero uma grande variedade de temas para séries.

Não que as séries individualmente sejam ruins. Muito pelo contrário, todas elas têm alguma coisa de legal, muitas delas tem alguma coisa de diferente e inovador. Mas no final, é tudo mais do mesmo. Nada que seja realmente inovador.

Big Bang Theory tem aquele ar simplista que séries mais antigas têm, assim como “Friends”. Ninguém precisa salvar o mundo, resolver a crise mundial, curar pessoas ou alguma coisa do tipo. São apenas amigos vivendo coisas do dia a dia, dando risadas e passando por perrengues como todos nós. Logicamente, com o devido extremismo em algumas cenas que não veríamos normalmente. Ou talvez veríamos... isso depende muito de que tipo de amigos você tem. Às vezes eu vejo... bom, que seja.

Para exemplificar o que eu digo, separei algumas das melhores cenas da série:







Assistir BBT para mim é, assim como “Two and a Half Men”, outra série genial, uma forma de dar risada de coisas que plausíveis no meu universo. Já que ainda não fui apresentado a nenhum vampiro, comandante interestelar ou uma pessoa que ficou em uma ilha perdida que se movia no tempo espaço. Levando em conta que sou irmão de um químico doutorando, cunhado de uma doutora em química e primo de dois físicos, sendo que um dele faz mestrado em matemática. BBT é muito mais plausível que outra coisa qualquer. E não me faltam amigos bêbados para a outra série.

Quem sabe, o dia que criarem uma série genial sobre Rock and Roll, surja a segunda temporada que eu mais gosto.

Para fechar, ainda descobri que a atriz que fazia a Winnie Cooper, em “Anos Incríveis”, fez uma ponta no episódio 12 de BBT, como Abby. Confira!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A força destruidora de um Riff

Ando numa fase musical bem divertida, relembrando grandes bandas que há muito tempo não ouvia e descobrindo novos sons. Na semana passada comecei a escutar com mais atenção uma nova banda, formada por velhos conhecidos. “Them Crooked Vultures” é formada por nomes já renomados: Josh Homme, guitarrista e vocalista do Queens of the Stone Age; David Grohl, baterista que passou por Foo Fighters e Nirvana; e John Paul Jones, baixista que tocou na maior banda da história, o Led Zeppelin.

Com uma formação cheia de grandes nomes, é lógico que os caras fazem um som bom pacas. E com isso, reforço minha teoria de que uma grande banda e um grande guitarrista são conhecidos por seus grandes riffs antes de solos milaborantes. Isto por que, por incrível que pareça, nem todo solista genial é um bom criador de riffs. E mesmo que um “riffista” não seja bom nos solos, ele geralmente leva vantagem com o grande público.

Josh Homme é um exemplo disso. Desde sua época de “Queens of the Stone Age” ele tem se provado um grande compositor, produtor e “riffeiro” de primeira linha. Uma das linhas de guitarra mais conhecidas da figura é “No one knows”, da época de QOTSA.



Outro som igualmente genial é esse aqui, desenvolvido em companhia de John Paul Jones. “New Fang” está no álbum de debute da banda “Them Crooked Vultures”, e é muito foda!



Música que conta também com uma pegada a lá John Bohan por parte de David Grohl na bateria.

Logicamente existem gênios capazes de criarem grandes riffs tão surpreendentes quanto os solos. Um deles é a lenda Ritchie Blackmore, co-fundador do “Deep Purple” e “Green Bullfrog”. Uma de suas criações mais conhecidas misturando solos e riffs é a boa e velha “Burn”, do álbum que leva o mesmíssimo nome, lançado em 1974.



Na conta de Blackmore também podemos colocar clássicos como “Smoke on the water”, “Strange kind of Woman”, “Space Truckin”, “Stormbringer” e “Highway Star”. Ainda assim, podemos eleger os reis da simplicidade na criação de músicas históricas. O Rolling Stones é, na minha opinião, a banda criadora dos riffs mais legais e simples da música.

É indiscutível a capacidade de Mick Jagger, Keith Richards, Ron Wood e Charlie Watts de criar clássicos do Rock and Roll. Um dos maiores exemplos disso é a música “You got me rocking”, um som genial, que basicamente tem três notas a música toda. Acha fácil? Então faça um som tão foda com essa simplicidade e você terá meu respeito.



Essa simplicidade genial é possível ser conferida em outros grandes clássicos da banda, como “Gimme Shelter”, “Start me up” e “Brown Sugar”.

É definitivo, nada é mais importante no mundo da música que o som fantástico de um riff bem criado e uma guitarra bem tocada. Para fechar, fiquem com uma banda e uma música que nem precisam de apresentação.



“Long live Rock and Roll” – R.I.P. Mr. Ronnie James Dio, o criador do simbolo do Metal! \m/

(1943 - 2010)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Cinco Vídeos de: Jack Bruce

Essa semana foi cheia de aniversários no mundo da música, por isso, vou fechar a semana com o mesmo tema que abri. Só que, dessa vez, será uma homenagem a um verdadeiro gênio do Rock and Roll. Jack Bruce, nascido em 1943, na Escócia, é um dos maiores baixistas que já caminharam sobre a terra. Filho de músicos, ele partiu para a mesma carreira e terminou formado pela Royal Scottish Academy of Music and Drama, onde estudou Violoncelo e Composição.

Bruce fez parte do grupo de músicos britânicos responsáveis pelo Big Bang do Rock and Roll mundial. Em um universo onde Beatles e Rolling Stones dominavam, ele fazia parte de um “selecionado” que elevaria a música a um novo nível. O baixista tocou com bandas como Graham Bond Organization e John Mayall & the Bluesbreakers, mas foi em 1966 que ele revolucionaria o Rock. Em companhia do baterista Ginger Baker – ídolo de ninguém menos que John Bohan – e o guitarrista Eric Clapton – que se você não sabe quem é, eu tenho pena de você – eles fundaram o “Cream”, o qual tem um ZORTCAST especial, que você confere AQUI!

Assim que o fim do Cream foi anunciado, ele foi tocar no “West, Bruce and Laing”, onde teve mais liberdade de compor e desfiar sua habilidade no baixo. A banda também não teve vida longa, mas produziu coisas muito boas, apesar de não ter a mesma expressão do “Cream”.

Depois dessa fase, Jack Bruce imergiu na sua carreira solo, que incluiria tocar com outros grandes gênios como Robin Trower, Peter Frampton, Mitch Mitchell e Buddy Guy.

Seguem abaixo, cinco vídeos onde podemos apreciar toda a capacidade musical do senhor Jack Bruce! Em um deles, o rapaz mostra que na gaita ele também é fenomenal. Bom final de semana para todos!













terça-feira, 11 de maio de 2010

Criatividade é tudo!

No mercado da comunicação, é sempre importante criar uma forma diferente de se impressionar e convencer seu chefe/entrevistador. O mercado está lotado, cheio de talentos e charlatões. É por isso que é fundamental criar novas formas de se apresentar, um novo cartão de visitas. Esse vídeo logo abaixo mostra como maximizar as suas chances de ser contratado por uma grande empresa!



Tá ai, agora corra atrás e faça sucesso nas agencias você também!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Cinco vídeos de: Bono Vox

Segunda-feira, chove/garoa na cidade de São Paulo e estamos a um dia da convocação da seleção brasileira para a copa do mundo. Então, irei fugir dos assuntos mais discutidos de hoje para celebrar o 50º aniversário de uma das figuras mais conhecidas e talentosas da atualidade, Bono Vox, vocalista do U2 e humanista por natureza.

