sexta-feira, 23 de abril de 2010

ZortCast#18 - Por Tutatis, desenhos!!!




Senhoras e senhores!
Como parte do nosso plano para dominar o mundo, animadamente, a Duzão & Salgado Entertainment Association presenteia-os com o décimo oitavo episódio do ZortCast, um podcast sem sentido mas com conteúdo! Nele, Duzão, Caio “o Gordinho” & Joey Salgadorelembram os melhores desenhos animados que marcaram as suas infâncias e pós-infâncias!

Nesse episódio visite o seu passado através de desenhos memoráveis como Tom e Jerry, Freakazoid, Pica-Pau, Papaléguas e vários outros cartoons. Descubra que outo Chuck, que não o Norres, é tão bom naquilo que faz que ninguém se mete com ele. Saiba que desenho causava vergonha em Joey Salgado, quando pimpolho. Descubra o que são as “romanas galeras” e quem era capaz de enfrentar Julio Cesar sem receio de nada.


Tempo de duração: 63 min.

Ouça agora, com o player abaixo, ou faça o download do episódio!


Dicas da Vez:
DVDs do Asterix, o gaulês
- Sacaneie seus amigos com grandes “Instants
Assista sua série favorita na Internet
Dispersando - o novo podcast do Science Blogs Brasil

Draft 2010 - Apenas a 1ª rodada...


Seria redundância começar o post de hoje ressaltando como os caras da NFL conseguem transformar qualquer evento em um mega acontecimento histórico. É só conferir isso nos vídeos que têm de cada escolha no DRAFT 2010 junto com a lista de escolhidos, clicando aqui.

Para quem não sabe o que é o Draft, posso resumir dizendo que é a melhor oportunidade para um jogador universitário ingressar em sua vida profissional. Em três dias de escolha, os 32 times da NFL podem escolhem em média 7 jogadores cada um, que irão automaticamente ingressar os elencos da equipe no ano em vigência. Digo em média, por que essas escolhas podem ser negociadas com outros times em troca de jogadores mais velhos, escolhas melhores posicionadas e outras coisas mais. Sendo assim, um time pode ter menos ou mais escolhas num determinado ano.

E chega de enrolar, vamos à análise da primeira rodada de escolhas de 2010. Como era esperado por 100% dos especialistas, O St Louis Rams aproveitou a primeira escolha de 2010 para draftar um QB. E como era esperado por 90% desses mesmo especialistas, a escolha foi Sam Bradford, de 22 anos, atleta de Oklahoma. Na universidade Sam bateu um grande número de recordes – entre eles TDs marcados em um mesmo jogo, jardas arremessadas em uma temporada e arremessadas em um único quarto de partida, jogou dois Bowls importantes e ganhou quatro prêmios diferentes de melhor jogador da temporada em 2008.

Se for para escolher um jogador que irá surpreender a todos quando assumir a jersey de titular da equipe, eu coloco meu dinheiro em Bradford.

A maior parte das primeiras escolhas do Draft desse ano focaram na recomposição das linhas ofensivas e defensivas, que foram os grandes problemas das equipes em 2009. Fora alguns times que tinham claros problemas em outras posições, como o Kayser City Chiefs, que escolheram o strong safety Eric Berry. Uma escolha que espera suprir a calamidade que é uma das piores secundárias da NFL.

A maior escolha “pegadinha do Malandro” desse ano foi responsabilidade do pessoal do Jaguars. Dono da 10ª escolha da primeira rodada, era de se esperar uma escolha entre os 15 mais cotados da rodada. Ao invés disso a equipe trouxe o defensive end Tyson Alualua. Tamanha surpresa concedeu a ele um Trending Topic USA no Twitter, coisa que nem Bradford e o Rams conseguiram.

Essa escolha fez bem ao Giants, que pode escolher o Jason Pierre-Paul, DE, que já era esperado como uma das 15 primeiras escolhas. A chegada de Pierre-Paul apenas aumentou o rumor da saída de Osi Umenyiora, um melhores jogadores que a equipe de NY já teve, sendo inclusive um destaques na conquista do SuperBowl XLII. O QB Eli Manning admitiu há algumas semanas, que essa será umas das melhores equipes do Giants, desde que ele assumiu a posição, mesmo sem Umenyiora, coisa que ele nunca imaginou dizer sem a presença do DE. Só saberemos com certeza quando as equipes forem definidas para a temporada regular, mesmo que Osi fique, o Giants deve cortar alguém da posição.

