segunda-feira, 31 de maio de 2010

O último post...

Se for contar o tempo que passei blogando no UOL e no Blogger, foram mais de cinco anos alimentando esse ser que chamo de “Blog do Duzão”. Um grande companheiro para as boas horas e para os maus momentos. Cada espaço desse blog foi preenchido com histórias, ideias e experiências deste que aqui escreveu e viveu. Despedir-me do meu blog é como dizer adeus a um grande amigo, aquele que você dá boas risadas, toma algumas cervejas junto e gasta anos desenvolvendo um bom relacionamento.

Ainda assim, existe uma coisa que alivia tudo isso. Estou me unindo a grandes amigos para poder começar um novo projeto, um novo blog, um novo espaço para desenvolver as ideias que antes vinham parar aqui. A partir de agora, você irá encontrar tudo que normalmente você leria aqui no meu blog, no novíssimo Botecagem S.A.”! Se você era um leitor desse blog, creio que terá prazer em se tornar um frequentador de nosso amado bar.

No tempo em que este foi meu endereço, publiquei aqui cerca de 300 textos, 19 Podcasts e tive umas 20 mil visitas. E agradeço a todos por cada uma delas.

Quem sabe um dia eu volto a reviver meus dias de Blog do Duzão, mas até lá, aceito a sua visita na mesa do boteco.

Obrigado e até o próximo Blog!
Um abraço,
Duzão!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Contos e Crônicas da Vida Moderna: A resposta sem pergunta

João era uma pessoa comum, com um emprego normal, um nome nada diferenciado, uma vida igualmente sem graça e uma aparente incapacidade de se adaptar a um mundo que um dia venha a ficar sem tecnologia. Fato comprovado por ele mesmo em um dia em que perdeu a chance de fechar um grande negócio, terminou um relacionamento e chegou atrasado a diversos outros compromissos, devido ao que ele chamou de “mau funcionamento do seu aparelho celular”. Um equipamento capaz de realizar inúmeras tarefas, menos funcionar sem que a bateria fosse devidamente carregada.

Aparentemente, só havia uma coisa na vida de João que o fazia diferente de todas as pessoas, ou quase todas. Ele tinha certa obsessão por um determinado número. Um número e uma teoria. Que ele havia encontrado ainda jovem quando leu pela primeira vez o livro “O Guia do Mochileiro das Galáxias”. Um dia de sorte para ele, era descobrir mais uma pergunta qualquer cuja resposta poderia ser 42. Afinal, poderia então, estar mais próximo de descobrir a resposta, ou melhor, a pergunta definitiva para o “A Vida, o Universo e Tudo Mais”. Cuja a resposta era 42.

Desde então ele passou a registrar mentalmente e em um pequeno caderno, toda e qualquer pergunta que podia de alguma forma, ter como resposta o nº 42. Algumas vezes ele falhava, como o dia em que se perguntou “quantos nomes diferentes sua mãe poderia ter lhe dado?”. Para sua infelicidade, ele não conseguiu escolher entre Antonio e Josenildo e preferiu fingir que essa pergunta nunca existira a admitir que a resposta fosse 43. Seguia assim, uma vida cheia de perguntas e uma resposta bem definida, mas nada realmente fazia a diferença e João simplesmente ia vivendo.

João tinha criado sites, grupos de discussão, teorias da conspiração e tudo mais. Nada escapava a seu olho. O ápice da paranóia havia sido mover mundos e fundos para se mudar para o apartamento 42, de um prédio de nº42, no centro da cidade. Infelizmente, ele não havia encontrado nenhum apartamento de 1942 em condições de ser habitado. Recentemente, João estava tentando criar um calendário maluco onde cada ano teria 42 meses de 42 dias, divididos em 42 horas cada. Porém, a descoberta de que isso incluía alterar as datas do passado, futuro e presente de todo o Universo como conhecemos, ou imaginamos conhecer, fez com que ele colocasse o projeto na gaveta. Isso também o fazia se contentar em reajustar seu próprio relógio para marcar um dia de 42 horas, de 42 minutos cada hora, compostos por 42 segundos, de forma equivalente a um relógio comum. E, logicamente, uma forma fácil de converter isso para o tempo comum em uma conversa com pessoas que ele consideraria “menos esclarecidas”.

A família de João já havia se acostumado com tamanha insanidade. Aliás, ficava surpresa que ele conseguia tamanha sanidade, ou fingimento, no dia a dia, fazendo com que quase ninguém percebesse a excentricidade proveniente do rapaz. Nem ligavam quando ele fazia uma piada dizendo que um banco 30 horas não lhe servia de nada. Ou mesmo quando ele passava pela sala berrando que estava atrasado para o compromisso das 26h21.


