quarta-feira, 31 de março de 2010

BBB e seus efeitos


Finalmente, acabou a 10ª edição do Big Brother Brasil. Venceu o tal de Dourado, um gaúcho com fama de machão, ex-lutador de alguma coisa e alvo de grandes controvérsias. Isso não vem ao caso, eu não assisti ao BBB, assim como nas outras nove vezes. Sei apenas o nome dos três finalistas, além do vencedor tinha o tal Cadu e a Fernanda. Sei disso apenas por causa das pessoas que sigo no Twitter. Apesar dessa mancada, continuo seguindo-as mesmo assim.

Só que não é sobre isso que irei falar no post matinal de hoje. Acontece que a final do BBB é um verdadeiro evento da televisão nacional. Apenas partidas finais de torneios como a Libertadores da América, conseguem média e pico de audiência como as do BBB 10, isso se houverem times brasileiros na disputa. De acordo com o site Audiência Brasileira, especializado em acompanhar os indicies em tempo real, o programa dessa noite atingiu uma média de 40 pontos, com pico de 43,5 e share de 60,8%. Nesta mesma faixa de tempo, a Record ficou em segundo com pico de 9 pontos e o SBT em terceiro com 4, quase 11 vezes menos que a concorrente. Para se ter uma ideia, o Profissão Repórter, programa investigativo de altíssima qualidade, consegue em média pouco menos que a metade desses números.

Esse é o efeito de massa que um programa como esse tem sobre o provo brasileiro. E não sei qual o motivo. Que graça tem em ver quase duas dezenas de pessoas brigando por um prêmio milionário. Sendo que você não irá ganhar nada, muito pelo contrário, perderá dinheiro se ficar ligando para eliminar um concorrente. Mais precisamente, R$0,35 por ligação. Parece pouco né? Vamos as contas, em média umas 30 milhões de pessoas votam por telefone, um lucro de R$10,5 milhões. Para uns 15 paredões, arredondando. R$157,5 milhões. Que sejam divididos entre a empresa telefônica e a Globo. É uma boa quantidade de dinheiro. Que se lasque o prêmio do campeão. No primeiro paredão isso virou o troco da pinga.

Lógico que manter uma casa cheia de gente custa caro, mais ainda quando ela é cerada por câmeras, fotógrafos, editores, produtores e coisas mais. Mas mesmo com esse custo, a edição anterior do programa faturou limpo para a emissora, R$280 milhões. Isso, depois de muita gente ganhar suas migalhas milionárias por serviços prestados. Flávio Ricco, colunista do Portal UOL, estima queno período que ficou no ar a 10ª edição rendeu a emissora mais de R$ 300 milhões.

Chegando ao quinto parágrafo, posso concluir uma coisa, o BBB é uma grande máquina de fazer dinheiro. Isso é inegável. Qual o problema disso acontecer? Nenhum. Feliz é a Rede Globo de televisão que tem como investir e resgatar o lucro desse investimento. Fosse diferente, teríamos parado na primeira edição. Queria eu poder fazer o mesmo. E cá entre nós, você também gostaria. A única coisa é que investiria o lucro em produção de conhecimento cultural e científico.

Quem é o trouxa? A pessoa que assistiu ao BBB10 durante dois meses, dia após dia, semana após semana. Com Pay Per View e tudo mais. E agora, um dia depois do final do programa, está lendo esse texto e ficando indignado. Perdoem-me senhoras e senhores que “curtiram a valer” esses dois meses de “escrotidão” em rede nacional, mas é fato que a instauração e o crescimento da mediocridade intelectual partiu provavelmente de pessoas como você.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Homenagem a Armando Nogueira

A demora na atualização do Blog do Duzão nesta segunda-feira se explica facilmente. Normalmente reservo o primeiro post da semana para publicar algo cômico, alguma coisa que faça a gente rir e ter energias para aguentar a semana. Como sempre, esse post está pronto, arquivado aqui no meu computador. Mas a manhã de hoje trouxe uma péssima notícia para os amantes do bom jornalismo. Morreu na manhã de hoje, por volta das 7h, o jornalista e cronista esportivo Armando Nogueira, um dos grandes nomes da história da comunicação nacional. Por isso, passei parte da manhã pesquisando uma forma de celebrar a vida desde brilhante ser humano.

Entre outras coisas, Armando foi co-criador do Jornal Nacional. Torcedor de carteirinha do Botafogo, hoje dá nome a Sala de Imprensa do clube carioca. Iniciou seus trabalhos como repórter esportivo nos idos de 1954, quando cobriu sua primeira Copa do Mundo, depois disso nunca mais parou. Passou pela redação da Revista Manchet, Cruzeiro e outras tantas. Trabalhou na Rede Bandeirantes e atualmente estava na SporTV.

Amante da palavra, Armando Nogueira participou da criação de textos para o roteiro do filme “Pelé Eterno”. Além de ter escrito e co-escrito dez livros sobre o futebol.

O Maracanã é de fato o único placo a altura do velório desse jornalista.

Para celebrar a vida e obra de Armando Nogueira, seguem dois vídeos com textos escritos pelo próprio:




sábado, 27 de março de 2010

ZortCast#17 - Bebo porque é líquido...



Senhoras e senhores!

Como parte do nosso plano para dominar o mundo, ebriamente, a Duzão & Salgado Entertainment Association presenteia-os com o décimo sétimo episódio do ZortCast, um podcast sem sentido mas com conteúdo! Nele, Duzão, MarinJoey Salgado contam histórias e memórias daqueles que tomam todas e mais algumas (hic)!


Nesse episódio, entenda que cachaçados perdem o nojo quando em alto estado alcóolico, note a criatividade que é despertada através do etanol, emocione-se com o choro lamurioso que só destilados podem evocar e descubra que nem tudo é o que parece! Hic!


Tempo de duração: 62 min.