O primeiro recebedor da noite foi escolhido na 22ª posição, pelo Denver Broncos. Demaryius Thomas, tinha mais chances de ser escolhido no segundo dia, mas não foi surpresa ver uma equipe chamando-o no primeiro dia. Em sua última temporada universitária, Thomas recebeu mais de 2200 jardas em pouco mais de 120 passes. Ótimos números para quem quer ser uma estrela da NFL. O Broncos sofreu na última temporada, quando tinha uma ótima equipe, mas não conseguia fazer seu principal WR, Brandon Marshall, a se concentrar nos jogos e no time. O jogador deveria ser a grande estrela da equipe, mas se preocupou mais em ganhar dinheiro do que em jogar. Bom para o Dolphins, que levou Marshall para Miami e pode ter resolvido seu problema com WR de segunda linha.

O Dolphins aproveitou a deixa para draftar o DT Jered Odrik ao invés de pegar mais um WR. O Broncos, teve mais uma escolha no primeiro dia de escolhas, negociada com o Baltimore Ravens, e levou o QB Tim Tebow, outro jogador que se espera muito no Futebol Americano profissional. Apesar da surpresa com seu QB Kyle Orton, que fez uma ótima temporada, Orton não é exatamente o tipo de QB do qual se espera grandes jogadas em momentos decisivos, talvez em dias de jogo da temporada regular, quem sabe.

As duas melhores equipes do ano passado também surpreenderam ao escolher jogadores que não figuravam na lista de favoritos para esse ano. O Colts levou par casa o DE Jerry Hughes, enquanto o campeão do SuperBowl, o New Orleans Saints, ficou com o CB Patrick Robinson. Dois jogadores de destaque na NCAA, mas que apenas o tempo poderá no dizer com certeza se vão ser estrelas da NFL.

Hoje tem a segunda das sete rodadas do Draft 2010, as outras cinco serão todas no sábado. Ainda tem muita gente boa para se escolhidas, algumas delas estão aqui no Blog 10 jardas, do @JP_miguel. Na segunda-feira trago a revisão geral do Draft de 2010.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Cinco vídeos de: Big Bang Theory

Já que acabei perdendo os vídeos da segunda-feira, fiz um post pra compensar.

Não sei vocês, mas eu andava meio cansado de assistir séries de qualquer tipo da TV por assinatura. Os temas andavam muito repetitivos, sempre coisas policiais, gente morrendo, pessoas se matando, super heróis e por ai vai. Tudo muito repetitivo e sem graça. Até rever episódios antigos da primeira temporada de Simpsons e Family Guy estava sendo mais atraente do que conferir as novas temporadas. Inclusive, posso dizer que alguns seriados da Warner e da Universal estão chegando ao nível de repetição das novelas da Globo. Se isso for possível.

Foi então que primeiro a Universal me deu um pouco de esperança, levando ao ar a série médica mais genial de todos os tempos: House. Pouco depois, foi a vez do pessoal da Warner resgatar meu prestígio com uma das sérias mais brilhantes da história, The Big Bang Theory. A produção trouxe para a televisão o mundo nerd visto por um ponto de vista nunca antes explorado. A visão do próprio nerd sobre a sua vida, manias, Inteligência e crises existencial.

Big Bang Theory é hoje uma das mais famosas séries de TV. Contando a história da vida dos nerds Leonard, Sheldon, Howard e Hadji; e da vizinha mais bonita que já tiveram na vida, a garçonete e atriz Penny. Se você nunca viu, segue uma série de cinco vídeos muito bons para você se divertir.













quinta-feira, 15 de abril de 2010

Contos e Crônicas da Vida Moderna: França

- Nós nunca fomos para o Japão.

Aquela conversa já se estendia por mais de duas horas e ele realmente esperava que essa afirmação fosse por um ponto final aquele embate sem sentido. Ela continuou olhando pensativa para a tela do notebook, admirando uma bela foto das paisagens do interior da França. Ela amava o interior daquele país, como ela mesma dizia: “É tão... tão... francês”. Ricardo só sacudia a cabeça rindo enquanto via o brilho no olhar de Claudia.

Por mais que ele gostasse de agradá-la depois de uma semana dura de trabalho, em que não pode dar muita atenção a sua esposa, aquilo era demais. Afinal de contas, eles já haviam ido seis ou sete vezes para a França. Era mais do que o suficiente.

Logicamente nada poderia ser tão simples assim para uma mulher, para ela a França tinha um significado especial, foi lá que eles se conheceram, há pouco mais de 12 anos. Ricardo tinha 21 anos e tinha terminado recentemente a faculdade de gastronomia e rumava para um tour de quase um ano de cursos e imersão na culinária francesa e italiana.

Claudia era dois anos mais velha, jornalista, descendia de uma família muito rica e tinha acabado de pedir demissão do jornal em que trabalhava desde o último ano do Ensino Superior. Simplesmente não aguentava mais o seu editor velho, anti-ético e suas cantadas, que muitas vezes incluíam uma ameaça ao emprego. Ela não precisava disso, era jornalista por amor a profissão, dinheiro ela teria para toda a vida. Foi para França, ter férias de verdade pela primeira vez em três anos.