Aquele dia havia amanhecido estranhamente claro naquele planeta nos confins inexplorados da região mais brega do universo. João estava de folga e pensando nas mais improváveis perguntas sobre “A vida, o universo e tudo mais”. Para ele, as últimas 84 horas haviam sido muito produtivas e a resposta para a pergunta fundamental estava muito mais próxima do que ele podia imaginar quando lera o livro pela primeira vez.

A rua para qual havia mudado era muito calma, tendo como freqüentadores não mais que alguns carros por dia, muitos deles de pessoas que moravam naquele logradouro, e alguns poucos caminhões. Geralmente de mudança. Ao sair de seu apartamento naquele dia, sua empolgação em relação ao que se passava pela sua mente era tamanha, que nem se lembrou de olhar para os lados quando foi atravessar a rua. Naquele mesmo momento de estranho alinhamento cósmico, um motorista descuidado tentava entender onde ele estava geograficamente, num mapa da cidade virado de ponta cabeça. O acidente foi inevitável.


Eis alguns dados que, por ventura, João gostaria de ter tido conhecimento naquele instante: desde que havia saído pela portaria de seu prédio, João havia dado exatamente 42 passos. Aquele caminhão era nada mais, nada menos, que o 42º caminhão a passar pela rua naquela semana. Josenildo Antonio, o motorista perdido, tinha 42 anos, odiava seu segundo nome e pelo relógio de João, estava 42 minutos atrasado. João se tornava também, ao menos desde quando se tem informações, o 42º descendente de sua família a não morrer de causas naturais. Ou assim ele gostaria de ser sepultado. Não menos que isso, ele morreu 42 dias antes de completar 42 anos, uma data que tinha esperado desde quando leu a bendita obra literária pela primeira vez.

Contudo, nenhuma dessas informações realmente faria diferença para João. O que ele realmente gostaria de saber antes daqueles 42 passos até o final súbito de seu ser vivente, era que: se ele tivesse dado apenas duas olhadas para o lado naquele dia, teria atravessado a rua em cerca de 20 passos e estaria são e salvo na outra calçada. Teria continuado sua caminhada por pouco mais de 15 minutos de um relógio comum e entraria em um pequeno café, aonde raramente ia. Porém, lá encontraria uma moça muito simpática, com quem já havia cruzado uma meia dúzia de vezes. E que, naquele instante entendeu algo que poucas pessoas tinham entendido até então. Uma pergunta que tinha apenas uma resposta, que ela teria contato a João sem menores problemas. Mas quando aquilo lhe ocorreu, ninguém passível de compreensão estava lá. E antes dela conseguir chegar ao telefone um terrível e estúpido acidente ocorreu e a ideia, assim como João e o resto do planeta, se perdeu para sempre.


Feliz dia da Toalha para todos os nerds do planeta! Viva Douglas Adams (1952 - 2001)!

sábado, 22 de maio de 2010

ZortCast#19 - Nem Grafite nem Ronaldo, é o LÚCIO!



Senhoras e senhores!

Como parte do nosso plano para dominar o mundo, futebolisticamente, a Duzão & Salgado Entertainment Association presenteia-os com o décimo nono episódio do ZortCast, um podcast sem sentido mas com conteúdo! Nele, Duzão, Marin, Carioca & Joey Salgado discutem e criticam a convocação da seleção brasileira do técnico Dunga, para a Copa do Mundo de 2010.

Em mais esse episódio do programa, em um típico papo de bar no sábado à tarde, descubra quais os principais problemas da lista de convocados. Conheça o integrante do grupo sabe tirar um chopp como ninguém, mas não sabe absolutamente nada de futebol. Entenda como Carioca mudaria o desenho tático do time. Saiba que jogador poderia atuar em qualquer lugar do campo e veja qual a estratégia de Joey Salgado para montar uma defesa forte e consistente.

Tempo de duração: 59 min.

Ouça agora, com o player abaixo, ou faça o download do episódio.

Links relacionados:

Dicas da Vez

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Porque eu assisto Big Bang Theory...

Confesso que nunca fui aquele fã insaciável de série norte-americanas. Na minha infância assistia “Alf” e “Anos incríveis”, que tinha uma das melhores aberturas da TV graças à música “With a little help from my friends”, dos Beatles, mas na versão de Joe Cocker. Fora isso, nunca fui apaixonado por milhares de séries como muitas pessoas são.