Ouça agora, com o player abaixo, ou faça o download do episódio!




Notícias da quinzena:


Dicas da vez:
- Um sonho possível (Cinema, filme)
- Os Piratas do Rock (DVD, filme).
- Comics científicos: xkcdAbstruse Goose.
- Reinaldo José Lopes, autor de "Além de Darwin", no Programa do Jô: parte 1, parte 2, parte 3 & parte 4. (Para comprar esse livro sensacional com megadesconto, frete grátis, dedicatória & autógrafo, clique aqui!)




Comentários, críticas, contribuições & pitacos: zortcast@gmail.com.


ATENÇÃO: o episódio possui linguagem que pode ser considerada inapropriada e/ou ofensiva para algumas pessoas, tornando-o desaconselhável para moralistas e/ou menores de idade. Não diga que não avisamos!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Repórter investigativo não é pregador da paz

O que os novos estudantes de jornalismo das grandes faculdades brasileiras mais escutam hoje em dia, é que o mercado mudou e por isso é preciso descobrir novas formas de se fazer nosso trabalho. Porém, muitos insistem em reinventar a roda, sonhando em viver os caminhos que seus “ídolos” e seguir carreiras como as de outros grandes repórteres da história da Comunicação Social no Brasil. Só que se lembrem de uma coisa, vivemos em uma nova era cultural, social e política. Viver do passado é pior que parar em seu tempo.

Outros entendem que reinventar o jornalismo é fazer tudo errado. Dar um grande “f#dasse” as regras do bom jornalista, a ética e a primazia pela qualidade da informação. Ficam dando murros em ponta de faca e mesmo depois de furar a mão “zilhões” de vezes, prosseguem no erro. E por fim, têm aqueles que se tornam grandes repórteres a moda antiga, o que também não é nenhum problema, e seguem a velha rotina de OFFs, passagens, sonoras, aspas, declarações, fontes oficiais e fontes oficiosas, além de outros mil termos jornalísticos por ai.

Uma veia que parece ser o futuro do jornalismo é o que estou produzindo agora e você, caro leitor, está recebendo no conforto de sua casa, escritório ou onde quer que você esteja: a internet. Que tem a seu favor cada vez mais o imediatismo, a mobilidade e a acessibilidade.

Contudo, ela está longe de extinguir os meios de comunicação mais antigos. Desde que eles tenham a capacidade correta de se reinventar. Se moldar aos novos dias de comunicação que vivemos. Chega de programa policial de finais de tarde, jornais superficiais com temas simples e diários. Precisamos de reportagens como a que foi ao ar no programa “CQC”, da Band, na última segunda-feira, dia 22 de março.

Reinventar o jornalismo investigativo é isso meus queridos “padawans” – se você é jornalista e não sabe o que é isso, apure e descubra. A reportagem que abre a temporada 2010 do quadro “Proteste Já” é um grande exemplo de como se aproveitar das novas tecnologias para construir uma investigação jornalística. Sem infringir nenhuma lei, sem excluir as declarações e colocando em pauta apenas os fatos. Deixando que as imagens, atitudes e declarações mostrassem o tamanho da porcaria que se tornou alguns dos governos de nosso país.

Não foi preciso que nenhum apresentador de terno “mal cortado” e tênis branco ficasse gritando e esbravejando aos ventos, acusando e muitas vezes caluniando as pessoas envolvidas em casos de corrupção, roubo e outros delitos, muito antes de se ter provas concretas contra a pessoa.

Precisamos findar esses pregadores da paz e dar espaço a jornalistas capazes de realizar reportagens como o Rafinha Bastos e o Danilo Gentilli.

Para quem não viu, segue a reportagem dividida em cinco partes:









quarta-feira, 24 de março de 2010

Contos e Crônicas da Vida Moderna: A escolha

Manu havia nascido Manuella, com dois ‘Ls’ como ela sempre frisava nos primeiros anos de vida, quando aprendera a escrever seu nome. A primeira a chamá-la pelo apelido foi a prima mais nova, Roberta, de apenas dois anos e idade. Não gostou, queria Manuella, com dois ‘Ls’, era esse seu nome. Se a mãe quisesse uma Manu, teria colocado esse nome desde o primeiro momento. Mas não teve jeito, ao final daquele mesmo ano ela já tinha entendido o carinho que um apelido podia conter. Que fosse Manu então.

Seguiram-se longos 16 anos desde aquele fatídico dia, quando o e-mail da prima Rô enchera seus olhos, naquela fria manhã de São Paulo. Os prédios altos na região da região deixavam aquela cidade ainda mais fria e menos acolhedora. Só que aquele e-mail era uma luz, um ponto de calor em meio aqueles tempos malditos. Finalmente sua prima tinha idade para fazer suas próprias escolhas e largar aquela pequena cidade nos confins do estado. Paranapuã era uma cidade pequena, uma cidade onde as pessoas mais velhas ainda achavam que a televisão podia ser coisa do diabo.

A prima mais velha foi a primeira a confrontar algumas das coisas antiquadas que sua família empunha. Não demorou muito para ela perceber que a cidade de menos de quatro mil habitantes nada tinha a oferecer a uma menina inteligente e ativa como ela. Sonhava com a cidade grande, com os prédios, carros, motos, festas, moda e tudo mais que as ela podia sonhar em ter, mas a família não deixaria. Não demorou muito para que o um vizinho lhe presenteasse com o primeiro disco de Rock and Roll da vida dela, “Led Zeppelin I”. A família permitiu aquele ato profano, mas com relutância.

A garota esperou pacientemente pelo dia em que completava a maioridade legal. Pegou todo o dinheiro que tinha guardado dos trabalhos de férias, mesadas e presentes, a parte que não foi gasta com discos de Rock, e foi embora. Na saída, a prima Roberta chorava, Manu delicadamente passou a mão entre os cachos dourados da prima, fitou aqueles lindos olhos azuis da menina, com seus profundos olhos castanhos esverdeados. “Um dia, você vai entender. Vai querer sair desse lugar. Conhecer além das fronteiras. Nesse dia, eu vou te esperar na porta do ônibus. Até lá, deixei uma surpresa para você, naquele nosso lugar secreto!”.