De uma forma geral, U2 não está entre as minhas bandas favoritas e Bono não está na lsita dos melhores vocalistas do mundo. Apesar de muito afinado e extremamente talentoso, como vocalista Bono não apresenta nada de diferente que o torne um “excepcional”. Veja bem, que em momento algum eu disse que ele canta mal – pensasse isso, eu seria um idiota – simplesmente acredito que ele não seja fenomenal. A grande qualidade de Bono na musica é sua incrível capacidade para compor e escrever músicas geniais. As letras das músicas do U2, principalmente no auge da década de 80, são muito bonitas e bem escritas.

Bono se tornou uma das celebridades mais ativas na luta por igualdade, paz e justiça, das campanhas da ONU. Sendo que em 2005, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz. Atualmente, está engajado na luta contra a fome e a pobreza no continente africano.

É por tudo isso, que hoje eu selecionei as cinco músicas que mais gosto do U2/Bono Vox para vocês curtirem. Boa semana para todos!













quarta-feira, 5 de maio de 2010

Brian May, o mestre da guitarra! Ou seria PhD?!

Todo mundo que toca algum instrumento musical o faz por que em algum momento da vida escutou alguma banda que o deixou completamente louco por um instrumento. Comigo não foi diferente, lógico que o fato de meu pai ter sido percussionista da Orquestra Sinfônica do Paraná e professor, meu tio ser violonista e Prof. Dr. do curso de música da Unesp e todos os meus primos também estarem envolvidos com música, foi um grande incentivo. Só que, em um ponto da minha vida, um outro som que não a música erudita me chamou a atenção.

Deve fazer uns 15 anos agora que ganhei meu primeiro som com CD Player. Era um CCE (Conserta Conserta Estraga) bem ruinzinho, mas dava pro gasto. Resultado, era hora de comprar nossos primeiros CDs. Só que, como toda criança, eu não tinha muita ideia do que comprar. Ai, minha mãe um dia chega em casa com um CD – que por sinal está sob meu domínio agora - e escutei pela primeira vez na vida a seguinte música:



Não sei bem o que me chamou atenção no som do Queen na época, hoje sei muito bem os motivos que levam a banda formada por Freddie Mercury, Brian May, John Deacon e Roger Taylor a ser uma das melhores da história. A banda começou a se formar no final da década de 60, mas foi em 1971 que o quarteto original tomou forma definitivamente. No começo, por incrível que pareça, tocava Heavy Metal Britânico, som que tomava forma com outra banda histórica, o Black Sabath – assunto que rende outro post num futuro breve. Não é pra menos que Queen faz parte da lista de bandas que influenciaram outros grupos de Metal, como o Metallica.

Para mim, Brian May foi o primeiro guitarrista que mês fez ter vontade de tocar o instrumento. O timbre de guitarra que ele conseguia tirar daquela guitarra Red Special construída por ele mesmo e por seu pai em 1966. A mesma guitarra que ele usa até hoje, que teve um custo total de 40 libras e precisa ser tocada com uma moeda de “6 pences” para ter o som que May sempre desejou.

Rapidamente os três primeiros discos dos caras fizeram deles uma das bandas mais conhecidas do Reino Unido. Queen I, II e Sheer Hart Attack foram grandes sucessos, mas foram os dois discos seguintes “A night at the Opera” e “A Day at the Races”, que revolucionaram a música de verdade e transformaram o Queen em uma lenda. O estudo erudito de seus integrantes permitiu que eles criassem um novo tipo de Rock, misturado com ópera e um pouco de psicodelia. Desses álbuns, destaco essas duas faixas, a primeira do “Opera” e a segunda do “Races”:






Mais do que revolucionar a música em geral, essas músicas tem riffs e solos de guitarra simplesmente geniais. Tem aquela simplicidade que poucos têm a capacidade de imprimir em uma composição. Logicamente que a pós produção de “Bohemian Rhapsody” é algo fenomenal, mas sua estrutura central é simples. E “Tie your mother down” é um dos riffs mais fantásticos da história.

Depois desses dois discos, o Queen se tornou um dos maiores “Hit Makers” da história. Com músicas como “A kind of Magic”, “I Want to breack free” e “Fat bottomed girls”; além das inesquecíveis “We will rock you” e “We are the champions”, aquela música que todo mundo escutou uma vez na escola quando ganhou um torneio de futsal, xadrez ou coisa que o valha.

Todos eles marcados por riffs f#d@s, solos do c@ral#o e a potência vocal que caracterizava Feddie Mercury.


Não irei falar nada sobre a morte de Mercury, pois esse post é voltado para o outro cara que fazia as músicas do Queen serem fenomenais. Mas é lógico que a morte do principal companheiro de composição de May, ele ficou um tempo sem compor, mas ainda assim aproveitou para terminar alguma coisas que havia começado a fazer com o vocalista. Uma delas é essa composição aqui, que mostra como o som deles vinha mudando com o tempo:




Mesmo sem guitarra “Too much love will kill you” tem aquele toque de genialidade que suas músicas sempre tiveram. A aparente falta de produtividade de May pode se explicar, nos 20 anos que a banda existiu, eles lançaram 14 discos de estúdio e cinco ao vivo. Além de três coletâneas oficiais. Não é para menos que ele queria uma folga. De volta a ativa, Brian may e Roger Taylor começaram a ensaiar uma volta do Queen em 2002. Mas nada saiu do papel, além do show que eles fizeram em homenagem ao jubileu de ouro da rainha da Inglaterra. Nesse dia, Brian May mostrou seu lado brega e solou o hino britânico do alto de uma das torres do castelo – coisa brega do caramba, ainda assim, genial:



Mas em 2008 o cara voltou a ativa e mostrou que continua em forma. Acompanhados do vocalista Paul Rodgers, escolhido pelo próprio Freddie, que elegeu Rodgers como o melhor vocalista que ele já ouvira cantar. O resultado foi o disco “Cosmos Rocks”, turnê que tive o prazer de assistir ao vivo no Brasil.



Depois da turnê acho que os caras sossegaram e foram se enfiar no estúdio. Resultado Brian May virou produtor dessa moça aqui, que eu descobri enquanto procurava vídeos para esse post. O som é mais pop, mas tem claramente coisas que lembram o som do Queen no final da década de 80. Vale a pena conferir, até mesmo por que a Kerry Ellis é mutíssimo simpática, se é que vocês me entendem.



Ele descobriu a moça no grupo que encenava o musical “We will rock you”, baseado nas letras das músicas da banda. Pelo som da guitarra vocês podem imaginar quem gravou os riffs das músicas da música. Aqui tem um documentário bem legal sobre a produção do disco, que parece ter bastante potencial. Ao menos a moça canta bem pacas e não há mais nada para se dizer sobre o Sir Brian May. Ah! Que além de Sir, também é doutor em Física, com especialidade em astronomia, pelo trabalho “Uma Pesquisa por Velocidades Radiais na Nuvem Zodiacal de Poeira”. Já é o suficiente pra vocês? Ah! Em 2007, Brian May foi indicado a chanceler (reitor) da Universidade John Moores, de Liverpool...



Dá pra entender por que ela ri quando termina de gravar a faixa. Deve ser muito foda ter o May como seu tutor pessoal!

E como já enchi esse post de vídeos, ai vai mais um.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Comece a semana rindo (12)

Depois de uma semana de folga do Blog do Duzão cá estamos nós de volta ao trabalho. E não tem nada melhor que começar a semana rindo muito, ainda mais quando rimos das idiotices alheias. Le Parkour é um esporte moderno praticado em áreas urbanas e que utiliza os obstáculos oferecidos pelo ambiente para acontecer.