Os dois se encontraram pela primeira vez em um pequeno restaurante na cidade de Saint-Malo. Um lugar com uma história magnífica e uma culinária muito característica. Claudia não soube o que pedir no restaurante, naquele dia ele era apenas mais um turista curtindo o sol daquela cidade litorânea. Ele a ajudou na escolha e acabaram passando o resto do dia juntos. Contaram suas histórias de vida e ela perguntou se podia acompanhá-lo por aquela viagem gastronômica pela Europa.

Ao contrário de Claudia, Ricardo vinha de uma família de classe média. Bem de vida, mas que não podia pagar tudo àquilo do próprio bolso. O rapaz passou anos juntando dinheiro e se preparando, mas estava vivendo no mais baixo custo possível. Naquele dia, ele só entrará naquele restaurante sonhando com a chance de se aproximar da bela moça sentada na varanda do restaurante, sem saber o que escolher no cardápio.


A viagem terminou com Ricardo conseguindo um emprego em um dos melhores restaurantes de Paris e com os dois se tornando grandes amigos, inseparáveis. O trabalho era algo provisório, mas que daria ao rapaz mais um mês de estadia na Europa. Claudia decidiu que seguiria enfrente, mas que voltaria depois de três semanas.

Na semana seguinte, ela estava batendo a porta do albergue em que Ricardo estava dormindo. Ele resolveu guardar mais dinheiro para ficar um tempo a mais depois do final do contrato. Ela ficou indignada e o levou para um hotel, afirmando de que pagaria por tudo. Naquela noite, eles finalmente cederam ao sentimento incontrolável que havia nascido entre os dois.


Foi assim que tudo começou. Ricardo e Claudia voltaram para o Brasil, montaram um restaurante, que logo virou dois e por fim estava em quatro estados diferentes do sul e sudeste. E sagradamente, a cada seis meses, eles escolhiam um novo lugar no mundo para conhecer. E sempre, de alguma forma, ela fazia a França voltar para a agenda. Mesmo que fosse uma breve vista de três a cinco dias.

Eles não queriam filhos, não queriam casar, nada disso. Queriam ser eternamente jovens enamorados, viajantes e desfrutadores das belezas da vida. Era o mundo perfeito para eles. Até aquela noite em uma pequena cabana no frio Russo, quando o primeiro e único filho daquela relação passou a existir, mesmo que microscopicamente.

Quando eles descobriram, já estavam em território nacional. Isso acontecera há cerca de dois anos. Eles mal sabiam como reagir. Deixaram quatro viagens para depois. Agora, era a primeira vez que viajariam com o pequeno Luiz.


Por isso Claudia queria França e Ricardo estava desesperado para conhecer um novo lugar. “Dois anos sem sair de casa para ir pra França novamente?”, Ricardo insistia nisso, era tão lógico. Para ela, seria tão romântico se a primeira viagem do filho deles ser para o lugar onde eles se conheceram.

Ela ainda olhava para a tela do computador, pensando no Japão, mas era difícil pensar no Japão quando se está olhando para uma tela cheia de imagens do interior da França.

Antes que ela conseguisse dizer alguma coisa, o garotinho começou a chorar. Era pouco mais de 23h e eles achavam que finalmente teriam uma noite sossegada e intima. Estavam errados. “Por que toda criança tem que ter dores de barriga homéricas?” pensou Claudia, esquecendo das lindas imagens que apareciam no computador.

Passaram-se mais de duas horas até que o pequeno Luiz voltasse a pegar no sono.

Ricardo e Claudia se deitaram na cama. Estavam exaustos.

- Amanhã nós decidimos pra onde vamos. Ok? – Ela disse, enquanto se deitava na cama.

- Amanhã? De novo toda essa discussão? Eu só queria ter uma noite tranquila de sexo antes de enlouquecer completamente. – Ponderou Ricardo saindo do banheiro. – Quais eram as nossas últimas opções mesmo? – Conclui, sabendo que era melhor continuar com o primeiro assunto.

- África do Sul, Cuba e Japão. Ah! E França... – Ela adicionou com um sorriso no rosto. – Quer saber minha preferência?

- Eu sei. Se eu escolher França, voltamos a nossa vida conjugal plena?!

- Provavelmente.

- Então que seja o pacote completo. França, Itália e uma breve passada na Espanha. Podemos nos programar para ver Real Madrid e Barça no estádio?!

- Feito. – Disse ela, passando um das pernas sobre o marido.

- Adoro a França! – Ele afirmou agarrando-a pela cintura e beijando seus lábios.

Os dois começaram a esquentar, quando o bebê voltou a chorar.