Logicamente a garota achou aquele mesmo disco que Manu tinha ganhado anteriormente. O e-mail continha o dia e a hora da chegada da garota na rodoviária de São Paulo. Manu estaria lá, não queria ver a priminha sofrendo tanto quanto ela sofreu antes de conseguir aquele apartamento há apenas cinco quadras da Av. Paulista. Foram oito anos de muita batalha e suor, mas foram recompensados.

Logo que chegou à cidade a única coisa que ela conseguia trabalhar era como garçonete, afinal foi com esse trabalho que ela ganhou dinheiro suficiente para fugir da cidade natal. O primeiro bar que ela trabalhou era um pequeno boteco com cheiro de mofo, que pagava mal, mas deixava-a dormir no quarto dos fundos e comer alguma coisa da cozinha nas três refeições diárias. Além de ter um grande estoque de cigarro a sua disposição. Ele era um grande companheiro para as longas noites solitárias. Sem contar os ratos, que muitas vezes apreciam para roubar uma fruta ou alguma coisa quase podre no armário do bar.

Seus conhecimentos musicais deram a ela um emprego matutino em uma pequena loja de discos, de um velho cansado e amante do bom e velho rock. Não havia tempo para estudar, mas o dinheiro extra lhe garantiu um pequeno “apê”, longe dos ratos. Ao final daquele primeiro ano ela já era gerente da loja de música. O passar dos anos lhe fez uma verdadeira comerciante da música. Cinco anos depois, recebeu o comando da empresa de seu dono, que havia se aposentado para esperar a morte calmamente. Logo ela começou a investir em bandas pequenas, promovendo-as em suas lojas, que já eram três.

Naquela manhã havia exatamente um ano que a melhor das bandas que ela gerenciava estourou nas paradas de sucesso. Dinheiro, fama, conforto e tudo mais que ela podia esperar. Aos poucos, suas crias estavam tomando as paradas musicais rumo ao topo. Seria fácil encaixar a prima Rô em algum desses negócios. Estava perto de assinar um contrato milionário, seria o final dos dias de vacas magras. O começo de uma nova era.

Ao final daquele dia, ela já havia me contado a história da infância das duas umas 30 vezes.


Os dias passaram rapidamente até a manhã da chegada de Roberta. E naquele dia, o sol estava disposto a mostrar as caras e sorrir para a nova moradora da cidade. A garota que desceu do ônibus não era definitivamente a pequena mocinha que Manu deixara em Paranapuã. Era alta, esguia, linda, com longos cabelos loiros encaracolados e o andar sensual que apenas as grandes mulheres podem ter. Tivesse ela cabelos e olhos castanhos, Manu juraria ver um clone seu descendo do veículo.


Passaram-se dois dias desde a chegada de Roberta até que Manu me apresentasse a prima. Nós já saímos mais ou menos desde quando minha banda começou a tocar nas grandes rádios do Brasil. Era para ser uma festa simples, para comemorar o sucesso da banda, acordei no dia seguinte dormindo ao lado da nossa empresária. Assim como o resto da banda, me encantei pela beleza da priminha. Muito inteligente também, ela logo sacou que seguir as ordens da prima mais velha seria o melhor a se fazer no começo. Ainda assim, não demorou muito para ela perder a noção em uma das muitas festas para qual a gente era convidado. A essa altura, Roberta era oficialmente a assistente direta da prima mais velha. E eu, logo estava tão apaixonado por ela quanto pela Manu.

Era isso que me deixava louco, mal conseguia me concentrar nas novas composições que fazíamos para o novo álbum. Eu não estava deixando de amar uma para gostar da outra, estava amando as duas ao mesmo tempo, sem diferenciação. Eram lindas, inteligentes, alegres e adoravam uma farra. Logicamente ela percebeu meus olhares esquivos para os seios perfeitos que ela deixava amostra com decotes tentadores.

Uma noite, quando estava sozinho em casa, ela apareceu e bateu em minha porta. Abri a porta imediatamente pensando que algo de grave poderia ter acontecido, mas lá no fundo eu sabia o que realmente iria acontecer. Aquela foi uma noite inspiradora, digna de ser rememorada em uma letra de música. Na manhã seguinte, a garota já não estava mais lá, não demorou muito para que a Manu me ligasse, estava preocupada, pois não sabia onde a prima havia passado a noite. Fingi ficar supreso e disse que ela devia se acalmar, afinal Roberta já era uma mulher bem ‘crescidinha’. “E que mulher”, pensei comigo.

Foram-se uns três meses com essas saídas furtivas no meio da noite. Eu não aguentava mais, elas iam me deixar completamente louco. Estava apaixonado pelas primas, isso não podia continuar. Passei uma semana sem praticamente falar com elas, minhas conversas com a Manu giraram basicamente em torno do trabalho.


Hoje eu bebi meia garrafa de Whisky desde a hora que acordei, cheguei a apenas uma conclusão. Não podia viver com uma, enquanto a outra ainda estivesse por ai. Minha vida com Manu ia muito bem até aquele dia em que o maldito ônibus aportou na cidade de São Paulo. Roberta provavelmente vai aproveitar que a prima está fora da cidade, trabalhando em novos contratos para nossa banda, e passará aqui em casa. Como sempre fazia. Mas decidi que ia fazer as coisas voltarem a ser como eram antes da chegada dela. Precisava disso, ou minha vida que seria arruinada.

Seria difícil para Manu, ela ia ficar triste, mas nunca saberia o que realmente aconteceu.

Escutei um carro parar quase em frente de casa e arrancar de novo, dessa vez não era ela. Chequei novamente a minha arma, estava carregada.