Obviamente, isso é um convite a pessoas idiotas e sua capacidade de realizar inacreditáveis idiotices. Quando alguma coisa dá errada, quem acaba se divertindo somos, já que existem poucas coisas mais divertidas que presenciar as burradas de alheios.

Para fechar o começo dessa semana rindo, separei dois vídeos com uma série de pessoas sem noção e seus feitos estúpidos. Um editado pelos caras do Mundo Canibal - aqueles da Havaiana de Pau - e o outro é uma sequência de quedas editas por algum cara na Rússia, por isso algumas legendas são incompreensíveis, mas a última cena vale à pena.

É isso ai, boas risadas e boa semana para vocês.




sexta-feira, 23 de abril de 2010

ZortCast#18 - Por Tutatis, desenhos!!!




Senhoras e senhores!
Como parte do nosso plano para dominar o mundo, animadamente, a Duzão & Salgado Entertainment Association presenteia-os com o décimo oitavo episódio do ZortCast, um podcast sem sentido mas com conteúdo! Nele, Duzão, Caio “o Gordinho” & Joey Salgadorelembram os melhores desenhos animados que marcaram as suas infâncias e pós-infâncias!

Nesse episódio visite o seu passado através de desenhos memoráveis como Tom e Jerry, Freakazoid, Pica-Pau, Papaléguas e vários outros cartoons. Descubra que outo Chuck, que não o Norres, é tão bom naquilo que faz que ninguém se mete com ele. Saiba que desenho causava vergonha em Joey Salgado, quando pimpolho. Descubra o que são as “romanas galeras” e quem era capaz de enfrentar Julio Cesar sem receio de nada.


Tempo de duração: 63 min.

Ouça agora, com o player abaixo, ou faça o download do episódio!


Dicas da Vez:
DVDs do Asterix, o gaulês
- Sacaneie seus amigos com grandes “Instants
Assista sua série favorita na Internet
Dispersando - o novo podcast do Science Blogs Brasil

Draft 2010 - Apenas a 1ª rodada...


Seria redundância começar o post de hoje ressaltando como os caras da NFL conseguem transformar qualquer evento em um mega acontecimento histórico. É só conferir isso nos vídeos que têm de cada escolha no DRAFT 2010 junto com a lista de escolhidos, clicando aqui.

Para quem não sabe o que é o Draft, posso resumir dizendo que é a melhor oportunidade para um jogador universitário ingressar em sua vida profissional. Em três dias de escolha, os 32 times da NFL podem escolhem em média 7 jogadores cada um, que irão automaticamente ingressar os elencos da equipe no ano em vigência. Digo em média, por que essas escolhas podem ser negociadas com outros times em troca de jogadores mais velhos, escolhas melhores posicionadas e outras coisas mais. Sendo assim, um time pode ter menos ou mais escolhas num determinado ano.

E chega de enrolar, vamos à análise da primeira rodada de escolhas de 2010. Como era esperado por 100% dos especialistas, O St Louis Rams aproveitou a primeira escolha de 2010 para draftar um QB. E como era esperado por 90% desses mesmo especialistas, a escolha foi Sam Bradford, de 22 anos, atleta de Oklahoma. Na universidade Sam bateu um grande número de recordes – entre eles TDs marcados em um mesmo jogo, jardas arremessadas em uma temporada e arremessadas em um único quarto de partida, jogou dois Bowls importantes e ganhou quatro prêmios diferentes de melhor jogador da temporada em 2008.

Se for para escolher um jogador que irá surpreender a todos quando assumir a jersey de titular da equipe, eu coloco meu dinheiro em Bradford.

A maior parte das primeiras escolhas do Draft desse ano focaram na recomposição das linhas ofensivas e defensivas, que foram os grandes problemas das equipes em 2009. Fora alguns times que tinham claros problemas em outras posições, como o Kayser City Chiefs, que escolheram o strong safety Eric Berry. Uma escolha que espera suprir a calamidade que é uma das piores secundárias da NFL.

A maior escolha “pegadinha do Malandro” desse ano foi responsabilidade do pessoal do Jaguars. Dono da 10ª escolha da primeira rodada, era de se esperar uma escolha entre os 15 mais cotados da rodada. Ao invés disso a equipe trouxe o defensive end Tyson Alualua. Tamanha surpresa concedeu a ele um Trending Topic USA no Twitter, coisa que nem Bradford e o Rams conseguiram.

Essa escolha fez bem ao Giants, que pode escolher o Jason Pierre-Paul, DE, que já era esperado como uma das 15 primeiras escolhas. A chegada de Pierre-Paul apenas aumentou o rumor da saída de Osi Umenyiora, um melhores jogadores que a equipe de NY já teve, sendo inclusive um destaques na conquista do SuperBowl XLII. O QB Eli Manning admitiu há algumas semanas, que essa será umas das melhores equipes do Giants, desde que ele assumiu a posição, mesmo sem Umenyiora, coisa que ele nunca imaginou dizer sem a presença do DE. Só saberemos com certeza quando as equipes forem definidas para a temporada regular, mesmo que Osi fique, o Giants deve cortar alguém da posição.

O primeiro recebedor da noite foi escolhido na 22ª posição, pelo Denver Broncos. Demaryius Thomas, tinha mais chances de ser escolhido no segundo dia, mas não foi surpresa ver uma equipe chamando-o no primeiro dia. Em sua última temporada universitária, Thomas recebeu mais de 2200 jardas em pouco mais de 120 passes. Ótimos números para quem quer ser uma estrela da NFL. O Broncos sofreu na última temporada, quando tinha uma ótima equipe, mas não conseguia fazer seu principal WR, Brandon Marshall, a se concentrar nos jogos e no time. O jogador deveria ser a grande estrela da equipe, mas se preocupou mais em ganhar dinheiro do que em jogar. Bom para o Dolphins, que levou Marshall para Miami e pode ter resolvido seu problema com WR de segunda linha.

O Dolphins aproveitou a deixa para draftar o DT Jered Odrik ao invés de pegar mais um WR. O Broncos, teve mais uma escolha no primeiro dia de escolhas, negociada com o Baltimore Ravens, e levou o QB Tim Tebow, outro jogador que se espera muito no Futebol Americano profissional. Apesar da surpresa com seu QB Kyle Orton, que fez uma ótima temporada, Orton não é exatamente o tipo de QB do qual se espera grandes jogadas em momentos decisivos, talvez em dias de jogo da temporada regular, quem sabe.

As duas melhores equipes do ano passado também surpreenderam ao escolher jogadores que não figuravam na lista de favoritos para esse ano. O Colts levou par casa o DE Jerry Hughes, enquanto o campeão do SuperBowl, o New Orleans Saints, ficou com o CB Patrick Robinson. Dois jogadores de destaque na NCAA, mas que apenas o tempo poderá no dizer com certeza se vão ser estrelas da NFL.

Hoje tem a segunda das sete rodadas do Draft 2010, as outras cinco serão todas no sábado. Ainda tem muita gente boa para se escolhidas, algumas delas estão aqui no Blog 10 jardas, do @JP_miguel. Na segunda-feira trago a revisão geral do Draft de 2010.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Cinco vídeos de: Big Bang Theory

Já que acabei perdendo os vídeos da segunda-feira, fiz um post pra compensar.