É, ia ser uma longa viagem.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Álbum de Figurinhas: a paixão imortal

Hoje fui à banca de jornal comprar figurinhas para um álbum depois de 3 anos e 9 meses. Como eu sei disso com certeza? A última vez que o fiz, foi um dia depois de a Itália levantar o caneco da Copa do Mundo, em 2006. Nesse dia completei meu álbum com um jogador da seleção da França, não me lembro qual. Desde então, esqueci de como é legal colecionar figurinhas e de como elas estão intrinsecamente ligada a minha história nas copas do mundo.

Por quê?

Bom. O motivo é simples, meu primeiro álbum de figurinhas foi comprado em um mês muito próximo desse, em 1994. Na época eu tinha apenas 8 anos, recentemente completados, e começava a descobrir o mundo mágico do futebol e das figurinhas. Infelizmente esse álbum logicamente se perdeu no tempo, ainda assim, desde então, comprei todos os álbuns, das Copas do Mundo.

Guardo no meu armário até hoje, junto com recortes de jornais de diversas épocas e países, os álbuns da copa de 1998, na França (completo); de 2002, no Japão-Coréia; e de 2006, na Alemanha (completo, como já havia comentado acima). Entre eles, também estão álbuns de campeonatos brasileiros e outros temas mais, acho que ainda tenho o álbum da Copa João Havelange, de 2000. Lembro-me da febre que foi quando por volta de 1996 foi lançado o primeiro álbum do Cavaleiros do Zodíaco. Aquela série de animê que fez o Brasil inteiro parar. A segunda série de desenho japonês mais famosa do mundo, depois de DragonBall, com e sem o “Z”. Esse eu também completei, mas infelizmente não o tenho guardado, por que deve ser um objeto de colecionador a essa altura.

Ah... aquela sensação de completar a primeira página, depois o primeiro time ou assunto, os estádios, logos, troféus e assim por diante. É um momento mágico na vida de qualquer criança.

Quando colecionei meu primeiro álbum de figurinhas, não tinha essa de “peça as figurinhas que faltam pelo correio”. Você comprava na banca, trocava com os amigos de escola/rua/bairro ou ganhava em uma amistosa partida de bater bafo. Um esporte que por sinal era disputado mesmo por garotos que já tivessem completado o álbum. Somente pelo prazer de ganhar as figurinhas do colega. Era uma contra uma, um sistema de troca onde as figurinhas “raras” podiam valer 4 ou 5. Por isso completar o álbum era um feito heróico.

“Figurinhas Raras”, outra coisa que as leis do consumidor fizeram sumir do mapa - e isso não é brincadeira. Antes haviam figurinhas que eram produzidas em menor escala, para dificultar ainda mais a brincadeira, aumentar as vendas e criar os mitos das figurinhas brilhantes. Essas, que em apenas um dia já achei ¼ delas, antes demoravam semanas para se ter metade. Eram as figurinhas mais valiosas. Ficavam no topo do bolo de repetidas. Separadas do resto, em um lugar de honra merecido.

Hoje, resta apenas o mito das figurinhas brilhantes.

Nada mais é como antigamente. As crianças batem bafo com dezenas de cartas ao mesmo tempo, usam duas mãos, não têm prática e técnica alguma. Sim, ai de quem acha que bater bafo é algo simples. É preciso ter uma técnica bem apurada para ganhar uma grande quantidade de figurinhas.

Hoje em dia álbum de figurinha virou “coisa de bobo”. Ninguém mais quer saber disso, preferem passar horas jogando Colheita Feliz, Mafia Wars e qualquer outra coisa que o valha no Facebook. As crianças não fazem mais o auê que faziam antes e dificilmente vemos álbuns de figurinhas nas bancas.

Mesmo assim, de quatro em quatro anos, como um mito da Grécia antiga, essa paixão pela arte de se colecionar figurinhas ganha nova vida entre as crianças, os adolescentes e daqueles que sabem o valor dessa mística brincadeira infantil.

Hoje passarei um bom tempo colando figurinhas. Mal posso esperar pra uma partidinha de bafo com a molecada.

Comece a semana rindo (11)

Hoje é o dia ideal para fazer uma homenagem especial a um dos mestres da comédia brasileira, neste memorável dia 12 de abril, Chico Anysio completa 79 anos de vida. O comediante estreou na televisão em 1973, com o programa Chico City e desde então se tornou um dos artistas mais conhecidos do Brasil. Dono de um talento único para criar e representar diferentes estilos de personagens, Chico até hoje é referência para jovens comediantes.

Teve seu grande momento na televisão brasileira, quando estreou a Escolinha do professor Raimundo, que estreou em 1990 e, entre indas e vindas, terminou oficialmente em 2002. O programa foi um importante revelador de talentos da comédia nacional. Nesse meio tempo, Chico Anysio participou de diversas novelas da Rede Globo e alguns poucos filmes.