Logicamente que a oferta na época era muito menor que a procura, mas ainda assim, havia muito mais séries que apenas essas duas.

Hoje, a televisão foi invadida por uma variedade infindável de séries e enlatados para TV. Porém, não podemos dizer que é exatamente uma variedade. Acredito que ao menos 50% do que é produzido são séries policiais de todo tipo; 30% são ficção cientifica; outros 10% são em hospitais, 5% são um lixo e os outros 5% são realmente boas. Isso não exatamente o que eu considero uma grande variedade de temas para séries.

Não que as séries individualmente sejam ruins. Muito pelo contrário, todas elas têm alguma coisa de legal, muitas delas tem alguma coisa de diferente e inovador. Mas no final, é tudo mais do mesmo. Nada que seja realmente inovador.

Big Bang Theory tem aquele ar simplista que séries mais antigas têm, assim como “Friends”. Ninguém precisa salvar o mundo, resolver a crise mundial, curar pessoas ou alguma coisa do tipo. São apenas amigos vivendo coisas do dia a dia, dando risadas e passando por perrengues como todos nós. Logicamente, com o devido extremismo em algumas cenas que não veríamos normalmente. Ou talvez veríamos... isso depende muito de que tipo de amigos você tem. Às vezes eu vejo... bom, que seja.

Para exemplificar o que eu digo, separei algumas das melhores cenas da série:







Assistir BBT para mim é, assim como “Two and a Half Men”, outra série genial, uma forma de dar risada de coisas que plausíveis no meu universo. Já que ainda não fui apresentado a nenhum vampiro, comandante interestelar ou uma pessoa que ficou em uma ilha perdida que se movia no tempo espaço. Levando em conta que sou irmão de um químico doutorando, cunhado de uma doutora em química e primo de dois físicos, sendo que um dele faz mestrado em matemática. BBT é muito mais plausível que outra coisa qualquer. E não me faltam amigos bêbados para a outra série.

Quem sabe, o dia que criarem uma série genial sobre Rock and Roll, surja a segunda temporada que eu mais gosto.

Para fechar, ainda descobri que a atriz que fazia a Winnie Cooper, em “Anos Incríveis”, fez uma ponta no episódio 12 de BBT, como Abby. Confira!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A força destruidora de um Riff

Ando numa fase musical bem divertida, relembrando grandes bandas que há muito tempo não ouvia e descobrindo novos sons. Na semana passada comecei a escutar com mais atenção uma nova banda, formada por velhos conhecidos. “Them Crooked Vultures” é formada por nomes já renomados: Josh Homme, guitarrista e vocalista do Queens of the Stone Age; David Grohl, baterista que passou por Foo Fighters e Nirvana; e John Paul Jones, baixista que tocou na maior banda da história, o Led Zeppelin.

Com uma formação cheia de grandes nomes, é lógico que os caras fazem um som bom pacas. E com isso, reforço minha teoria de que uma grande banda e um grande guitarrista são conhecidos por seus grandes riffs antes de solos milaborantes. Isto por que, por incrível que pareça, nem todo solista genial é um bom criador de riffs. E mesmo que um “riffista” não seja bom nos solos, ele geralmente leva vantagem com o grande público.

Josh Homme é um exemplo disso. Desde sua época de “Queens of the Stone Age” ele tem se provado um grande compositor, produtor e “riffeiro” de primeira linha. Uma das linhas de guitarra mais conhecidas da figura é “No one knows”, da época de QOTSA.



Outro som igualmente genial é esse aqui, desenvolvido em companhia de John Paul Jones. “New Fang” está no álbum de debute da banda “Them Crooked Vultures”, e é muito foda!



Música que conta também com uma pegada a lá John Bohan por parte de David Grohl na bateria.

Logicamente existem gênios capazes de criarem grandes riffs tão surpreendentes quanto os solos. Um deles é a lenda Ritchie Blackmore, co-fundador do “Deep Purple” e “Green Bullfrog”. Uma de suas criações mais conhecidas misturando solos e riffs é a boa e velha “Burn”, do álbum que leva o mesmíssimo nome, lançado em 1974.



Na conta de Blackmore também podemos colocar clássicos como “Smoke on the water”, “Strange kind of Woman”, “Space Truckin”, “Stormbringer” e “Highway Star”. Ainda assim, podemos eleger os reis da simplicidade na criação de músicas históricas. O Rolling Stones é, na minha opinião, a banda criadora dos riffs mais legais e simples da música.