Não sei vocês, mas eu andava meio cansado de assistir séries de qualquer tipo da TV por assinatura. Os temas andavam muito repetitivos, sempre coisas policiais, gente morrendo, pessoas se matando, super heróis e por ai vai. Tudo muito repetitivo e sem graça. Até rever episódios antigos da primeira temporada de Simpsons e Family Guy estava sendo mais atraente do que conferir as novas temporadas. Inclusive, posso dizer que alguns seriados da Warner e da Universal estão chegando ao nível de repetição das novelas da Globo. Se isso for possível.

Foi então que primeiro a Universal me deu um pouco de esperança, levando ao ar a série médica mais genial de todos os tempos: House. Pouco depois, foi a vez do pessoal da Warner resgatar meu prestígio com uma das sérias mais brilhantes da história, The Big Bang Theory. A produção trouxe para a televisão o mundo nerd visto por um ponto de vista nunca antes explorado. A visão do próprio nerd sobre a sua vida, manias, Inteligência e crises existencial.

Big Bang Theory é hoje uma das mais famosas séries de TV. Contando a história da vida dos nerds Leonard, Sheldon, Howard e Hadji; e da vizinha mais bonita que já tiveram na vida, a garçonete e atriz Penny. Se você nunca viu, segue uma série de cinco vídeos muito bons para você se divertir.













quinta-feira, 15 de abril de 2010

Contos e Crônicas da Vida Moderna: França

- Nós nunca fomos para o Japão.

Aquela conversa já se estendia por mais de duas horas e ele realmente esperava que essa afirmação fosse por um ponto final aquele embate sem sentido. Ela continuou olhando pensativa para a tela do notebook, admirando uma bela foto das paisagens do interior da França. Ela amava o interior daquele país, como ela mesma dizia: “É tão... tão... francês”. Ricardo só sacudia a cabeça rindo enquanto via o brilho no olhar de Claudia.

Por mais que ele gostasse de agradá-la depois de uma semana dura de trabalho, em que não pode dar muita atenção a sua esposa, aquilo era demais. Afinal de contas, eles já haviam ido seis ou sete vezes para a França. Era mais do que o suficiente.

Logicamente nada poderia ser tão simples assim para uma mulher, para ela a França tinha um significado especial, foi lá que eles se conheceram, há pouco mais de 12 anos. Ricardo tinha 21 anos e tinha terminado recentemente a faculdade de gastronomia e rumava para um tour de quase um ano de cursos e imersão na culinária francesa e italiana.

Claudia era dois anos mais velha, jornalista, descendia de uma família muito rica e tinha acabado de pedir demissão do jornal em que trabalhava desde o último ano do Ensino Superior. Simplesmente não aguentava mais o seu editor velho, anti-ético e suas cantadas, que muitas vezes incluíam uma ameaça ao emprego. Ela não precisava disso, era jornalista por amor a profissão, dinheiro ela teria para toda a vida. Foi para França, ter férias de verdade pela primeira vez em três anos.

Os dois se encontraram pela primeira vez em um pequeno restaurante na cidade de Saint-Malo. Um lugar com uma história magnífica e uma culinária muito característica. Claudia não soube o que pedir no restaurante, naquele dia ele era apenas mais um turista curtindo o sol daquela cidade litorânea. Ele a ajudou na escolha e acabaram passando o resto do dia juntos. Contaram suas histórias de vida e ela perguntou se podia acompanhá-lo por aquela viagem gastronômica pela Europa.

Ao contrário de Claudia, Ricardo vinha de uma família de classe média. Bem de vida, mas que não podia pagar tudo àquilo do próprio bolso. O rapaz passou anos juntando dinheiro e se preparando, mas estava vivendo no mais baixo custo possível. Naquele dia, ele só entrará naquele restaurante sonhando com a chance de se aproximar da bela moça sentada na varanda do restaurante, sem saber o que escolher no cardápio.


A viagem terminou com Ricardo conseguindo um emprego em um dos melhores restaurantes de Paris e com os dois se tornando grandes amigos, inseparáveis. O trabalho era algo provisório, mas que daria ao rapaz mais um mês de estadia na Europa. Claudia decidiu que seguiria enfrente, mas que voltaria depois de três semanas.

Na semana seguinte, ela estava batendo a porta do albergue em que Ricardo estava dormindo. Ele resolveu guardar mais dinheiro para ficar um tempo a mais depois do final do contrato. Ela ficou indignada e o levou para um hotel, afirmando de que pagaria por tudo. Naquela noite, eles finalmente cederam ao sentimento incontrolável que havia nascido entre os dois.


Foi assim que tudo começou. Ricardo e Claudia voltaram para o Brasil, montaram um restaurante, que logo virou dois e por fim estava em quatro estados diferentes do sul e sudeste. E sagradamente, a cada seis meses, eles escolhiam um novo lugar no mundo para conhecer. E sempre, de alguma forma, ela fazia a França voltar para a agenda. Mesmo que fosse uma breve vista de três a cinco dias.

Eles não queriam filhos, não queriam casar, nada disso. Queriam ser eternamente jovens enamorados, viajantes e desfrutadores das belezas da vida. Era o mundo perfeito para eles. Até aquela noite em uma pequena cabana no frio Russo, quando o primeiro e único filho daquela relação passou a existir, mesmo que microscopicamente.

Quando eles descobriram, já estavam em território nacional. Isso acontecera há cerca de dois anos. Eles mal sabiam como reagir. Deixaram quatro viagens para depois. Agora, era a primeira vez que viajariam com o pequeno Luiz.


Por isso Claudia queria França e Ricardo estava desesperado para conhecer um novo lugar. “Dois anos sem sair de casa para ir pra França novamente?”, Ricardo insistia nisso, era tão lógico. Para ela, seria tão romântico se a primeira viagem do filho deles ser para o lugar onde eles se conheceram.

Ela ainda olhava para a tela do computador, pensando no Japão, mas era difícil pensar no Japão quando se está olhando para uma tela cheia de imagens do interior da França.

Antes que ela conseguisse dizer alguma coisa, o garotinho começou a chorar. Era pouco mais de 23h e eles achavam que finalmente teriam uma noite sossegada e intima. Estavam errados. “Por que toda criança tem que ter dores de barriga homéricas?” pensou Claudia, esquecendo das lindas imagens que apareciam no computador.

Passaram-se mais de duas horas até que o pequeno Luiz voltasse a pegar no sono.

Ricardo e Claudia se deitaram na cama. Estavam exaustos.

- Amanhã nós decidimos pra onde vamos. Ok? – Ela disse, enquanto se deitava na cama.

- Amanhã? De novo toda essa discussão? Eu só queria ter uma noite tranquila de sexo antes de enlouquecer completamente. – Ponderou Ricardo saindo do banheiro. – Quais eram as nossas últimas opções mesmo? – Conclui, sabendo que era melhor continuar com o primeiro assunto.

- África do Sul, Cuba e Japão. Ah! E França... – Ela adicionou com um sorriso no rosto. – Quer saber minha preferência?

- Eu sei. Se eu escolher França, voltamos a nossa vida conjugal plena?!

- Provavelmente.

- Então que seja o pacote completo. França, Itália e uma breve passada na Espanha. Podemos nos programar para ver Real Madrid e Barça no estádio?!

- Feito. – Disse ela, passando um das pernas sobre o marido.

- Adoro a França! – Ele afirmou agarrando-a pela cintura e beijando seus lábios.

Os dois começaram a esquentar, quando o bebê voltou a chorar.