Eu sentava de frente para a porta. Logo menos ela ia cruzar aquela porta pela última vez. Havia feito a escolha, apenas uma delas viveria.

Podia sentir.

Quase como se fosse agora...

segunda-feira, 22 de março de 2010

Cinco vídeos de: Cyanide & Happiness

Como hoje eu estou inspirado pelo meu aniversário, ai vão mais cinco vídeos para alegrar a semana de vocês.

O Cyanide & Happines foram criados em 2005, com uma série de tirinhas cômicas desenhadas por Kris Wilson, aos 16 anos. O produto final foi apresentado ao mundo pelo site Explosm.net e logo se tornaram um mito. Tudo graças a Matt Melvin, Rob DenBleyker e Dave Mcelfatrick, jovens investidores, que criaram o site para divulgar arte em geral e viram o potencial de Kris.

Marcados pelo humor sarcástico, baseado em assuntos do nosso cotidiano, e com traços extremamente simples, lembrando desenhos feitos por crianças na escola. Inspirando outras tirinhas muito conhecidas, o Dr Pepper, que ficaram mais conhecidas aqui no Brasil. Recentemente os desenhos começaram a receber animações muito bem feitas, em “tirinhas animadas”, com o mesmo espírito de porco saudável das tirinhas.

Atualmente o site recebe cerca de um milhão de visitas diárias e está na lista dos 3 mil sites mais visitas do mundo.

Vamos aos vídeos! E lembrem-se, vejam o primeiro até o final, vale a pena.

THE MAN WHO COULD SIT ANYWHERE


BEER RUN


BARBERSHOP QUARTET HITS ON GIRL FROM TAXI


BARBERSHOP QUARTET PERFORMS SURGERY


I DID IT


Para conhecer o site deles entre aqui. O canal do YouTube está aqui.

Comece a semana rindo (9)

Hoje é uma bela segunda-feira de março, principalmente por que é aniversário de um cara genial, especial, inteligente, sagaz, astuto, bonito, de quem eu poderia continuar citando mil e uma qualidades, mas ai seria presunção minha. Parabéns, para MIM! É isso mesmo, hoje é meu dia de assoprar velinhas, cortar o bolo e receber felicitações. Aceito presentes, lembrancinhas e doações financeiras, afinal não é fácil manter um blog. Mesmo assim, como eu sou um cara legal, quem ganha com meu bom humor é você! Hoje farei dois posts com vídeos para alegrar a semana.

O primeiro deles é mais uma pérola do College Humor. Na década de 90, os lares mundiais foram invadidos por duas figuras. Mario, vulgo Jumper Man, e Sonic, vulgo porco espinho azul com cara de esquilo. Os jogos de vídeo game deles se espalharam por todo o mundo, mas para o universo dos games o tempo também passa. E como sempre, nem todo mundo consegue se manter no topo para todo o sempre.

É ai que um dia as pessoas se reencontram e pinta aquele ar desconcertado ao saber que um dos dois está na m#rda.

Eu particularmente, sempre fui muito mais fã do Sonic, mas fazer o que nem tudo é perfeito.

Sonic and Mario's Awkward Reunion



Mais tarde, um post da série “Cindo vídeos de...”

sexta-feira, 19 de março de 2010

Cinco vídeos de: Joe Bonamassa

O mundo da música tende a ter alguns problemas com colocar em pedestais de glória guitarristas medíocres e deixar de fora alguns caras que realmente são fodas. Alguma dúvida ou vocês realmente achavam que Kurt Cobain sabia tocar guitarra? Fora cantar que nem um corvo velho.

A questão não é nem as pessoas não serem reconhecidas, pois sua indiscutível qualidade faz com que elas se torne conhecida no cenário alternativo paralelo, que comporta mais qualidade e menos pentelhação. Um desses casos é o genial guitarrista estadunidense Joe Bonamassa, um dos maiores músicos da década de 1990 e 200, mas que teve pouco reconhecimento do grande público. Não que ele se importe com isso, duvido muito que o faça.

Ele é, por assim dizer, contemporâneo de outro músico genial de nossa época, o guitarrista John Mayer. Posso afirma que em algumas coisas, Bonamassa está anos luz na frente de Mayer, mas o segundo também tem técnicas mais apuradas em outros setores. Ainda assim, a diferença é que John se preocupa em ser POP e usa desse poder para divulgar seu som mais “bluseiro”. Já Bonamassa, prefere ser “fiel” a sua origem. Mas esse é assunto para outro “post”.

Vamos aos vídeos, que é o motivo de tudo que estou escrevendo nesse momento. Ouçam um blues de primeira e bom final de semana.

1 - STONE COLD HEARTED – Esse video é da pepoca que Bonamassa integrava a Bloodline Band, sua primeira banda, em 1994.


2- BALLAD OF JOHN HERY – Música que dá nome ao último álbum do cara, lançado em 2009. Incrível como em 15 anos o som dele amadureceu, mas manteve a mesma pegada.


3- FURTHER UP ON THE ROAD – Mais um encontro de gingantes acontecendo no Royal Albert Hall. Dessa vez, Joe sobe ao palco com ninguém menos que Eric Clapton. Com seu blues de raiz.


4 – STOP! – Também do álbum de 1998, uma levada de blues que BB King teria orgulho!


5 – BLUES DELUXE - E para fechar, um show de 2005 e uma música que o nome diz tudo.

terça-feira, 16 de março de 2010

Contos e Crônicas da Vida Moderna - Os três amigos

A noite chegou de mansinho. Naquele momento o sol de verão se ia ao horizonte, pintando uma linha laranja que separava a Terra da noite que chagava. Quase não perceberam que já fazia pouco mais de 2 horas que estavam sentados naquele banco.

O silencia era sepulcral. Não fúnebre, mas profundo.