Hoje, amarga o fato de fazer parte do pior programa de comédia da história da TV mundial, o Zorra Total.

Ainda assim, ficam minhas felicitações ao mestre Chico Anysio.

Boas risadas e boa semana a todos. Começando por um com a participação do genial Rolando Lero, interpretado pelo saudoso Rogério Cardoso.











sexta-feira, 9 de abril de 2010

Contos e Crônicas da Vida Moderna: Ele sabia demais

Fazia muito mais frio que Adriana imaginava poder aguentar. Maldita hora que ela aceitou aquela transferência para Finlândia. “Que país na face da terra podia ter um verão com temperaturas máximas de 20ºC?”, ela pensou, enquanto constatava que naquele momento o termômetro marcava -9ºC lá fora. Em alguns lugares o frio podia chegar a -20ºC, não era nada animador.

Já fazia algumas horas que havia escurecido e as noites no inverno eram longas e solitárias. No verão ela havia conhecido o tão famoso sol da meia noite. Imaginava a essa altura se algum dia veria a Lua do meio dia ou algo do tipo. Ela puxou o bule de chá recém feito e encheu sua xícara. Mesmo com aquele ótimo aquecimento central, nada superava o conforto que aquela bebida quente lhe trazia. Envolveu a xícara aquecendo as mãos e sorveu um grande gole, que aquecia o peito conforme descia pela garganta.

Parou de frente para a janela da sala, que refletia a imagem daquela moça de pele morena clara, de olhos castanhos e cabelos escuros levemente ondulados. Sua beleza havia lhe rendido muitos elogios desde pequena. Aos 28 anos, seu corpo com contornos tipicamente brasileiro fazia sucesso entre os moradores da pequena cidade em que estava trabalhando. Ainda assim, o único que havia lhe chamado a atenção era um rapaz que aparentava ter mais ou menos a mesma idade que ela. Parecia estar em forma, tinha os traços muito parecidos com aquele grande amor impossível de colégio e ao que tudo indica, ganhava bem.

Ela havia encontrado com ele poucas vezes na entrada do prédio, ou no meio da escada, mas o contado deles havia se limitado a alguns sorrisos tímidos e bom dias, tardes ou noites. Nada demais. Parecia que a beleza de Adriana não fazia efeito sobre ele. E pouco havia descoberto sobre ele por terceiros.

De repente ela foi puxada de volta para a realidade. Uma figura curvada andava lentamente na rua cheia de neve. O vento ficava cada vez mais forte e a pessoa que se arrastava lá embaixo pareceu estar muito mal agasalhada. Adriana viu aquela figura se desequilibrar e cair sobre o joelho direito no meio da neve, enquanto a mão segurava firmemente o braço esquerdo, que pendia quase imóvel ao lado do corpo. A moça vestiu um casaco rapidamente e foi ajudar a pessoa, sabia que ajudar estranhos podia ser uma mal ideia, mas não podia aceitar a figura de ver alguém morrer congelado. Pegou um casado extra e disparou pela escada.

Quando chegou à rua. A pessoa havia voltado a caminhar. Era um homem alto e forte e parecia rumar no sentido do prédio. Ela correu em sua direção e no meio do caminho, percebeu que era o tal rapaz que morava no prédio. Ela o cobriu e o levou para dentro de casa sem que ele oferece-se nenhuma resistência.

Ele parecia muito machucado e mal conseguia falar. Assim que ela o colocou em sua cama e lhe passou uma xícara de chá quente, ele desmaiou em um sono profundo. Adriana garantiu que seu “convidado” estivesse bem aquecido. Pegou uns curativos para um leve corte no supercílio do rapaz. Passou boa parte da noite acordada, tirando breves cochilos, no dia seguinte se daria folga e com bastante tempo para entender o que havia se passado com seu vizinho.


O sol ainda não havia surgido quando o inquilino acordou. Aqueles invernos tiravam a vontade de qualquer um para fazer qualquer coisa.

- Jo hereillä? Oletko kunnossa? – (Já está acordado? Tudo bem com você?) Ela perguntou ao ver o rapaz entrar na sala tentando entender onde ele estava.

- Sim, estou bem melhor. Obrigado – A surpresa de Adriana não estava na resposta em si, mas no fato de que ela havia sido dada em português. Como aquilo era possível? A ausência de resposta fez com que ele continuasse – Sim, eu não só falo português, como sou brasileiro e já nos conhecemos.

- Então é você mesmo Daniel? Mas, como é possível?

- Não é nada pessoal, estava evitando ser reconhecido. Por isso nunca parei para conversar com você no corredor. Achei que depois de mais de dez anos você não ia se lembrar de mim. Devo ter me enganado. – Disse se sentando em uma poltrona na sala, fazendo cara de dor.