É, ia ser uma longa viagem.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Álbum de Figurinhas: a paixão imortal

Hoje fui à banca de jornal comprar figurinhas para um álbum depois de 3 anos e 9 meses. Como eu sei disso com certeza? A última vez que o fiz, foi um dia depois de a Itália levantar o caneco da Copa do Mundo, em 2006. Nesse dia completei meu álbum com um jogador da seleção da França, não me lembro qual. Desde então, esqueci de como é legal colecionar figurinhas e de como elas estão intrinsecamente ligada a minha história nas copas do mundo.

Por quê?

Bom. O motivo é simples, meu primeiro álbum de figurinhas foi comprado em um mês muito próximo desse, em 1994. Na época eu tinha apenas 8 anos, recentemente completados, e começava a descobrir o mundo mágico do futebol e das figurinhas. Infelizmente esse álbum logicamente se perdeu no tempo, ainda assim, desde então, comprei todos os álbuns, das Copas do Mundo.

Guardo no meu armário até hoje, junto com recortes de jornais de diversas épocas e países, os álbuns da copa de 1998, na França (completo); de 2002, no Japão-Coréia; e de 2006, na Alemanha (completo, como já havia comentado acima). Entre eles, também estão álbuns de campeonatos brasileiros e outros temas mais, acho que ainda tenho o álbum da Copa João Havelange, de 2000. Lembro-me da febre que foi quando por volta de 1996 foi lançado o primeiro álbum do Cavaleiros do Zodíaco. Aquela série de animê que fez o Brasil inteiro parar. A segunda série de desenho japonês mais famosa do mundo, depois de DragonBall, com e sem o “Z”. Esse eu também completei, mas infelizmente não o tenho guardado, por que deve ser um objeto de colecionador a essa altura.

Ah... aquela sensação de completar a primeira página, depois o primeiro time ou assunto, os estádios, logos, troféus e assim por diante. É um momento mágico na vida de qualquer criança.

Quando colecionei meu primeiro álbum de figurinhas, não tinha essa de “peça as figurinhas que faltam pelo correio”. Você comprava na banca, trocava com os amigos de escola/rua/bairro ou ganhava em uma amistosa partida de bater bafo. Um esporte que por sinal era disputado mesmo por garotos que já tivessem completado o álbum. Somente pelo prazer de ganhar as figurinhas do colega. Era uma contra uma, um sistema de troca onde as figurinhas “raras” podiam valer 4 ou 5. Por isso completar o álbum era um feito heróico.

“Figurinhas Raras”, outra coisa que as leis do consumidor fizeram sumir do mapa - e isso não é brincadeira. Antes haviam figurinhas que eram produzidas em menor escala, para dificultar ainda mais a brincadeira, aumentar as vendas e criar os mitos das figurinhas brilhantes. Essas, que em apenas um dia já achei ¼ delas, antes demoravam semanas para se ter metade. Eram as figurinhas mais valiosas. Ficavam no topo do bolo de repetidas. Separadas do resto, em um lugar de honra merecido.

Hoje, resta apenas o mito das figurinhas brilhantes.

Nada mais é como antigamente. As crianças batem bafo com dezenas de cartas ao mesmo tempo, usam duas mãos, não têm prática e técnica alguma. Sim, ai de quem acha que bater bafo é algo simples. É preciso ter uma técnica bem apurada para ganhar uma grande quantidade de figurinhas.

Hoje em dia álbum de figurinha virou “coisa de bobo”. Ninguém mais quer saber disso, preferem passar horas jogando Colheita Feliz, Mafia Wars e qualquer outra coisa que o valha no Facebook. As crianças não fazem mais o auê que faziam antes e dificilmente vemos álbuns de figurinhas nas bancas.

Mesmo assim, de quatro em quatro anos, como um mito da Grécia antiga, essa paixão pela arte de se colecionar figurinhas ganha nova vida entre as crianças, os adolescentes e daqueles que sabem o valor dessa mística brincadeira infantil.

Hoje passarei um bom tempo colando figurinhas. Mal posso esperar pra uma partidinha de bafo com a molecada.

Comece a semana rindo (11)

Hoje é o dia ideal para fazer uma homenagem especial a um dos mestres da comédia brasileira, neste memorável dia 12 de abril, Chico Anysio completa 79 anos de vida. O comediante estreou na televisão em 1973, com o programa Chico City e desde então se tornou um dos artistas mais conhecidos do Brasil. Dono de um talento único para criar e representar diferentes estilos de personagens, Chico até hoje é referência para jovens comediantes.

Teve seu grande momento na televisão brasileira, quando estreou a Escolinha do professor Raimundo, que estreou em 1990 e, entre indas e vindas, terminou oficialmente em 2002. O programa foi um importante revelador de talentos da comédia nacional. Nesse meio tempo, Chico Anysio participou de diversas novelas da Rede Globo e alguns poucos filmes.

Hoje, amarga o fato de fazer parte do pior programa de comédia da história da TV mundial, o Zorra Total.

Ainda assim, ficam minhas felicitações ao mestre Chico Anysio.

Boas risadas e boa semana a todos. Começando por um com a participação do genial Rolando Lero, interpretado pelo saudoso Rogério Cardoso.











sexta-feira, 9 de abril de 2010

Contos e Crônicas da Vida Moderna: Ele sabia demais

Fazia muito mais frio que Adriana imaginava poder aguentar. Maldita hora que ela aceitou aquela transferência para Finlândia. “Que país na face da terra podia ter um verão com temperaturas máximas de 20ºC?”, ela pensou, enquanto constatava que naquele momento o termômetro marcava -9ºC lá fora. Em alguns lugares o frio podia chegar a -20ºC, não era nada animador.

Já fazia algumas horas que havia escurecido e as noites no inverno eram longas e solitárias. No verão ela havia conhecido o tão famoso sol da meia noite. Imaginava a essa altura se algum dia veria a Lua do meio dia ou algo do tipo. Ela puxou o bule de chá recém feito e encheu sua xícara. Mesmo com aquele ótimo aquecimento central, nada superava o conforto que aquela bebida quente lhe trazia. Envolveu a xícara aquecendo as mãos e sorveu um grande gole, que aquecia o peito conforme descia pela garganta.

Parou de frente para a janela da sala, que refletia a imagem daquela moça de pele morena clara, de olhos castanhos e cabelos escuros levemente ondulados. Sua beleza havia lhe rendido muitos elogios desde pequena. Aos 28 anos, seu corpo com contornos tipicamente brasileiro fazia sucesso entre os moradores da pequena cidade em que estava trabalhando. Ainda assim, o único que havia lhe chamado a atenção era um rapaz que aparentava ter mais ou menos a mesma idade que ela. Parecia estar em forma, tinha os traços muito parecidos com aquele grande amor impossível de colégio e ao que tudo indica, ganhava bem.

Ela havia encontrado com ele poucas vezes na entrada do prédio, ou no meio da escada, mas o contado deles havia se limitado a alguns sorrisos tímidos e bom dias, tardes ou noites. Nada demais. Parecia que a beleza de Adriana não fazia efeito sobre ele. E pouco havia descoberto sobre ele por terceiros.

De repente ela foi puxada de volta para a realidade. Uma figura curvada andava lentamente na rua cheia de neve. O vento ficava cada vez mais forte e a pessoa que se arrastava lá embaixo pareceu estar muito mal agasalhada. Adriana viu aquela figura se desequilibrar e cair sobre o joelho direito no meio da neve, enquanto a mão segurava firmemente o braço esquerdo, que pendia quase imóvel ao lado do corpo. A moça vestiu um casaco rapidamente e foi ajudar a pessoa, sabia que ajudar estranhos podia ser uma mal ideia, mas não podia aceitar a figura de ver alguém morrer congelado. Pegou um casado extra e disparou pela escada.