Felipe sentava perto do meio do banco, um pouco mais para a esquerda dele. Calça jeans meio surrada, sapato preto, camiseta branca e um paletó com risca de giz aberto. Juliana ficou perto da ponta direita do banco. Vestia uma calça de lã preta, bem fina e solta, que se moldava levemente ao seu quadril. Com uma regata básica branca e uma jaqueta jeans. Ela havia explicado anteriormente a ele que aquela era uma calça estilo Saruel, ele deu de ombros e esqueceu minutos depois.

Nenhum dos dois sabia o que falar um para o outro, durante anos eles quiseram se reencontrar, sentir novamente o abraço apertado que sempre se davam, sentir o perfume que cada um exalava. Ela sentia falta do sorriso dele, ele sentia falta daqueles lindos olhos cheios de serenidade. E naquela noite nada daquilo aconteceu. Eles nunca foram, não eram e nunca seriam namorados. Muito pelo contrário, por muitas vezes tinham sido o pilar de sustentação para os momentos difíceis.

Eles eram amigos que haviam prometido um para o outro que nunca ficariam muito tempo sem se ver. Mas ficaram, e muito, muito mais do que podiam suportar. E naquela noite o destino dos dois voltou a se encontrar, graças aquele velho denominador comum.


Felipe ainda estava no escritório da sua empresa de Publicidade quando seu telefone celular tocou. Ao atender, a ligação caiu. Ele fechou as últimas coisas no computador, enviou um e-mail para um cliente e saiu. Assim que seu Mustang Eleonor tomou as ruas da cidade de São Paulo ele ligou para Marcio, amigo de longa data, dos tempos de faculdade. Os dois amigos e a bela Juliana eram inseparáveis. Para eles, só a presença do trio era suficiente para fazer valer qualquer festa, viagem, churrasco e afins.

Aquela seria uma noite memorável. Os três estariam novamente juntos.

Quando terminou de discar o seu celular voltou a chamar. Dessa vez a ligação não caiu. Dessa vez, foi o mundo dele que desmoronou. O sinal verde fez com que os carros atrás de buzinassem, mas o Mustang não se moveu. Felipe estava paralisado, uma grossa e solitária lágrima correu seu rosto.

Marcio estava morto.


A lembrança da notícia que Roberta, esposa do amigo, lhe deu por telefone fez com que ele preferisse voltar para a realidade.

Ele levantou lentamente do banco, pegou Juliana pela mão, seus olhos já haviam secado. Enquanto ela se levantava, o rapaz a protegeu do frio que surgia com o paletó. Eles andaram lentamente de mãos dadas, sentindo o cheiro da grama recém cortada da praça central do cemitério.

O Mustang tomou a rua novamente, ao som de “Let`s Spend The Night Together”, dos Stones.


Quando ele chegou ao velório quase todos os amigos mais próximos estavam lá. A chegada do amigo fizera todos se calarem. Ao lado do caixão, Roberta e Juliana velavam o corpo rijo e frio.

Ele se aproximou pelo lado oposto, elas só deram conta da presença quando ele se encontrava ao lado do corpo. Felipe manteve-se em silêncio, enquanto o padre rezava, assim que o caixão foi colocado no carrinho que seguiu rumo ao local do enterro, ele se afastou do grupo seguido por Juliana. Ela entendia o motivo que fez com que o amigo não fizesse questão de seguir o cortejo, para ele aquela era apenas uma carcaça sem vida, uma última lembrança da existência do amigo. O fim de tudo.

“A polícia matou o assassino em um tiroteio. Um amigo, jornalista que cobriu o caso, me ligou assim que ficou sabendo”. Essa frase foi a única coisa que aquele homem momentaneamente desprovido de emoções foi capaz de falar. Uma tentativa de acreditar que aquilo era justiça, mas não era, e ele sabia. Pelas próximas duas horas, eles ficariam em silêncio.


- Você sabe o que ele ia querer que a gente fizesse né? – Felipe quebrou o silêncio enquanto reduzia uma marcha e ultrapassava sem dificuldades um Chevrolet 2.0 que tentava ser mais rápido que eles – O que a gente deveria fazer hoje, mesmo que isso acontecesse.

- Ele ia querer que a gente relembrasse os velhos tempos, que celebrássemos a vida dele.

- Isso mesmo. Vamos pro minha casa, essa noite a gente vai tomar todas, como ele sempre fazia quando nos conhecemos. – Eles sorriram um para o outro pela primeira vez na noite. – E aumenta o volume dessa porra...

“Let's spend the night together
Now I need you more than ever…”


Já eram pouco mais de 4 da manhã, quando Juliana deitou-se na cama de Felipe. Eles já haviam tomado uma grande quantidade de tequila e cerveja. O Rock and Roll rolava solto no som ambiente. Ela deitou-se de lado olhando no fundo dos olhos dele. A essa altura, “The Guess Who” enchia os ouvidos deles com “These Eyes”, ao vivo em Paramount, no show histórico de 1972. Ela cantou o primeiro refrão todo, sem tirar os olhos do rosto dele.

“These eyes cry every night for you.
These arms long to hold you again.
The hurtin’s on me yeah,
But I will never be free no my baby, no no.
You gave a promise to me yeah and you broke it, you broke it. Oh, no.”

Ele passou a mão pelos cabelos dela, acariciando delicadamente sua nuca. O beijo foi inevitável. Longo. Quente. Triste.

Eles ficaram lá, abraçados, sentindo o calor que emanava de seus corpos. Dos desejos reprimidos. Ela chorou, até pegar no sono. Felipe andou até a varanda do quarto e acendeu um cigarro. Tragou longamente por duas ou três vezes e jogou mais 2/3 do cigarro fora. Voltou para a cozinha, pegou a garrafa de tequila e tomou um grande gole diretamente do gargalo.