É indiscutível a capacidade de Mick Jagger, Keith Richards, Ron Wood e Charlie Watts de criar clássicos do Rock and Roll. Um dos maiores exemplos disso é a música “You got me rocking”, um som genial, que basicamente tem três notas a música toda. Acha fácil? Então faça um som tão foda com essa simplicidade e você terá meu respeito.



Essa simplicidade genial é possível ser conferida em outros grandes clássicos da banda, como “Gimme Shelter”, “Start me up” e “Brown Sugar”.

É definitivo, nada é mais importante no mundo da música que o som fantástico de um riff bem criado e uma guitarra bem tocada. Para fechar, fiquem com uma banda e uma música que nem precisam de apresentação.



“Long live Rock and Roll” – R.I.P. Mr. Ronnie James Dio, o criador do simbolo do Metal! \m/

(1943 - 2010)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Cinco Vídeos de: Jack Bruce

Essa semana foi cheia de aniversários no mundo da música, por isso, vou fechar a semana com o mesmo tema que abri. Só que, dessa vez, será uma homenagem a um verdadeiro gênio do Rock and Roll. Jack Bruce, nascido em 1943, na Escócia, é um dos maiores baixistas que já caminharam sobre a terra. Filho de músicos, ele partiu para a mesma carreira e terminou formado pela Royal Scottish Academy of Music and Drama, onde estudou Violoncelo e Composição.

Bruce fez parte do grupo de músicos britânicos responsáveis pelo Big Bang do Rock and Roll mundial. Em um universo onde Beatles e Rolling Stones dominavam, ele fazia parte de um “selecionado” que elevaria a música a um novo nível. O baixista tocou com bandas como Graham Bond Organization e John Mayall & the Bluesbreakers, mas foi em 1966 que ele revolucionaria o Rock. Em companhia do baterista Ginger Baker – ídolo de ninguém menos que John Bohan – e o guitarrista Eric Clapton – que se você não sabe quem é, eu tenho pena de você – eles fundaram o “Cream”, o qual tem um ZORTCAST especial, que você confere AQUI!

Assim que o fim do Cream foi anunciado, ele foi tocar no “West, Bruce and Laing”, onde teve mais liberdade de compor e desfiar sua habilidade no baixo. A banda também não teve vida longa, mas produziu coisas muito boas, apesar de não ter a mesma expressão do “Cream”.

Depois dessa fase, Jack Bruce imergiu na sua carreira solo, que incluiria tocar com outros grandes gênios como Robin Trower, Peter Frampton, Mitch Mitchell e Buddy Guy.

Seguem abaixo, cinco vídeos onde podemos apreciar toda a capacidade musical do senhor Jack Bruce! Em um deles, o rapaz mostra que na gaita ele também é fenomenal. Bom final de semana para todos!













terça-feira, 11 de maio de 2010

Criatividade é tudo!

No mercado da comunicação, é sempre importante criar uma forma diferente de se impressionar e convencer seu chefe/entrevistador. O mercado está lotado, cheio de talentos e charlatões. É por isso que é fundamental criar novas formas de se apresentar, um novo cartão de visitas. Esse vídeo logo abaixo mostra como maximizar as suas chances de ser contratado por uma grande empresa!



Tá ai, agora corra atrás e faça sucesso nas agencias você também!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Cinco vídeos de: Bono Vox

Segunda-feira, chove/garoa na cidade de São Paulo e estamos a um dia da convocação da seleção brasileira para a copa do mundo. Então, irei fugir dos assuntos mais discutidos de hoje para celebrar o 50º aniversário de uma das figuras mais conhecidas e talentosas da atualidade, Bono Vox, vocalista do U2 e humanista por natureza.

De uma forma geral, U2 não está entre as minhas bandas favoritas e Bono não está na lsita dos melhores vocalistas do mundo. Apesar de muito afinado e extremamente talentoso, como vocalista Bono não apresenta nada de diferente que o torne um “excepcional”. Veja bem, que em momento algum eu disse que ele canta mal – pensasse isso, eu seria um idiota – simplesmente acredito que ele não seja fenomenal. A grande qualidade de Bono na musica é sua incrível capacidade para compor e escrever músicas geniais. As letras das músicas do U2, principalmente no auge da década de 80, são muito bonitas e bem escritas.

Bono se tornou uma das celebridades mais ativas na luta por igualdade, paz e justiça, das campanhas da ONU. Sendo que em 2005, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz. Atualmente, está engajado na luta contra a fome e a pobreza no continente africano.

É por tudo isso, que hoje eu selecionei as cinco músicas que mais gosto do U2/Bono Vox para vocês curtirem. Boa semana para todos!