Quando chegou à rua. A pessoa havia voltado a caminhar. Era um homem alto e forte e parecia rumar no sentido do prédio. Ela correu em sua direção e no meio do caminho, percebeu que era o tal rapaz que morava no prédio. Ela o cobriu e o levou para dentro de casa sem que ele oferece-se nenhuma resistência.

Ele parecia muito machucado e mal conseguia falar. Assim que ela o colocou em sua cama e lhe passou uma xícara de chá quente, ele desmaiou em um sono profundo. Adriana garantiu que seu “convidado” estivesse bem aquecido. Pegou uns curativos para um leve corte no supercílio do rapaz. Passou boa parte da noite acordada, tirando breves cochilos, no dia seguinte se daria folga e com bastante tempo para entender o que havia se passado com seu vizinho.


O sol ainda não havia surgido quando o inquilino acordou. Aqueles invernos tiravam a vontade de qualquer um para fazer qualquer coisa.

- Jo hereillä? Oletko kunnossa? – (Já está acordado? Tudo bem com você?) Ela perguntou ao ver o rapaz entrar na sala tentando entender onde ele estava.

- Sim, estou bem melhor. Obrigado – A surpresa de Adriana não estava na resposta em si, mas no fato de que ela havia sido dada em português. Como aquilo era possível? A ausência de resposta fez com que ele continuasse – Sim, eu não só falo português, como sou brasileiro e já nos conhecemos.

- Então é você mesmo Daniel? Mas, como é possível?

- Não é nada pessoal, estava evitando ser reconhecido. Por isso nunca parei para conversar com você no corredor. Achei que depois de mais de dez anos você não ia se lembrar de mim. Devo ter me enganado. – Disse se sentando em uma poltrona na sala, fazendo cara de dor.

Ele estava diferente, depois de tanto tempo e com uma vida nada saudável, pela naturalidade que ele agia aquela não devia ser a primeira vez que ele acordava naquele estado, Daniel parecia outra pessoa. Ainda assim, os traços marcados da família dele ainda estavam lá, como marcas de um passado que ele tentava esquecer. Antes que ela pudesse perguntar algo sobre a noite passada ele continuou a conversa:

- Há quanto tempo estou aqui?

- Umas 9 horas, você não dormiu muito para quem estava quase congelado e meio machucado.

- Já faz algum tempo, eles devem ter descoberto onde estou. Se não o fizeram estão perto - Ele disse, ignorando por completo os comentário sobre o estado dele.

- Posso saber o que está acontecendo aqui? - Ele olhou novamente para Adriana, lembrando de que não estava sozinho no ambiente – Acho que eu mereço alguma explicação depois de ter salvado a sua pele.

- Eu chegaria ao meu apartamento vivo – Ele afirmou categoricamente, enquanto ela ficava sem reação pela forma grosseira que ele retribuía sua ajuda. Na verdade ele era muito grato, mas não queria que Adriana se envolvesse ainda mais nos problemas que ele havia criado. Percebendo que havia sido um pouco exagerado, recuou. – Obrigado. É que eu me meto em muita confusão por saber de mais. Acho que quanto menos você souber, melhor será para nós dois.

Sem entender nada daquela cena, que mais parecia fazer parte de um roteiro de cinema, ela seguiu imóvel, enquanto a chaleira que a pouco ela havia colocado no fogo, agora começava a assoviar. Daniel estava mais próximo da cozinha, levantou em um pulo e começou terminou o preparo da bebida, servindo duas xícaras cheias.

Ele se aproximou da garota, que deu um passo para trás batendo com as costas na janela. Aceitou com as mãos tremulas a xícara amarelo canário que ele estendia. O braço esquerdo parecia continuar machucado, pois ele teve de passar a bebida para a outra mão para beber.

Daniel olhou pela janela e conferiu que não havia ninguém do lado de fora da janela.

- Você viu alguém estranho entrando no prédio hoje de manhã? – Perguntou enquanto tomava um gole daquele chá de maçã, que tinha sido trazido diretamente do Brasil. Lembrava de ver a mãe tomando aquela marca quando ainda era um adolescente.

- Não, nada entrou ou saiu desse prédio, além do velho senhor que mora no primeiro andar com seu cachorro.

- Acho que você merece saber o motivo de eu viver em uma cidade tão isolada do mundo.

Os dois se sentaram na sala e ele começou a falar sobre o dia em que saiu do Brasil e foi para os Estados Unidos. Estudou política, especializando em economia pública. Se tornou cidadão Norte Americano. Prestou serviços para a CIA e se tornou detentor de segredos e assuntos diretamente ligados aos últimos dois presidentes do país. Inclusive de conspirações que envolviam outros países. Ao terminar de falar, Daniel estava olhando diretamente para os olhos de Adriana, que permaneceu calada. Ele estava aliviado de poder conversar sobre aquilo com alguém, uma pessoa que conhecia desde quando era um nerd despretensioso em uma escola particular da capital mineira.

- Ontem a noite, alguém me seguiu até um restaurante no centro da cidade. Ele tentou me abordar, mas não deixei barato. Ainda assim, rolar por uma escada não deixa você no melhor estado. Não deveria conversar sobre isso com ninguém, mas acho que posso confiar em você. Agora preciso pegar algumas coisas e sair daqui antes que me encontrem.

Daniel pegou as duas xícaras e levou para a cozinha. Voltou para sala, deu um beijo carinhoso na testa da amiga. Disse adeus e saiu pela porta de entrada.


A mente de Adriana estava trabalhando em uma velocidade enlouquecida. Ele era o novo alvo que ela procurava desde o começo daquele mês. Eram poucas as informações sobre a pessoa, mas devia ter percebido de quem o contratante vinha falando há muito tempo. E mesmo depois de outros serviços prestados no último semestre, a pessoa que a contratara ainda havia enviado uma segunda pessoa. Era uma afronta a capacidade dela, nunca alguém mandara outra pessoa para garantir um serviço que ela devia fazer. Ele realmente sabia demais e era trabalho dela terminar com aquilo.

Pegou a sua Glock, sua companheira de trabalho que nunca falhava.

Ia agir como se precisasse falar com ele uma última vez.

Subiu as escadas silenciosamente. Parou de frente com a porta. Bateu e chamou pelo rapaz. “Preciso te dizer uma última coisa”.

Não ouviu nenhum passo dentro do apartamento.

Só sentiu a bala atravessar seu peito desprotegido, depois de transpassar a porta.

Ela tombou, sentindo a vida abandonar o corpo.

Sem forças, ela ouviu a porta abrir, Daniel se agachar até ficar vista dela.

- Demorei pra me convencer de que era você mesmo. Achei que merecia saber a verdade antes de morrer. Ele pegou a arma do chão, enquanto descia a escada com a mochila nas costas e ligava para o pessoal da “limpeza”.

“Ele sabia muito mais...” foi o último pensamento que passará pela mente dela, antes da escuridão cercá-la por completo.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Lionel Messi, “o Artista!” da vez...

Faz tempo que não uso desse espaço para falar sobre futebol. Todos sabem o quanto sou fã desse esporte, e guardo minhas opiniões para as acaloradas discussões na mesa de bar. Ainda assim, hoje todo mundo falou sobre mais um show do mestre do futebol argentino, Lionel Messi.

A apresentação de gala do rapaz diante do Arsenal, um dos gigantes do futebol inglês, mostra como o jogador já está muito além de todos os jogadores de sua época. Messi está próximo de alcançar um patamar de “endeusamento futebolístico” que apenas craques como Pelé, Ronaldo (o gordo mesmo), Maradona e Zidane atingiram. As arrancadas que o argentino deu ontem, no meio da zaga inglesa, me fez lembrar o Ronaldo (sim, o gordo de novo) nos tempos de Barça.