Ela acordou no dia seguinte, ele estava ao seu lado, a garrafa quase vazia de tequila estava no criado mudo. Ela levantou, foi ao banheiro, a toalha dele estava pendurada ao lado do chuveiro. Ela tomou uma longa ducha morna, deixou que aquele peso do dia anterior escorresse pelo ralo.

Passava um pouco das 10h, ela saiu do banheiro apenas com a toalha enrolada em seu corpo. Ela passou uma das pernas sobre a cintura dele. Inclinou o tronco de forma que seus lábios ficaram menos de dois cm de distância dos dele. O corpo imóvel. Já quase não havia calor emanando dele. Juliana se livrou do restante de tequila na garrafa, a substância que ela havia colocado na bebida pouco antes de se deitar havia feito seu trabalho. Uma parada cardíaca, uma tragédia, a morte dos dois melhores amigos em sequência, por causas completamente diferentes. E aquele assassino de quinta categoria ainda havia sido morto na simulação de um assalto seguido de morte. “Perfeito” – pensou a garota.

Felipe não tinha irmãos, pai, mãe, esposa, filhos ou algo que pudesse chamar de família, que ainda vivesse. Nascido nos Estados Unidos, seu pai morrera de um ataque cardíaco fulminante com quase a mesma idade que o filho. Diante dessa situação, ele registrou um testamento lá, onde o documento teria validade, indicando quem seriam os beneficiados de seu legado.

Naquela manhã, fazia exatamente um ano, que Felipe contara a Juliana que quando ele morresse, sua milionária empresa de Publicidade e Marketing, seria passada para as mãos dos dois amigos, ou de suas famílias, caso ambos já tivessem morrido. Com um deles vivo, a empresa teria apenas um dono.

Juliana saiu pela porta dos fundos.

Felipe foi encontrado, por seu assistente, que estranhou a ausência do chefe nas importantes reuniões daquela tarde.

No enterro, ao lado de Roberta, Juliana chorava. Inconsolável.

Na porta do velório, um senhor de terno, falando inglês e se identificando como advogado do morto, procurava a jovem senhorita Juliana Pasotri. De acordo com ele, apesar do momento difícil, ele tinha ótimas notícias para a moça.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Comece a semana rindo (8)

É isso ai, começamos mais uma semana e por que não fazer isso dando algumas risadas?!

Quem nunca precisou fazer alguma coisa para o colégio ou faculdade no PC, mas devido as atrativas possibilidades do mundo virtual acabou se distraindo e o trabalho saiu aquela porcaria. Pois é, a galera do College Humor deu vida aos programas do iMac de algum garoto perdido por ai e o resultado você confere agora.

Internet distractions



Tá rindo do que? Se você está na faculdade, trabalho, ou coisa do tipo, esse Imac pode muito bem ser o seu!

sábado, 13 de março de 2010

ZortCast#16 - I'm a golden Zort!


Senhoras e senhores!

Como parte do nosso plano para dominar o mundo, douradamente, aDuzão & Salgado Entertainment Association presenteia-os com o décimo sexto episódio do ZortCast, um podcast sem sentido mas com conteúdo! Nele, Duzão, Buba & Joey Salgado comentam os grandes filmes sobre bandas de Rock and Roll da história do cinema!

Neste episódio, descubra qual a melhor desculpa para se reunir um elenco de astros da música em um mesmo filme. Conheça diversos momentos em que a arte imitou a vida na estrada. Aprenda quem são os atores de Hollywood apaixonados por Rock and Roll. E veja como uma princesa rebelde se tornou uma mulher “misteriosa” e acabou a carreira como mãe carola de adolescente revoltado!

Tempo de duração: 66 min.

Ouça agora, com o player abaixo, o faça o download do episódio!



Notícia da Quinzena:
Homenagem à Glauco Vilas Boas

Dicas da Vez:
Eric Clapton and Steve Winwood (Show, 2009)
- Deep Purple, Stormbringer (CD, 1974)
Rota 66, Caco Barcellos (Livro, 1992)
Sombras da Noite, Stephen King (Livro, 2008)

ATENÇÃO: o episódio possui linguagem que pode ser considerada inapropriada e/ou ofensiva para algumas pessoas, tornando-o desaconselhável para moralistas e/ou menores de idade. Não diga que não avisamos!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Vivendo da glória do passado

A cidade de São Paulo recebe nessa semana duas bandas que já fizeram história no mundo do Rock. A-Ha, que se apresentou nesta quarta-feira, e o Guns n’ Roses, principal atração deste final de semana no estádio do Parque Antártica. Apesar do som completamente diferente, as bandas têm muitas coisas em comum. A principal delas é que ambas vivem de um sucesso perdido em um passado distante, mas que ainda assombra o mundo musical do presente.

O Guns n’ Roses – conhecidos também como Axl e suas Rosinhas – surgiu nos idos de 1985, quando Joey Salgado ainda desfilava seu ursinho de pelúcia pelos corredores de nossa casa em Curitiba, no seu segundo ano de vida. Mas o primeiro disco, o “Appetite for Destruction”, chegou as lojas, em 1987, quando este que vos fala estava azucrinando a vida de meu irmãozinho mais velho supracitado, no meu segundo ano de vida. Apesar de nós só sacarmos a importância desses eventos anos mais tarde, quem estava presente e consciente dos fatos ocorridos apreciou o surgimento de um álbum que mudou o rumo do mundo da música. Logo no seu lançamento de debute, o Guns levou ao público sucessos históricos como “Welcome to the Jungle”, “Paradise City” e “Sweet Child o’ Mine”.

Em pouco tempo os caras estouraram e viraram a grande banda do momento. Dois eram os fatores que colocaram a banda nesse patamar. O primeiro era o vocalista Axl Rose, líder da banda e dono de uma potência vocal inacreditável, somado ao guitarrista dono de riffs geniais, Slash. Quando o mundo fala do final dos anos 80 e início da década seguinte, a trilha sonora que vem a mente com certeza tem esses dois nomes no meio.