Ele estava diferente, depois de tanto tempo e com uma vida nada saudável, pela naturalidade que ele agia aquela não devia ser a primeira vez que ele acordava naquele estado, Daniel parecia outra pessoa. Ainda assim, os traços marcados da família dele ainda estavam lá, como marcas de um passado que ele tentava esquecer. Antes que ela pudesse perguntar algo sobre a noite passada ele continuou a conversa:

- Há quanto tempo estou aqui?

- Umas 9 horas, você não dormiu muito para quem estava quase congelado e meio machucado.

- Já faz algum tempo, eles devem ter descoberto onde estou. Se não o fizeram estão perto - Ele disse, ignorando por completo os comentário sobre o estado dele.

- Posso saber o que está acontecendo aqui? - Ele olhou novamente para Adriana, lembrando de que não estava sozinho no ambiente – Acho que eu mereço alguma explicação depois de ter salvado a sua pele.

- Eu chegaria ao meu apartamento vivo – Ele afirmou categoricamente, enquanto ela ficava sem reação pela forma grosseira que ele retribuía sua ajuda. Na verdade ele era muito grato, mas não queria que Adriana se envolvesse ainda mais nos problemas que ele havia criado. Percebendo que havia sido um pouco exagerado, recuou. – Obrigado. É que eu me meto em muita confusão por saber de mais. Acho que quanto menos você souber, melhor será para nós dois.

Sem entender nada daquela cena, que mais parecia fazer parte de um roteiro de cinema, ela seguiu imóvel, enquanto a chaleira que a pouco ela havia colocado no fogo, agora começava a assoviar. Daniel estava mais próximo da cozinha, levantou em um pulo e começou terminou o preparo da bebida, servindo duas xícaras cheias.

Ele se aproximou da garota, que deu um passo para trás batendo com as costas na janela. Aceitou com as mãos tremulas a xícara amarelo canário que ele estendia. O braço esquerdo parecia continuar machucado, pois ele teve de passar a bebida para a outra mão para beber.

Daniel olhou pela janela e conferiu que não havia ninguém do lado de fora da janela.

- Você viu alguém estranho entrando no prédio hoje de manhã? – Perguntou enquanto tomava um gole daquele chá de maçã, que tinha sido trazido diretamente do Brasil. Lembrava de ver a mãe tomando aquela marca quando ainda era um adolescente.

- Não, nada entrou ou saiu desse prédio, além do velho senhor que mora no primeiro andar com seu cachorro.

- Acho que você merece saber o motivo de eu viver em uma cidade tão isolada do mundo.

Os dois se sentaram na sala e ele começou a falar sobre o dia em que saiu do Brasil e foi para os Estados Unidos. Estudou política, especializando em economia pública. Se tornou cidadão Norte Americano. Prestou serviços para a CIA e se tornou detentor de segredos e assuntos diretamente ligados aos últimos dois presidentes do país. Inclusive de conspirações que envolviam outros países. Ao terminar de falar, Daniel estava olhando diretamente para os olhos de Adriana, que permaneceu calada. Ele estava aliviado de poder conversar sobre aquilo com alguém, uma pessoa que conhecia desde quando era um nerd despretensioso em uma escola particular da capital mineira.

- Ontem a noite, alguém me seguiu até um restaurante no centro da cidade. Ele tentou me abordar, mas não deixei barato. Ainda assim, rolar por uma escada não deixa você no melhor estado. Não deveria conversar sobre isso com ninguém, mas acho que posso confiar em você. Agora preciso pegar algumas coisas e sair daqui antes que me encontrem.

Daniel pegou as duas xícaras e levou para a cozinha. Voltou para sala, deu um beijo carinhoso na testa da amiga. Disse adeus e saiu pela porta de entrada.


A mente de Adriana estava trabalhando em uma velocidade enlouquecida. Ele era o novo alvo que ela procurava desde o começo daquele mês. Eram poucas as informações sobre a pessoa, mas devia ter percebido de quem o contratante vinha falando há muito tempo. E mesmo depois de outros serviços prestados no último semestre, a pessoa que a contratara ainda havia enviado uma segunda pessoa. Era uma afronta a capacidade dela, nunca alguém mandara outra pessoa para garantir um serviço que ela devia fazer. Ele realmente sabia demais e era trabalho dela terminar com aquilo.

Pegou a sua Glock, sua companheira de trabalho que nunca falhava.

Ia agir como se precisasse falar com ele uma última vez.

Subiu as escadas silenciosamente. Parou de frente com a porta. Bateu e chamou pelo rapaz. “Preciso te dizer uma última coisa”.

Não ouviu nenhum passo dentro do apartamento.

Só sentiu a bala atravessar seu peito desprotegido, depois de transpassar a porta.

Ela tombou, sentindo a vida abandonar o corpo.

Sem forças, ela ouviu a porta abrir, Daniel se agachar até ficar vista dela.