Não só isso, mas também a capacidade de ler as jogadas, driblar sempre consciente de que o gol é o objetivo. Não fazer firulas bestas na lateral do campo, mas utilizar suas armas para que o jogo tenha a cadência e a fluência necessárias para uma memorável peleja.

O Arsenal também tem seus méritos. Mesmo perdendo de quatro a um, jogou de forma competente e bem armada. Infelizmente, no lado oposto estava uma das melhores equipes da história do futebol mundial.

Esse é outro trunfo de Messi. Ele não está sozinho dentro de campo, como acontecia com muitos outros craques. Lionel tem jogando logo ao lado 10 atletas de altíssima qualidade. Quem seria besta de dizer que o time do Barcelona é ruim e nada ganharia sem o argentino. Logicamente, alguém que faz 39 gols em 2/3 de temporada faz falta, mas seria muito difícil para o craque em questão fazer os gols, se no meio de campo não estivesse Xavi Hernández. O meia tem apenas cinco gols na temporada, um número Ok para sua posição, mas no jogo de ontem novamente teve uma média de passes certos que superou os 90% e preparou praticamente todas as jogadas que fizeram de Messi a estrela da noite.

Com bem lembra o jornalista Daniel Piza em sua coluna de hoje no Estado de S. Paulo, em quase todo time do mundo, “Procuram-se garçons desesperadamente”. Esse é mais um problema que o time catalão desconhece.

Ainda assim, Messi e o gênio que garante que o esforço de toda uma equipe tenha o resultado desejado. Como diria o Seu Manoel, sogro do meu irmão, com seu sotaque português característico: “ele é o Artista! Ahn?!”. Ele foi comparado a Pelé e Maradona por todo o planeta. Para mim, já é o melhor jogador argentino que o mundo teve a oportunidade de conhecer. Até gol igual, ou até mais bonito, que do Maradona ele já fez (veja o vídeo abaixo). A chance de ele vir a se tornar o grande monstro do universo está na copa da África do Sul.



Ao final do jogo de ontem, como um garotinho de 12 anos depois do primeiro grande jogo de sua vida, Messi levou a bola do jogo pra casa. Assinada por todos seus colegas de equipe. Um troféu que pra ele, deve valer muito mais que qualquer prêmio dado por entidades oficiais ou elogio de jornalistas do mundo todo.

Para ser melhor que isso, eu só queria estar falando de um jogador brasileiro. Que seja... Veja os gols da partida de ontem.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Sobre as festividades religiosas

Apesar de todo meu ceticismo em relação a religião e a crença em um ser divino, conhecido popularmente por Deus, lembrando meu ex-editor e professor Julio Veríssimo, o único cargo que se escreve com letra maiúscula. Eu gosto de participar de feriados religiosos como a páscoa, mais do que de pular carnaval e outras festas populares. Isso, por que acho fantástico estar reunido com aquelas pessoas que me fazem bem e a quem tenho muito apreço. No caso, meus familiares e amigos.

São poucas as oportunidades que permitem a reunião de mais de vinte pessoas para um simples almoço. Basicamente por que as pessoas esquecem o quão prazeroso pode ser tal festividade. Fico extremamente alegre em poder reunir três gerações de minha família, ao redor de uma mesa grande, acompanhada de muita comida, vinho e cerveja. Passar algumas horas juntos, conversando sobre frivolidades e rindo de piadas sem sentido algum.

Agora, isso me faz questionar algumas coisas. Por que eu preciso festejar um feriado que vai contra as minhas crenças, que muitos consideram falta dela, só para poder celebrar bons momentos ao lado das pessoas que eu gosto? Qual a razão que impede as pessoas de repetirem celebrações como essas no dia 12 de maio? Só por que é o dia mundial do enfermeiro? Que seja um dia antes ou depois.

Fato é que ter essas datas pré-marcadas e moldadas pelo calendário religioso e socialmente aceito, permite que quase todas as pessoas possam se “esquecer” umas das outras durante cerca de 330 dias do ano. Para que nas horas certas dêem um longo abraço uns nos outros, com direito a tapinhas nas costas e um “feliz natal”, “feliz ano novo”, “feliz hannucka”, “feliz páscoa” e todos os outros “feliz qualquer coisa”.

Acredito que na minha família, se eu marcasse um almoço em qualquer dia do ano teria um grande número de adesões, por que italiano gosta de uma festa com comida e vinho mais que qualquer outra coisa no mundo. Ainda assim, faz parte do grande número de famílias que se acomoda nas datas tradicionais. Garantindo a felicidade e a harmonia entre todas as partes. Eu acho isso um problema, por que realmente gosto de estar com eles.

Gosto do jeito Indonesiano de conduzir as coisas. Tradição que vem do outro lado da minha família. Lá existe um grande almoço, com mais de 10 pratos diferentes, que serve para celebrar quase tudo, o ano todo, no dia que você precisar. Pode ser um almoço para comemorar um ano de prosperidade, aniversário, a recuperação de alguém que andava muito doente ou mesmo relembrar a vida de alguém que faleceu recentemente; esse realizado sempre 40 dias depois da morte.

Sabe por que é bom. Por que você pode reunir as pessoas quando você sentir vontade, não somente quando você precisa manter a aparência perante todas as outras.

Estar junto de quem eu gosto e por quem tenho muito apreço, é a única coisa que realmente importa para mim. Infelizmente, para que isso seja possível, preciso seguir em parte esse calendário maldito.

Sem contar o lance do bacalhau da sexta-feira. Isso me irrita demais, não gosto de peixe tanto assim. De vezes em quando eu curto uma porção de isca de peixe frito, com uma cerveja gelada. Ano que vem vou comer churrasco em algum lugar. Mas isso é assunto pra outra coluna.

Agora, cadê aquele ovo de páscoa que eu ganhei... estou afim de um chocolate.

Comece a semana rindo (10)

Começa mais uma semana pós feriadão, o que faz com que as pessoas fiquem ainda mais preguiçosas. É nessas horas que ficamos de mau humor e o dia todo fica um grande saco. Para combater isso, por que não comer um bom pedaço de chocolate, daquele mega ovo que você ganhou da(o) namorada(o), enquanto assiste a uns vídeos engraçados.

Hoje, em homenagem a páscoa, resolvi postar um vídeo de uma das coisas mais legais que existe no mundo, Os Muppets. Sou fã desses caras desde quando os vi pela primeira vez na televisão. É um vídeo muito simples, mas genial. Vale a pena conferiri.



O Segundo video de hoje, vem direto do arquivo da galera do College Humor. É muito comum os prédios dos EUA terem lavanderias comunitárias, para diminuir os gastos dos moradores e melhorar o aproveitamento do espaço apartamento. Daí, surgem aqueles vídeos onde os garotos sonham em encontrar aquela vizinha gostosa, quero dizer... simpática, ela dá bola pra ele e os dois... bom, a versão do CH é mais legal.



Para finalizar. Um original do Adult Swim que eu revi no CH. Como seria a vida da turma do Mario, não aquele do armário o do jogo mesmo, se eles vivessem no GTA. Eu ri muito, LOL!



quinta-feira, 1 de abril de 2010

Termine a semana rindo...