Em 1991, eles lançaram outro marco da história da indústria áudio visual, Use Your Illusion I e II. Ambos tem a mesma capa, diferenciados pelas cores laranja e azul, respectivamente. O primeiro álbum causou certo alvoroço no lançamento, mas a segunda parte da obra fez o mundo da música enlouquecer. Entre as faixas do segundo álbum estavam “Civil War”, “Yesterdays”, “Don’t Cry” e “You could be mine”, está última seria trilha sonora do segundo filme da série Exterminador do Futuro.

No palco, poucas bandas era tão boas quanto o Guns n’ Roses, como você confere no vídeo abaixo:



Os caras marcaram sua época, mas o sucesso acabou, assim como a banda original. Hoje, apenas Axl Rose continua na banda, preenchida com músicos contratados/convidados. Seu novo disco “Chinese Democracy” levou 13 anos para ser concluído, depois de ser personagem central de uma das novelas mexicanas mais famosas da música. O pior é que ficou muito aquém das outras obras da banda.

Nos bons tempos Axl roubou a capa da RS de bandas como Rolling Stones e The Who!

Agora a turnê dos caras é uma grande reunião de saudosistas e jovens fãs da banda que perderam a chance e curtir a ascensão e se contentam em ver a ruína de uma das grandes bandas do Rock. O Guns n’ Roses tem seu lugar no Rock and Roll Hall of Fame por aquilo que representaram para toda uma geração, mas o que hoje vemos no palco, são sobras daquilo que um dia foi uma banda.

O A-Ha, que o corretor ortográfico do Word insiste em colocar um acento agudo no “Há”, consegue ir mais baixo na escala (des)evolutiva da música. Até hoje eles vivem basicamente de apenas uma grande música, ou melhor, um grande clipe. “Take on me”, foi o primeiro clipe em animação visto na televisão mundial. Fora isso, nada demais. Essa turnê de despedida é uma medida desesperada para garantir a aposentadoria dos integrantes da banda.

Se você, por incrível que pareça, nunca viu o clipe, aqui está ele:


São apenas dois exemplos de bandas que não souberam se reinventar. Sebastian Bach, ex-vocalista da banda de “farofa metal” Skid Row, que abre os shows do Guns no Brasil, pode entrar para essa lista também. Hoje, é o nome que sustenta a banda e não mais a banda que sustenta o nome. Casos que entristecem o cenário musical, mas que enaltecem a competência de outras bandas como Metallica, Rolling Stones e AC/DC, que mesmo depois de tantos anos, se mantêm no topo.

Axl não é idiota, deve saber que o G N’R não tem mais a mesma pegada, mas ai você se pergunta: “Então porque ele continua?”. A foto abaixo explica mais que o suficiente.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Comece a semana rindo (7)

E cá está mais um a da série comece a semana rindo... quer dizer, termine o começo da semana, ou melhor, o primeiro dia... ah, ria um pouco e pronto. Sabe como é, hoje foi aniversário de meu querido irmão Joey Salgado, e as atribuições que recebi devido a essa data somadas a outras tarefas, algumas menos divertidas, me fizeram perder a hora de publicar o post de segunda.

Ainda assim, segue mais uma tirada dos caras do College Humor com uma cena histórica do cinema. Dessa vez, o filme em questão é o clássico nerd “Matrix”, com a famosa parte da pílula vermelha. Quem nunca pensou em algo como o que o pessoal regravou, depois de assistir pela 3ª ou 4ª vez o filme.

Bom final de começo de semana e boas risadas. Amanhã, prometo mais empenho em na atualização do blog...

The Matrix Pill

quarta-feira, 3 de março de 2010

Olimpíadas de Inverno: ponderações, curiosidades e fotos!

E os esportes de inverno não estão mais entre nós. Findou-se a disputa pelas medalhas no gelo, não teremos mais o prazer de passar madrugadas e manhãs acompanhando disputas de esqui cross-country, patinação artística, bobsledge, curlin – nacionalmente designada como bocha no gelo, modalidade que ganhou milhares de fãs em terras tupiniquins – e outros esportes mais radicais, como o slaloon gigante e o snowboard. De fato, as olimpíadas de inverno vão deixar saudades no coração dos brasileiros.

Estou triste, mas ei de sobrevier.

De bom, a única coisa que essa disputa me trouxe, foi uma lembrança de um ótimo filme sobre esporte. O mundialmente conhecido “Jamaica abaixo de zero”. Uma comédia genial contando a história verídica da primeira equipe de jamaicanos a participar de uma olimpíada na neve. Originalmente lançado em 1993, segue o trailer do filme para vocês conferirem, é muito bom. Acho que dá pra assistir o filme todo pelo youtube, se vocês tiverem paciência dêem uma olhada lá depois.



Ainda assim, para suprir a falta que esse evento me faz, descobri algumas coisas interessantes sobre as olimpíadas de inverno.

A primeira disputa de esportes no gelo em uma competição olímpica na verdade foi realizada nas Olimpíadas de Verão de 1908, em Londres. Para vocês terem uma ideia de como aquela terra é fria. A modalidade escolhida foi a patinação no gelo. Quatro anos depois, em Estocolmo, outra terra bem quentinha com médias abaixo dos 18°C no verão, eles dedicaram uma semana inteira aos esportes no gelo. Foi apenas em 1924, em Chamonix, situada na gélida França, que ocorreu a primeira olimpíada de inverno de verdade.

Um dos esportes mais tradicionais do evento é o “Combinado Nórdico”, que apesar de soar como um ato sexual entre dois noruegueses homosexuais, na verdade é um complicado “mix” de saltos e cross-country, em uma prova que pode ter até 15 km de percurso. Há também o “Skeleton”, que apesar do nome de personagem esquelético do “Zelda”, é na verdade o famoso, “peixinho”. Os caras deitam em cima de uma tabua e deslizam a uns 120km/h, algo super seguro saca. Tanto que foi a modalidade que teve o único óbito na edição desse ano, ainda nos treinos.