- Demorei pra me convencer de que era você mesmo. Achei que merecia saber a verdade antes de morrer. Ele pegou a arma do chão, enquanto descia a escada com a mochila nas costas e ligava para o pessoal da “limpeza”.

“Ele sabia muito mais...” foi o último pensamento que passará pela mente dela, antes da escuridão cercá-la por completo.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Lionel Messi, “o Artista!” da vez...

Faz tempo que não uso desse espaço para falar sobre futebol. Todos sabem o quanto sou fã desse esporte, e guardo minhas opiniões para as acaloradas discussões na mesa de bar. Ainda assim, hoje todo mundo falou sobre mais um show do mestre do futebol argentino, Lionel Messi.

A apresentação de gala do rapaz diante do Arsenal, um dos gigantes do futebol inglês, mostra como o jogador já está muito além de todos os jogadores de sua época. Messi está próximo de alcançar um patamar de “endeusamento futebolístico” que apenas craques como Pelé, Ronaldo (o gordo mesmo), Maradona e Zidane atingiram. As arrancadas que o argentino deu ontem, no meio da zaga inglesa, me fez lembrar o Ronaldo (sim, o gordo de novo) nos tempos de Barça.

Não só isso, mas também a capacidade de ler as jogadas, driblar sempre consciente de que o gol é o objetivo. Não fazer firulas bestas na lateral do campo, mas utilizar suas armas para que o jogo tenha a cadência e a fluência necessárias para uma memorável peleja.

O Arsenal também tem seus méritos. Mesmo perdendo de quatro a um, jogou de forma competente e bem armada. Infelizmente, no lado oposto estava uma das melhores equipes da história do futebol mundial.

Esse é outro trunfo de Messi. Ele não está sozinho dentro de campo, como acontecia com muitos outros craques. Lionel tem jogando logo ao lado 10 atletas de altíssima qualidade. Quem seria besta de dizer que o time do Barcelona é ruim e nada ganharia sem o argentino. Logicamente, alguém que faz 39 gols em 2/3 de temporada faz falta, mas seria muito difícil para o craque em questão fazer os gols, se no meio de campo não estivesse Xavi Hernández. O meia tem apenas cinco gols na temporada, um número Ok para sua posição, mas no jogo de ontem novamente teve uma média de passes certos que superou os 90% e preparou praticamente todas as jogadas que fizeram de Messi a estrela da noite.

Com bem lembra o jornalista Daniel Piza em sua coluna de hoje no Estado de S. Paulo, em quase todo time do mundo, “Procuram-se garçons desesperadamente”. Esse é mais um problema que o time catalão desconhece.

Ainda assim, Messi e o gênio que garante que o esforço de toda uma equipe tenha o resultado desejado. Como diria o Seu Manoel, sogro do meu irmão, com seu sotaque português característico: “ele é o Artista! Ahn?!”. Ele foi comparado a Pelé e Maradona por todo o planeta. Para mim, já é o melhor jogador argentino que o mundo teve a oportunidade de conhecer. Até gol igual, ou até mais bonito, que do Maradona ele já fez (veja o vídeo abaixo). A chance de ele vir a se tornar o grande monstro do universo está na copa da África do Sul.



Ao final do jogo de ontem, como um garotinho de 12 anos depois do primeiro grande jogo de sua vida, Messi levou a bola do jogo pra casa. Assinada por todos seus colegas de equipe. Um troféu que pra ele, deve valer muito mais que qualquer prêmio dado por entidades oficiais ou elogio de jornalistas do mundo todo.

Para ser melhor que isso, eu só queria estar falando de um jogador brasileiro. Que seja... Veja os gols da partida de ontem.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Sobre as festividades religiosas

Apesar de todo meu ceticismo em relação a religião e a crença em um ser divino, conhecido popularmente por Deus, lembrando meu ex-editor e professor Julio Veríssimo, o único cargo que se escreve com letra maiúscula. Eu gosto de participar de feriados religiosos como a páscoa, mais do que de pular carnaval e outras festas populares. Isso, por que acho fantástico estar reunido com aquelas pessoas que me fazem bem e a quem tenho muito apreço. No caso, meus familiares e amigos.

São poucas as oportunidades que permitem a reunião de mais de vinte pessoas para um simples almoço. Basicamente por que as pessoas esquecem o quão prazeroso pode ser tal festividade. Fico extremamente alegre em poder reunir três gerações de minha família, ao redor de uma mesa grande, acompanhada de muita comida, vinho e cerveja. Passar algumas horas juntos, conversando sobre frivolidades e rindo de piadas sem sentido algum.

