quarta-feira, 5 de maio de 2010

Brian May, o mestre da guitarra! Ou seria PhD?!

Todo mundo que toca algum instrumento musical o faz por que em algum momento da vida escutou alguma banda que o deixou completamente louco por um instrumento. Comigo não foi diferente, lógico que o fato de meu pai ter sido percussionista da Orquestra Sinfônica do Paraná e professor, meu tio ser violonista e Prof. Dr. do curso de música da Unesp e todos os meus primos também estarem envolvidos com música, foi um grande incentivo. Só que, em um ponto da minha vida, um outro som que não a música erudita me chamou a atenção.

Deve fazer uns 15 anos agora que ganhei meu primeiro som com CD Player. Era um CCE (Conserta Conserta Estraga) bem ruinzinho, mas dava pro gasto. Resultado, era hora de comprar nossos primeiros CDs. Só que, como toda criança, eu não tinha muita ideia do que comprar. Ai, minha mãe um dia chega em casa com um CD – que por sinal está sob meu domínio agora - e escutei pela primeira vez na vida a seguinte música:



Não sei bem o que me chamou atenção no som do Queen na época, hoje sei muito bem os motivos que levam a banda formada por Freddie Mercury, Brian May, John Deacon e Roger Taylor a ser uma das melhores da história. A banda começou a se formar no final da década de 60, mas foi em 1971 que o quarteto original tomou forma definitivamente. No começo, por incrível que pareça, tocava Heavy Metal Britânico, som que tomava forma com outra banda histórica, o Black Sabath – assunto que rende outro post num futuro breve. Não é pra menos que Queen faz parte da lista de bandas que influenciaram outros grupos de Metal, como o Metallica.

Para mim, Brian May foi o primeiro guitarrista que mês fez ter vontade de tocar o instrumento. O timbre de guitarra que ele conseguia tirar daquela guitarra Red Special construída por ele mesmo e por seu pai em 1966. A mesma guitarra que ele usa até hoje, que teve um custo total de 40 libras e precisa ser tocada com uma moeda de “6 pences” para ter o som que May sempre desejou.

Rapidamente os três primeiros discos dos caras fizeram deles uma das bandas mais conhecidas do Reino Unido. Queen I, II e Sheer Hart Attack foram grandes sucessos, mas foram os dois discos seguintes “A night at the Opera” e “A Day at the Races”, que revolucionaram a música de verdade e transformaram o Queen em uma lenda. O estudo erudito de seus integrantes permitiu que eles criassem um novo tipo de Rock, misturado com ópera e um pouco de psicodelia. Desses álbuns, destaco essas duas faixas, a primeira do “Opera” e a segunda do “Races”:






Mais do que revolucionar a música em geral, essas músicas tem riffs e solos de guitarra simplesmente geniais. Tem aquela simplicidade que poucos têm a capacidade de imprimir em uma composição. Logicamente que a pós produção de “Bohemian Rhapsody” é algo fenomenal, mas sua estrutura central é simples. E “Tie your mother down” é um dos riffs mais fantásticos da história.

Depois desses dois discos, o Queen se tornou um dos maiores “Hit Makers” da história. Com músicas como “A kind of Magic”, “I Want to breack free” e “Fat bottomed girls”; além das inesquecíveis “We will rock you” e “We are the champions”, aquela música que todo mundo escutou uma vez na escola quando ganhou um torneio de futsal, xadrez ou coisa que o valha.

Todos eles marcados por riffs f#d@s, solos do c@ral#o e a potência vocal que caracterizava Feddie Mercury.


Não irei falar nada sobre a morte de Mercury, pois esse post é voltado para o outro cara que fazia as músicas do Queen serem fenomenais. Mas é lógico que a morte do principal companheiro de composição de May, ele ficou um tempo sem compor, mas ainda assim aproveitou para terminar alguma coisas que havia começado a fazer com o vocalista. Uma delas é essa composição aqui, que mostra como o som deles vinha mudando com o tempo:




Mesmo sem guitarra “Too much love will kill you” tem aquele toque de genialidade que suas músicas sempre tiveram. A aparente falta de produtividade de May pode se explicar, nos 20 anos que a banda existiu, eles lançaram 14 discos de estúdio e cinco ao vivo. Além de três coletâneas oficiais. Não é para menos que ele queria uma folga. De volta a ativa, Brian may e Roger Taylor começaram a ensaiar uma volta do Queen em 2002. Mas nada saiu do papel, além do show que eles fizeram em homenagem ao jubileu de ouro da rainha da Inglaterra. Nesse dia, Brian May mostrou seu lado brega e solou o hino britânico do alto de uma das torres do castelo – coisa brega do caramba, ainda assim, genial:



Mas em 2008 o cara voltou a ativa e mostrou que continua em forma. Acompanhados do vocalista Paul Rodgers, escolhido pelo próprio Freddie, que elegeu Rodgers como o melhor vocalista que ele já ouvira cantar. O resultado foi o disco “Cosmos Rocks”, turnê que tive o prazer de assistir ao vivo no Brasil.



Depois da turnê acho que os caras sossegaram e foram se enfiar no estúdio. Resultado Brian May virou produtor dessa moça aqui, que eu descobri enquanto procurava vídeos para esse post. O som é mais pop, mas tem claramente coisas que lembram o som do Queen no final da década de 80. Vale a pena conferir, até mesmo por que a Kerry Ellis é mutíssimo simpática, se é que vocês me entendem.



Ele descobriu a moça no grupo que encenava o musical “We will rock you”, baseado nas letras das músicas da banda. Pelo som da guitarra vocês podem imaginar quem gravou os riffs das músicas da música. Aqui tem um documentário bem legal sobre a produção do disco, que parece ter bastante potencial. Ao menos a moça canta bem pacas e não há mais nada para se dizer sobre o Sir Brian May. Ah! Que além de Sir, também é doutor em Física, com especialidade em astronomia, pelo trabalho “Uma Pesquisa por Velocidades Radiais na Nuvem Zodiacal de Poeira”. Já é o suficiente pra vocês? Ah! Em 2007, Brian May foi indicado a chanceler (reitor) da Universidade John Moores, de Liverpool...



Dá pra entender por que ela ri quando termina de gravar a faixa. Deve ser muito foda ter o May como seu tutor pessoal!

E como já enchi esse post de vídeos, ai vai mais um.

Um comentário:

Joey Salgado disse...

Caraca Du, belíssimo apanhado de vídeos. Irei degustá-los oportunamente. E tu tem razão, aquele solo no telhado, durante o aniversário da "Tia Beth", é tão brega quanto é genial!

Abraços!