Tem também o “Esqui Livre”, modalidade onde você está livre para fazer o que bem entender e ganha quem for mais criativo... Sacanagem, na verdade é a prova de manobras e saltos que vemos tão alegremente esperando que algo saia errado e alguém de com a cara no gelo.

E como bom gordinho que sou, não podia de achar uma curiosidade que elevasse minha moral e a de meus colegas de peso. Em 1952, em Oslo, a dupla alemã campeã no bobsledge teve sua vitória muito mais ligada ao peso que a habilidade dos competidores. Juntos, Andreas Ostler e Lorenz Nieberl, pesavam mais de 230 quilos, um recorde!

Agora, de todas as curiosidades, a mais bizarra foi relacionada à austríaca Erica Schinegger. Campeã mundial em 1966, ela não pôde competir nos Jogos de 1968, pois os exames médicos de sua saliva apresentavam apenas hormônios masculinos. Até ai, normal, Rebecca Gusmão que o diga. O “zuado” é que a atleta descobriu que tinha órgãos sexuais masculinos no interior do seu corpo. Schinegger fez uma cirurgia, trocou seu nome para Eric e, posteriormente, se casou. Já diria o almirante Ackbar: “It’s a trap!”.

Fato é que eu não poderia recolher tais informações sem a ajuda de meu enviado especial, saído diretamente do caloroso carnaval baiano diretamente para o inverno de Vancouver. Ele conseguiu inclusive me enviar algumas fotos em que ele participa da comemoração de alguns atletas. Segue a galeria!

Ele tentou ser discreto e não atrapalhar os fotógrafos...

"It's bobsledge time!"

Na Rússia, a vitória comemora você, mas o Gandalf não podia perder a chance.

(*Eu não sei falar chinês!!!)

Acredito que ele se divertiu mesmo com a turma do Hóquei no gelo feminino do Canadá e com as meninas do Curling da Suécia. Mas é só uma suposição.



terça-feira, 2 de março de 2010

Jornalista gosta mesmo é de papel

Não demorasse muito para chegar a essa conclusão do título. Jornalista , por mais que sempre carregue consigo o seu gravador, sempre terá ao seu lado aqueles bloquinhos de anotações. Aquele meio amarrotado, cheio de orelhas, mas de onde ele pode tirar histórias fantásticas. Naquele bloquinho, caderninho, seja lá o que for, anotamos cada um dos fatos mais interessantes que vemos na cobertura, as palavras mais marcantes de cada personagem entrevistada em um dia de trabalho.

A caneta e o bloquinho são os melhores amigos de todo jornalista. São confidentes das suas mais marcantes histórias e das mais belas entrevistas. Rabisco de lá, anotação de cá, nesses anos que atuei como jornalista, guardei algumas sacolas cheias de bloquinhos. Alguns mais bonitos com direito a espiral de metal e tudo mais, outros sendo compostos apenas folhas de A4 cortadas na guilhotina e grampeadas. Nem por isso, as histórias registradas em um bloquinho é menos importante que a outra.

Pelos meus bloquinhos passaram personagens de carnavais do ABC paulista, do futebol, handebol, cidade, alunos de teatro, até o presidente Lula e seus ministros, em uma visita às obras da Universidade Federal do ABC. O caderno de um jornalista é, sem grandes esforços, um grande registro da nossa história. Lá estão inclusive as famosas fontes de informações em off, que todo jornalista acaba tendo a sua.

Não conheço jornalista que não anote as coisas no seu bloquinho. Seja telefone para contato, endereço, entrevista, horários, pequenos pensamentos, ideias de pauta. Tudo que surge na cabeça de um jornalista vai diretamente para seu bloquinho, caso contrário, ele vai se esquecer de alguma coisa.

Vida de jornalista é assim, tem seus altos e baixos, mas de alguma forma é apaixonante e te permite chegar a pessoas e acontecimentos fantásticos.

Se um dia você tiver um caderninho de jornalista, entenderá o que eu estou falando.

Opa, acaba de me surgir uma boa ideia. Onde está meu bloquinho!?

segunda-feira, 1 de março de 2010

Comece a semana rindo (6)

Seguindo a linha do ZortCast publicado neste final de semana, vamos começar a semana rindo com o cinema. Star Wars é uma das séries mais assistidas e comentadas da história, movimenta milhões ao redor do mundo, pessoas que se vestem, falam e “vivem” como se fossem personagens da saga. As vezes o fanatismo pela série é tamanho que chega a ser uma doença mental. Cá entre nós, a trilogia original é um marco na história do cinema mundial e na vida dos amantes de ficção científica.

Com todo esse potencial, não podia ser diferente, o filme é simplesmente um dos mais parodiados, referenciados e comentados em filmes de comédia com temas nerds ou populares. Mesmo que não sejam filmes de comédia propriamente dita, mas que tenham um viés humorístico mais forte, com certeza você correrá o risco de ver uma cena com referencia a série de George Lucas. Star Wars é com certeza um ponto comum entre as diversas culturas pops e cinematográficas de todo o mundo. Por isso, o Blog do Duzão tem o prazer de trazer nesta segunda-feira, CINCO vídeos geniais com um pouco da comédia instituída sobre a obra.

No primeiro vídeo, uma edição utilizando apenas alguns segundos do filme, os caras fizeram o Darth Vader parecer um cara engraçadão!


Nesta paródia, os caras fingem um ensaio do almirante Ackbar para sua última e decisiva cena. A Famosa: “It’s a Trap!”


Os três últimos são cenas do seriado Family Guy, nos dois primeiros são partes de um especial com pessoas da série como personagens do filme. No último, eles descobrem a receita para uma boa conversa do imperador.