Agora, isso me faz questionar algumas coisas. Por que eu preciso festejar um feriado que vai contra as minhas crenças, que muitos consideram falta dela, só para poder celebrar bons momentos ao lado das pessoas que eu gosto? Qual a razão que impede as pessoas de repetirem celebrações como essas no dia 12 de maio? Só por que é o dia mundial do enfermeiro? Que seja um dia antes ou depois.

Fato é que ter essas datas pré-marcadas e moldadas pelo calendário religioso e socialmente aceito, permite que quase todas as pessoas possam se “esquecer” umas das outras durante cerca de 330 dias do ano. Para que nas horas certas dêem um longo abraço uns nos outros, com direito a tapinhas nas costas e um “feliz natal”, “feliz ano novo”, “feliz hannucka”, “feliz páscoa” e todos os outros “feliz qualquer coisa”.

Acredito que na minha família, se eu marcasse um almoço em qualquer dia do ano teria um grande número de adesões, por que italiano gosta de uma festa com comida e vinho mais que qualquer outra coisa no mundo. Ainda assim, faz parte do grande número de famílias que se acomoda nas datas tradicionais. Garantindo a felicidade e a harmonia entre todas as partes. Eu acho isso um problema, por que realmente gosto de estar com eles.

Gosto do jeito Indonesiano de conduzir as coisas. Tradição que vem do outro lado da minha família. Lá existe um grande almoço, com mais de 10 pratos diferentes, que serve para celebrar quase tudo, o ano todo, no dia que você precisar. Pode ser um almoço para comemorar um ano de prosperidade, aniversário, a recuperação de alguém que andava muito doente ou mesmo relembrar a vida de alguém que faleceu recentemente; esse realizado sempre 40 dias depois da morte.

Sabe por que é bom. Por que você pode reunir as pessoas quando você sentir vontade, não somente quando você precisa manter a aparência perante todas as outras.

Estar junto de quem eu gosto e por quem tenho muito apreço, é a única coisa que realmente importa para mim. Infelizmente, para que isso seja possível, preciso seguir em parte esse calendário maldito.

Sem contar o lance do bacalhau da sexta-feira. Isso me irrita demais, não gosto de peixe tanto assim. De vezes em quando eu curto uma porção de isca de peixe frito, com uma cerveja gelada. Ano que vem vou comer churrasco em algum lugar. Mas isso é assunto pra outra coluna.

Agora, cadê aquele ovo de páscoa que eu ganhei... estou afim de um chocolate.

Comece a semana rindo (10)

Começa mais uma semana pós feriadão, o que faz com que as pessoas fiquem ainda mais preguiçosas. É nessas horas que ficamos de mau humor e o dia todo fica um grande saco. Para combater isso, por que não comer um bom pedaço de chocolate, daquele mega ovo que você ganhou da(o) namorada(o), enquanto assiste a uns vídeos engraçados.

Hoje, em homenagem a páscoa, resolvi postar um vídeo de uma das coisas mais legais que existe no mundo, Os Muppets. Sou fã desses caras desde quando os vi pela primeira vez na televisão. É um vídeo muito simples, mas genial. Vale a pena conferiri.



O Segundo video de hoje, vem direto do arquivo da galera do College Humor. É muito comum os prédios dos EUA terem lavanderias comunitárias, para diminuir os gastos dos moradores e melhorar o aproveitamento do espaço apartamento. Daí, surgem aqueles vídeos onde os garotos sonham em encontrar aquela vizinha gostosa, quero dizer... simpática, ela dá bola pra ele e os dois... bom, a versão do CH é mais legal.



Para finalizar. Um original do Adult Swim que eu revi no CH. Como seria a vida da turma do Mario, não aquele do armário o do jogo mesmo, se eles vivessem no GTA. Eu ri muito, LOL!



quinta-feira, 1 de abril de 2010

Termine a semana rindo...

Como todos sabem, no começo dessa semana eu não publiquei os vídeos cômicos como de costume. No lugar deles, foi publicada uma homenagem ao jornalista Armado Nogueira. Mas como a vida continua, sempre é bom entrar no final de semana de feriado dando boas risadas. E como blogueiro também é gente, por incrível que pareça, amanhã não quero nem saber de atualizar esse blog. Por isso, encerro a semana com dois vídeos muito bons, para vocês darem muitas risadas. Então hoje teremos o Comece Termine a semana rindo

1 - O governador do estado da California, ex-fisiculturista, ator e empresário Arnold Schwarzenegger é dono de uma das filmografias mais variadas do cinema mundial. Com filmes infantis, aventura, ficção ciêntificae outros tantos. Nesse vídeo de dez minutos, estão reunidas 160 das frases mais famosas de Schwarzenegger. Dos filmes toscos, passando por mais toscos ainda e chegando aos grandes clássicos. Vale a pena ver. Eu ri muito.



2- Mais uma produção do College Humor, contanto a “WEB SITE HISTORY”. O primeiro grande musical dos caras, LOL!!!