Como todos sabem, no começo dessa semana eu não publiquei os vídeos cômicos como de costume. No lugar deles, foi publicada uma homenagem ao jornalista Armado Nogueira. Mas como a vida continua, sempre é bom entrar no final de semana de feriado dando boas risadas. E como blogueiro também é gente, por incrível que pareça, amanhã não quero nem saber de atualizar esse blog. Por isso, encerro a semana com dois vídeos muito bons, para vocês darem muitas risadas. Então hoje teremos o Comece Termine a semana rindo

1 - O governador do estado da California, ex-fisiculturista, ator e empresário Arnold Schwarzenegger é dono de uma das filmografias mais variadas do cinema mundial. Com filmes infantis, aventura, ficção ciêntificae outros tantos. Nesse vídeo de dez minutos, estão reunidas 160 das frases mais famosas de Schwarzenegger. Dos filmes toscos, passando por mais toscos ainda e chegando aos grandes clássicos. Vale a pena ver. Eu ri muito.



2- Mais uma produção do College Humor, contanto a “WEB SITE HISTORY”. O primeiro grande musical dos caras, LOL!!!


quarta-feira, 31 de março de 2010

BBB e seus efeitos


Finalmente, acabou a 10ª edição do Big Brother Brasil. Venceu o tal de Dourado, um gaúcho com fama de machão, ex-lutador de alguma coisa e alvo de grandes controvérsias. Isso não vem ao caso, eu não assisti ao BBB, assim como nas outras nove vezes. Sei apenas o nome dos três finalistas, além do vencedor tinha o tal Cadu e a Fernanda. Sei disso apenas por causa das pessoas que sigo no Twitter. Apesar dessa mancada, continuo seguindo-as mesmo assim.

Só que não é sobre isso que irei falar no post matinal de hoje. Acontece que a final do BBB é um verdadeiro evento da televisão nacional. Apenas partidas finais de torneios como a Libertadores da América, conseguem média e pico de audiência como as do BBB 10, isso se houverem times brasileiros na disputa. De acordo com o site Audiência Brasileira, especializado em acompanhar os indicies em tempo real, o programa dessa noite atingiu uma média de 40 pontos, com pico de 43,5 e share de 60,8%. Nesta mesma faixa de tempo, a Record ficou em segundo com pico de 9 pontos e o SBT em terceiro com 4, quase 11 vezes menos que a concorrente. Para se ter uma ideia, o Profissão Repórter, programa investigativo de altíssima qualidade, consegue em média pouco menos que a metade desses números.

Esse é o efeito de massa que um programa como esse tem sobre o provo brasileiro. E não sei qual o motivo. Que graça tem em ver quase duas dezenas de pessoas brigando por um prêmio milionário. Sendo que você não irá ganhar nada, muito pelo contrário, perderá dinheiro se ficar ligando para eliminar um concorrente. Mais precisamente, R$0,35 por ligação. Parece pouco né? Vamos as contas, em média umas 30 milhões de pessoas votam por telefone, um lucro de R$10,5 milhões. Para uns 15 paredões, arredondando. R$157,5 milhões. Que sejam divididos entre a empresa telefônica e a Globo. É uma boa quantidade de dinheiro. Que se lasque o prêmio do campeão. No primeiro paredão isso virou o troco da pinga.

Lógico que manter uma casa cheia de gente custa caro, mais ainda quando ela é cerada por câmeras, fotógrafos, editores, produtores e coisas mais. Mas mesmo com esse custo, a edição anterior do programa faturou limpo para a emissora, R$280 milhões. Isso, depois de muita gente ganhar suas migalhas milionárias por serviços prestados. Flávio Ricco, colunista do Portal UOL, estima queno período que ficou no ar a 10ª edição rendeu a emissora mais de R$ 300 milhões.

Chegando ao quinto parágrafo, posso concluir uma coisa, o BBB é uma grande máquina de fazer dinheiro. Isso é inegável. Qual o problema disso acontecer? Nenhum. Feliz é a Rede Globo de televisão que tem como investir e resgatar o lucro desse investimento. Fosse diferente, teríamos parado na primeira edição. Queria eu poder fazer o mesmo. E cá entre nós, você também gostaria. A única coisa é que investiria o lucro em produção de conhecimento cultural e científico.

Quem é o trouxa? A pessoa que assistiu ao BBB10 durante dois meses, dia após dia, semana após semana. Com Pay Per View e tudo mais. E agora, um dia depois do final do programa, está lendo esse texto e ficando indignado. Perdoem-me senhoras e senhores que “curtiram a valer” esses dois meses de “escrotidão” em rede nacional, mas é fato que a instauração e o crescimento da mediocridade intelectual partiu provavelmente de pessoas como você.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Homenagem a Armando Nogueira

A demora na atualização do Blog do Duzão nesta segunda-feira se explica facilmente. Normalmente reservo o primeiro post da semana para publicar algo cômico, alguma coisa que faça a gente rir e ter energias para aguentar a semana. Como sempre, esse post está pronto, arquivado aqui no meu computador. Mas a manhã de hoje trouxe uma péssima notícia para os amantes do bom jornalismo. Morreu na manhã de hoje, por volta das 7h, o jornalista e cronista esportivo Armando Nogueira, um dos grandes nomes da história da comunicação nacional. Por isso, passei parte da manhã pesquisando uma forma de celebrar a vida desde brilhante ser humano.

Entre outras coisas, Armando foi co-criador do Jornal Nacional. Torcedor de carteirinha do Botafogo, hoje dá nome a Sala de Imprensa do clube carioca. Iniciou seus trabalhos como repórter esportivo nos idos de 1954, quando cobriu sua primeira Copa do Mundo, depois disso nunca mais parou. Passou pela redação da Revista Manchet, Cruzeiro e outras tantas. Trabalhou na Rede Bandeirantes e atualmente estava na SporTV.

Amante da palavra, Armando Nogueira participou da criação de textos para o roteiro do filme “Pelé Eterno”. Além de ter escrito e co-escrito dez livros sobre o futebol.

O Maracanã é de fato o único placo a altura do velório desse jornalista.

Para celebrar a vida e obra de Armando Nogueira, seguem dois vídeos com textos escritos pelo próprio:




sábado, 27 de março de 2010

ZortCast#17 - Bebo porque é líquido...



Senhoras e senhores!

Como parte do nosso plano para dominar o mundo, ebriamente, a Duzão & Salgado Entertainment Association presenteia-os com o décimo sétimo episódio do ZortCast, um podcast sem sentido mas com conteúdo! Nele, Duzão, MarinJoey Salgado contam histórias e memórias daqueles que tomam todas e mais algumas (hic)!


Nesse episódio, entenda que cachaçados perdem o nojo quando em alto estado alcóolico, note a criatividade que é despertada através do etanol, emocione-se com o choro lamurioso que só destilados podem evocar e descubra que nem tudo é o que parece! Hic!


Tempo de duração: 62 min.

Ouça agora, com o player abaixo, ou faça o download do episódio!




Notícias da quinzena:


Dicas da vez:
- Um sonho possível (Cinema, filme)
- Os Piratas do Rock (DVD, filme).
- Comics científicos: xkcdAbstruse Goose.
- Reinaldo José Lopes, autor de "Além de Darwin", no Programa do Jô: parte 1, parte 2, parte 3 & parte 4. (Para comprar esse livro sensacional com megadesconto, frete grátis, dedicatória & autógrafo, clique aqui!)




Comentários, críticas, contribuições & pitacos: zortcast@gmail.com.


ATENÇÃO: o episódio possui linguagem que pode ser considerada inapropriada e/ou ofensiva para algumas pessoas, tornando-o desaconselhável para moralistas e/ou menores de idade. Não diga que não avisamos!